Artigo de Joaquim Armindo, publicado no Jornal Voz Portucalense

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A RESPOSTA!

 

Igreja da Trindade. Porto. Sábado. Vinte e uma horas e trinta minutos. Centenas de jovens encheram aquele templo. Repleto. Cantavam, balanceando os seus corpos ao som de “Eu estou aqui!”, com força e vigor perante o bispo da Diocese e alguns padres e diáconos, proclamavam que Jesus estava ali, “tão certo como o ar que eu respiro”. Ligados os pulsos com fitas de cores várias, impressionaram pela vivacidade e pela alegria, ao levantarem os seus braços, ligados entre si, balanceavam-se cantando. Não era um espetáculo, é a doação de si, que em tempos da “crise”, do desemprego, da fome, dos débitos que têm, não sabem como, apareceram de toda a diocese, para marcar a fulcral identidade dos valores cristãos, do trabalho e de uma sociedade outra, com água viva, saída de um “poço”, construído com os tijolos, que cada um lá colocou.

Esta impressionante resposta dos jovens da diocese do Porto, é um ato concreto do Espírito Santo, na Vigília da Santíssima Trindade. A irreverência destes rapazes e raparigas, homens e mulheres do amanhã, é um veto a todos que julgam ou pensam que a Igreja está moribunda, porque estas mãos dadas são a prova indelével de que Jesus está com na Igreja, que construiu. “A Igreja não vem de si, mas de Cristo; não é para si, mas para Cristo e para o mundo para onde Ele veio, como Missionário do Pai, e por quem Ele se entregou em amor jamais igualado”, como refere o Padre Almiro Mendes (Revista Além Mar, número de novembro de 2011), por isso é missionária na sua própria casa, neste caso a grande diocese do Porto.

Este rio de água pura que encheu o Porto, cidade da Virgem, com as suas velas luminosas, num dia, a via-sacra, percorrendo, sem medos, as ruas da cidade, noutro, e a vigília de que vimos a falar, são respostas de Vida em Jesus. O sermos minoritários é uma bênção, se formos testemunhas da Igreja de Jesus, que percorre um caminho, um longo caminho, não se preocupando com a sua manutenção, porque isso é obra do Espírito Santo. “Olhai os lírios do campo” – diz Jesus. Eles florescem em cada esquina, são as flores que não se preocupam se vão murchar, porque sabem que é da sua semente, que morre, que multidões nascem, para percorrer o caminho em frente.

As mãos erguidas dos jovens, unidas por um só querer, “tão certas como o ar que respiro”, são, e têm de ser, os empurrões dados aos céticos, que, talvez pelas desilusões, estão cansados de caminhar.

Comunidades da diocese não estejam desiludidas, porque as bocas, os pés e as mãos, destes jovens, são a evidência do vento que sopra. Vamos lá a isso, Jesus está aqui!

Joaquim Armindo

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