Neste Domingo: Um texto de Joaquim Armindo, publicado no Voz Portucalense

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A DENÚNCIA

 

No dia 8 de setembro, comemora a Igreja o aniversário de Maria. Esta mulher escolhida para ser a portadora de Jesus, rezou uma magnífica oração a Deus, conhecida por “Magnificat”, um cântico evangélico da mais profunda atualidade. Estamos em tempos de violenta ofensiva contra a dignidade da pessoa humana, muito especialmente sobre os que menos possuem e até à chamada classe média. Em nome da salvação do País, da Europa e do Mundo. Mesmo a igreja com toda a sua vontade de denunciar/enfrentar/contribuir para a solução, já está a ver-se com impossibilidades de acorrer a todas as situações, de carências básicas. Além de atuar, por todos os meios, tem vindo corajosamente a denunciar a situação (ver as palavras recentes do nosso Bispo). À aflitiva situação contrapõe-se a esperança de alterações profundas, mais dos valores e da ética, da solidariedade e fraternidade, do que de “contas”, que não matam a fome, nem consta que abriguem quem tem sede e fome de justiça e paz.

Esta oração/cântico, deve ser relembrada e gritada por todos quantos sofrem, porque ela é uma certeza, que possui evidencia, da Verdade, de Deus, que não quer e sofre com toda a promiscuidade daqueles que tudo possuem, que querem possuir muito mais, à custa, dos que nada têm, além do dever de trabalhar para os senhores da fome e da guerra. Maria, aquela que disse SIM, proclamou a alegria no Senhor, a esperança e a certeza que Deus, o Senhor da Criação, manifesta ao nosso Povo “o poder do seu braço/e dispersou os poderosos”. Derrubou o poder, exaltou os humildes e deu pão aos famintos, isto é, colocou no centro da Vida, as pessoas e não as contendas geradas pelos senhores deuses poderosos, que não sabem ter sonhos e utopias, que não sabem o que é a Criação, e a atingem, pensam, poderosamente.

Aqui no Porto, este é um desafio, esta oração, é a da Nova Evangelização, estamos numa época, em que é preciso agir e proclamar, “por cima dos telhados”, que os cristãos não podem ficar indiferentes, devem ser corajosos, devem orar e cantar, não só em 8 de setembro, mas todos os dias, a ação evangelizadora da esperança numa outra ética mundial. A Nova Evangelização nunca foi mais necessária que hoje, nestes tempos, em que reduzidos estão as mulheres e os homens a dinheiro. Obrigado, Virgem Maria, por nos dares esta confiança profunda, da mudança radical da humanidade, ontem, como hoje!

 

Joaquim Armindo

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