Archive for the ‘bemcomum’ Category

Poema

Julho 29, 2012

vês aquele barco ali, no alto mar,
e as gaivotas em terra, anunciando
a torrente do amor.

são os teus seios envoltos, nas pétalas dos girassóis
ao vento, revolvendo os moinhos.

e assim, os teus beijos, são o sol, dentro dos meus,
não, não o eclipse,
porque a lua e as estrelas, testemunharam,
o sussurrar das fontes
lá da montanha.

e sabes: quando as línguas se cruzam, na dialéctica do arfar,
dos bombos e das gaitas de foles,
as bandeiras, hão-de dizer,
vejam, vejam, as bandeiras desfraldadas,
da liberdade, nos teus cabelos.

e é assim, que construímos as pontes, do sabor e do cheiro,
da maresia,
no calcorrear dum caminho, sem sono,
porque este não é o cantar dos pássaros,
nas esquinas da liberdade, que construímos.

e tu, e eu,
saberemos meu amor, construir, pedra a pedra,
o amor do perigo, que dá sabor ao nosso paladar,
e haveremos de cantar, a canção do único
barco que acalma,
o dedilhar das violas,
cantadas em teu ventre.

joaquim armindo

Anúncios

Reflexão de Joaquim Armindo

Julho 22, 2012

O ALIVIO

 

O alívio é “uma diminuição de carga, fadiga, de sofrimento”, e aliviar “desoprimir, dar alívio a, atenuar, suavizar, consolar (aquelas palavras aliviam-me…)” . Uma determinada pessoa, não sendo uma ilha, quer fisicamente, quer psicologicamente, que possui uma “carga”, a desagrabilidade de carregar, de estar afectada, mesmo que não possua o conceito do UNO e do MÚLTIPLO, ou seja, a sua vida não seja compartilhada com outrem, enquanto ENTE, mas só requeira o AMOR DE AMIZADE, se não consegue digerir por si, que a normalidade dos actos diz que é verdade, só pode desoprimir-se, aliviar-se, se compartilhar isso com o ENTE ou o amigo. Se, porém, o conto não se faz, dado que as palavras não aliviam, então isso significará a perda do UNO, ou melhor a sua nunca existência, ou do Amor de Amizade. Porque se o quotidiano, seja qual for, constitui uma profunda fadiga fazê-lo sentir a quem é ENTE, é uma negação da PESSOA enquanto vivencial, uma negação da vida.

Não é possível existir relação séria onde a partilha do SER é escamoteada, porque tradutora de mais sofrimento, estaremos perante uma contradição entre sentimentos que dizemos ter e a sua prática. Só a prática de uma teoria, leva a oferecer-nos enquanto dom ao outro, porque se este dom sofre de arritmia, enquanto movimento sofredor, traduz uma doença arterial, então o “coração” não bate, e acaba por morrer. Não se poderá afirmar, então, uma dualidade de procedimentos e de caracteres, porque levará à mentira e à obcecação. Isso é deprimente, e em vez do aliviar, estamos no castigo de falar disso a outrem, seja ENTE ou PESSOA, na sua diversidade. Por isso não existem matérias tabus, mas declarações que acalmam.

Se, porém, não aclamam, então a relação é inquinada, não existe alívio, e não será procedente a sobrevivência dos ENTES, ou até da AMIZADE, dado existir uma ocultação da vida que produz sofrimento. E se esse sofrimento é duplo, isto é, é dirigido vectorialmente em dois sentidos contrários, no que não se quer, e naquele que se quer, uma NEGAÇÃO é evidente, e pelas evidências confirmamos a verdade.

Cimeira Rio+20

Maio 30, 2012

https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/s320x320/554482_419203658100002_1755980349_n.jpg

Uma frase, para a vida!

Maio 27, 2012

“Ainda que a traição agrade, o traidor é sempre odiado.”

