Archive for Junho, 2010

Integração da Segurança e Saúde do Trabalho no ensino superior

Junho 30, 2010

http://osha.europa.eu/pt/teaser/Mainstreaming-OSH-into-Education/image_mini

Como podemos garantir que os jovens estão cientes da Segurança e Saúde do Trabalho antes de entrarem no mundo do trabalho?

Um novo relatório da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho analisa os desafios associados à integração da SST nos cursos universitários, apresentando formas imaginativas de enfrentar esses desafios.

Os futuros engenheiros, arquitectos, profissionais de saúde, de gestão e dirigentes terão de ter em conta aspectos relacionados com a segurança e saúde no trabalho na sua vida profissional. O presente relatório e os casos nele apresentados demonstram que a integração da SST no ensino superior coloca mais desafios do que em outros níveis de ensino. Porém, estes casos mostram igualmente que estão a ser adoptadas várias medidas e vários métodos para integrar a SST em diversas disciplinas do ensino superior.

Leia aqui o Relatório completo “Mainstreaming occupational safety and health into university education” (Integração da segurança e saúde no trabalho no ensino superior) – em inglês

Ficha técnica (Resumo do relatório) – em português

À quarta feira, orçamentos participativos: Câmara de Lisboa

Junho 30, 2010

Conclusões do Encontro Ibérico das Comissões Episcopais das Comunicações Sociais

Junho 30, 2010

As Comissões Episcopais das Comunicações Sociais de Portugal e Espanha, com a presença do Presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, Mons. Cláudio Maria Celli, reuniram em Málaga para analisar o tema “Igreja e novas tecnologias da comunicação: uma oportunidade para a missão pastoral”. Nos dias 28, 29 e 30 de Junho de 2010 colocaram em comum as suas reflexões, reconheceram quanto se tem feito para incluir a vida da Igreja na actual “cultura digital” e apresentam as seguintes conclusões:

1. Agradecem a Deus os frutos que o Papa Bento XVI deixou na sua recente visita a Portugal, em especial o seu alento a uma evangelização mais profunda da nossa sociedade, que tem no âmbito da cultura e da comunicação um dos seus desafios mais importantes. A acção de graças estende-se ao cordial acolhimento dos ensinamentos pontifícios e ao seu correcto tratamento pelos meios de comunicação social. Nesta linha, fazem votos para que as anunciadas visitas do Papa Bento XVI a Espanha (em Novembro de 2010 a Santiago de Compostela e Barcelona e, em Agosto de 2011, à Jornada Mundial da Juventude, em Madrid) se realizem neste mesmo espírito.

2. Especial consequência para o trabalho pastoral destas Comissões Episcopais têm as suas palavras dirigidas ao mundo da cultura (Lisboa, 12 de Maio de 2010), onde se engloba a pastoral das comunicações e das novas tecnologias que as tornam possíveis, nas quais afirmava, seguindo Paulo VI: “A Igreja deve entrar em diálogo com o mundo em que vive. A Igreja faz-se palavra, a Igreja torna-se mensagem, a Igreja faz-se diálogo (Ecclesiam suam, 67). De facto, o diálogo sem ambiguidades e respeitoso das partes nele envolvidas é hoje uma prioridade no mundo, à qual a Igreja não se subtrai”. Para concretizar este objectivo, querem unir os seus esforços aos dos homens e mulheres que fazem da comunicação e das novas tecnologias o seu meio de vida e de relações pessoais e sociais.

3. Com este interesse partilhado, expressam o desejo de levar a cabo a missão evangelizadora da Igreja no cenário do mundo digital, que consideram uma oportunidade onde se devem envolver sacerdotes, consagrados e leigos, educadores e catequistas, em particular os mais jovens e “nativos” na rede, colocando, com criatividade e audácia apostólica, as novas tecnologias da comunicação ao serviço do anúncio de Jesus Cristo.

4. A evangelização na cultura actual, essencialmente mediática, passa por esta necessária exigência, à qual não basta responder só com louváveis considerações teóricas sobre os meios de comunicação, mas com projectos e realizações, possibilitando recursos materiais, técnicos e humanos necessários.

