Archive for the ‘Cidades saudáveis’ Category

Fazer mais com recursos escassos

Fevereiro 5, 2011

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A iniciativa da UE para uma utilização mais eficiente dos recursos naturais do planeta contribui para os objectivos comuns da UE em matéria de alterações climáticas, energia, transportes, matérias-primas, agricultura, pesca, biodiversidade e desenvolvimento regional.

A iniciativa faz parte da Europa 2020, nome por que é conhecida a estratégia da UE para gerar crescimento e emprego de forma sustentável. Para além de fomentar a conservação dos recursos essenciais (ar, água, terra, florestas, alimentos, etc.), a UE quer promover a reutilização e reciclagem de minerais e metais, essencial numa economia moderna.

Estas medidas contribuirão para reforçar a eficiência, a produtividade e a competitividade. As empresas que fazem uma utilização eficiente das matérias-primas, da água e dos outros recursos destinados ao fabrico dos seus produtos encontram-se em condições de reduzir os custos e de ser mais competitivas.

Alguns sectores estão já a colher os frutos da inovação. É o caso da indústria do cimento, que está a começar a utilizar combustíveis e materiais alternativos (por exemplo, reciclados) para reduzir as suas emissões de CO2, diminuir os custos energéticos e produzir menos resíduos.

Na Hungria, 56 empresas introduziram inovações em defesa do ambiente que lhes permitiram poupar 59 milhões de euros. Nos Países Baixos, um fabricante de produtos químicos que consumia 9 900 000 litros de água por dia passou a utilizar águas residuais domésticas, gastando assim menos 65% de energia e menos 500 toneladas de substâncias químicas por ano e diminuindo em 5000 toneladas as suas emissões de gases com efeito de estufa.

Fomentar a utilização eficiente dos recursos constituirá um dos princípios orientadores das medidas para diminuir as emissões de carbono e aumentar a eficiência energética em sectores como os transportes, a agricultura e a pesca, bem como preservar a biodiversidade, que a UE prevê adoptar.

Esses esforços constituem um incentivo para a inovação e ajudarão a reduzir a dependência europeia das importações.

A UE também proporá medidas em relação aos mercados de produtos de base, tendo em vista garantir um abastecimento seguro de matérias-primas.

Estas medidas são essenciais para o bem-estar económico da UE, já que o desenvolvimento registado na China, na Índia e noutros países intensifica a concorrência pelos recursos limitados a nível mundial e provoca uma escalada dos preços.

Na UE, os sectores da construção, químico, automóvel, aeroespacial e da maquinaria e bens de equipamento, que empregam 30 milhões de pessoas, dependem enormemente do acesso às matérias-primas.

Mais sobre a utilização eficiente dos recursos na Europa, veja AQUI

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pegada ecológica

Janeiro 15, 2011

https://i1.wp.com/opaseobas.com.br/opas/wp-content/uploads/2009/10/pegada-ecologica.jpg

Calcula a tua pegada ecológica!

AQUI

E hoje? Jorge Bateira, no “Ladrões de Bicicletas”

Novembro 29, 2010

É para sempre, disse o ministro.

Hoje, mais de 100 000 cidadãos irlandeses protestaram nas ruas de Dublin contra a “ajuda” da UE/FMI e quatro anos de austeridade. Por aqui não serão quatro anos. O Ministro das Finanças já o disse com muita clareza (ver aqui): a redução nos salários dos funcionários da Administração Pública É PARA SEMPRE! Mas “para sempre” é a eternidade, que o mesmo é dizer “fora do espaço e do tempo”. Onde julga estar o ministro?

Economia: Ainda Jorge Bateira, no “Ladrões de Bicicletas”

Novembro 28, 2010

Confrontar a economia depois das 8 da noite

Enquanto depois das 20h continuamos a ouvir na TV a incompetente conversa de que este orçamento é necessário para colocar o País no caminho da sustentabilidade financeira, na imprensa internacional não faltam especialistas da área financeira a dizer que a austeridade produz o contrário do que dela esperam os comentadores domésticos.

Hoje dou a palavra a Mohamed El-Erian:

“No fundo, a [actual] abordagem trata da liquidez e não da solvabilidade. Aumenta o valor da dívida em vez de o reduzir. E usa o método socialmente penoso dos cortes no rendimento e no crescimento como o principal meio de promoção da competitividade internacional ao longo do tempo.
Não deveria ser uma surpresa ver que, seis meses depois de ter adoptado esta abordagem, a Grécia ainda está em tempo de crise.
(…)
Chegará o momento em que a Europa encontrará uma melhor forma de conciliar o que é desejável com o que é possível. Precisa de abordagens alternativas que, não sendo as melhores, se revelem mais eficazes na resolução do problema da dívida, na melhoria da competitividade, e no apoio a uma reestruturação económica propiciadora de crescimento.
Forçosamente, estas alternativas serão incómodas para os governos. No quadro de um debate público alargado, a reestruturação da dívida surgiria como uma possível opção preventiva em vez de uma inevitabilidade catastrófica. Também seria de pensar num período sabático em que os países mais frágeis da Zona Euro a deixariam temporariamente para regressarem em condições mais sustentáveis.”

Mas tenho dúvidas que a realidade faça abrir os olhos a uma União Europeia que se deixou cegar por um neoliberalismo suportado por falsas teorias económicas. Por exemplo: a ineficácia da política orçamental, a necessidade da independência do banco central, uma “economia da oferta” que promete o crescimento económico se as sociedades pagarem o preço redentor do desemprego de massa e salários de sobrevivência.

Economia: Jorge Bateira, no “Ladrões de Bicicletas”

Novembro 28, 2010

Até quando?