Miguel Cervantes

Nossa Senhora das Dores – Bernardo Sassetti

Maio 12, 2012

1.º De Maio de 1973: Emboscada mata 9 portugueses

Maio 1, 2012

 

https://bemcomum.files.wordpress.com/2012/05/1guerracolonial.jpg?w=300

Fazem 39 anos, 1.º de maio de 1973, estrada Luso-Dala, mais ou menos por esta hora, 7 da tarde, que 16 militares, onde me encontrava (Joaquim Armindo), foram atacados por forças do MPLA.

Destes 16 militares, morreram 9 e alguns feridos. A força do MPLA era grande e os seus militares grandes atiradores, tanto mais que em plena estrada alcatroada, conseguem deter uma força militar, matar 9, ferir outros.

Não consigo deixar de referir estes 39 anos, e os meus camaradas de armas mortos! É com emoção que recordo um a um, e se ainda me trato medicamente, devo-o em grande parte a esta emboscada!

NÃO À GUERRA COLONIAL E À DITADURA! ESTES MOMENTOS NÃO SE ESQUECEM. VIVEM-SE PARA SEMPRE NAS NOSSAS VIDAS.

Hoje recordo com muita saudade este dia, O DIA DO TRABALHADOR, E O DIA DA LIBERDADE EM PORTUGAL!

Joaquim Armindo

Milhares e Milhares nas ruas do Porto! Pela Liberdade, contra os senhores das guerras e do dinheiro!

Abril 25, 2012

https://i2.wp.com/a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/s320x320/540637_10150990594328662_637988661_13105605_1810206107_n.jpg

25 de abril, perdemos!

Abril 25, 2012

https://bemcomum.files.wordpress.com/2012/04/liberdade.jpg?w=300

 

Nós os que lutamos pelo 25 de Abril, perdemos!

Dizer que perdemos, é ter a lucidez de voltar a lutar, lutar pela dignidade, pelo pão, que tanta falta faz.

Na sociedade portuguesa, nós sabemos que as nossas ideias foram amassadas e chutadas, porque nós lutamos pelo amor, pelas ruas e vielas, pelas avenidas e estradas, do nosso país, e perdemos!

Mas sabemos que a força das ondas do mar, do vento que tanto amamos, “dos nossos cabelos ao vento”, hão-de vencer, porque nós estamos aqui, pela ressurreição da revolta e indignação, pelos atropelos aos homens e mulheres, às crianças e aos velhos, com os nossos braços e garra, de insurretos, seremos capazes de ver nascer as espigas no milheiral do nosso contentamento.

Até sempre Miguel Portas!

Abril 25, 2012

https://i0.wp.com/i.ytimg.com/vi/RGrQqIsHxNI/0.jpg

 

Discuti com ele, bastante! Naquele dia na Praça da Liberdade, no Porto. De mangas de camisa e camisola pelas costas! Era assim Miguel Portas.

Sabes Miguel, estamos a perder todos, mas a confiança e a esperança, não nos faltam. Anda comigo para a luta, eu sei que vens, companheiro.

a primavera…não volta mais!

Março 27, 2012

https://bemcomum.files.wordpress.com/2012/03/vic_velhos41.jpg?w=300

A primavera pode ser um camimho sem volta

Fevereiro 20, 2012

https://bemcomum.files.wordpress.com/2012/02/00-sol-de-primavera.jpg?w=300

Artigo publicado no Voz Portucalense de 4/1/2001, da autoria de Joaquim Armindo

Janeiro 6, 2012
UMA MULHER!