5. As novas tecnologias não só oferecem à Igreja grandes vantagens para uma mais eficaz gestão pastoral, mas também são meios privilegiados para partilhar bens e serviços, sem desvalorizar o encontro pessoal, familiar e comunitário. Assim se favorece a comunhão eclesial e exercitam novos modos de relacionamento com quantos buscam um sentido transcendente para as suas vidas, na procura da verdade e na realização do bem.

6. Na linha do apelo do Papa ao exercício de um verdadeiro ministério pastoral na “cultura digital”, consideram necessário que os futuros sacerdotes sejam adequadamente preparados para assumirem a missão de bons comunicadores, na qualidade e na transmissão da mensagem.

7. Exortam também pais e educadores a acompanharem os mais jovens no uso das novas tecnologias, em particular a internet, a fim de que sejam benéficas para a pessoa e a sociedade e propiciem a busca da verdade, do bem e da beleza.

8. Conscientes de que o mundo das novas tecnologias não pode ser um espaço isento de responsabilidades éticas e morais, pedem especialmente a atenção dos pais e educadores e a eficaz acção das autoridades, que devem proteger os menores de conteúdos ofensivos da dignidade humana.

9. Valorizam a oportunidade que as novas tecnologias constituem para a coesão social, para superar a solidão, fomentar as relações inter-geracionais e fortalecer novas redes de conhecimentos.

10.   Perante a crise económica actual, que tanto afecta os sectores mais desfavorecidos da sociedade, com origem não apenas em causas económicas mas sobretudo na insuficiência de valores morais, os meios de comunicação são chamados a favorecer a solidariedade, promovendo assim o bem comum.

Málaga, 30 de Junho de 2010

Integrar a Igreja na cultura dos Media Encontro Ibérico decorre em Málaga, analisando a relação com as novas tecnologias da comunicação

Junho 30, 2010

A Igreja Católica deve “integrar-se e integrar” a cultura dos Media, defendeu em Espanha D. Manuel Clemente.

“Como a Igreja é basicamente uma convivência, uma comunhão como nós dissemos, tem necessariamente de integrar e integrar-se nesta realidade, a cultura dos Media”, referiu à Agência ECCLESIA.

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais participa no Encontro Ibérico das comissões Episcopais de Meios de Comunicação Social de Espanha e da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais de Portugal.

A iniciativa deste ano, subordinada ao tema “Igreja e novas tecnologias da comunicação: uma oportunidade para a missão pastoral”, decorre até 30 de Junho, na cidade de Málaga.

D. Manuel Clemente, considera que está em causa “uma cultura”, ou seja, “passar de uma concepção instrumental das novas tecnologias para uma concepção ambiental, é assim que nós convivemos”.

Para o prelado é importante “confrontar-nos” com o que se vai fazendo em Espanha, realçando por isso a importância deste tipo de encontros.

Já D. Joan Piris Frígola, Bispo de Lleida e presidente da Comissão Episcopal de Meios de Comunicação Social de Espanha (CEMCS), sublinha que as novas tecnologias são “um caminho novo, que ainda se está a abrir”.

“Mais do que aprender a utilizar instrumentos, há que dar-lhes a funcionalidade pastoral que devem ter, com presença nos meios, ajudando os profissionais desses meios”, declara.

“Entrar na rede”, acrescenta o Bispo de Lleida, é “um imperativo”.

Presente no encontro, D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e coordenador geral da visita de Bento XVI a Portugal, destaca a importância das novas tecnologias para o “sucesso” da viagem realizada em Maio passado.

Esta plataforma mediática, recorda, “permitiu a muita gente anónima acompanhar a preparação, como permitiu a profissionais e jornalistas receber informação e depois poder desenvolvê-la”, tendo uma “fonte segura”.

Para além da partilha de preocupações comuns, os participantes contaram ainda com a ajuda de Daniel Arasa, professor de Comunicação Digital na Universidade Pontifícia da Santa Cruz (Roma).

Este especialista considera que para integrar as novas tecnologias nas instituições da Igreja é necessário ter “objectivos claros”, isto é, “saber o que querem fazer com a rede”.

