Artigo publicado no jornal Voz Portucalense, de Joaquim Armindo

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A BÍBLIA

 

“Desconhecer a Bíblia é desconhecer a Cristo”, esta frase lapidar de S. Jerónimo, citada na Dei Verbum, e agora lembrada, e bem, na revista “bíblica”, de julho/agosto do ano corrente, vem convocar-nos a todos para a grande necessidade do conhecimento, que devemos possuir da palavra inspirada. Não existe Ano da Fé, se este não for consubstanciado na Palavra, na Tradição e no Magistério da Igreja, este na procura da razão banhada pela água corrente do Espírito do Senhor. A carta dos Bispos aos Diocesanos do Porto, a propósito do Ano da Fé, reconhece isso mesmo, ao citar a Constituição Sacrosanctum Concilium, que afirma “Cristo…Está presente na sua Palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura”.

Temos todos de reconhecer que ao abrigo de práticas legitimas de piedade popular, nos esquecemos muito, e muito mesmo, que a Fé dada aos Santos, provém da nossa intimidade com Deus, na oração e na leitura diária da bíblia, e que a Igreja só o será, quando a sua missão for proclamar o Evangelho do Senhor.Por isso há um trabalho insanável para todos nós, convocados por Deus, nos diferentes ministérios, enviados pelo seu Filho, na comunhão do Espírito Santo, de ensino, de instrução, de leitura individual e coletiva, para descobrirmos que o Reino aí está, só que nós quais cegos de Jericó, não o vemos, não lemos a sua mensagem e prostrados, inanimados, quedamo-nos pelo facilitismo de que “eu cá tenho a minha fé”!

Viver o Ano da Fé é ser testemunha fiel de Cristo Ressuscitado, falar aos Homens em linguagem que nos entendam, e é tão fácil se for assumido o conhecer a Cristo, e para tal, também, conhecer e rezar a Bíblia; aprofundá-la e estudá-la, não fazer dela só o “livro da cabeceira”, mas da humanidade. Este livro sagrado não pode ser ignorado, porque se o for não alimentaremos a nossa fé, que só será alimentada quando vivida e proclamada. E se nós, com especialmente incidência nos bispos, presbíteros e diáconos, não o fizermos, somos responsáveis por uma fé ignorante e codificadora de matrizes, bem-intencionadas, mas que não respondem aos apelos incessantes do mundo onde devemos estar mergulhados.

Hoje, aqui e agora, haveremos de ser “porta estandartes”, de que meditar na Palavra do Senhor, é uma urgência sem igual, que sermos “muito católicos”, cumprirmos “regras”, que não nos farão mal, não é suficiente para o “Ide e proclamai o evangelho a toda a criatura”. Todos somos de menos, ninguém poderá ficar de “fora”, porque a Palavra é para ser meditada e proclamada. Cuidado, que se nos calarmos, “as pedras falarão”!

Joaquim Armindo

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