Artigo de Joaquim Armindo, publicado no Voz Portucalense

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AMAR A IGREJA

Amamos a Igreja tal como é, com os seus erros, nós os cometemos, com a sua santidade. Amamos esta Igreja Cristã, até damos a nossa vida por ela. Não estamos fora, mas dentro, como corresponsáveis por tudo o que nela acontece. A Igreja somos todos nós, por isso está adstrita a tantos artigos de um Direito Canónico, que muitas vezes, como todas as leis, foge do amor de Deus. Mesmo assim, é a Igreja de Jesus, o Ressuscitado, aquele que não abandona ninguém, e está sempre no Templo do Espírito Santo, que é cada homem e cada mulher.

No Pentecostes lembramo-nos da Maria (nome fictício), 42 anos, divorciada, porque o seu marido assim quis, cheia de fé em Jesus, no Deus incarnado, e que mandou atirar aquele que estivesse sem pecado, pedras a uma mulher. Ninguém o fez, foram-se embora e Jesus abençoou a mulher, e mandou-a em Paz, na sua Paz. Mas Maria, não é prostituta, e se o fosse o Senhor faria o mesmo. Ela é uma mulher, cheia de fé em Maria, a mãe de Deus e nossa mãe.

De repente Maria apela nas redes sociais para uma situação que vive na carne. Não era crismada, mas preparou-se para o ser, sente uma necessidade infinita de o ser, está convicta deste ato, e no desespero grita, porque o Sr. Padre da sua Paróquia não permite o seu crisma. E Maria ainda afirma, amar esta Igreja, estar nela, embora o desgosto no seu coração, e pergunta ao mundo, então que fazer. Muitos comentários nesta rede social, de vários matizes, perante alguém que cumprindo a lei diz não, a uma fé em Jesus!

Maria, pertence a uma diocese deste Portugal (não, não é a do Porto), onde o preceito não conseguiu falar para uma pessoa de hoje. Se fosse Jesus, o que faria? Perante uma Maria banhada em lágrimas, que roga o crisma? Está faminta deste sacramento e reza para que os homens desta Igreja, compreendam que Jesus não condena, mas Ama. O grito de Maria é muito sério, é o de muitas Marias, e Maneis também, prontos a dar tudo o que possuem ao seu Jesus, mas que esbarram nas leis que nós, os cristãos, fizemos.

A Nova Evangelização, este Ano da Fé, que vamos viver, deverá ter, também, uma resposta para a Porta que Jesus abre a toda a humanidade, e a Maria também. Porque, Senhor Jesus, nos arreigamos tanto aos preceitos, e não conseguimos discernir que o Espírito Santo, atua como e onde quer? Quem seremos nós para entender, como queremos, o sopro do Espírito Santo?

Entretanto Maria não foi crismada, mas a sua fé, vai mover montanhas, porque para além das leis que estabelecemos, uma linguagem que as pessoas já não entendem, continua firme, muito firme, na sua convicção, para servir o Senhor, com crisma ou sem ele.

Dá que pensar, não dá?

Joaquim Armindo

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