A isto está ligada “uma equipa” e um “orçamento económico” que permita levar a cabo esses objectivos.

“No fundo, a comunicação na Internet, para as instituições da Igreja, não pode ser deixada à intuição”, aponta Daniel Arasa.

D. Manuel Clemente sublinha «oportunidade» de um Conselho Pontifício para a Nova Evangelização

Junho 29, 2010

Bispo do Porto reage ao anúncio feito por Bento XVI e aponta Portugal como um dos espaços a que este organismo se destina

Diocese do Porto

D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, sublinhou a “oportunidade” da criação de um Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, anunciada esta Segunda-feira por Bento XVI.

“Esta «nova evangelização» requer efectivamente um empenho forte de todos nós e ganhará muito com a criação do novo organismo pontifício”, aponta.

Em declarações à ECCLESIA, o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais refere que a decisão do Papa é “da maior oportunidade”.

“Durante muito tempo pensámos a evangelização em dois quadros quase fixos: o dos territórios considerados cristãos, com as suas Dioceses «implantadas» e de quando em quando animadas por missões populares, realizadas por clero secular ou religioso; e o das missões «ad gentes», dirigidas a territórios «ultramarinos» de primeira evangelização, protagonizadas por congregações especialmente orientadas para esse fim”, recorda.

Para este responsável, “foi sobretudo o Papa João Paulo II quem insistiu no facto de se ter aberto um terceiro quadro, o dos territórios de antiga evangelização onde se perdeu entretanto a vivência cristã e a vivacidade da fé, requerendo estes uma nova incidência evangelizadora, nova no ardor, nos métodos e nas expressões”.

D. Manuel Clemente cita a exortação apostólica pós-sinodal  Ecclesia in Europa (2003) para afirmar que “a Europa é actualmente um espaço para a missão «ad gentes», como também insiste a recente carta pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa sobre a missão”.

Para o Bispo do Porto, estamos perante “conceitos distintos” que “acabam por se unir e potenciar mutuamente, ganhando todos em inter-eclesialidade criativa”.

Na carta pastoral “Para um rosto missionário da Igreja em Portugal”, a Conferência Episcopal referia que “o Evangelho de Jesus Cristo é cada vez menos conhecido”.

“Este cenário é preocupante e pede, com urgência, à Igreja presente na cidade dos homens uma nova cultura de evangelização, que vá muito para além de uma simples pastoral de manutenção”, indica o documento.

Aquando do anúncio de um novo «ministério» da Cúria Romana, Bento XVI apontou como objectivo combater um “eclipse do sentido de Deus” que está a atingir a sociedade, em particular no mundo ocidental.

“Decidi criar um novo organismo, na forma de Conselho Pontifício, com a tarefa principal de promover a renovada evangelização nos Países onde já ressoou o primeiro anuncio da fé e estão presentes Igrejas de antiga fundação, mas que estão a viver uma progressiva secularização da sociedade e uma espécie de eclipse do sentido de Deus”, revelou, durante a celebração de vésperas da festa litúrgica de São Pedro e São Paulo, em Roma.

Além de nove Congregações, a Cúria Romana tinha até agora 11 Conselhos Pontifícios: Leigos, Promoção da Unidade dos Cristãos, Família, Justiça e Paz, “Cor Unum”, Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Pastoral da Saúde, Textos Legislativos, Diálogo Inter-religioso, Cultura e Comunicações Sociais.

Festas de S. Pedro e S. Paulo

Junho 29, 2010

Paulo e Pedro

Desde o princípio, Pedro e Paulo foram reconhecidos pelos cristãos como os dois pilares da catolicidade da Igreja e por isso não é de estranhar que muitas vezes sejam representados juntos. Aliás, já desde o século III, a Igreja celebra a sua memória no mesmo dia, em 29 de Junho.

