Archive for Julho, 2010

Ao Sábado, Desenvolvimento Sustentável: O Planeta

Julho 31, 2010

Até já, António Feio

Julho 30, 2010

Rede contra o tráfico de pessoas com site em português

Julho 30, 2010

A Rede Internacional da Vida Consagrada contra o tráfico de pessoas, intitulada “Talitha Kum”, lançou uma versão portuguesa do seu sítio na Internet.

Esta rede surgiu em Junho de 2009, na Itália, e foi organizada pela União Internacional das Superioras Gerais (UISG), que reúne superioras gerais de 1900 congregações femininas, e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), que integra 125 países.

Apresenta como objectivos “partilhar e optimizar os recursos que a Vida Religiosa possui a fim de favorecer intervenções na prevenção, na protecção/assistência e na sensibilização e denúncia do tráfico de pessoas”.

À Sexta, cidadania e política: Vídeo

Julho 30, 2010

Bispos da América Latina debatem Pastoral do Trabalho

Julho 29, 2010

“A pastoral do mundo do trabalho numa economia globalizada” é o tema do seminário organizado pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) que decorre em Santiago do Chile até 30 de Julho.

O objectivo do encontro é apoiar as conferências episcopais na organização e fortalecimento da acção da Igreja Católica no mundo laboral, incluindo os trabalhadores informais e os desempregados, refere a Agência ZENIT.

A iniciativa, que começou esta Segunda-feira na capital chilena, conta com a participação de 35 pessoas provenientes de 14 países da América Latina e do Caribe.

O programa do seminário prevê uma análise da realidade actual da Pastoral do Trabalho em cada uma das conferências episcopais, planeamento de linhas comuns de actuação e estabelecimento de critérios com vista à elaboração de um guia sobre o sector.

O bispo José Luis Azuaje, responsável da secção “Leigos Construtores da Sociedade”, do Departamento de Justiça e Solidariedade do CELAM, que organiza o encontro, sublinhou que “o mundo do trabalho é muito complexo”, envolvendo “economia, política, empresa e cultura” e principalmente “a família, no seu desenvolvimento e perspectiva de futuro”.

“Pretendemos reflectir para nos aproximarmos da realidade do mundo do trabalho e, com criatividade, encontrar novos caminhos de compromisso evangelizador nesta dimensão”, explicou.

O prelado lembrou que, de acordo com a visão da Igreja, o trabalho é um meio para “entrar na íntima comunhão com Deus”, sendo também “essencial na vida pessoal e de serviço aos irmãos”.

A opção preferencial pelos pobres e as situações de injustiça e pobreza vividas nos países que participam no seminário devem suscitar “a busca de novas propostas pastorais”, frisou D. José Luis Azuaje.

O responsável apelou ao “exercício da dimensão profética da Igreja” perante as “injustiças do desemprego, do trabalho infantil e forçado”, bem como das “mulheres maltratadas e exploradas” e das pessoas “que não têm segurança social ou se vêem ameaçadas por questões políticas ou ideológicas”.

De acordo com o prelado, a multiplicidade de problemas associados ao mundo do trabalho constitui uma oportunidade “de serviço para a Igreja”.

ONU reconhece acesso à água potável como um direito humano

Julho 29, 2010

A Assembleia Geral da ONU reconheceu esta Quarta-feira o acesso a uma água de qualidade e a instalações sanitárias como um direito humano.

22 países votaram a favor de uma resolução de compromisso, redigida pela Bolívia, que consagra este direito, enquanto 41 outros se abstiveram.

“O direito a uma água potável própria e de qualidade e a instalações sanitárias é um direito do homem, indispensável para o pleno gozo do direito à vida”, declara o texto.

Na Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010, Bento XVI alertava para a “questão, hoje mundial, da água e ao sistema hidrológico global, cujo ciclo se reveste de primária importância para a vida na terra, mas está fortemente ameaçado na sua estabilidade pelas alterações climáticas”.

