Do “Ladrões de Bicicletas”

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Um horizonte carregado de núvens

Diz o El País: “A União Europeia e os investidores deveriam ter em conta que se levam ao extremo o rigor da austeridade, países como a Irlanda, Portugal ou Grécia podem ver-se forçados a reestruturar a sua dívida, e os investidores e respectivos países teriam de pagar as consequências.”

Em vez de reuniões em Berlim, Zapatero já devia ter reunido com Sócrates e, no fim do encontro, deveriam ambos ter pronunciado esta frase do El País. Como argumento negocial, valeria muito mais que os resultados preliminares da austeridade. Infelizmente, o populismo que hoje domina a Alemanha não parece permitir decisões em Bruxelas que eliminem de vez a especulação contra o euro. Por isso, uma vez arrumado Portugal, os especuladores começarão a preparar o dia do juízo final da Espanha.

Quanto à eficácia da austeridade na redução da nossa dívida pública, talvez consigamos fazer um pouco melhor que a Grécia. Mas, como aqui disse, já não nos livramos da reestruturação porque o problema da Ibéria não é de liquidez; é de crescimento sustentável. Assim, de acordo com a figura, os nossos credores em Espanha que se cuidem. E os da Espanha também, porque é uma questão de tempo.

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