Artigo de Joaquim Armindo, no Voz Portucalense, de julho

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O TERROR

 

Na pacata Noruega, deu-se aquilo que ninguém pensava, bombas e tiros sacudiram o bem-estar daquele povo. Um homem, que é uma pessoa, durante dois anos, planeou assassinar crianças e jovens, homens e mulheres, que ele não devia sequer conhecer. Foi preso, mas não tem qualquer remorso, e porque o deverá ter? Tinha um objetivo, construído na sua mente, podia até ser doentio, mas tinha, e com convição, fanática?, até pode ser, mas agiu nos superiores ditames da sua consciência. Ou talvez não, mas na prossecução dos valores que construiu no quotidiano da sua vida, faziam parte do seu coração e vida, pode ter perdido a liberdade, mas ganhou o sucesso, da sua infindável “generosidade”, para aquilo em que acredita.

É horrível o que aconteceu, nos nossos sofás, as televisões mostram tudo, o que se passou e as flores terra adentro dos adros, como memória dum medo, construído. As autoridades policiais, também elas incrédulas, buscam tudo, interrogam, prendem, casa a casa, para aliviar os pesadelos sofridos. O medo pousou desta vez na Noruega. E todos nós choramos e perguntamo-nos, afinal o que é isto, o que se passa, alguns até inventam um fim do mundo, prestes a acontecer. Ao ver as fotografias fiquei incrédulo, até fui de minas e armadilhas, nas tropas coloniais, como é possível tal atrocidade. Mas foi, concretizou-se um sonho dum homem, que pensa ganhar a humanidade, com esta ignominiosa ação.

Há muitos anos, também, na Palestina ocupada pelo colonialismo romano, um homem foi assassinado, um homem que representou a humanidade, no seu todo material e espiritual, brutalmente espancado, emudecia ao som de palavras “Meu Deus, Meu Deus, porque me desamparaste?”. E quem o matou: as autoridades políticas, económicas, religiosas e o povo. Foi assim que morreu, e a televisão desse tempo, nas palavras das testemunhas escreveram para que toda a humanidade lê-se e acreditasse.

No momento da condenação ao homem que aniquilou quase uma centena de pessoas, e que nunca ninguém vai compreender, vamos refletir, e talvez esteja um pouco de cada um de nós, afincados pela nossa ignorância, intolerância e falta de amor. Todos nós devemos rever-nos neste atentado fratricida, e perguntarmo-nos onde está a força da nossa Fé, a força da nossa ação, encorajada pelo Homem que morreu na Palestina: Jesus, o Senhor. É que ainda não acabamos com os estudos, as reuniões, para partirmos, na oração, nos sacramentos, para fora a proclamar o Evangelho do Amor.

Também somos co-responsáveis, pelo atentado? Ou não?

 

Joaquim Armindo

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