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À terça, a missa passo a passo: A SAUDAÇÃO

Junho 29, 2010

MISSA: A SAUDAÇÃO

A procissão chegada ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os outros ministros, saúdam o altar com uma inclinação profunda, ou genuflectindo, no caso de o sacrário estar atrás do altar. Em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam então o altar, e o sacerdote incensa a cruz e o altar, se for caso disso. Se, porém, o diácono levar o Evangeliário, omite a reverência (de inclinação profunda), e depõe o Evangeliário sobre o altar, beijando ao mesmo momento do sacerdote. A cruz usada na procissão coloca-se junto ao altar (no caso de existir já uma cruz, na nossa paróquia existe, ela coloca-se ao lado), e os candelabros junto ao altar. Terminado o cântico de entrada, o sacerdote, de pé, junto da cadeira, e toda a Assembleia fazem si próprios o sinal da cruz, em seguida pela saudação, realizada de braços abertos, faz sentir à comunidade a presença do Senhor, e assim se manifesta o mistério da Igreja reunida. Após esta saudação o sacerdote, ou o diácono, ou outro ministro, com palavras breves, pode introduzir os fiéis na Missa do dia.

Despesas com segurança e saúde são um investimento, não um custo

Junho 28, 2010

http://osha.europa.eu/pt/teaser/2009_annual_report_01.15062010/image_mini

 

Foi publicado o Relatório Anual 2009 da EU-OSHA que salienta o valor a longo prazo da segurança e da saúde no trabalho em momentos de dificuldade económica, incitando os empregadores a encontrar alternativas aos despedimentos.Leia aqui:

Relatório Anual 2009 (inglês)

Resumo (Português)

À segunda, um texto: “Das Omissões”

Junho 28, 2010

DAS OMISSÕES

A OMISSÃO é o “acto ou efeito de deixar de lado, desprezar ou esquecer, preterição, esquecimento”. Dentro da teoria académica do UNO e de MÚLTIPLO, que temos vindo analisar, então qual a influência caracterizadora do acto, e sua relativâncias para que a Unidade e Multiplicidade possam ou não surgir entre dois entes, que se tornam pessoa? O UNO significa LIBERDADE e DEPENDÊNCIA que um ente entende possuir para outro ente, sem as incompatibilidades de tal afirmação, dada a MULTIPLICIDADE de possíveis formas de SER, dentro da afectividade. A grande incógnita é saber se no UNO, entre dois entes, que se tornam PESSOA, existe algum lugar, mesmo extroprocêntrico, para um “acto”, de deixar “de lado”, “desprezar”, “esquecer”, “preterir”. É que a equação apresentada dentro de ambos os termos, do UNO e do MÚLTIPLO, não concebe divisões, escamoteadas em “actos” como os que se escreveram. Aos dois entes, ou até mais, afora das pré-concebidas formas de SER e ESTAR, que estão numa unicidade plena e LIVRE (a liberdade gera dependência, da própria liberdade), não pode “deixar”, “desprezar” ou “esquecer”, sem o outro ente que constituiu a LIVRE forma de liberto, pela dependência do outro ente. Já S. Agostinho de Hipona nas suas laudatórias confessionais (leia-se o seu livro “Confissões”), arrasta para o domínio de um ente a sofrível presença do acto praticado, que fere o UNO, não é confessado, para ser livre. A essência da confissão auricular ou presencial, conforme as culturas subjacentes, pretende explicar que, para além do Divino, e da sua expiação, é lugar seguro que o outro ENTE ou ENTES contra quem foi o “acto”, devem ser atentos intérpretes desta sagacidade. Ora se o UNO é retirado do relacionamento entre dois ENTES, não poderá surgir, a sua designação de MÚLTIPLO. E aí alguma coisa vai correr por ditames não previstos, pela relativância entre UNO E MÚLTIPLO.

Seja dador de sangue

Junho 27, 2010

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A dádiva de sangue humano e de plasma é fundamental para grande número de terapias essenciais, muitas vezes decisivas para salvar vidas.

O sangue e os componentes sanguíneos são também utilizados em intervenções cirúrgicas e terapias de rotina que permitem melhorar diariamente a qualidade de vida de milhares de doentes.

Estes tratamentos dependem da generosidade dos dadores.

Todos somos dadores potenciais capazes de uma dádiva ao próximo. Porém, os dadores de sangue só correspondem a 4% da população.

