Archive for Dezembro, 2008

ANO NOVO

Dezembro 31, 2008

https://i2.wp.com/www.partenia.org/images/200806/mouvement_paix.jpg

A todos votos de um ANO de 2009 cheio e PAZ

Anúncios

No caminho de Paulo de Tarso

Dezembro 31, 2008

O DISCURSO DE ADEUS

Em Mileto, aquando da sua segunda viagem, Paulo convocou os anciãos (presbíteros), da igreja de Éfeso, para lhes dirigir o “Discurso de Adeus”. Este discurso Paulo apelida-os de “episkopai”, ou seja aqueles que têm o sacerdócio ministerial. Este discurso-testamento, possui três momentos centrais: o primeiro (Actos 18-21), Paulo, então com 50 anos de idade, partilha um pouco com eles a vida e existe um certo ar de amargura, seria por estar cansado? seria porque não via os sinais do Reino de Deus?; o segundo, (Actos, 22-24), que o esperam cadeias e tribulações, para concluir a missão do Senhor; o terceiro, (Actos, 25-31), o futuro, as preocupações acerca do povo de Deus, a imagem do presbítero – através da imposição das mãos, recebem o Espírito para vigiar, vigilância não conformista, dinâmica, pela oração e o dinamismo, porque a história da salvação constrói-se todos os dias, por isso os servos, os presbíteros devem ser evangelizadores, como Paulo e os seus companheiros.ro, as preocupaçs a vida e existe um certo ar de amargura, seria por estar cansado?

A Igualdade de Género no Coração do Trabalho Digno

Dezembro 30, 2008

https://i1.wp.com/www.ilo.org/public/portugue/region/eurpro/lisbon/images/gender_dezembro.jpg

A Organização Internacional do trabalho lançou em Junho de 2008 uma campanha mundial, que durará um ano, para destacar a importância da Igualdade de género no coração do Trabalho Digno, já divulgado aqui no BEM COMUM.

 

Objectivos desta campanha são: aumentar o conhecimento geral e a compreensão das questões sobre a igualdade de género no mundo do trabalho; salientar a especificidade das ligações entre a igualdade de género e a garantia de trabalho digno para todos os homens e mulheres; promover a ratificação e a aplicação das principais normas da OIT sobre a  igualdade de género; e defender a importância de superar as barreiras existentes à igualdade de género como benéfica para todos/as.

 

 

A campanha é construída em torno de doze temas do Trabalho Digno. Estes temas serão analisados sob uma perspectiva de género, mostrando como diversas questões podem afectar as mulheres e os homens de maneira diferente no seu acesso aos direitos, emprego, protecção social e diálogo social.

 

Já foram tratados os seguintes temas:

 

No caminho de Paulo de Tarso

Dezembro 30, 2008

A TERCEIRA VIAGEM DE PAULO

A terceira viagem missionária de Paulo (Actos 18, 23-21, 16), entre os anos 53 a 58, tratou-se mais de uma visita às igrejas que fundou. Parte de Antioquia, vai a Tarso, Derbe, Icónio, Éfeso, Macedónia, Corinto e segue a pé até Jerusalém. Em Corinto foi obrigado a abandonar a cidade, por causa de uma revolta dos exorcistas judeus, mas principalmente dos ourives, que não vendiam o seu ouro para os deuses, e por isso perdiam o seu ganha-pão. Quando chega a Jerusalém é preso e conduzido a Roma. Lucas, no livro Actos dos Apóstolos, conta em pormenor a viagem de volta para Jerusalém (talvez para por analogia o comparar com Jesus, na sua viagem à mesma cidade). Em Tróia refere que ressuscita um jovem que tinha caído de uma janela durante a celebração, e a sua estadia em Mileto foi ocasião para o seu Discurso do Adeus, aos anciãos da igreja local.

2009 é o Ano Europeu da Criatividade e da Inovação.

Dezembro 29, 2008

https://i0.wp.com/www.create2009.europa.eu/fileadmin/templates/images/home/logo_eyci-2009_home_EN.jpg

Todos os anos, a UE escolhe um tema para uma campanha de sensibilização. O ano de 2009 será dedicado à criatividade e à inovação, com centenas de conferências, projectos e exposições por toda a Europa destinados a sensibilizar as pessoas para a necessidade de soluções imaginativas para os desafios actuais.