Em 2007, numa mensagem escrita por ocasião do Dia Mundial da Água, Bento XVI afirmava que “a água é um direito inalienável”, pedindo que todos possam ter acesso a ele, “em particular quem vive em condições de pobreza”.

“O direito à água, como todos os Direitos Humanos, baseia-se na dignidade humana e não sobre avaliações de tipo puramente quantitativas, que apenas consideram a água como um bem económico”, alertou.

Originalidade de Jesus acolhida pelas mulheres

Julho 29, 2010

Começa hoje a edição de 2010 do encontro de reflexão teológica que o Metanoia – Movimento Católico de Profissionais – organiza anualmente no fim de Julho.

A iniciativa, dedicada ao tema “A originalidade de Jesus acolhida pelas mulheres”, decorre até 1 de Agosto em Albergaria-a-Velha.

O encontro é animado pela Ir. Julieta Dias, religiosa do Sagrado Coração de Maria desde 1968, que vai abordar o modo como a singularidade de Cristo foi acolhida pelas mulheres e no que essas experiências, relatadas na Bíblia, dizem de Deus.

A reflexão pretende abordar a “intensa e fundamental” acção das mulheres no primeiro período da Igreja, cujo impacto nas comunidades foi tal que nenhum dos autores dos quatro Evangelhos o omite, numa época em que não era costume contar as mulheres e as crianças.

No texto que anuncia o encontro, recorda-se que as mulheres “foram as primeiras a fazer a experiência do ressuscitado e a anunciá-la aos discípulos homens”.

“Mas conhecemos também – prossegue o Metanoia – a barreira de gordura que o tempo emprestou à nossa memória eclesial, limitando-a na sua radicalidade, enquadrando-a em categorias essencialmente masculinas, desvirtuando, por vezes, o seu poder em estruturas que, hoje ainda, limitam tanto o reconhecimento do lugar pleno da mulher na comunidade.”

Maria Julieta Mendes Dias é licenciada em Ciência das Religiões pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa, tendo estudado Teologia no Instituto S. Tomás de Aquino e na Universidade Pontifícia de Salamanca (Espanha).

Semana Bíblica Nacional dedicada ao tema da «Aliança»

Julho 29, 2010

Vai decorrer de 22 a 27 de Agosto a Semana Bíblica Nacional, orientada pelos pelos Franciscanos Capuchinhos, desta feita dedicada ao tema “Aliança na Bíblia e as nossas alianças”.

A iniciativa começa com uma conferência intitulada “A Bíblia, uma história de Amor em Aliança”, por frei António Martins, Ministro Provincial dos Capuchinhos.

Entre os conferenciastas contam-se frei Herculano Alves – UCP/Porto; D. António Couto, bispo auxiliar de Braga; José Morais Palos – IST Évora; Teresa Martinho Toldy – Universidade Fernando Pessoa, Porto e frei Fernando Gustavo Ventura.

O programa inclui ainda um painel dedicado à questão “Como vivo a Aliança?”, com a participação de um leigo, um casal, um sacerdote e uma religiosa.

Mais informações no site da Difusora Bíblica.

À quinta, um livro: País (In) Sustentável

Julho 29, 2010

http://www.esferadocaos.pt/imagens/pais_insust_thumb%5B1%5D

Sobre o Ambiente e Qualidade de Vida em Portugal

Integração da SST nos processos de gestão empresarial

Julho 28, 2010

http://osha.europa.eu/pt/teaser/mainstreaming-osh-into-business-management/image_mini

De que forma podem as empresas melhorar o seu desempenho organizacional e, ao mesmo tempo, criar um ambiente de trabalho mais seguro e saudável?

Acabam de ser publicados um novo relatório e uma ficha técnica com informações sobre como integrar a questão da saúde e segurança no trabalho na gestão empresarial, que incluem uma recensão bibliográfica, uma panorâmica das políticas neste domínio e exemplos de boas práticas.

