O EURO! Artigo publicado por Joaquim Armindo, no Voz Portucalense

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O EURO!

Nestes tempos existe um deus inamovível: O EURO! Um deus feito à imagem e semelhança das conveniências incompreensíveis dos valores que fomentam determinada economia. Temos que dar a vida pelo Euro, colocá-lo em letra maiúscula, não vá ele zangar-se! Nestes tempos do século XXI descobrimos que devemos prestar-lhe o maior culto, as liturgias adaptam-se a este deus maravilhoso, sacrossanto e omnipresente. A ele os seus mais diletos ministros, leiam-se os economistas e afins, prestam toda a devia vénia, e sacrificam as vidas, em holocausto vivo, para a sobrevivência da humanidade.
A discussão do Orçamento de Estado, documento que pouco vale, já que sabemos que os sacrifícios vão ser maiores, para que o deus viva, é uma atoarda de corta aqui, põe acolá. E corta no que for necessário, sacrifica todos, mesmo os que nada têm, porque esses ainda podem possuir roupa esfarrapada que este deus, esfomeado, necessita. E aqueles que durante a vida foram juntando um pouco para a viver com dignidade, corte-se, retire-se, vamos à busca de todos e saquemos o que pelo seu esforço possuem. Este deus elevado à categoria maior, pela europa civilizada e ocidental, solidária com todos os dólares que existam, mesmo para comprar o pão quotidiano, está faminto, e tudo devora.
É porque esses, esses os vassalos, são incompreensíveis, gastaram mais do que o que produziam, por isso que paguem, que deixem a bolsa e a vida, para os défices diminuírem, as dívidas soberanas, que a grande maioria nem sabe o que é!, entre na ordem estabelecida, e tudo possa florescer num outro tempo, que está para lá, muito para lá, mas para nosso bem!
A esta perturbação a Igreja tem respondido, palavras e ações, socorrendo quem precisa, sendo paradigma duma outra economia, a da solidariedade. Mas não basta, nós cristãs e cristãos devemos, em voz única, proclamar que existem outras saídas, que são as do Amor, duma economia do Amor, para nós a do Samaritano, que não passa, mas fica, como presença visível, de quem dá, gratuitamente. A humanidade, esta Europa, este nosso Portugal, precisa dos valores de Deus, que se dá, morre e ressuscita, para uma Nova Vida, numa outra Humanidade, focada na Vida, porque Deus criou o Éden, para que todos vivamos. Só é necessária a proclamação da Boa Nova, duma Nova Evangelização, que faça de cada um de nós, não servos do Euro, mas de Deus Vivo, da Vida. Ninguém se pode refugiar, e fazer que não sabe, todos seremos muito poucos, para que sob a orientação do Espírito, sejamos filhas e filhos de Deus. Vamos a isto!
Joaquim Armindo

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