Archive for Novembro, 2010

Continuando…5º FESTIVAL DE BANDAS FILARMÓNICAS DE SETÚBAL

Novembro 30, 2010
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Defender a Natureza: A Minhoca

Novembro 30, 2010

Pela Manhã, Música de Natal

Novembro 30, 2010

E hoje? Jorge Bateira, no “Ladrões de Bicicletas”

Novembro 29, 2010

É para sempre, disse o ministro.

Hoje, mais de 100 000 cidadãos irlandeses protestaram nas ruas de Dublin contra a “ajuda” da UE/FMI e quatro anos de austeridade. Por aqui não serão quatro anos. O Ministro das Finanças já o disse com muita clareza (ver aqui): a redução nos salários dos funcionários da Administração Pública É PARA SEMPRE! Mas “para sempre” é a eternidade, que o mesmo é dizer “fora do espaço e do tempo”. Onde julga estar o ministro?

Continuando…Banda Bombeiros

Novembro 29, 2010

Defender a Natureza: A minhoca

Novembro 29, 2010

À segunda, um texto: O TEMPO

Novembro 29, 2010

O TEMPO

 

O tempo, isto é, o que é cronometrado, é impossível de sentimentos, não é UNO, não é MÚLTIPLO, não sente. Dizer que com o tempo os sentimentos ou as manifestações deste se vão esfumando, é condenar a actividade humana. Existem factores infinitos e finitos. O infinito, pode tornar-se finito, porque “a coisa” tem uma durabilidade infinita, enquanto não for finita. O gostar, sentimento, o amor, sentimento, não é, porém, assim. Ama-se porque a humanidade e todos os homens e mulheres que dela façam parte têm dignidade, por isso ama-se. Mas pode não se gostar. Dado que gostar e amar, têm raízes diferentes. Gosta-se de quem se quer, mas ama-se todos.

A questão temporal é o fulcro da questão, dadas as limitações que colocamos às suas manifestações. Quando se gosta, não existem limitações a essas manifestações. Nem é pelo facto do “tempo” que se perdem, antes elas são inolvidáveis, e consequentes com o gostar. Se o gostar tem finitude, o que se verifica pelo maior ou menor empenho nas suas manifestações, então ele nunca se traduziu em gostar, mas noutra coisa finita. É o engano, são as paixões! Mas se o gostar ganha corpo e substância, então é alimentado pela corrente da unidade e multiplicidade, no compromisso que deixa de o ser, pelo facto de se tornar a naturalidade do desenvolvimento. E não crescimento. Em todas as disciplinas aparece o crescimento, como se fosse característico de alguma coisa factual, devidamente inserida. Mas, de facto, não é! O desenvolvimento esse sim, porque tem substantividade, permanece porque é perene, baseado em factores bem direccionados na afectividade, desenvolvem-se várias variáveis afectivas, enquanto o crescimento tem crises, “a crise do crescimento”, não é o caso, pois, em factores decisivos dos afectos, direccionados face ao ser, existem multiplicidades que nutrem o sentimento cognitivo fortalecedor das relações.

Assim afirmar que a com o tempo os hábitos dos sentimentos, podem transformar-se, é um erro, porque não existem hábitos nos sentimentos, mas correlativas forças de expansão nutritiva, que fortalecem os sentimentos, isto é o gostar.

 

 

Pela Manhã, ouvimos Música de Natal

Novembro 29, 2010

Ainda mais à noite: Música de Natal

Novembro 28, 2010

Ainda à noite, poesia:José Régio

Novembro 28, 2010

JOSÉ RÉGIO – SONETO

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno sacrifício
De trinta contos só! por seu ofício
Receber, a bem dele… e da nação.

JOSÉ RÉGIO

À noite: ficamos com Tuna Universitária do Minho

Novembro 28, 2010

Economia: Ainda Jorge Bateira, no “Ladrões de Bicicletas”

Novembro 28, 2010

Confrontar a economia depois das 8 da noite

Enquanto depois das 20h continuamos a ouvir na TV a incompetente conversa de que este orçamento é necessário para colocar o País no caminho da sustentabilidade financeira, na imprensa internacional não faltam especialistas da área financeira a dizer que a austeridade produz o contrário do que dela esperam os comentadores domésticos.

Hoje dou a palavra a Mohamed El-Erian:

“No fundo, a [actual] abordagem trata da liquidez e não da solvabilidade. Aumenta o valor da dívida em vez de o reduzir. E usa o método socialmente penoso dos cortes no rendimento e no crescimento como o principal meio de promoção da competitividade internacional ao longo do tempo.
Não deveria ser uma surpresa ver que, seis meses depois de ter adoptado esta abordagem, a Grécia ainda está em tempo de crise.
(…)
Chegará o momento em que a Europa encontrará uma melhor forma de conciliar o que é desejável com o que é possível. Precisa de abordagens alternativas que, não sendo as melhores, se revelem mais eficazes na resolução do problema da dívida, na melhoria da competitividade, e no apoio a uma reestruturação económica propiciadora de crescimento.
Forçosamente, estas alternativas serão incómodas para os governos. No quadro de um debate público alargado, a reestruturação da dívida surgiria como uma possível opção preventiva em vez de uma inevitabilidade catastrófica. Também seria de pensar num período sabático em que os países mais frágeis da Zona Euro a deixariam temporariamente para regressarem em condições mais sustentáveis.”