Ler o relatório (Inglês)

Ficha técnica (Português)

Aveiro: Leigos nomeados directores de secretariados diocesanos

Julho 28, 2010

Ondina Matos e Pedro Neto vão coordenar pastoral juvenil e a animação missionária, respectivamente

D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, nomeou dois leigos como directores de secretariados diocesanos.

Ondina Matos e Pedro Neto vão coordenar as áreas da pastoral juvenil/vocacional e da animação missionária, respectivamente.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, Ondina Matos, de 36 anos, diz encarar “com optimismo” esta “missão”, que constitui “um desafio muito grande ao serviço da Igreja de Aveiro”.

No entender da nova responsável, a juventude “é uma pedra de toque fundamental, em que a Igreja forçosamente tem de apostar com uma acção pastoral muito forte”.

Ondina Matos faz parte do Secretariado da Pastoral Juvenil e Vocacional há cinco anos, onde integrou uma equipa coordenada pelo Pe. Rui Barnabé, que deixa o cargo para estudar no estrangeiro.

Uma das prioridades da nova directora para o seu mandato, que não tem período definido, é a capacitação das pessoas que dirigem os grupos de jovens.

“Há uma necessidade muito grande de repensar a formação dos animadores juvenis. Temos vindo a construir alguns projectos nesse sentido. É algo que temos de continuar a apostar, encontrando formas criativas e eficazes nesta formação, que é difícil”, frisa Ondina Matos.

A responsável quer também favorecer uma “cultura de proximidade”: “Quanto mais chegarmos aos jovens e animadores concretos que estão no terreno a trabalhar junto dos grupos, mais facilitado fica o trabalho da equipa pastoral diocesana”.

Pedro Neto, que se encontra de momento na Guiné-Bissau, foi ainda nomeado director da ONG “Orbis – Cooperação e Desenvolvimento”, para além de adjunto do responsável da Pastoral Universitária e Director do CUFC – Centro Universitário Fé e Cultura, o Pe. Virgílio Susana e Maia.

As nomeações foram tornadas públicas no site da Diocese.

«Mariápolis»: Focolares fundam cidades temporárias

Julho 28, 2010

O Movimento dos Focolares em Portugal organiza entre o fim de Julho e o início de Agosto três “Mariápolis”, ‘cidades’ temporárias que propõem um estilo de vida de acordo com os preceitos evangélicos.

O programa desta iniciativa inclui ateliês, passeios, jogos, momentos artísticos, troca de experiências, diálogo e aprofundamento de alguns aspectos da espiritualidade dos Focolares, explica o site do Movimento.

A “cidade” está aberta a pessoas de todas as idades, religiões, actividades profissionais e condições sociais, com o objectivo de formar “uma sociedade em miniatura, transformada pela actuação da lei evangélica do amor recíproco”.

A “Mariápolis” do Sul realiza-se entre 30 de Julho e 1 de Agosto no Seminário Maior de Évora e no auditório da Universidade.

Na região Norte, a iniciativa decorre de 31 de Julho a 3 de Agosto em Santo Tirso (Caldas da Saúde), no Instituto Nun’Álvares (Colégio das Caldinhas).

Os Açores recebem a “Mariápolis” em Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, de 31 de Julho a 2 de Agosto, no Centro Pastoral localizado no Seminário Pio XII.

À quarta, orçamentos participativos: vídeo

Julho 28, 2010

Igreja disposta a mediar conflito entre Venezuela e Colômbia

Julho 27, 2010

Os presidentes das Conferências Episcopais da Colômbia, Peru e Venezuela estão disponíveis para mediar o conflito que opõe a Venezuela à Colômbia.

A crise política entre os dois países agravou-se na sequência do corte de relações diplomáticas, decretada na semana passada pelo Presidente venezuelano Hugo Chavez.

A disponibilidade da Igreja Católica para mediar o conflito foi anunciada, em Bogotá, no final do encontro do Conselho Episcopal Latino-Americano, avançou à Renascença D. Vitor Ramalho, que integrou a delegação do episcopado da Colômbia a esta reunião.

