Archive for Maio, 2009

Para garantir a estabilidade financeira

Maio 28, 2009

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A crise bancária actual, a mais grave de que há memória nas últimas décadas, mostrou como os investimentos de risco podem desestabilizar o conjunto do sistema financeiro e provocar até a derrocada de economias inteiras. Por ocasião de várias cimeiras realizadas no início deste ano, os dirigentes da UE e o Grupo das 20 mais importantes economias comprometeram-se a reforçar a supervisão do sistema financeiro a fim de evitar riscos excessivos.

Actualmente, a supervisão do sistema bancário europeu faz-se sobretudo a nível nacional. A Comissão propõe agora a criação de um organismo europeu responsável pela identificação e gestão dos riscos sistémicos.

Sob a direcção do Presidente do Banco Central Europeu, o Conselho Europeu de Risco Sistémico incluirá supervisores financeiros e representantes dos bancos centrais de cada país. Incumbir-lhe-á a detecção precoce de riscos que ameaçam a estabilidade dos mercados e a recomendação de medidas para lhes fazer face.

A Comissão propõe também a criação de um Sistema Europeu de Supervisores Financeiros para garantir uma vigilância constante das instituições financeiras que operam em vários países da UE. As autoridades europeias dos sectores bancário, dos seguros e dos valores mobiliários assegurarão a supervisão e a coordenação do trabalho dos supervisores que actuam a nível nacional.

Este duplo dispositivo, que é um elemento fundamental da resposta da UE à crise económica, destina-se a tornar os mercados financeiros mais seguros para os investidores e a restaurar a confiança no sistema. As propostas contribuirão também para consolidar o mercado europeu dos serviços financeiros.

Mais informações sobre a reforma do sistema financeiro

PS vence as Europeias e folgadamente! Sondagem Aximage

Maio 28, 2009

Abstenção: 64,7%

PS: 40,2%

PSD: 32,9%

BE: 9,0% CDU (PCP): 8,4%

CDS-PP: 6,7%

OBN: 3,0%

A novela da TVI

Maio 25, 2009

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No seguimento da entrevista/espectáculo dada pelo Bastonário da Ordem dos Advogados à TVI, veja aqui o resto da novela…

 

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/516682

Gostava de viver no Portugal virtual em que vivem os nossos sindicalistas

Maio 23, 2009

Não foi possível um acordo entre a administração da Autoeuropa e os sindicatos representativos dos trabalhadores sobre o problema do pagamento dos Sábados. A administração defende que os sábados só devem ser pagos como trabalho extra aos trabalhadores que não tenham bolsa de horas negativa, mas os sindicatos resolveram fazer braço de ferro defendendo que os sábados são sempre trabalho extra, qualquer que seja a situação.

Num cenário de crise internacional, que atinge também de forma muito significativa a Alemanha, considero este braço de ferro uma completa irresponsabilidade, e a administração já perguntava ontem o que era mais importante, se garantir o pagamento dos sábados ou garantir o emprego. É que não podemos esquecer que um dos principais accionistas da VolksWagen é o governo da Baixa Saxónia, e num cenário de dificuldades na Alemanha será fácil para eles encerrar a fábrica portuguesa e transferir parte da produção para a Alemanha com a consequente criação de emprego.

Muitos foram as vozes que ontem se juntaram na crítica a este comportamento verdadeiramente irresponsável dos sindicatos, que pode em última instância arrastar para o desemprego cerca de 10.000 trabalhadores. Uma das vozes mais autorizadas que ontem se fez ouvir neste protesto, foi a do empresário Belmiro de Azevedo.

 A  manutenção  dos postos de trabalho, a segurança do seu futuro na empresa, a possibilidade de deslocalização da fábrica, não estão nas preocupações dos sindicatos.

São atitudes destas que prejudicam a imagem externa do país e diminuem a nossa capacidades de concorrer com outras alternativas para o investimento estrangeiro. É a imagem de Portugal no estrangeiro que está a ser posta em causa.

