Artigo de Joaquim Armindo, no Voz Portucalense

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A GRANDE MUDANÇA

“O significado genérico de Espiritual é como o sujeito activo da ética e da cultura…por isso torna-se impossível dissociar a significação do Espiritual, pelo menos a nível antropológico, das descrições filosóficas caracterizantes do homem: lúdico, simbolizador, vivente que fala, o único que tem tempo, objectos e mundo” .
Uma das características fundamentais, aliás nas Universidades Americanas faz parte dos curricula dos cursos de gestão, é atender à transformação proveniente do Espiritual, à paragem para a reflexão pessoal e colectiva. Por isso num país em “crise”, como Portugal, as organizações e as empresas deveriam atender à reflexão do insondável poder das consciências, e ler a realidade dos nossos dias, em cada caso concreto e na observância da globalização. Sem uma leitura aprofundada, em silêncio e contemplativa, isto significa “parar para pensar”, não existem doutrinas económicas capazes de resolver as questões.
A mudança, porque se trata disso, no quotidiano da via pessoal ou das organizações, está não no “sucesso”, mas na determinante consecutiva da Vida, do viver com ou outros, de elaborar um paradigma novo, onde tenha lugar a identificação do elemento espiritual, como único portador da abertura do pensamento às coisas concretas das empresas à ética e à cultura. Não é possível libertar o País da “economia do destino” sem este pensamento espiritual, o paradigma da liberdade não se consegue pela absorção de quaisquer escolas económicas. A ciência económica tem, como é óbvio, um lugar no fortalecimento do desenvolvimento da sustentabilidade, no entanto este não possui a caracterização necessária, para, por si, caminhar de forma indelével numa outra postura de ética mundial, porque é necessário o Espiritual, para a modificação do ego centralista numa pessoa, ou numa organização. Só com esta alteração conseguimos uma sociedade do “vivente que fala”, actua, tem objectivos e postula a contemplação vivificante para modificar-se e modificar.
Jesus Cristo precisou também de “muitos tempos” de contemplação e meditação, do Espiritual, Ele retira-se para o deserto, deixa os discípulos e vai orar, e depois encontra-os a dormir. As organizações, as empresas, os seus colaboradores, que não se encontrem muitas vezes neste “deserto”, não poderão sobreviver porque não existe o Espiritual nas suas vidas, nas suas acções, e encontram-se a dormir.

Joaquim Armindo

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