A UE defende há muito que uma abordagem criativa é a chave do sucesso numa economia global. A inovação é uma parte essencial tanto do pacote de medidas «alterações climáticas» da Comissão como do seu plano de relançamento da economia europeia, a qual atravessa hoje a pior recessão desde há décadas.

O ano europeu da criatividade e da inovação começa oficialmente a 7 de Janeiro.

Em finais de 2009, Bruxelas acolherá uma série de debates sobre a forma de fomentar ideias ambiciosas em benefício da sociedade.

No mundo de hoje, o crescimento económico depende de uma rápida inovação. Em transição para uma economia baseada no conhecimento, a UE é obrigada a desenvolver o seu potencial criativo. Em particular, os europeus devem mostrar-se abertos à mudança e ser receptivos a estratégias inovadoras.

Os professores têm aqui um papel crucial, mas difícil. Os professores deverão conciliar cada vez mais os programas curriculares tradicionais com a necessidade de os jovens adquirirem competências pessoais, como o espírito de iniciativa.

Esta campanha ajudará a delinear a agenda da UE sobre a cooperação dos Estados-Membros na área da educação e da cultura.

No caminho de Paulo de Tarso

Dezembro 29, 2008

DISCURSO EM ATENAS

Durante a segunda viagem de Paulo, ficou escrito, talvez compilado por Lucas, o célebre discurso no Areópago de Atenas (Actos 17, 22-31). O discurso, como o de Antioquia, mostra dois esquemas de kerigma: um para os judeus, em que se insiste sobre Jesus como cumprimento das profecias e outro para aos pagãos, em que se fala mais do Deus Vivo, por oposição à idolatria. Este discurso perante os sábios de Atenas, contém cinco partes principais: o anúncio do Deus Criador, como os filósofos gregos defendiam; o Deus desconhecido, ao mesmo tempo próximo e longínquo; a proximidade de Deus, conforme o estoicismo; a crítica à idolatria; o apelo final à conversão, fundada na Ressurreição de Jesus. O que escandalizou os habitantes de Atenas não foi a maneira de falar de Deus, mas a do falar do homem: eles acreditavam na imortalidade da alma e Paulo falou na Ressurreição, daí o fracasso deste discurso, a ressurreição dos mortos, seguindo os ensinamentos de Jesus, o que não podia ser aceite pelos ouvintes. Mas ainda assim muitos seguiram Jesus.

NO caminho de Paulo de Tarso

Dezembro 28, 2008

SEGUNDA VIAGEM DE PAULO

A segunda viagem de Paulo (Actos, 15, 38 – 18, 22), dá-se entre os anos 50-52, e depois do “Decreto Apostólico”, da Assembleia de Jerusalém. Após uma discussão , por causa de João Marcos, que o tinha deixado na sua primeira viagem, parte na companhia de Silas (ou Silvano), e é o primeiro chamamento para entrar na Europa. Depois de comunicar à comunidade de Antioquia, Paulo atravessa a Ásia Menor, por Tarso, Listra, Frigia e Galácia; aqui ficou doente e demorou-se mais do que o que pensava, tendo, por isso, o seu apostolado sido frutífero. Atinge a Europa através da Mecedónia, passa por Amfípolis, e vai até Filipos. Aqui prega aos judeus, mas sem qualquer sucesso, aliás essa pregação vale-lhe a prisão e açoites, no entanto ainda converte o chefe da prisão e a sua família. Passa por Tessalónica, onde os judeus organizam motins contra ele, segue para Bereia, e em Atenas, adapta o seu discurso aos sábios gregos. Passa por Corinto onde converte os trabalhadores das docas, e escreve uma carta aos Tessaloniocensses, dada a sua preocupação com a jovem comunidade, no entanto recebe boas notícias. Esta carta é o primeiro escrito do Novo Testamento, passa por Chipre e atinge Antioquia.