Mas ontem o líder da CGTP Manuel Carvalho da Silva veio a terreiro dizer que “é preciso acabar com estar formas de chantagem sobre os trabalhadores” “é preciso acabar com o parasitismo dos patrões”. Se era só isto que tinha para dizer melhor seria ter ficado calado. É que se há patrões parasitas, não é ele que tem autoridade moral para o denunciar, ele que nunca foi capaz de dizer uma palavra contra os muitos parasitas dos sindicatos que poluem as nossa empresas e nada produzem, a começar pelo seu amigo Mário Nogueira do sindicato dos professores que com horário zero para desempenho de funções sindicais, não sei se ainda se lembra o que é dar uma aula. Infelizmente Mário Nogueira não é exemplo único e há muitos outros espalhados pelo país.

Dia Internacional da Diversidade Biológica

Maio 22, 2009

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As Nações Unidas proclamaram o dia 22 de Maio como o Dia Internacional da Diversidade Biológica com o intuito de promover a consciencialização da sociedade relativamente aos problemas que a biodiversidade enfrenta actualmente.

Quando criada em 1993 e nos anos que se seguiram a ocasião celebrou-se a 29 de Dezembro, dia da entrada em vigor da Convenção sobre a Diversidade Biológica em 1993. No entanto, no ano 2000 a Assembleia Geral das Nações Unidas alterou a data de celebração para 22 de Maio, data em que o texto da convenção foi aprovado em 1992. Isto deveu-se, em parte, à impraticabilidade da data original, coincidindo com o período festivo do fim do ano, o que dificultava a organização das celebrações. 

Depois de em 2007 o dia ter sido dedicado ao tema da Biodiversidade e Alterações Climáticas e de em 2008 ter sido focada a relação entre a Biodiversidade e a Agricultura, em 2009 o dia 22 de Maio convida à reflexão sobre as espécies exóticas invasoras e os seus efeitos nocivos sobre a Biodiversidade (saiba mais sobre o tema em www.cbd.int/idb/2009).

João Canijo no Porto

Maio 22, 2009

Para quem queira conhecer melhor a obra de João Canijo, aconselho a leitura do seguinte texto da autoria de Daniel Ribas que serviu de base à apresentação feita pelo investigador da Universidade de Aveiro no 6.º Congresso da SOPCOM, que se realizou em Lisboa em Abril passado.

Resumo:
O conceito de Escola Portuguesa de cinema tem sido debatido por alguns investigadores (Bénard da Costa, 1991; Lemiére, 2006) como uma hipótese de visão de conjunto da história do cinema português desde o cinema novo até ao fim dos anos 80. Apesar de ser ainda um conceito pouco investigado e desenvolvido, ele pretende ocupar-se das características comuns dos filmes portugueses: desde a sua produção “artesanal” até uma certa unidade temática, bem condensada na expressão de Jorge Silva Melo (citada por Bénard da Costa, idem, pág. 169) dos “retratos de ausência”. É também aceite “e, algumas vezes, criticado” que estes filmes se debruçam, obsessivamente, na questionação de Portugal, algo que Bénard da Costa (idem, pág. 184) definirá assim: “(…) a imagem espectral [do cinema português] (…) melhor do que nenhuma outra, reflectiu, nos seus fantasmas e frustrações, medos e culpas, a imagem da realidade portuguesa, ao menos desde Salazar até aos nossos dias”.
Numa primeira fase, será objectivo da comunicação esclarecer o conceito de Escola Portuguesa Será, pois, neste contexto teórico e histórico que se pretenderá abordar o trabalho contemporâneo de João Canijo. O realizador desenvolveu, nos últimos anos, um corpus de filmes significativo a nível da crítica e da recepção internacional (sobretudo com os seus últimos quatro: Sapatos Pretos, Ganhar a Vida, Noite Escura e Mal Nascida).
Esta comunicação pretende, por isso, questionar a obra de Canijo sob duas perspectivas: a abordagem estética e o retrato múltiplo da identidade nacional. A partir destas duas perspectivas procurar-se-á comparar o trabalho de Canijo com os elementos fundamentais da Escola Portuguesa.

 

Para ter acesso ao texto integral, carregue aqui.

Publicado em Ensaio

(Origem: pesquisa no google.)

Legislação Laboral

Maio 21, 2009

Na sequência da aprovação em Conselho de Ministros, no passado dia 7 de Maio, encontram-se actualmente em apreciação na Assembleia da República quatro propostas de Lei relacionadas com o regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho e com a recente revisão do Código do Trabalho – Regime Processual aplicável às Contra-Ordenações Laborais e de Segurança Social, alteração do Código de Processo do Trabalho e Regulamentação do Código do Trabalho.

