Archive for the ‘À noite’ Category

Flores para ti!

Abril 27, 2012

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A Musica!

Setembro 15, 2011

 

É bom ouvir de novo…

Julho 19, 2011

Mais à Noite: Espirituais Negros

Abril 28, 2011

Ainda à Noite, Poesia Portuguesa: Agostinho da Silva

Abril 28, 2011

Dizendo que é só amor

fazes Deus menor que Deus

cercas o ilimitado

dos limites que são teus.

Deixa de estufar o peito

quando fazes tuas rondas

talvez teu cérebro seja

só um bom detector de ondas.

Do que é o Espírito Santo

só diga quem fique mudo

que palavra há que me leve

àquele nada que é tudo.

E venha filosofia

teologia que farte

o que se pense de Deus

é só de Deus uma parte.

Nunca voltemos atrás

tudo passou se passou

livres amemos o tempo

que ainda não começou.

É só bem dentro de nós

que o projeto se anuncia

se retoma se reforma

e se volta à luz do dia.
É o mundo que nos coube

perpétua ronda de amor

do criado ao incriado

por sua vez criador.

Mais longe estás se houve início

mais perto se o tempo finda

e a rosa que em ti abriu

é em mim botão ainda.

Mais que a teu Deus sê fiel

ao que tu sejas de Fé

talvez o Deus que te crias

oculte o Deus que Deus é.

Mais que tudo quero ter

pé bem firme em leve dança

com todo o saber de adulto

todo o brincar de criança.

O mundo é só o poema

em que Deus se transformou

Ele existe e não existe

tal a pessoa que sou.

Todo momento que foge

a eternidade encerra

só atingirás o céu

por cuidado passo em terra.

Talvez seja isto somente

o de mais perfeito ensino

ter homem a liberdade

de se entregar ao destino.

Divino espírito santo

senhor do imprevisível

me toma pois da verdade

só quero o que for incrível.

Como durmo sossegado

sabendo que por mim vela

uma coisa que sonhando

vivo me tem dentro dela.

À Noite: Ranchos Folclóricos

Abril 28, 2011

Mais à Noite: Espirituais Negros

Abril 27, 2011

Ainda à Noite, Poesia Portuguesa:ALPHONSUS DE GUIMARAENS

Abril 27, 2011

ISMÁLIA



Quando Ismália enlouqueceu,
pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
queria descer ao mar…
E, no desvario seu,
na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
estava longe do mar…

E como anjo pendeu
as asas para voar…
queria a lua do céu,
queria a lua do mar…
As asas que Deus lhe deu,
rufaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
seu corpo desceu ao mar…

À Noite: Ranchos Folclóricos

Abril 27, 2011

Mais à Noite: Espirituais Negros

Abril 26, 2011

Ainda à Noite, Poesia Portuguesa: Francisco Rodrigues Lobo

Abril 26, 2011

Cantiga

Mote

Antes que o Sol se levante,
Vai Vilante a ver o gado,
Mas não vê Sol levantado
Quem vê primeiro a Vilante.

Voltas

É tanta a graça que tem
Com uma touca mal envolta,
Manga de camisa solta,
Faixa pregada ao desdém,
Que se o Sol a vir diante,
Quando vai mungir o gado,
Ficará como enleado
Ante os olhos de Vilante.

Descalça às vezes se atreve
Ir em mangas de camisa,
Se entre as ervas neve pisa
Não se julga qual é neve;
Duvida o que está diante
Quando a vê mungir o gado,
Se é tudo leite amassado,
Se tudo as mãos de Vilante.

Se acaso o braço levanta,
Porque a beatilha encolhe,
De qualquer pastor que a olhe
Leva a alma na garganta;
E inda que o Sol se alevante
A dar graça e luz ao prado,
Já Vilante lha tem dado,
Que o Sol tomou de Vilante.

Francisco Rodrigues Lobo

À Noite: Ranchos Folclóricos

Abril 26, 2011

Mais à Noite: Musica Liturgica

Abril 5, 2011

Ainda à Noite, Poesia Portuguesa: Francisco Rodrigues Lobo

Abril 5, 2011

Cantigas coimbrãs


Mancebo do prado,
Não tragas espada,
Porque onde há tais olhos
Para que são armas?

