Artigo publicado no Voz Portucalense, por Joaquim Armindo

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A VIDA DAS PESSOAS

 

“…cada vigararia, cada unidade pastoral, cada paróquia, cada movimento, procure organizar e oferecer, a públicos indiferenciados ou específicos, um itinerário de formação na fé cristã, com incidência na vida das pessoas e das comunidades”, é uma das diretrizes que a “Carta dos Bispos aos Diocesanos do Porto, sobre o Ano da Fé” (ponto 31).

A chamada de toda a Diocese do Porto é um sinal que os Bispos colocam uma enfase muito especial no Ano da Fé. Em primeiro lugar dirigem-se a todos os cristãos, apelam às “bases”, para que o movimento seja imparável, com um fim muito claro de “formação na fé”, porque só esta é capacitadora do agir comungante de toda esta nuvem, que deve pairar sobre cada um e cada uma, como Filhos de Deus e Templos do Espírito Santo, no sentido de serem sinais vivos, duma Fé adulta, informada e formada, para que a grande novidade da Boa Nova, se torne Palavra compreensível, para as pessoas e as comunidades.

O pronuncio de uma Fé atuante, faz-se pela formação na fé, portadora dos sinais dos tempos, que se tornam realidade nas Vidas Vivas, e nas razões da nossa esperança. A este grande caminho não podemos ficar indiferentes, e contentarmo-nos a participar (muitas vezes a assistir) à missa, mas sermos portadores dessa mensagem que Jesus viveu, e nos mandou anunciar: a liberdade aos oprimidos, o pão aos famintos, a água aos que têm sede, a Vida a cada pessoa. Jesus é a Água Viva, que se dá, sem nada querer, como à Samaritana. Somos portadores dessa água, mas quantas vezes a sonegamos famintos que estamos da ignorância da humanidade em que vivemos. É de facto uma realidade factual, a necessidade deste “itinerário de formação na fé cristã”, e que mil flores desabrochem, de pensamentos, de ideias, de quereres, do movimento que carecemos para fermento da nossa Diocese.

Mas os nossos Bispos referem ainda, que este “itinerário de formação na fé cristã”, tem de possuir “incidência na vida das pessoas e das comunidades”. Grande palavra e grande desafio, colocar os moinhos a produzir farinha, desenterrar a persistente inércia de que somos possuídos, como se Deus não residisse em cada um de nós. Esta incidência não é unicamente pessoal, do foro do “eu”, mas como afirmam os Bispos também são dos “tus”, das comunidades famintas duma linguagem de amor, do Amor do Ressuscitado.

Quero ter fé, quero que Deus me conceda o benefício da fé, para acreditar, que todos nós vamos também querer como sua, essa fé. A partir de mim, e de ti, das nossas comunidades, dos movimentos, não podemos ser indiferentes a esta “Porta da Fé”. Seremos ou não?

Joaquim Armindo

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