Proposta de Lei que estabelece o regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho

Visa promover a unificação das matérias-chave de segurança e saúde no trabalho e desenvolver os objectivos centrais da Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho 2008-2012, nomeadamente aperfeiçoar, agilizar e simplificar as normas específicas de segurança e saúde no trabalho.

O diploma traduz, também, as medidas definidas no Acordo Tripartido para um Novo Sistema de Regulação das Relações Laborais, das Políticas de Emprego e da Protecção Social em Portugal, que, no contexto da simplificação e desburocratização das relações entre trabalhadores, empregadores e a Administração, prevêem a adopção de mecanismos de melhoramento do processo de autorização de serviços externos de segurança, higiene e saúde no trabalho.

Para aceder ao texto da Proposta de Lei, clique aqui.

Proposta de Lei que estabelece o regime processual aplicável às contra-ordenações laborais e de segurança social

Visa-se criar um procedimento comum para as contra-ordenações laborais e de segurança social, que seja mais eficaz e célere, reflectindo as medidas constantes do acordo alcançado com os parceiros sociais em sede de Concertação Social, com vista ao combate à precariedade ilegal.

Procede-se à atribuição de competências à Autoridade para as Condições de Trabalho e aos serviços do Instituto da Segurança Social, I.P, para qualquer um deles poder intervir na identificação de situações de dissimulação de contrato de trabalho, de forma a prevenir e a desincentivar o incumprimento dos deveres sociais e contributivos das empresas e a garantir o direito dos trabalhadores à protecção conferida pelo sistema de segurança social.

Para aceder ao texto da Proposta de Lei, clique aqui.

Proposta de Lei que autoriza o Governo a alterar o Código de Processo do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 480/99, de 9 de Novembro

Pretende-se dar maior celeridade, maior eficácia e maior funcionalidade a um processo que acompanhe as novas realidades das relações de trabalho, em nome da rapidez de resposta que a conflitualidade laboral exige, em benefício da segurança jurídica, dos trabalhadores, dos empregadores e da economia em geral.

Para aceder ao texto da Proposta de Lei, clique aqui.

Proposta de Lei que aprova a Regulamentação do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro

Esta Proposta de Lei visa aprovar a Regulamentação do novo Código do Trabalho, no seguimento do “Acordo Tripartido”.

Este novo regime jurídico é baseado na anterior regulamentação do Código, incidindo sobre matérias como a participação de menor em espectáculos ou outra actividade cultural, artística ou publicitária, a informação sobre a actividade social da empresa, o estatuto de trabalhador-estudante, na parte referente à frequência de estabelecimento de ensino, e as prestações de desemprego em caso de suspensão de contrato de trabalho por falta de pagamento pontual da retribuição.

Para aceder ao texto da Proposta de Lei, clique aqui.

Fonte: Portal do Governo

Indignação

Maio 20, 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Assisti incrédulo à transmissão televisiva da gravação de uma aula de história, em que a professora Josefina Rocha (de 40 anos de idade) falava de sexualidade em termos absolutamente impróprios e inadequados para a plateia que a ouvia – alunos de 12 e 13 anos.

Aceito que este tema devia estar sobretudo entregue a professores da área das ciências, e que uma professora de história não tenha a preparação necessária a abordar o tema com a seriedade e o conhecimento que se lhe exige, mas os termos em que o fez são impróprios e indignos de uma sala de aula.

Mas a minha indignação maior vai para o aspecto menos valorizado pela comunicação social, e que a mim me chocou profundamente.

Não posso aceitar que uma professora se sinta no direito de se dirigir em berros a uma criança, dizendo-lhe que “sou eu quem faz os testos, sou eu que os avalio, estás feita comigo”.

E que crime cometeu a criança? Nenhum.

A sua mãe cometeu a ousadia de se queixar da professora ao conselho directivo da escola, e por isso a professora acha-se no direito de penalizar … a aluna!

Esta é uma situação bastante menos rara do que possa parecer. Eu próprio já hesitei entre a vontade de me queixar de comportamentos inadequados de um professor dos meus filhos, e o receio de que eles possam vir a ser penalizados pelo meu acto. É justamente por isso que este ano decidi, contra os meus princípios, retirar os meus filhos da escola pública e transferi-los para um externato.