Harold Pinter, um dos maiores dramaturgos de sempre, faleceu

Dezembro 27, 2008

https://i1.wp.com/1.bp.blogspot.com/_22ruQTJSdx4/SVS-hgA4rzI/AAAAAAAACqM/n-o_mVIE5y8/s400/Harold+Pinter.jpg

Artigo de Opinião publicado no Prrimeira Mão

Dezembro 27, 2008

A GLOBALIZAÇÃO DA SOLIDARIEDADE

Aquando da movimentação dos professores em que milhares saíram à rua, para protestar quanto à sua avaliação, o que é uma normalidade em qualquer organização, e das suas greves e vigílias, coloquei o meu pensamento na justeza desta prioridade para a educação e para a sociedade. Pensei nos milhares de professores que não se importariam de ser avaliados, mas ter um trabalho e, por momentos, reflecti sobre os verdadeiros motivos daquelas movimentações globais, nas personalizações de pessoas que há muito tempo não “vendem” aulas, mas a coberto de reivindicações passam os anos desinseridos do normal e habitual quotidiano das suas vidas, para que foram formados, e dezenas de anos passados nem sequer pisam o “relvado” das suas profissões: a mui nobre arte de ensinar. Estou e sempre estive sindicalizado, por isso não sou contra os sindicatos e o uso da liberdade de colocar as suas questões, sejam de carácter económico, sejam de outro, por vezes mais sintomático, neste caso, de uma classe que deveria em primeiro lugar pugnar pelo ensino de qualidade, que desse aos seus clientes, os alunos, pois claro!, aquilo que eles legitimamente requerem, os saberes ser, saber e fazer. E lá está que quanto ao saber ser ou estar, os exemplos vindos de quem deveria possui-los e praticá-los com acuidade, deslumbraram a sociedade, com frases e impropérios dirigidos a quem tem o dever de dirigir, o que também é uma arte. E arte de tal forma societária que se compadece com a governação, e por tal com ditames de consciência e ética e responsabilidades de decisões, que a não serem tomadas em referência maior, podem lesar a globalidade dos seres que contribuem para a normalidade das relações entre as pessoas. Dar exemplos, como os que vi que pareciam mais arraiais de mixordeiros, sem as suas responsabilidades inerentes de ensinadores do bem comum, do ser cidadão e cidadã, contribui decisivamente para o aparecimento de agressões do mesmo tipo, contra eles próprios, por parte dos seus clientes, os alunos. É que estes aprendem com a desordem, feita ordem, instalada, e vai daí fazem o mesmo, dirigem-se aos seus mestres com as mesmas práticas que viram fazer aos outros por eles.

Confesso que neste Natal do ano de 2008, todas estas questões me incomodaram, não porque por práticas partidárias estarem a ser contestadas, mas pelo significado real que possuem na necessidade da globalização da solidariedade. É um exemplo típico que me tocou indefinidamente, este de colocar acima da partilha da solidariedade, dos problemas que atingem o ensino, tradutor de muitos maus exemplos da cidadania em sociedade, pequenas questões como a da avaliação, quando não imbuídas de um significado realístico de colocar ao cimo da montanha as preocupações de ensinar, da partilha dos conhecimentos, e da necessidade de ser solidário, numa perspectiva globalizante. São os nossos meninos e as nossas meninas, que são confrontados por uma guerrilha sem nexo, nem causualidade, e não o Ministério da Educação ou a sua Ministra, a exemplaridade da luta sem os ter por epicentro, constitui um erro crasso no caminho para um ensino de solidariedade e fere de morte esta. Nas preocupações centrais dos mestres deveriam estar consubstanciadas, como substantivas, as condições superiores da formação dos cidadãos e da sua participação na coisa pública, e não de uma forma isolada papeis que serão secundários, neste precipício que pode ser a educação. A partilha que se induz seja o ensino, como Paulo Freire dizia, “ninguém ensina ninguém, nós é que nos ensinamos uns aos outros”, pode estar inferida de dores que não são de parto, mas de morte, quando aos milhares e milhares as pessoas gritam, com uma vacuidade gratuita, com uma sintomática incapacidade reveladora, que ali não estão aqueles que ensinam os nossos futuros governantes, mas antes os incapazes de compreenderam a globalização da solidariedade. Até porque a solidariedade valor supremo constrói-se por práticas de solvência de actos praticados, e não por berrarias inconsequentes de valores menores. Foi esta a minha memória do ano de 2008, pensada num Natal de queremos de sonhos cheios de solidariedades e de utopias recheadas de globalização, mas que não foi traduzida numa pertença luta actual e que está para durar. Penso bem ou penso mal, não me preocupo muito, se esta crónica for lida e pensada, para uma globalização da solidariedade.