“Ofereceram-se os dois presidentes de Maracaibo e Colômbia, Bogotá, que estão dispostos a fazer uma ponte de unidade, uma ponte de amor, um ponto de encontro, e o mesmo pensa o presidente da Conferência peruana. Além disso, penso que há um grupo muito grande de todas as comunidades religiosas, especialmente as de clausura, dos conventos, que estão a fazer uma cadeia de oração muito grande para afastar o sentido da divisão e para e propiciar o sentido da unidade e da paz”, afirma.

Desta reunião saiu, também, um apelo ao diálogo entre os governos da Colômbia e da Venezuela.

“Insistimos muito na importância que os bispos das nações bolivarianas trabalhem  para que haja um profundo diálogo, para que afastemos todo este perigo de guerra, este perigo de divisão, sobretudo numa altura em que estamos a celebrar o bicentenário da independência”, sublinha D. Vitor Ramalho, do conselho permanente da Conferencia Episcopal da Colômbia.

Os Estados Unidos descartaram esta Segunda-feira uma eventual acção militar contra a Venezuela, um dia depois do Presidente Hugo Chavez ter acusado Washington de preparar um ataque contra o seu país.

Férias são oportunidade única para a interioridade, reconciliação e revisão de vida

Julho 27, 2010

Programa da Igreja Católica na Antena 1 entrevista bispos e padres responsáveis pela Pastoral do Turismo

As férias são uma ocasião única para a interioridade, reconciliação e revisão de vida mas a Igreja Católica não está a aproveitar todas as possibilidades oferecidas pelos tempos de descanso e lazer.

Em entrevista ao programa da Igreja Católica na Antena 1, o director da Obra Católica Portuguesa das Migrações, Fr. Francisco Sales, lembrou que o Verão é marcado pela mudança de espaços e de ritmos.

“Quando chegam a um espaço de lazer para descansar, muitas vezes as pessoas procuram a igreja para fazerem uma paragem interior e se encontrarem com Deus. Penso que aí a Igreja tem uma grande oportunidade”, salientou o responsável.

O Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, reforça esta ideia: “O testemunho do clero é que muitas pessoas procuram os padres para se confessar e receber o sacramento da Reconciliação”.

“Estão fora do seu ambiente e aqui talvez encontrem mais disponibilidade exterior e, sobretudo, interior, para um momento de reflexão”, acrescentou.

O prelado responsável pela diocese de Angra, D. António Sousa Braga, destaca que o tempo livre proporcionado pelas férias pode também ser potenciado através da herança que o cristianismo deixou em Portugal, “não para o proselitismo, mas para fazer compreender a motivação e a vivência da fé que está por trás do património religioso”.

Para D. António Vitalino, Bispo de Beja e presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, organismo que coordena a Pastoral do Turismo, as comunidades e estruturas eclesiais têm de “cultivar a cultura do lazer e do descanso”, para que as pessoas encarem a vida “com mais coragem, dinamismo e esperança”.

Na emissão de hoje, o pároco do Luso, Pe. Carlos Godinho, diz que a presença da Igreja nas termas deve ser “dialogante” e “missionária”, evitando acomodar-se a uma “manutenção” que se resuma a esperar pelos fiéis que vão à missa ou a outras celebrações e sacramentos.

As possibilidades oferecidas pelas paróquias podem ser realçadas através da Internet, da publicação de folhetos de boas-vindas e sobretudo através dos leigos que trabalham nos estabelecimentos termais, assinala o sacerdote.

O Pe. Carlos Godinho frisa que as férias constituem uma oportunidade para o aprofundamento da “identidade cristã”, exemplificando a sua convicção com a história de uma turista que encarava a sua passagem pelas termas como “um espaço quase de retiro espiritual”, estimulado pela leitura e “proximidade à vida da paróquia”.