Mancebinho louro,
Andai descoberto,
Tomareis mil almas
No vosso cabelo.

Tornai-me meus olhos,
Mancebo do verde,
Que andam trás de vós
E não sabeis deles.

Tornai-me meus olhos,
Mancebo do roxo,
Que vão da minha alma
Para o vosso rosto.

Não quero ser dama
Do dos olhos brancos,
Que tem mil amores
E nenhum cuidado.

Não quero ser dama
Do dos olhos negros,
Que tem mil amores
E nenhum segredo.

Vinde-vos, meus olhos,
Vinde-vos da serra,
Não vos queime o sol
Que vos tem inveja.

Pois fiquei na serra,
Vinde-vos do campo,
Quequem ama muito
Não espera tanto.

Fora-se o meu damo
A lavrar no monte,
Quero-me ir com ele,
Não venha de noite.

Fora-se o meu damo
A gradar no vale,
Quero-me ir trás ele,
Que outrém não lhe agrade.

Lume dos meus olhos,
Se fores à vila
Levai-me nos vossos,
Vireis mais asinha.

Pois ides à vila
Ninguém vos contente,
Que os rostos toucados
Muitas vezes mentem.

Francisco Rodrigues Lobo

À Noite: Coros Liturgicos

Abril 5, 2011

Mais à Noite: Musica Liturgica

Abril 4, 2011

Ainda à Noite, Poesia Portuguesa: Francisco Rodrigues Lobo

Abril 4, 2011

Cantigas coimbrãs


Mancebo do prado,
Não tragas espada,
Porque onde há tais olhos
Para que são armas?

Mancebinho louro,
Andai descoberto,
Tomareis mil almas
No vosso cabelo.

Tornai-me meus olhos,
Mancebo do verde,
Que andam trás de vós
E não sabeis deles.

Tornai-me meus olhos,
Mancebo do roxo,
Que vão da minha alma
Para o vosso rosto.

Não quero ser dama
Do dos olhos brancos,
Que tem mil amores
E nenhum cuidado.

Não quero ser dama
Do dos olhos negros,
Que tem mil amores
E nenhum segredo.

Vinde-vos, meus olhos,
Vinde-vos da serra,
Não vos queime o sol
Que vos tem inveja.

Pois fiquei na serra,
Vinde-vos do campo,
Quequem ama muito
Não espera tanto.

Fora-se o meu damo
A lavrar no monte,
Quero-me ir com ele,
Não venha de noite.

Fora-se o meu damo
A gradar no vale,
Quero-me ir trás ele,
Que outrém não lhe agrade.

Lume dos meus olhos,
Se fores à vila
Levai-me nos vossos,
Vireis mais asinha.

Pois ides à vila
Ninguém vos contente,
Que os rostos toucados
Muitas vezes mentem.

Francisco Rodrigues Lobo

À Noite: Coros Liturgicos

Abril 4, 2011

Mais à Noite: Musica Liturgica

Abril 3, 2011

Ainda à Noite, Poesia Portuguesa: Francisco Rodrigues Lobo

Abril 3, 2011

Cantiga


Descalça vai para a fonte,
Leonor pela verdura;
Vai formosa, e não segura.

A talha leva pedrada,
Pucarinho de feição,
Saia de cor de limão,
Beatilha soqueixada;
Cantando de madrugada
Pisa as flores na verdura:
Vai formosa, e não segura.

Leva na mão a rodilha,
Feita da sua toalha;
Com uma sustenta a talha,
Ergue com outra a fraldilha;
Mostra os pés por maravilha,
Que a neve deixam escura:
Vai formosa, e não segura.

As flores, por onde passa,
Se o pé lhe acerta de pôr,
Ficam de inveja sem cor,
E de vergonha com graça;
Qualquer pegada que faça
Faz florescer a verdura:
Vai formosa, e não segura.

Não na ver o Sol lhe val
Por não ter novo inimigo,
Mas ela corre perigo
Se na fonte se vê tal;
Descuidada deste mal
Se vai ver na fonte pura:
Vai formosa, e não segura.

Francisco Rodrigues Lobo