Joaquim Armindo

Membro da Comissão Política do PS da Maia

No caminho de Paulo de Tarso

Dezembro 27, 2008

A ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM

O incidente havido em Antioquia, que provocou a ida de Paulo e Barnabé, a Jerusalém, conforme conta o capítulo 15 do livro dos Actos dos Apóstolos, foi certamente o primeiro concílio da Igreja, e tinha dois acontecimentos importantes: a decisão de não circuncidar os pagãos não convertidos, e uma medida prática destinada a facilitar as refeições em comum entre cristãos de origem judaica a pagã (Actos 15, 19-29). O debate entre todos foi muito acalorado, Pedro e Paulo quase (?) chegaram a vias de facto, e Tiago teve um papel muito importante. É que a penetração de Paulo, na sua 1.ª viagem, para além das fronteiras da Palestina vieram criar novos problemas. Por isso a assembleia de Jerusalém após ter chegado aquelas conclusões, enviaram Paulo e Barnabé, Judas e Silas, a Antioquia dando conta das suas decisões, e por aí ficaram anunciando o Evangelho. Aconteceu, porém, que uma discussão violenta entre Paulo e Barnabé, fez com que aquele parti-se, com Silas, para a 2.ª viagem, e Barnabé com Marcos, partiu para Chipre.

Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (SIDS)

Dezembro 26, 2008

https://i2.wp.com/www.apambiente.pt/Instrumentos/sids/PublishingImages/77_capaSIDS.jpg

Já ouviu falar em Indicadores de Desenvolvimento Sustentável?

O objectivo fundamental que suporta a monitorização do estado do ambiente e da sustentabilidade é a melhoria da qualidade das decisões na gestão da sustentabilidade. São necessárias relações mais estreitas entre os resultados da monitorização da sustentabilidade e as respostas políticas dos decisores.

O Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (SIDS) nacional surge para dar resposta à necessidade de avaliar o progresso do país em matéria de sustentabilidade, possibilitando estabelecer a ligação com os principais níveis de decisão estratégica – políticas, planos e programas – de âmbito nacional, regional e sectorial.

 

 

Leia AQUI O Relatório elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA)

Na aula magna de Lisboa, um painel sobre economia, do blogue Ladrões de Bicicletas

Dezembro 26, 2008

Participámos no painel sobre economia do encontro Democracia e Serviços Públicos. O debate tornou claro que o pluralismo das esquerdas não tem de ser sinónimo de falta de diálogo e de cooperação. Este encontro demonstra que há muita gente (nos partidos de esquerda e independentes) que entende que a excepção portuguesa da incomunicabilidade e da ausência de cooperação entre as esquerdas não é um problema insuperável. As convergências fazem-se com diálogo aberto sobre os pontos de concórdia e discórdia. Entre as esquerdas, o pluralismo é positivo e enriquecedor, desde que sem sectarismos. Mais: muitos como nós pensam que a resposta política para boa parte dos problemas com que hoje o nosso país está confrontado passa por entendimentos entre as diferentes correntes da esquerda.

No âmago da divisão entre esquerda e direita está a valorização da igualdade das condições e oportunidades de vida. Isto não significa que todas as direitas sejam necessariamente inigualitárias. Mas há uma direita para quem a única igualdade seria a igualdade perante a lei que, rejeitando a acção política para promover a igualização das condições e oportunidades de vida, prefere confiar fundamentalmente no mercado. As esquerdas, pelo contrário, olham para o Estado como um instrumento crucial da promoção da igualização das condições e das oportunidades de vida. Não se trata de defender o predomínio do Estado sobre os indivíduos. Do que se trata é de defender um papel fundamental para o Estado na área dos serviços públicos (saúde, educação e segurança social) e também em sectores estratégicos da economia, nomeadamente nos chamados “monopólios naturais”. Não se trata apenas de melhor servir o desiderato da igualdade. O que está em causa é também um modelo de desenvolvimento: o investimento privado é uma componente central da economia, devendo ser fortemente apoiado nos sectores que produzem bens e serviços transaccionáveis, não apoiado nos sectores protegidos da concorrência internacional e indesejável nos serviços públicos e nos monopólios naturais.

No processo de privatização da provisão de serviços públicos, o Estado transforma-se no que já foi designado de “Estado Predador” – uma coligação de interesses económicos rentistas que prosperam no quadro de um regime de acumulação baseado na expropriação dos recursos públicos. O caso português é ilustrativo. Na sequência do processo de privatizações (re)constituíram-se em Portugal grupos económicos que se caracterizam precisamente pelo acantonamento na produção de bens não transaccionáveis e pela penetração crescente na esfera da provisão de serviços públicos.