Este gráfico mostra o  consumo médio diário de sangue no ano de 2009 e nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2010.

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O sangue recolhido em Portugal satisfaz as necessidades, mas os dadores não podem baixar os braços. Com o envelhecimento da população, aumentam os pedidos de sangue para intervenções médicas e diminui a percentagem dos que dão. A redução das listas de espera para cirurgias e o número crescente de transplantes exigem também maior disponibilidade deste líquido vital, mas muito perecível. Por isso, é preciso garantir a reposição das reservas, com a generosidade dos dadores.

Sem taxas moderadoras

Os dadores podem ausentar-se do trabalho durante o tempo necessário para dar sangue, sem perderem regalias.

Quem fizer, pelo menos, duas dádivas por ano, não paga taxas moderadoras em consultas, exames médicos e internamentos no serviço Nacional de Saúde e entidades que tenham acordo. Para isso, terá de pedir a isenção no centro de saúde, apresentando provas das dádivas.

O maior benefício é emocional: o sangue que dá não lhe faz falta e pode salvar a vida de outros.

Quem pode dar

Todos os cidadãos entre 18 aos 65 anos, saudáveis e com 50 quilos ou mais podem dar sangue. Os homens podem fazê-lo todos os três meses e as mulheres, de quatro em quatro.

Algumas situações impedem a doação, pelo menos, durante algum tempo, por ter maior risco de sofrer de doenças transmissíveis. Se, nos últimos 6 meses, teve um novo parceiro sexual, fez uma cirurgia, endoscopia, tatuagem ou pírcingue não vale a pena deslocar-se aos locais de colheita. O mesmo se aplica a mulheres com parto ou aborto há menos de um ano, diabéticos, epilépticos e hipertensos, entre outros.

Para ser dador, basta dirigir-se aos centros regionais de sangue de Lisboa, Porto e Coimbra, unidades móveis e hospitais que fazem recolha. Leve o bilhete de identidade.

A frase, Santo Agostinho

Junho 27, 2010

“Fazer o nosso dever, não merecemos nenhum elogio, pois é o nosso dever”

Ao domingo, um poema

Junho 27, 2010

A MADRUGADA

num ermo à beira mar estou,

teus seios

cor de amêndoa,

tua pele com fulgor.

e se teus lábios me davam calor

a flor da amendoeira fugidia, dizia:

parar não é seguir

e o caminho não é aí.

é onde os ventos marinhos, nos rochedos do nosso amor,

levarem o húmus dos corpos humedecidos,

até à exaustão.

então o mundo florescerá, porque as borboletas esvoaçam

por sobre as nossas cabeças,

e em teus lábios,

aparecerão os trigais e as cantigas

das lareiras que dão calor à nossa

fuga.

e por dentro de ti, nascerá a semente da pele branca

da beleza

da arte, onde os pássaros pousam o seu cantar.

e à noite, olha quando as andorinhas recolhem!,

haveremos de saber dedilhar,

a madrugada da nossa aventura.

Dia Mundial de Luta Contra a Droga

Junho 26, 2010

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Celebra-se Hoje o Dia Mundial de Luta Contra a Droga.

A sociedade (todos e cada um de nós) é convidada a reflectir sobre as implicações na vida das pessoas — crianças, jovens e adultos — do consumo abusivo (compulsivo e obsessivo) de substâncias.

No fundo, somos convidados a implicar-nos e envolver-nos mais, cada vez mais, em processos e percursos pedagógicos que eduquem para a liberdade responsável e para a responsabilidade em liberdade.

Só criando e seguindo itinerários que permitam o crescimento e desenvolvimento de cada um de nós como Pessoa Humana cumprimos a nossa existência como Homens e Mulheres em construção e busca permanente de felicidade, que não se funda no culto do efémero ou da irresponsabilidade, mas no esforço de cada dia sermos capazes de melhorar o nosso desempenho social, familiar e pessoal.

A celebração do Dia Mundial de Luta Contra a Droga é, pois, um repto lançado directamente aos grandes educadores, prioritariamente os Pais, e à sociedade, para que não se demitam das funções inerentes ao papel que desempenham nas diferentes comunidades. Ajudar a crescer como Pessoas Humanas é, assim, uma tarefa de todos os dias e dos dias todos.

