Artigo publicado no Jornal Voz Portucalense, de Joaquim Armindo

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O GRITO!

 

“Que Deus, o Criador de todas as coisas, se digne abençoar seus filhos e filhas nesta nobre missão de “cultivar e guardar” a terra, lugar de vida para todos (cf. Gn 2,15)”, assim termina o comunicado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acerca da Conferência da ONU Rio+20, sobre o Desenvolvimento Sustentável, que decorreu no Brasil.

Este é o grito de toda a Igreja na defesa da Criação, que “carrega consigo a irrenunciável responsabilidade de responder aos anseios e expectativas mundiais em relação à defesa e promoção de toda a forma de vida”, e esclarece que “é urgente repensar a nossa relação com a natureza, que “nos precede, tendo-nos sido dada por Deus como ambiente de vida” e está à nossa disposição “não como um lixo espalhado ao acaso, mas como um dom do Criador” (Bento XVI – Caritas in Veritate, n. 48)”. Neste seu texto, de profunda riqueza, e de denúncia, lembra a V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe (2007), em que já se afirmava que “com muita frequência se subordina a preservação da natureza ao desenvolvimento econômico, com danos à biodiversidade, com o esgotamento das reservas de água e de outros recursos naturais, com a contaminação do ar e a mudança climática”.

Bastantes críticos sobre o que os mais de 190 países e 130 chefes de estado e de governo aprovaram, e sobre a chamada “Economia Verde”, a CNBB declara “A Rio +20 indica uma resposta a essas questões com a chamada Economia verde. Se esta, em alguma medida, significa a privatização e a mercantilização dos bens naturais, como a água, os solos, o ar, as energias e a biodiversidade, então ela é eticamente inaceitável. Não podemos nos contentar com uma roupagem nova para proteger o insaciável mercado, que só tem olhos para o lucro, configurando-se como “lobo em pele de cordeiro” ao manter inalteradas as causas estruturais da crise ambiental”.

Um apelo grande a cada um de nós, nesta Diocese do Porto, e neste Portugal, quase silencioso sobre a Rio+20 e a Cúpula dos Povos, e urgentemente reclama que todos nós assumamos que este “compromisso deve ser assumido por todos. Os cristãos, de modo especial, movidos pela solidariedade, que gera fraternidade e comunhão, são convocados a trabalhar pela preservação do meio ambiente e a colaborar na construção de uma sociedade justa, ecologicamente sustentável”.

Este é um grito, uma chamada dos cristãos, estaremos com a garra de nas nossas comunidades cristãs, respondermos ao desafio?

Joaquim Armindo

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