E os pais que não têm capacidade financeira para retirar os filhos, o que podem fazer?

Num país onde se pode criticar publicamente uma qualquer decisão de um Ministro, do Primeiro Ministro ou do Presidente da República, onde todas as decisões dos Tribunais são passíveis de recurso, onde a decisão de uma Comissão de Recurso Médica pode ser posta em causa por intervenção do Ministério da Saúde, há a profissão de PROFESSOR que se julga detentora de um poder discricionário inquestionável, e cujas decisões por mais parciais e subjectivas que sejam não podem ser postas em causa, porque em última instância há sempre um poder que ninguém fiscaliza – a avaliação do aluno. E não me venham com a treta de dizer que os pais podem sempre questionar a nota atribuída ao aluno, porque todos sabemos que é fácil introduzir alguns critérios subjectivos de avaliação que servem para justificar o injustificável.

É contra este estado de coisas que vai a minha indignação.

Uma palavra final para uns quantos parvos que, numa necessidade corporativa de defender o que devia ser desmascarado porque impróprio de um professor e envergonha a classe, vêm dizer que o problema não está no comportamento da professora mas sim na gravação da aluna. A esses respondo que só lamento que as aulas não sejam todas gravadas porque assim ficaria bem mais fácil o exercício do contraditório e tornar-se-ia fácil esclarecer o que de facto se passa nas salas de aula das nossas crianças. Se calhar depois disso haveria 10 ou 20 por cento de professores que teriam que procurar outro emprego, mas isso só beneficiaria a imagem dos outros que são felizmente a maioria, professores de corpo inteiro, que se dedicam, que dão à escola e aos alunos o melhor de si, e que tão mal têm sido tratados.

Comemorações do Dia Europeu do Mar

Maio 19, 2009

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Excesso de pesca, poluição, pirataria, efeito das alterações climáticas no litoral marítimo, energia eólica offshore: foram os temas abordados numa recente conferência da UE sobre política marítima.

A conferência de alto nível, em Roma, de 18 a 20 de Maio, reune ambientalistas, cientistas, dirigentes empresariais e responsáveis políticos.

As preocupações expressas ao longo dos três dias serão tidas em conta na futura política marítima da UE.

A conferência foi um dos cerca de 40 eventos organizados em toda a UE para assinalar o Dia Europeu do Mar, que incluíram seminários, exposições, dias de portas abertas nos portos e visitas a projectos ambientais.

No ano passado, a UE decidiu que o dia 20 de Maio seria dedicado ao mar, comemorando a sua importância na história, cultura e economia europeias e proporcionando uma ocasião para pôr em destaque as oportunidades e desafios para as regiões e as empresas que dele dependem.

A UE tem cerca de 70 000 km de costa, divididos por 22 países. As regiões marítimas acolhem cerca de 40 % da população (aproximadamente 200 milhões de pessoas) da UE e geram cerca de 40 % do seu produto interno bruto, nos sectores portuário, do transporte marítimo, da pesca, do turismo e outros.

Até há pouco tempo, as políticas da UE, que têm frequentemente uma dimensão marítima, eram geridas sector a sector. Em 2007, perante a intensificação da concorrência entre as várias actividades costeiras, a UE decidiu lançar uma estratégia integrada para garantir a utilização sustentável dos recursos marítimos.

Desde então, a Comissão Europeia apresentou propostas para fomentar a investigação marítima, desenvolver a actividade portuária, melhorar a gestão do espaço marítimo e limitar os obstáculos com que se confronta o sector marítimo.

Outras propostas procuram incentivar a energia eólica offshore, ajudar as comunidades costeiras a adaptarem-se às alterações climáticas e apoiar as pessoas que trabalham nos sectores marítimo e da pesca.

Mais recentemente, a Comissão Europeia propôs nova legislação para lutar contra a pesca ilegal e lançou uma consulta à escala da UE com vista a uma reforma profunda da sua política de pesca.

Comissão Europeia

Sondagem sobre autárquicas – PS sobe!

Maio 19, 2009

Não me venham perguntar qual a origem da sondagem, dado que as fontes não divulgo, foi esse o compromisso. A última sondagem conhecida, depois da distribuição dos indecisos, à volta de 20%.