As oportunidades criadas pelo tempo de descanso poderiam, no entanto, ser mais aproveitadas pela Igreja: segundo o Fr. Francisco Sales, as actividades da Pastoral do Turismo têm resultado de “acções esporádicas” e de iniciativas “muitas vezes pessoais”, pelo que é necessário proceder a uma “reestruturação” dos secretariados diocesanos dedicados a este sector.

Por seu lado, D. Manuel Quintas sublinha que a Igreja tem “de responder a quem a procura”, embora reconheça a incapacidade da diocese em responder às solicitações que crescem durante o Verão, sobretudo no que se refere “à disponibilidade para acolher as pessoas”.

O programa da Igreja Católica na Antena 1 dedica esta semana uma atenção particular ao tema do Turismo e à sua abordagem.

As emissões vão para o ar de Segunda a Sexta-feira às 22h45 e aos Domingos a partir das 6h00, podendo também ser ouvidas em qualquer momento no site da Ecclesia Rádio.

Workshop sobre «Missa tridentina» e Rito bracarense

Julho 27, 2010

Os Cónegos Regrantes de S. João Câncio promovem de 8 a 11 de Setembro um Workshop, em Fátima, sobre “a forma extraordinária do Rito Romano, o Rito Bracarense e a Hermenêutica da Continuidade”.

A iniciativa está aberta a leigos, religiosos, seminaristas, diáconos e sacerdotes.

Em Julho de 2007, Bento XVI publicou o “Motu Proprio” sobre a liturgia romana anterior à reforma de 1970. O documento “Summorum Pontificum” aprova a utilização universal do Missal promulgado pelo Beato João XXIII em 1962, com o Rito de São Pio V, utilizado na Igreja durante séculos.

O Rito de São Pio V, que a Igreja Católica usava até à reforma litúrgica de 1970 (com algumas modificações, a últimas das quais datada de 23 de Junho de 1962) foi substituído pela Liturgia do “Novus Ordo” (Novo Ordinário) aprovada como resultado da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.

Com o novo documento, Bento XVI estende a toda a Igreja de Rito Latino a possibilidade de celebrar a Missa e os Sacramentos segundo livros litúrgicos promulgados antes do Concílio.

Mais informações sobre o Workshop na página dos Cónegos Regulares de S. João Câncio.

À terça, a missa passo a passo: Acto Penitencial

Julho 27, 2010

MISSA: ACTO PENITENCIAL

Chegado à Cadeira (a cadeira tem uma teologia própria, já que em cada templo só existe uma, a única cadeira, símbolo da Presidência do Senhor), o sacerdote, convida ao acto penitencial, o qual, após uma breve pausa de silêncio, é feito por toda a Assembleia, confissão geral, e a absolvição dada pelo sacerdote, que carece, no entanto da eficácia do acto da reconciliação (penitência). Após este acto penitencial, diz-se sempre o Kýrie, eléison “Senhor, tende piedade de nós”, e pode ser dito ou cantado alternadamente, entre o sacerdote ou o cantor e a assembleia. Cada uma das aclamações diz-se duas vezes, o que não exclui um maior número de vezes, de acordo de cada língua, da arte musical ou das circunstâncias. Quando o Kýrie é cantado como parte do acto penitencial, cada aclamação é precedida de um “tropo”.

Sínodo da diocese de Viseu quer ouvir a Igreja e a sociedade

Julho 26, 2010

«Grupos de co-responsabilidade» formados em todas as paróquias são «essenciais» para promover «participação»

A participação de todos os católicos no sínodo diocesano vai ser “o grande desafio” que a Comissão Preparatória desta assembleia “vai tentar resolver”, admitiu o bispo de Viseu à Agência ECCLESIA.

O processo, que arranca a 10 de Outubro e se prolonga até 2015, foi antecedido pela formação de “grupos de co-responsabilidade” nas paróquias e arciprestados, que segundo a Carta Pastoral de D. Ilídio Leandro sobre o Sínodo, “devem sentir-se promotores” da criação de equipas de “reflexão e de trabalho”.

O processo de constituição destes grupos, “essenciais para o Sínodo” por assumirem a missão de “moderadores e catalisadores da participação”, foi “o grande trabalho do Plano Pastoral dos últimos três anos”, referiu o prelado.