Mas tenho dúvidas que a realidade faça abrir os olhos a uma União Europeia que se deixou cegar por um neoliberalismo suportado por falsas teorias económicas. Por exemplo: a ineficácia da política orçamental, a necessidade da independência do banco central, uma “economia da oferta” que promete o crescimento económico se as sociedades pagarem o preço redentor do desemprego de massa e salários de sobrevivência.

Economia: Jorge Bateira, no “Ladrões de Bicicletas”

Novembro 28, 2010

Até quando?

O Orçamento para 2011, agora aprovado, vai produzir uma redução do consumo das famílias e uma redução do investimento público e privado, o que por sua vez vai originar mais desemprego. Algum crescimento das exportações para fora da UE apenas atenuará a recessão. Esta produzirá uma quebra na receita fiscal esperada e aumentará a despesa orçamentada através dos subsídios de desemprego. Em meados de 2011 ficará claro que o défice previsto não é alcançável.

No início de 2011, o Tesouro vai precisar de colocar mais dívida pública no mercado. Só o conseguirá fazer a uma taxa superior a 7%, um valor que acelera o efeito “bola de neve” produzido pelos juros no total da dívida acumulada. Nessa altura, por pressão da Comissão Europeia, da Alemanha, e provavelmente também da Espanha, Portugal pedirá o apoio do Fundo Europeu de Estabilização/FMI.

Com a inicial negação da necessidade do apoio, seguida das negociações com os novos tutores, e depois com a instalação da sua equipa em Lisboa, estaremos perto do Verão altura em que a degradação da execução orçamental será flagrante. Nessa altura, os tutores do País mandarão aplicar um novo PEC, com mais cortes na despesa e maior desregulamentação do mercado de trabalho. Aproveitarão para aplicar uma redução das indemnizações nos despedimentos, já sugerida pela OCDE, e a redução do salário mínimo, entre outras medidas destinadas a fazer baixar o custo do trabalho.

Entretanto, o governo do PS já terá caído e um governo do PSD terá sido eleito com maioria relativa.

Será que vamos deixar o País entregue a esta alternância entre partidos sem projecto de desenvolvimento para o País, entre cúmplices dos agiotas da finança que na última década montaram a mais eficaz máquina de fazer endividar cidadãos?

Até quando?

Pintura Portuguesa: Nuno Gonçalves

Novembro 28, 2010

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Pintores:António Carneiro, 1872-1930

Novembro 28, 2010

https://i2.wp.com/www1.ci.uc.pt/artes/6spp/imagens/carneiro_esperanca-1.jpg

 

A Vida
1899-1901, óleo sobre tela

E hoje? uma citação

Novembro 28, 2010

 

“O mesmo se diga da boa vontade que encontramos em muitas pessoas que trabalham no sector público, da escola ao hospital e outros pontos da administração. Em tudo isto há gente que faz “milagres” com os poucos recursos de que dispõe. Tem, acima de tudo, “recursos humanos”, para usar uma expressão comum mas imprecisa, pois qualquer pessoa vale por si e nunca é um “recurso””

D. Manuel Clemente, bispo do Porto, in: “Diálogo em tempo de escombros” (página 30)

 

 

 

Ainda ao Domingo, poesia chilena:ELI NEIRA

Novembro 28, 2010

Amor mío

 

Ante tus constantes dudas e imprecaciones

qué te puedo decir…

 

me gusta que me la metan

hasta el fondo

con fuerza

infinitas veces

como un taladro fuera de control

 

Es verdad que quisiera que una verga monumental y pétrea

más grande y dura que la tuya

me partiera en dos

 

Hasta la más sucia de tus suposiciones

es cierta

Amor mío

Ante tus constantes dudas e imprecaciones

¡Qué más te puedo decir!

Ao domingo, um poema:NESTE NATAL DE 2010

Novembro 28, 2010

NESTE NATAL DE 2010

sabem,  as papoilas,

também se revoltam,

neste Portugal de dois mil e dez,

próximos do natal,

a revolta é a sua única arma, sem balas,

mas no azul do mar, onde as rochas batem nas águas,

e o balancear dos barcos, tomam conta das ondas,

as correntes fulminantes dos homens e das mulheres de Portugal,

sabem que podem saborear  o seu sol,

e ninguém poderá deter a nossa revolta,

da pátria de quinhentos,

do saborear do amor,

dos novecentos anos de história,

somos assim, portugueses e portuguesas,

domadores do aço, que podemos dizer NÃO,

aqueles que do nosso trabalho, querem viver.

Continuando…Banda Marcial de Fermentelos

Novembro 28, 2010

Defender a Natureza: A minhoca

Novembro 28, 2010