O consumo de drogas, com os efeitos devastadores que todos bem conhecemos, não cessa de aumentar. Pelo contrário, o número de rapazes e raparigas, homens e mulheres, cujo percurso de vida está tecido por uma rede emaranhada que impede a sua liberdade, é muito significativo.

Precisamos, todos, de nos implicarmos neste grande desafio — a prevenção do consumo obsessivo e compulsivo de substâncias.

Poderá encontrar toda a informação sobre a problemática das Toxicodependências em Portugal, no site www.idt.pt.

Ao Sábado, desenvolvimento sustentável: Feira em Setúbal

Junho 26, 2010

Costa da Caparica  © Juntas (Wikipedia)

Setúbal, 25/06/2010 – A II Edição da Feira da Terra decorre nos dias 4 e 5 de Julho, na Quinta da Fidalga, no Seixal. Um espaço de encontro centrado no conceito de Desenvolvimento Sustentável, com enfoque em formas alternativas de consumo com o mínimo impacto no ambiente, mostrando que é possível encontrar em todos os sectores de actividade alternativas de consumo de bens e serviços.

Durante o fim-de-semana, entre palestras, oficinas, aulas, exposições, demonstrações, visitas guiadas, animações e espectáculos, vão estar presentes na Quinta da Fidalga empresas, indivíduos ou associações que apresentarão produtos, serviços e ideias, bem como as suas vantagens para o consumidor e para o meio ambiente.

Este encontro local pretende contribuir para a formação de identidade e consciência individual e colectiva, consciente de que o caminho para a sustentabilidade está inteiramente dependente da alteração de rotinas diárias, de hábitos de consumo, de estilos de vida e valores, associados a dimensões sociais, culturais e éticas.

Conhecer os espaços temáticos, o programa de animação e os expositores que durante dois dias vão promover a aquisição de novos valores para a melhoria da qualidade de vida e a preservação do meio ambiente, é sempre uma alternativa para um fim-de-semana pedagógico e divertido.

A iniciativa é realizada em parceria com a AMIDS – Associação Multidisciplinar para a Inclusão e Desenvolvimento Sustentável.

Aposta na educação é a receita para promover a igualdade Desafio lançado na Jornada da Pastoral da Cultura, em Fátima

Junho 25, 2010

A aposta decidida na educação é o caminho que Portugal tem de percorrer para combater a desigualdade social e a pobreza, defenderam hoje em Fátima os conferencistas da Jornada da Pastoral da Cultura, promovida pela Igreja Católica.

Numa mesa-redonda dedicada ao tema “Reinventar a Igualdade”, Artur Santos Silva, presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, lembrou que “o grande ideal” republicano foi “a educação, como vector de redução das desigualdades”.

“Todos temos de nos sentir comprometidos a exigir uma melhor educação”, referiu.

D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, deixou votos de que “não se repitam erros do passado” na relação entre Igreja e Estado, no campo educativo.

Artur Santos Silva admitiu os “excessos cometidos” em 1910, por causa da “questão religiosa”.

Por causa de um processo de separação entre Igreja e Estado nem sempre bem conduzido, disse este responsável, “muitos estabelecimentos de ensino foram impedidos de seguir o seu caminho”.

Carlos Fiolhais, cientista e director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, considerou que, em Portugal, o problema da desigualdade está ligado à educação.

Um problema cuja origem colocou no “século XIX, altura em que toda a Europa se alfabetizou e nós ficámos para trás”.

“Educação para todos, ciência para todos, é essa a nossa necessidade imperiosa”, apontou, apelando a uma “diferenciação” nos diversos projectos educativos, para quebrar o “tabu da escola uniforme, demasiado uniforme”.

Sociedades igualitárias, sublinhou Carlos Fiolhais, “funcionam melhor”.

Num painel marcado pela atenção aos actuais dados relativos à pobreza e à desigualdade social, Artur Santos Silva constatou uma “evolução assimétrica”, com uma acentuar da desigualdade na distribuição dos rendimentos.