PSD/CDS – 54%

PS – 26 %

Bloco de Esquerda – 11 %

CDU – 9%

O que significa que embora lentamente o PS está a subir, depois de conhecido o seu candidato.

Esta sondagem foi também realizada ao nível das freguesias, mas o único dado que posso dar é o de Vila Nova da Telha: se Pinho Gonçalves concorrer como independente ou pelo PS, ganha sempre.

OIT – Novo Relatório Global 2009

Maio 18, 2009

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Encontra-se disponível nas versões inglesa, francesa, espanhola o novo Relatório Global do Director-Geral de 2009 intitulado «The cost of coercion».

Segundo estimativas deste Relatório, as vítimas do trabalho forçado perdem cerca de 20 mil milhões de dólares por cada ano de salários não pagos.

Estas e outras conclusões são um poderoso instrumento económico para a intensificação da acção global de combate ao trabalho forçado.

Veja AQUI  a versão espanhola

Sondagem – Europeias Aximagem

Maio 17, 2009

PS: 40,5%
PSD: 34,0%
BE: 9,7%
PCP: 9,2%
CDS-PP: 5,9%
OBN: 0,7%

“Não, não e não”, disse Manuel Alegre

Maio 16, 2009

Manuel Alegre convocou ontem uma conferência de imprensa para comunicar uma decisão que tomara depois de algumas noites mal dormidas.

“Não sairei do PS”, “não formarei um partido para as próximas legislativas” e “não serei candidato a deputado” – foi esta a decisão de Manuel Alegre, transmitida ontem em primeira mão aos seus apoiantes e depois ao país em conferência de imprensa.

Explicou ainda que não saía do PS, porque apesar de poder “não concordar com a prática e as políticas”, diz reconhecer-se “nos valores e princípios do socialismo democrático”.
O deputado esclareceu também por que não formaria um novo partido. Sublinhando que é “necessário preparar novas soluções para a esquerda e para a democracia”, Alegre considera que isso exige “uma acção pedagógica e o reforço da cidadania”, mas que “não se fará sem ou contra o espaço socialista”.
Manuel Alegre também explicou por que não será candidato. “Não seria digno impor condições ao Secretário Geral do PS”, disse. “Só faço exigências a mim mesmo” e “são essas exigências que me ditam a decisão de não me candidatar nas próximas eleições legislativas.”

Manuel Alegre terminou afirmando “Não há abdicação nem retirada. Há a decisão de continuar, sob outras formas, o meu combate de sempre”

Não se podia esperar outra coisa, e não sei mesmo se estas decisões não ficam aquém do que seria coerente com aquele que foi o seu comportamento político nos últimos tempos, particularmente desde que nas últimas presidenciais conquistou mais de um milhão de votos. Momentos houve em que Alegre fez mais oposição ao Governo que os partidos da oposição, e as divergências com a orientação política do partido e do governo  tornaram-se publicamente claras quando recusou estar presente no Congresso do Partido. Até ontem manteve o tabu da possibilidade de criar um novo partido, que na minha opinião só não cria porque percebeu que manifestamente não tem condições para isso. Alegre percebeu que os mais de um milhão de portugueses que votaram em si nas presidenciais fizeram-no por um conjunto de circunstâncias, nomeadamente por não concordarem com a escolha do partido em Mário Soares que apareceu em missão de sacrifício visilvelmente gasto e cansado, mas que não era adquirido que se pudessem mudar consigo para o partido que viesse a criar.

Além disso, Alegre tem vindo a acumular atitudes de inaceitável incoerência, das quais a mais recente foi o seu silêncio por ocasião das agressões a Vital Moreira nas manifestações do 1º de Maio, colando-se a Jerónimo de Sousa e seus apaniguados. Todos sabem da capacidade para a crítica mordaz de Manuel Alegre, e este silêncio não lhe ficou bem.

Noticias da Europa

Maio 16, 2009

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Não faltam metáforas para ilustrar as dificuldades que as mulheres enfrentam no mundo científico. A perspectiva para as mulheres em início de carreira é a de uma enorme desigualdade na distribuição dos cargos mais altos – nove homens para uma mulher. Há também o tecto de vidro, ou seja, a barreira invisível que impede as mulheres de acederem a lugares de topo.