Os “grupos de co-responsabilidade” são constituídos por fiéis comprometidos em três áreas: formação (onde se inclui, por exemplo, a catequese), liturgia (abrangendo as dimensões da oração e celebração da fé) e caridade (Pastoral Social).

Além de coordenarem ou terem um papel de relevo naqueles sectores, a maior parte das pessoas que integram aqueles grupos pertencem aos Conselhos Pastoral e Económico de cada comunidade da diocese, tendo sido escolhidas directamente pelo pároco.

“O meu desejo é que o Conselho Pastoral seja fomentador de equipas correspondentes às áreas de representatividade dos seus membros”, explicou D. Ilídio Leandro.

“Por exemplo, um Conselho que tenha 20 elementos poderia constituir 20 grupos, dado que cada pessoa está naquele órgão como delegada de uma estrutura eclesial ou de uma zona geográfica da diocese”, acrescentou.

A diocese prevê a utilização de “elementos de sensibilização” que animem o interesse dos fiéis.

Além do lema – «Em Comunhão para a Missão» – está a ser ultimado o símbolo do Sínodo, assim como cartazes e orações específicas para grupos de catequese e adolescentes, famílias, idosos e doentes.

O bispo de Viseu sublinha a importância da participação dos leigos no itinerário sinodal, numa diocese de 260 mil habitantes e 128 sacerdotes: “A Igreja hoje não é mais a ‘Igreja-padres’, não é mais a ‘Igreja-hierarquia’, mas sim a ‘Igreja-povo de Deus’”.

“Os sacerdotes, que são em número reduzidíssimo, têm o seu papel importante, mas a Igreja é constituída por todos os baptizados, muitos deles que deixaram de praticar e são possivelmente indiferentes ou distanciados”, acrescentou o prelado.

D. Ilídio Leandro quer também motivar a participação de pessoas afastadas das celebrações e estruturas eclesiais: “Iremos ver a forma mais prática de os abordar”.

O prelado lembrou que esta aproximação não será uma novidade: o estudo sócio-religioso feito pela diocese em 2009 procurou saber junto de personalidades sem ligação à Igreja “o que é ela lhes diz” e o que é que elas lhe querem dizer”.

De acordo com a Carta Pastoral sobre o sínodo, entre 2010 e 2013 a diocese de Viseu vai reflectir sobre os temas “Que Igreja somos?”, “Em que mundo estamos?” e “Que desafios e prioridades?”.

Os sínodos diocesanos são assembleias consultivas cujas decisões só podem ser publicadas com a autorização do prelado diocesano.