E Jesus disse que aquela viúva, tinha dado apenas duas pequenas moedas, tudo o que tinha, enquanto os ricos lançavam muitas moedas, era a que tinha oferecido muito mais ao Tesouro do Templo (Marcos 12,41).
Ao reler esta perícopa refleti, naquela mulher, Perpétua Ruas, que há semanas foi a enterrar, em Vila Nova de Gaia. Sempre a conheci, tinha quatro filhos e um marido que termia as mãos, todos os minutos, e por isso não trabalhava, era doente. Esta mulher, já com mais de noventa anos, deu tudo o que tinha, à sua família pobre, até à avó, que também vivia naquela casa, à rua Diogo Cassels, e que já não existe. Trabalhava todo o dia, provavelmente vinte e quatro horas, porque mesmo a dormir, tinha que pensar no pão do dia a dia. De amanhã quando entrava naquela casa, eram tempos em que as portas estavam sempre abertas, via a avó a aquecer-se num aquecer redondo, de serrim, na cozinha, eu lá ia para a sala chamar o filho mais velho, o Quim, agora o Professor Doutor Gonçalves Guimarães, da Casa do Solar dos Condes de Resende, para irmos brincar e apanharmos pelo chão pedrinhas, que eram a nossa riqueza. A mãe já tinha saído, para trabalhar, naquelas caixinhas de cartão, onde se colocavam as pomadas. Era o seu modo de vida, o que lhe dava, para sustentar a família, incluindo uma das filhas de mobilidade condicionada. Eram tempos difíceis, as ajudas que recebíamos eram os leites em pó enlatados e o queijo, que vinham “lá de fora”, para ajudar a matar a fome.
Foi neste cenário que Perpétua Ruas, subia e descia até Cândido dos Reis, onde ganhava o pão nosso de cada dia, com uma força, dignidade e capacidade, fora do comum. Ela deu de si, tudo o que possuía, moedas magras, mas sabia gerar muito. Aquela casa era de amor, de muito suor, compreensão e simpatia. Quem chegasse tinha lugar à mesa, mesmo com o miserável ordenado. Ela descobriu cedo o Reino de Deus, porque confiava, deu-se à causa de uma família desprotegida, mas de caráter. Seus filhos, netos e bisnetos, bem podem considerar esta mulher, como um prodígio criado “à imagem e semelhança de Deus”. Aí está uma viúva, ficou neste estado passados alguns anos, que no Templo do Senhor, os corpos de seus filhos, colocou as magras moedas que tinha, e do pouco muito fez. A lição mais linda que uma mulher cristã pode dar a todos nós.
Muitos morrem, e são noticia, pelo exercício do seu poder, que até pode ser meritório, mas muitas mais mulheres e homens, são como Perpétua Ruas, que não têm noticias, porque afinal ainda existem pessoas com esta grandeza, e como a viúva do Evangelho lançam tudo o que têm, mas todos vêem os benfeitores, que colocam no Tesouro do Templo, aquilo que não lhes custou a ganhar. Perpétua Ruas deu o todo do seu ser, tem de ser lembrada, mesmo numa crónica humilde como está é.
Obrigado Perpétua Ruas, pelo exemplo e coragem! Está já junto do Senhor!

Joaquim Armindo

Nós Somos de Uma Pátria Muito Amada! Paris – Berlim, não são os nossos donos!

Dezembro 10, 2011

ASSINE AQUI

Fado em José Afonso!

Novembro 27, 2011

Fado

 

A greve de amanhã: uma greve justa, pela liberdade e pelo pão!

Novembro 23, 2011

https://i1.wp.com/www.wherebrasil.com.br/estacidadetambem/wp-content/uploads/2011/02/amigos1.jpg

Cantar na Greve Geral!

Novembro 22, 2011

Cantar

 

Apoio à Greve Geral de 24 de Novembro, inteletuais manifestam-se!