Portugal, assinalou, é um “país extremamente desigual”.

D. Manuel Clemente, por seu lado, alertou para uma massificação que vai “desfigurando” a sociedade actual, na qual “não há lugar para a igualdade”.

Nesse contexto, convidou a “reinventar a igualdade nas circunstâncias que nos tocam”.

“A igualdade social terá de ser necessariamente subsidiária – ninguém substituindo ninguém – e solidária”, apontou o Bispo do Porto.

in: Agência Ecclesia

À sexta, política e cidadania: Podem dizer-me?

Junho 25, 2010

Podem dizer-me como é que uma pessoa pode viver, comprar, se não tiver emprego?

Podem dizer-me, os economistas, como se produz, se não existir quem compra?

Podem dizer-me como é que o Estado recebe mais impostos, se o desemprego subir?

Cultura é condescendente com a desigualdade

Junho 25, 2010

Mais de centena e meia de participantes em Jornada cultural promovida pela Igreja Católica, em Fátima

António Pedro Monteiro

O economista social Alfredo Bruto da Costa defendeu hoje em Fátima que “vivemos numa cultura condescendente com a desigualdade”.

O presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) falava na abertura da Jornada da Pastoral da Cultura, promovida pela Igreja Católica.

Perante mais de uma centena e meia de participantes, Bruto da Costa alertou para as dinâmicas “contraditórias” que se vivem nas sociedades actuais: a “afirmação das culturas” e a “guetização das culturas”.

Segundo o presidente da CNJP, a afirmação “não é percebida pela sociedade de acolhimento nem pelas sociedades de cultura minoritária” num contexto de “convivência e de convergência”.

Neste contexto, aponta, há uma necessidade de “abrir-se ao universal”.

“A igualdade não deve ser encontrada ao nível das culturas, num sentido superficial, mas a um nível mais profundo, da própria identidade do ser humano”, indicou Alfredo Bruto da Costa.

A Jornada, dedicada ao “Elogio da Igualdade”, iniciou-se com a projecção do filme “A Ilha da Cova da Moura”, do realizador Rui Simões.

O cineasta apelou ao “respeito pela diferença”, que considerou “uma riqueza”, referindo ainda a importância de “reivindicar o respeito por nós próprios”, pela história de Portugal no mundo, com consequências no acolhimento dos outros.

Para Rui Simões, é fundamental ter em consideração o valor “cultural” de mostrar a diferença, mesmo enquanto minoria.

Alfredo Bruto da Costa referiu, a respeito do filme exibido, que “aqueles habitantes da Cova da Moura também são seres humanos, como nós”, uma afirmação da “igualdade”.

“Há muitos aspectos da vida das pessoas em que o aspecto comum se afirma de forma flagrante, mas tendemos a afirmar mais as diferenças”, alertou.

O economista social afirmou “a necessidade de uma abertura a outras culturas, que é facilitada pela abertura ao universal”.

Porto: 70 candidatos ao Diaconado Permanente

Junho 24, 2010

Conselho Presbiteral da Diocese fala no surgimento de novas oportundidades e desafios

A Diocese do Porto tem mais de 70 candidatos em processo de “discernimento e formação” para o diaconado permanente, estando prevista para 8 de Dezembro próximo a ordenação de um primeiro grupo de 17 diáconos e cerca de 30 no ano seguinte.

Uma nova realidade que mereceu particular atenção na última reunião do Conselho Presbiteral da Diocese, em final de mandato trienal.

Segundo comunicado enviado à Agência ECCLESIA, “é preciso preparar a melhor integração dos novos Diáconos no exercício do ministério pastoral e na vida das comunidades cristãs”.

“O impacto desta novidade reflectir-se-á de forma inelutável em toda a orgânica ministerial da Igreja Portucalense”, pode ler-se.

“Se, para os próximos anos, se prevê a ordenação de cerca de 70 candidatos, teremos efectivamente uma situação nova que vai obrigar a hábitos novos a todos os níveis. Novos espaços e oportunidades de comunhão, partilha e coordenação vão surgir”, acrescenta o documento.