À Segunda, um texto: Da Prática

Julho 26, 2010

DA PRÁTICA

Muitas vezes se coloca, dentro da teorização UNO e MÚLTIPLO, a noção da prática. Discutimos os assuntos de forma teórica, mas costumamos colocar em séria questão a capacidade de ser prática. A teoria como “conhecimento especulativo,  metódico e organizado de carácter hipotético e sintético”, e prática como “acto ou efeito de praticar”, não são irreconciliáveis, mas antes tradutores de VERDADE ou MENTIRA, da vida reconhecida e amada ou não. Na vida de dois ENTES, tornados pessoas, pela  conquista duma PAZ e dum ENTENDIMENTO não existe possibilidade de ocultar uma prática, ou do pensamento de uma prática teórica subjacente a um VIVER COMUM.  Se não estaremos perante uma idiocracia globalizada, nefasta entre todos, pela sua definição é uma idiotice. Levar à prática ou não os pensamentos teóricos, nomeadamente fazendo uma PARTILHA constante, é ou não é, um compromisso entre dois ENTES duradouro. Não existe durabilidade onde nos escondemos pelo ESQUECIMENTO, pela OBSTRUÇÃO CONSCIENTE, na relação entre dois ENTES, a prática de cada um dos nossos dias e a substancialidade da consolidação das relações. Não é por fuga ao implemento duma prática consciente, da partilha generalizada, que nos sentimos libertos das situações mais embaraçosas, mas é pela prática consequente, estando os pressupostos teóricos alicerçados, duma consciência livre e liberta para a liberdade, que o seu exercício bem sustentar. O não ser capaz de colocar na prática por ditames de não lembrança, por falsos estímulos de respeito por outro, as situações criadas, é fugir a si próprio e ser gerador de resistências do outro ENTE. E repare-se que se usa o do, para conscientemente nos propomos a construção da frase com uma preposição (de), com um artigo definido, e do singular o o , que consubstancia o determinado. O medo pela lembrança de situações embaraçosas, ao nível dos afectos, e de partilhar com o outro ENTE, gera desconfiança, e propõe a prazo a negação dessa partilha; mais gera não amizade e incapacidade de AMAR. É um bom exemplo de companheirismo, mais do que de contrato, seja de que modo se revista, a verdade em toda a sua extensão, para que as relações entre dois ENTES, sejam saudáveis e promissoras da UTOPIA DA VIDA, e ninguém vive sem esta. Torna-se particularmente importante existir consciência de que a não existência da partilha sob a forma de companheirismo, em todas as suas dimensões, em vez da NÃO LEMBRANÇA, traduz-se numa particularidade individual, negadora do SER entre dois ENTES, e votada a uma irrealista confissão a si próprio, portanto a NEGAÇÃO de si mesmo, e a indiferença de um ENTE para outro ENTE. A prática destas verdades conquista-se pela inavitabilidade de preservar os sentimentos ou corroê-los, até se desfazerem. Não é possível, portanto, não levar a teorização à prática, pela redução da confissão em si, porque é uma mentira, e inevitavelmente roedora dos sentimentos. Só a prática constrói, o AMOR entre os ENTES, só a VERDADE partilhada, é a CERTEZA, da EVIDÊNCIA dos sentimentos.

Segurança rodoviária

Julho 25, 2010

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Em 2009, 35 000 pessoas morreram em acidentes de viação em toda a UE. Os jovens e os motociclistas são os utentes mais expostos a acidentes.

A velocidade excessiva, a condução sob efeito do álcool e a não utilização do cinto de segurança são algumas das principais causas dos acidentes rodoviários. Por outro lado, veículos pouco seguros e estradas em más condições também colocam riscos desnecessários. O novo programa da UE a favor da segurança rodoviária aborda algumas destas questões.

Nos próximos dez anos:

• entrarão em vigor novas normas que exigem que mais veículos estejam equipados com sistemas automáticos de alerta que limitam por exemplo a velocidade e mantêm o veículo na respectiva faixa;

• o financiamento da UE só será concedido a projectos de construção de estradas que estejam em conformidade com as regras da UE em matéria de segurança rodoviária;

• a UE colaborará com as autoridades nacionais para conceber uma estratégia comum de ensino e de formação para os utentes das estradas;

• serão desenvolvidos mais esforços para melhorar a segurança dos motociclistas. Nos últimos anos, registou-se uma diminuição das mortes para todos os tipos de veículos com excepção dos motociclos. Todos os anos, cerca de 17% das vítimas mortais são condutores de motociclos ou de motorizadas, apesar de estes apenas representarem perto de 2% dos utentes das estradas.

De acordo com uma recente sondagem realizada a nível da UE, os europeus pensam que se deve fazer mais esforços para reduzir os acidentes. A maioria dos inquiridos defende que a acção do governo deveria incidir no melhoramento das estradas e num controlo mais estrito da aplicação do código da estrada.

Comparativamente a 2001, só quatro países (Letónia, Espanha, Estónia e Portugal) conseguiram reduzir para metade o número anual de mortes na estrada. Em contrapartida, o número de mortes aumentou na Roménia e em Malta.

O Reino Unido, os Países Baixos e a Suécia registaram o mais baixo número de mortes em 2009 e a Grécia e a Roménia o mais elevado.