O Orçamento para 2011, agora aprovado, vai produzir uma redução do consumo das famílias e uma redução do investimento público e privado, o que por sua vez vai originar mais desemprego. Algum crescimento das exportações para fora da UE apenas atenuará a recessão. Esta produzirá uma quebra na receita fiscal esperada e aumentará a despesa orçamentada através dos subsídios de desemprego. Em meados de 2011 ficará claro que o défice previsto não é alcançável.

No início de 2011, o Tesouro vai precisar de colocar mais dívida pública no mercado. Só o conseguirá fazer a uma taxa superior a 7%, um valor que acelera o efeito “bola de neve” produzido pelos juros no total da dívida acumulada. Nessa altura, por pressão da Comissão Europeia, da Alemanha, e provavelmente também da Espanha, Portugal pedirá o apoio do Fundo Europeu de Estabilização/FMI.

Com a inicial negação da necessidade do apoio, seguida das negociações com os novos tutores, e depois com a instalação da sua equipa em Lisboa, estaremos perto do Verão altura em que a degradação da execução orçamental será flagrante. Nessa altura, os tutores do País mandarão aplicar um novo PEC, com mais cortes na despesa e maior desregulamentação do mercado de trabalho. Aproveitarão para aplicar uma redução das indemnizações nos despedimentos, já sugerida pela OCDE, e a redução do salário mínimo, entre outras medidas destinadas a fazer baixar o custo do trabalho.

Entretanto, o governo do PS já terá caído e um governo do PSD terá sido eleito com maioria relativa.

Será que vamos deixar o País entregue a esta alternância entre partidos sem projecto de desenvolvimento para o País, entre cúmplices dos agiotas da finança que na última década montaram a mais eficaz máquina de fazer endividar cidadãos?

Até quando?

E hoje? uma citação

Novembro 28, 2010

 

“O mesmo se diga da boa vontade que encontramos em muitas pessoas que trabalham no sector público, da escola ao hospital e outros pontos da administração. Em tudo isto há gente que faz “milagres” com os poucos recursos de que dispõe. Tem, acima de tudo, “recursos humanos”, para usar uma expressão comum mas imprecisa, pois qualquer pessoa vale por si e nunca é um “recurso””

D. Manuel Clemente, bispo do Porto, in: “Diálogo em tempo de escombros” (página 30)

 

 

 

E hoje? O Orçamento de Estado..eis Charlie Chaplin

Novembro 27, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado…eis Charlie Chaplin

Novembro 26, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado…eis Charlie Chaplin

Novembro 25, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado…eis Charlie Chaplin

Novembro 23, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado …eis Charlie Caplin

Novembro 22, 2010

Jorge Bateira, no “Ladrões de Bicicletas”:Esgotou-se a inter-governamentalidade

Novembro 22, 2010

Esgotou-se a inter-governamentalidade

Notícia do Spiegel Online:

“O desacordo entre os ministros das finanças ilustra a amplitude das divergências entre os países da Zona Euro quanto à forma de lidar com a crise:

Portugal, Grécia e Espanha acusam o governo Irlandês de destabilizar os mercados financeiros com a sua teimosia e fazer subir as taxas de juro.

Todos juntos com a Irlanda, acusam a Alemanha de ter causado a última crise através da sua insistência em fazer suportar pelos credores privados a sua parte das perdas em futuras crises de dívida.

A Alemanha por seu turno assume-se como garante da estabilidade da Zona Euro no longo prazo e pretende garantir que os contribuintes não tenham que pagar sozinhos a factura em futuras crises.

O BCE [Banco Central Europeu] tem insistido que a Irlanda deveria requerer o auxílio do fundo de estabilização da UE por forma a que este possa entrar em acção apoiando o país. Em Outubro, o BCE fez um empréstimo de emergência de 130 mil milhões de euros ao sistema bancário irlandês – um quinto do total dos empréstimos que o banco central já efectuou aos bancos da Zona Euro. Sem esta ajuda, o sistema bancário irlandês teria entrado em colapso. O BCE argumenta que a situação actual não é sustentável no longo prazo.”

Três observações:

– Não é apenas a Alemanha que está reticente em continuar a financiar os países da periferia da Zona Euro. Os governos da Finlândia e da Suécia também enfrentam um eleitorado que não quer.

– Ao contrário da retórica oficial que fala de “contágio”, “estabilização”, “tranquilizar os mercados”, o problema da Zona Euro é muito mais grave porque é um problema de desequilíbrio estrutural entre territórios de uma mesma zona monetária em que uns geram excedentes na balança de transacções correntes enquanto outros (menos desenvolvidos) geram défices.

– Nos EUA , no Brasil, ou na própria Alemanha, estes desequilíbrios são parte do funcionamento corrente da federação. Há um governo federal eleito que define políticas e investimentos de escala federal e um orçamento que assegura a coesão global.

– Conclusão: não é realista continuar a pensar num federalismo orçamental para a Zona Euro, pelo menos no horizonte de uma década. Resta-nos ir caminhando de crise em crise … até à implosão do euro?

Nota final:
Percebe-se a rápida aceitação do Reino Unido em participar na ajuda à Irlanda, mesmo não pertencendo à Zona Euro. Basta ver no gráfico em anexo quem vai acabar por receber a ajuda.

E hoje? O Orçamento de Estado…eis Charles Chaplin

Novembro 21, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado e a Fome

Novembro 20, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado e a Fome

Novembro 19, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado e a Fome

Novembro 18, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado e a Fome

Novembro 17, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado e a Fome

Novembro 16, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado e a Fome

Novembro 15, 2010

E hoje? O Orçamento de Estado e a Fome

Novembro 14, 2010