O diaconado permanente, restaurado pelo Concílio Vaticano II há mais de 40 anos, é o primeiro grau do sacramento da Ordem, a que podem aceder homens casados (depois de terem completado 35 anos de idade), ao contrário do que acontece com o sacerdócio.

Os diáconos distinguem-se, segundo a doutrina da Igreja, pela “dedicação às obras de caridade e de assistência” e na animação de comunidades ou sectores da vida eclesial, presidindo também à celebração de alguns sacramentos.

Em Julho de 2007, D. Manuel Clemente enviou uma com a carta aos párocos da Diocese do Porto, convidando-os a apresentar candidatos e apontando os critérios a ter em conta na escolha dos mesmos.

Neste momento, há 14 diáconos diáconos permanentes, um número em crescimento e que, segundo o Conselho Presbiteral da Diocese, deve levar a mudar uma visão “na perspectiva da sua utilidade e por referência aos presbíteros cuja escassez, de algum modo, poderão compensar”.

“Há que superar essa perspectiva redutora e entender e acolher os diáconos na perspectiva sacramental, como sinais sacramentais vivos de Cristo Servo”, refere o comunicado.

Nesse sentido, os padres do Porto admitem que em relação aos diáconos permanentes “persistem, de parte a parte, inquietações que se relacionam sobretudo com a afirmação da sua identidade ministerial, radicada no Sacramento, e na necessidade de estabelecer em bases seguras um salutar relacionamento com os presbíteros e com as comunidades”.

Também foi objecto de debate o propósito de edificar o Seminário Redemptoris Mater do Caminho Neocatecumenal em espaços actualmente do Seminário do Bom Pastor (diocesano).

“O respeito pela distinção das instituições e a conveniência de acautelar a diferença dos carismas sugere a procura, em diálogo aberto, de outras soluções igualmente viáveis”, indica o Conselho Presbiteral da Diocese do Porto.

À quinta feira, um livro: Caim, de José Saramago

Junho 24, 2010

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Quem lê este livro, e é conhecedor de antropologia teológica, teologia bíblica, só pode considerar uma completa “anedota”, que de facto faz rir.

É uma “anedota”, e ainda bem, pois as questões aqui muito bem colocadas são as que andam na boca do nosso povo. O escritor faz um favor à Igrega, de todas as confissões cristãs, colocar assim estas matérias, que de facto até Deus se ri!

É preciso encarar este livro como um desafio, à acção de todas as Igrejas, e saber que a fé “estúpida”, afinal acaba por não o ser.

Bertrand Russel, escreveu o seu livro “Porque não sou cristão?”, e levanta todas as questões aqui enunciadas, mas não de uma forma tão desafiante para o riso (e sabem o riso faz bem!).

Queiram os cristãos e as cristãs sentir o desafio que José Saramago nos coloca, e saberemos cumprir a missão!

NASCIMENTO DE JOÃO, O BAPTISTA

Junho 24, 2010

Comemora-se, hoje, o nascimento de João, o Baptista, que nasceu numa pequena aldeia (?), chamada Aim Karim, a cerca de 6 Km a oeste de Jerusalém. João teria sido um nazireu ( do hebraico nazir נזיר da raiz nazar נזר “consagrado”, “separado”), que dentro da Torá é o termo que designa uma pessoa consagrada a Deus, por um tempo determinado. De acordo com fontes bíblicas, a marca mais comum da separação desta pessoa – homem ou mulher – era o uso do cabelo não cortado e a abstinência do consumo de vinho ou qualquer outro alimento feito de uva (note-se que um nazireu, podia ser um escravo). Existe, também, que refira que João teria estado no deserto, por ser “Essénio”, um grupo ou seita judaica ascética que teve existência entre os anos 150 a. C. e 70 d. C., que estavam relacionados com outros grupos religiosos políticos, como os saduceus. Circuncidado, foi aos 14 anos para a actual Qumram, para ser iniciado na educação nazarita. Foi o precursor de Jesus, o qual anunciou e baptizou, sendo degolado e martirizado às mãos de Herodes (29 de Agosto, é a data desta comemoração). É o único Santo que a Igreja comemora o nascimento, para além de Maria.