Poema

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vês aquele barco ali, no alto mar,
e as gaivotas em terra, anunciando
a torrente do amor.

são os teus seios envoltos, nas pétalas dos girassóis
ao vento, revolvendo os moinhos.

e assim, os teus beijos, são o sol, dentro dos meus,
não, não o eclipse,
porque a lua e as estrelas, testemunharam,
o sussurrar das fontes
lá da montanha.

e sabes: quando as línguas se cruzam, na dialéctica do arfar,
dos bombos e das gaitas de foles,
as bandeiras, hão-de dizer,
vejam, vejam, as bandeiras desfraldadas,
da liberdade, nos teus cabelos.

e é assim, que construímos as pontes, do sabor e do cheiro,
da maresia,
no calcorrear dum caminho, sem sono,
porque este não é o cantar dos pássaros,
nas esquinas da liberdade, que construímos.

e tu, e eu,
saberemos meu amor, construir, pedra a pedra,
o amor do perigo, que dá sabor ao nosso paladar,
e haveremos de cantar, a canção do único
barco que acalma,
o dedilhar das violas,
cantadas em teu ventre.

joaquim armindo

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