Artigo de Joaquim Armindo, publicado no Jornal Voz Portucalense

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EU TENHO UM SONHO

 

Assim começava o famoso discurso do Pastor da Igreja Baptista, e líder do movimento negro, nos Estados Unidos da América, Martin Luther King. Eu também tenho um sonho, para o meu País, Portugal e para a Humanidade.

Tenho o sonho que provém do Sermão de Jesus, na Montanha, e que intui o plano concreto de cada cristã e cristão em Portugal. Tenho um sonho, que os meninos e as meninas do meu país, saiam de mãos dadas às ruas, e de flores em punho, as ofereçam a todos os ministros deste nosso país. Tenho o sonho que os homens e as mulheres do meu país, se levantem, e ofereçam o trabalho das suas mãos calejadas. Tenho um sonho que do Algarve ao Minho, dos Açores à Madeira, as diferenças sejam motivo da alegria incontida nas danças e cantares do meu país. Eu tenho um sonho que as finanças do meu país, sejam um paraíso de felicidade, e que não mais, nos curvemos à ditadura dos défices, que nunca mais se pagam. Eu tenho um sonho, que os meus irmãos e irmãs, não vivam debaixo das pontes e as caixas de papelão sirvam de colchão. Eu tenho um sonho, que nunca mais se distribua a sopa dos pobres. Sim, eu tenho, um sonho, que a solidariedade e subsidiariedade vençam, e nunca mais os euros estejam acima das pessoas livres. Eu tenho um sonho, que ao ouvir a rádio pela manhã, não seja informado de mais aumentos do pão, que comemos todos os dias. Eu tenho um sonho, que a vida comande a vida, e não mais ouça consecutivamente dizer que cada um de nós deve dinheiro, sem saber porquê. Eu tenho um sonho, que de Coimbra à Covilhã, das Furnas à Ribeira Brava, de Faro a Bragança, do Porto a Lisboa, de Ponte de Lima a A-das- Gordas, nunca mais se deixe de pronunciar a palavra AMOR.

Mas não é só sonho, é uma verdade imparável, porque bem aventurados sois vós, quando derdes a vossa vida, por este sonho, quando escutardes a voz das prostitutas, dos drogados, dos presos, dos marginalizados, dos arrumadores dos automóveis, dos perseguidos, das mulheres violentadas, daqueles que não têm dignidade, porque lha tiraram, quando souberdes que existem “homens que nunca foram meninos”, como diz Soeiro Pereira Gomes, no seu livro “Esteiros”.

E quando assim indignados nos erguermos, haveremos de sentir e viver, que somos o sal que dá o sabor ao pão de cada dia, e que o Senhor, o da Montanha, está sempre connosco, na Nova Evangelização, a Missão fundamental da Igreja.

 

Joaquim Armindo

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