Artigo de Joaquim Armindo, publicado no Jornal Voz Portucalense

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A MISSÃO

“Tive fome e deste-me de comer, tive sede e deste-me de beber, estava preso e visitaste-me, tinha frio e agasalhaste-me”. Estamos perante um ano após a Missão 2010 – co-responsabilidade para uma nova Evangelização. A Igreja do Porto começou uma caminhada, no sentido da Missão da Igreja, como Paulo de Tarso dizia: “Ai de mim, se não pregar o Evangelho”. Esta a única Missão da Igreja: Anunciar a Boa Nova. Tivemos um ano de 2010 de intensa actividade, foram as Janeiras, expressão cultural que é preciso revitalizar, Taizé, com todo o encanto, o encontro inolvidável dos frágeis, a grande procissão da Luz na Cidade, as férias e todas a grandes reuniões, mais o cordão humano da Luz. Existiu, sim senhor, uma mobilização do “Ave ao Marão”, com todos os Secretariado a dar o seu melhor, e consequentemente, o que há muito tempo não se sentia. Mais: dezassete Diáconos Permanentes ordenados. O Bispo do Porto pode estar orgulhoso de toda a movimentação, e foi ele que a dinamizou, alegrou e não teve medo dos fracassos. Foi um bom ano de inicio de um caminho invejável. E tudo foi avaliado, o que não é normal!
Estamos em Portugal, na Diocese do Porto, no ano de 2011, a Missão continua a ser: Anunciar a Boa Nova. Esta hoje, aqui e agora, é a missão profética da Igreja, e a Boa Nova, o que diz? Damos de comer a quem tem fome? De beber a quem tem sede? Agasalha-mos os que têm frio? Os perseguidos e as sarças ardentes, as mulheres e os homens desta Diocese sentem o nosso caminhar? Ou mostramos um Jesus, que não caminha na estrada de Damasco, juntos dos mais pequeninos, dos que não têm voz, nem vez? Nas fábricas, nos escritórios, nas ruas e vielas, nas avenidas e nos becos, sente-se Jesus? Este não tem outras mãos, nem outros olhos, nem outras pernas, que não sejam as nossas, somos nós possuídos por Jesus, alimentados pela Eucaristia, pela Palavra e abandonando-nos ao Espírito, os fazedores deste grito profético, necessário e urgente, no nosso País?
A “Nova Evangelização”, é a escuta dos sinais dos tempos e da vivência do hoje, ela não começa na Igreja, mas sim, dentro e fora, por isso também é profética. Estamos numa situação em Portugal dramática, e a Igreja não sendo política, é contudo a sentinela, a luz e o sal, o fermento na massa. Mais do que nunca a prática da Evangelização corresponde aos desafios lançados. Não estamos à parte do mundo, mas nele, assim como estamos em cada sítio, por mais pequeno que seja, servindo a Justiça, o novo nome da Paz, como referia Paulo VI. Ora isto começa em cada um de nós e na comunidades.
Joaquim Armindo

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