Novembro 22, 2011

O último ano tem sido marcado por uma catadupa de decisões políticas atentatórias das condições de vida dos cidadãos e dos serviços e apoios sociais arduamente conquistados ao longo da história, criando uma situação que é tão mais gravosa quanto ocorre num quadro de progressivo desemprego e recessão económica.
É o caso dos cortes unilaterais nos salários dos trabalhadores do Estado, da apropriação fiscal de grande parte do subsídio de Natal dos trabalhadores e pensionistas, do corte dos subsídios de Natal e de férias dos trabalhadores do sector público e dos pensionistas que, tal como o aumento do horário laboral no sector privado, estão previstos para o próximo ano, da substancial diminuição do financiamento ao Serviço Nacional de Saúde e à educação pública, ou da restrição do acesso ao subsídio de desemprego e a outras prestações sociais. No entanto, estas opções políticas não se limitam a agravar as condições de vida dos trabalhadores, pensionistas e suas famílias, fazendo até perigar a própria subsistência de muitos deles em condições minimamente dignas.
Essas decisões são tomadas em nome do reequilíbrio das contas públicas e da necessidade de servir a dívida. No entanto, devido à recessão que já provocam e irão aprofundar, não permitirão sequer atingir esses objectivos. Dessa forma, ao sofrimento imposto a milhões de pessoas e à injustiça na repartição dos custos, vem somar-se a consciência da inutilidade de tais sacrifícios.
Mais ainda, as medidas tomadas no âmbito das políticas de “ajustamento” constituem uma brutal subversão do contrato social que permitiu à Europa libertar-se, após a II Guerra Mundial, da endémica incerteza e insegurança de vida dos seus cidadãos e, com base nisso, assegurar vivências mais dignas, uma maior equidade e níveis de paz social e segurança colectiva sem paralelo na sua história.
Ao subverterem a credibilidade e a segurança jurídica da contratação laboral e sua negociação, ao esvaziarem e restringirem os elementos de Estado Social implementados no país (pondo com isso em causa o acesso dos cidadãos à saúde, à educação e a um grau razoável e expectável de segurança no emprego, na doença, no desemprego e na velhice), essas opções políticas, apresentadas como se de inevitabilidades se tratasse, reforçam as desigualdades e injustiças sociais, abandonam os cidadãos mais directamente atingidos pela crise, e criam as condições para que a dignidade humana, os direitos de cidadania e a segurança colectiva sejam ameaçados pela generalização da incerteza, do desespero e da ausência de alternativas.
Por essas razões, os cientistas sociais signatários reafirmam que os princípios e garantias do Estado Social e da negociação consequente dos termos de trabalho não são luxos apenas viáveis em conjunturas de crescimento económico, mas sim condições básicas da dignidade e da existência colectiva, que se torna ainda mais imprescindível salvaguardar em tempos de crise. São, para além disso, elementos essenciais de qualquer estratégia credível para ultrapassar a crise e relançar o crescimento económico.
Num quadro de fortes limitações orçamentais, esse imperativo societal requer a reversão das crescentes assimetrias na distribuição de riqueza entre capital e trabalho, designadamente através da utilização de uma substancial e mais equitativa tributação dos lucros e mais-valias como fonte do reforço de financiamento dos serviços e prestações sociais.
Sendo as opções governativas em curso (e em particular a proposta de OGE 2012) contrárias a estas necessidades e atentatórias da dignidade humana e da segurança colectiva, os cientistas sociais signatários apoiam a Greve Geral convocada pela CGTP-IN e a UGT para o próximo dia 24 de Novembro, apelando aos seus concidadãos para que a ela adiram.
Tratando-se embora de uma acção a nível nacional, os signatários saúdam também esta Greve Geral como um momento do combate europeu contra as políticas de austeridade e de regressão social, a favor de mudanças na política europeia que coloquem no centro os cidadãos, o crescimento económico, o desenvolvimento e a defesa da Europa Social e da democracia.

(Apelo à adesão à Greve Geral de 24 de Novembro, subscrito por 128 cientistas sociais portugueses ou a trabalhar em e sobre Portugal.)

Ontem como hoje, haveremos de lutar pela PAZ e pela JUSTIÇA!

Novembro 20, 2011

http://dialogosocial.files.wordpress.com/2008/04/1maio1974-fms.jpg

Lutar pela Paz, lutar por Amor, lutar pela Justiça!

Novembro 20, 2011

https://bemcomum.files.wordpress.com/2011/11/vamos-lutar-contra-o-preconceito-religioso.jpg?w=300

Uma rosa branca, neste domingo, por todos (as), que lutam por um outro mundo!

Novembro 20, 2011

https://i2.wp.com/imagens.kboing.com.br/papeldeparede/14589rosa2.jpg