Artigo de Joaquim Armindo, publicado no Voz Portucalense

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A CIMEIRA: RIO+20

 

Estamos no tempo em que realiza a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, conhecida por Rio+20, porque foi há 20 anos que no Rio de Janeiro se realizou a Conferência sobre a Terra. Temos também em consideração que foi no ano de 2000, que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou os “Objetivos do Milénio”, que pouco se conhecem, e muito menos se fez. Ao “falhanço político”, que têm sido estas conferências, onde se assinam muitos tratados, que não se cumprem, devem responder os cristãos com a ousadia da Esperança, e no espaço converterem em ações concretas o “pensar global, agir local”. Esta a tarefa de todos nós!

O documento base da conferência, que deverá ser aprovado, discute um novo pensamento, o da “economia verde”, com as boas intenções de erradicar a pobreza, promovendo a ética como base para uma nova civilização e ordem mundial. Mais de cem presidentes ou primeiros ministros, de quase 180 países, estarão presentes, para darem o seu “sim” a documentos, depois não cumpridos. A “economia verde”, de acordo com o documento, vem mitigar os efeitos da economia mundial, mas não resolve os problemas, as raízes das causas que os originam. Não seremos nós que julgaremos os bons propósitos dos países presentes, mas como podemos classificar quem defende uma “economia verde”, como ponto fundamental, e não respeita nos seus países o Ambiente e os Direitos Humanos?

A grande crise que vivemos terá uma resolução, quando através do conhecimento, formos capazes do desenvolvimento cultural, única forma de vencermos o ostracismo e a não participação das populações. O documento síntese, mas que contém dezenas de páginas, continua confinado aos três pilares do Desenvolvimento Sustentável: economia, ambiente e coesão social e vagamente coloca o fulcro na participação das populações livres e literatas. Não poderemos barricar a atuação, e esconder o desenvolvimento cultural, no social, porque aquele é de facto o motor essencial à presença dos povos e nações, livres, mas numa liberdade com pão! A Sustentabilidade, só o é, na medida do conhecimento e respeito pela democracia, numa vénia constante à Criação, que quotidianamente desprezamos.

Nós cristãos e cristãs, defenderemos a Criação, como emanação surpreendente de Deus, não poderemos nunca desconhecer o que o nosso mundo político decide, porque estamos no mundo, por mais lamacento que seja e deveremos defender todos os projetos aprovados, exigindo a sua real concretização, sabendo bem que o Espirito sopra onde e como quer, e que Deus está na história hoje, bem dentro dela, e será o Amor de Jesus, que iluminará as nossas ações locais. Não iremos esperar mais, pois não?

Joaquim Armindo

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