Mas para muitos responsáveis políticos e dirigentes de empresas, a metáfora mais inquietante é a do tubo com fugas, aludindo ao abandono gradual das carreiras de investigação por parte das mulheres. Devido a esta perda constante de cérebros, os empregadores têm cada vez mais dificuldade em encontrar candidatos qualificados para empregos científicos e tecnológicos. Além disso, o objectivo que a Europa se fixou, de se tornar a principal economia do conhecimento a nível mundial, corre o risco de não ser atingido.

Numa conferência recentemente organizada pela UE em Praga, o Comissário responsável pela investigação, Janez Potočnik, afirmou que a Europa tinha conseguido resolver em parte este problema nos últimos 10 anos, mas “há ainda muitas brechas a tapar”. Os números que divulgou falam por si: as mulheres representam apenas 19% dos titulares de cátedras na União Europeia, 18% dos investigadores do sector privado e 29% dos investigadores do sector público.

“A situação melhorou ligeiramente, mas o processo é lento”, referiu Claudine Hermann, física reformada que esteve presente na conferência de Praga em 14 e 15 de Maio. Em 1992, foi a primeira mulher a ser nomeada professora da prestigiosa Ecole Polytéchnique de Paris.

Personalidade reconhecida entre as mulheres que abraçaram a carreira científica na Europa, Claudine Hermann colaborou com a Comissão no domínio da igualdade de oportunidades, instando-a a fixar objectivos concretos. “Não havendo objectivos, não há acção” declarou.

Já em 2003, a UE tinha constituído com as empresas e as universidades um grupo de trabalho para estudar formas de atrair e reter as mulheres nas carreiras científicas. Segundo o relatório mais recente , as mulheres abandonam as carreiras na investigação essencialmente por acharem difícil conciliar a vida pessoal e profissional, especialmente quando têm filhos.

Há empresas e universidades que propõem condições de trabalho flexíveis mas, como salienta o relatório, os dirigentes ainda olham com desconfiança quem pretenda aproveitar essas vantagens, considerando que têm menos empenhamento no trabalho.

Leia AQUI o Relatório da União Europeia

Mais sobre a investigação europeia

F. C. Porto, pois claro!

Maio 10, 2009

O F. C. Porto acaba de se sagrar tetracampeão. Pelo que fez ao longo da época, pela inteligência com que soube ultrapassar os momentos menos bons, pela regularidade, pela força do grupo, o F. C. Porto merece este título.

 A toda a família portista e a todos os meus amigos que têm o coração de “uma só cor” azul e branco, apresento os meus parabéns, e aproveito para desejar desde já as maiores felicidades para a Final da Taça de Portugal.

Eu enquanto Sportinguista tenho que me contentar com o segundo lugar, o que apesar de poder abrir a porta da Liga dos Campeões e ser muito importante do ponto de vista financeiro, não me serve de grande contentamento. Para mim, enquanto sócio e adepto, o segundo continua a ser o primeiro dos últimos.

T E T R A C A M P E Ã O

emprego: prioridade máxima

Maio 7, 2009

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Com as taxas de desemprego a atingir os valores do pós-guerra, a UE convoca uma cimeira especial sobre o emprego.

A cimeira realizou-se num ambiente marcado pelas preocupações com os custos da recessão em termos humanos. Mais de 600 000 pessoas perderam o emprego na UE em Março e, nos últimos meses, tem-se assistido uma onda de contestação social em alguns países.

O Comissário Europeu do Emprego, Vladimir Špidla, sublinhou que a UE deveria recorrer a todos os meios disponíveis para atenuar o impacto da recessão para os trabalhadores. Por exemplo, tanto o Fundo Social Europeu como o Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização podem ser usados para ajudar as vítimas da crise.

Em vez de despedirem imediatamente os seus trabalhadores, as empresas são incitadas a considerarem a hipótese da redução dos horários de trabalho. Os trabalhadores poderão usar o tempo livre extraordinário para desenvolverem novas competências. Algumas empresas já estão a seguir esta abordagem, nomeadamente na Alemanha.

As empresas também devem recrutar mais aprendizes e estagiários para ajudar os jovens a entrar no mercado de trabalho, em especial os que têm um diploma do ensino secundário. O desemprego dos europeus com menos de 25 anos já ultrapassou os 17%, mais do dobro da taxa geral, e poderá mesmo exceder os 30% em alguns países da UE. As acções de formação devem incidir nas competências mais procuradas.

Um reforço da ajuda às empresas em fase de arranque também poderá ajudar os jovens e os desempregados a manterem-se activos.

À medida que a economia continua a decrescer, o desemprego no conjunto da UE passou de 8,1 % em Fevereiro para 8,3% em Março. Há agora 20 milhões de pessoas desempregadas, ou seja, mais 4 milhões do que no ano passado. Na zona euro, o desemprego aumentou de 8,7 % para 8,9 %.

E o pior ainda pode estar para vir. Com efeito, o desemprego na zona euro poderá atingir 11,5 % no final de 2010, o nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial.

«Não podemos evitar que esta crise cause desemprego». «Mas se tomarmos medidas agora podemos reduzir o número de postos de trabalho perdidos e ajudar milhões de pessoas a encontrar novos e melhores empregos.»

evolução da nova gripe

Maio 6, 2009

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Dado o número crescente de casos de gripe em todo o mundo, a propagação do vírus poderá transformar-se em pandemia, mas não é provável que cause um elevado número de vítimas mortais.

A Comissária da Saúde apela à calma. A maior parte dos casos de gripe detectados não são extremamente graves e o vírus reage ao tratamento. A Europa dispõe de reservas substanciais de medicamentos contra a gripe.

O vírus da gripe A (H1N1) é uma combinação de elementos de origem animal e humana desconhecida até agora. Embora seja conhecida por “gripe suína” não é, de facto, propagada por suínos nem por carne de suíno (porcos ou carne de porco).

O número de casos confirmados de infecção com o vírus da gripe A tem aumentado, mas não há indícios de que a gripe se esteja a propagar rapidamente na Europa. Não há notícia de vítimas mortais em nenhum dos 12 países europeus afectados até à data.

Perguntas e respostas sobre o novo vírus da gripe

Ainda as agressões a Vital Moreira

Maio 6, 2009

“(…)De repente, ninguém parece interessado em saber quem foram os agressores, dignos continuadores daqueles célebres caceteiros que exerceram uma importante actividade política pela via da cachaporra em épocas passadas. Não tanto por contrariar, mas por uma questão de higiene mental, gostaria eu de saber que relação orgânica existe (se existe) entre os agressores e o partido de que sou militante há quarenta anos. São militantes também eles? São meros simpatizantes? Se são apenas simpatizantes, o partido nada poderá contra eles, mas, se são militantes, sim, poderá. Por exemplo, expulsá-los. Que diz a esta ideia o secretário-geral?”
José Saramago

Afinal até a voz insuspeita de José Saramago acha que há evidentes semelhanças entre os agressores de hoje sob a capa da CGTP / PCP, e os “caceteiros que exerceram uma importante actividade política pela via da cachaporra em épocas passadas”. Também me pergunto, como ele, se com imagens que podem identificar os agressores e permitirão saber se se tratou de “pobres desempregados indignados com o governo” ou de sindicalistas de barriga cheia a mando do PCP, o Ministério Público não tem uma palavra a dizer? O crime de injúrias e ofensas corporais naquelas circunstâncias não será um crime público?

economia da UE

Maio 4, 2009

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A UE atravessa a recessão mais profunda desde o pós-guerra. A inflação abrandou, mas o emprego e as finanças públicas foram gravemente atingidos. A situação deverá estabilizar em 2010.

As previsões económicas oficiais mais recentes indicam que, após ter crescido 0,8% em 2008, a economia da UE diminuirá 4% em 2009. Quase todos os países europeus foram gravemente atingidos pela crise financeira, pela recessão económica mundial e, em alguns casos, por correcções do mercado imobiliário.

A Comissão Europeia publica previsões económicas quatro vezes por ano. As previsões da Primavera e do Outono incidem sobre o crescimento, a inflação, o emprego, os défices orçamentais e as dívidas públicas de todos os países da UE e de alguns países terceiros. As previsões intercalares, habitualmente publicadas em Fevereiro e em Setembro, são menos abrangentes, limitando-se a analisar a evolução desde a previsão anterior para as principais economias.

Veja aqui as:

            Previsões Económicas da Primavera 2009

Maio 3, 2009

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O Bem Comum deseja ao nosso querido amigo Joaquim Armindo

um feliz aniversário.