As consequências de tudo isto estão à vista nos países onde o processo foi levado mais longe: fractura social entre os que têm acesso (à saúde, ao ensino e à protecção face aos riscos de desemprego) e os que não têm. Onde o processo ainda vai a meio é patente o aumento do custo e a degradação da qualidade dos serviços (anteriormente) públicos. Em Portugal, que de há décadas a esta parte continua a situar-se entre os campeões das desigualdades na distribuição de rendimentos em toda a UE e onde os salários continuam tão baixos que um terço dos beneficiários do “rendimento social de inserção” trabalha, a qualidade e a universalidade dos serviços públicos está também sob pressão. Contrariando uma certa imagem construída pelos seus adversários, de que as esquerdas socialistas seriam um movimento “bota-abaixista” desprovido de propostas exequíveis, o debate permitiu identificar acordos em torno de algumas linhas de política:

O reconhecimento da centralidade do papel do Estado. Esta centralidade não deve ser confundida com o papel que o Estado actualmente desempenha na socialização das perdas do sector financeiro. A designação “Estado estratega” foi já utilizada para caracterizar o que agora, em contexto de crise, mais do que nunca é necessário: um Estado que em nome do interesse público reassume o controlo de sectores estratégicos, se responsabiliza pela provisão de serviços públicos e pela gestão do território, e utiliza os meios de que dispõe para incentivar e enquadrar o investimento privado.

Valorização do serviço público. Em desacordo com as teorias e as práticas da “nova gestão pública”, que tão influente se tornou entre nós dando origem a mais conflitos do que reformas, subscrevemos o que um de nós afirmou: “O nosso país não está condenado a escolher entre serviços decadentes e burocratizados, de um lado, e a erosão do Estado conduzida segundo a ideologia gestionária da modernização, do outro.” Existem formas de modernizar a administração pública que, não reduzindo os servidores do Estado à condição de oportunistas e egoístas, podem nutrir os valores e os significados característicos da ética de serviço público. Os funcionários podem e devem ser mobilizados para garantir o sucesso de quaisquer reformas.

Combate à desigualdade pela valorização do trabalho. A direita procura reduzir o combate à desigualdade à provisão de mínimos de subsistência para os que não podem trabalhar, ou a uma redistribuição do rendimento compensatória. O caso português é ilustrativo das limitações das políticas sociais meramente reparadoras. Para a direita, a determinação do valor do trabalho deveria ser deixada ao mercado. Em alternativa, entendemos ser necessário promover a desmercadorização do trabalho através de regras que protejam os trabalhadores, combatam a precariedade e garantam salários dignos. O desemprego deixou já de ser o principal mecanismo gerador de pobreza, o próprio sistema produtivo voltou a produzir, a par de mercadorias, trabalhadores pobres.

Queremos acreditar que estes debates foram o primeiro passo de um processo que dê aos portugueses razões para enfrentarem o futuro com mais confiança.

Joaquim Couto, na Maia??

Dezembro 26, 2008

Será mesmo que Joaquim Couto será o candidato do PS, à Câmara Municipal da Maia? Parece que sim!

Hoje no Primeira Mão

Dezembro 26, 2008

Hoje no Jornal Primeira Mão

A GLOBALIZAÇÃO DA SOLIDARIEDADE

No caminho de Paulo de Tarso

Dezembro 26, 2008

PAULO: A 1.ª VIAGEM

Parte de Antioquia, unidos que foram Paulo e Barnabé (Act. 11, 2), durante uma vigília de oração, e chega à ilha de Chipre, onde se encontra com um magistrado romano, Sérgio Paulo e enfrenta um mago de origem judaica, Elimas (Act. 13,8), sobre a magia. Parte para a Panfilia e Pisídia, onde Marcos o deixou, e pregou nas colónias judaicas, onde teve acolhimento e provocou cisões. A oposição dos judeus foi tal, que foi expulso da cidade, partindo para Listra, onde Paulo é tido como um deus, então perante um sacrifício em sua honra, por ter curado um paralítico, rasga as suas vestes, e prega o Deus Único, aos pagãos, como Criador do Universo. Faz numerosos discípulos de Jesus, e regressa a Antioquia da Síria, onde apresentaram o “relatório” do seu trabalho à Igreja. Mas Paulo não se limitava a implantar a Igreja, mas também a vigiar o seu crescimento, como se vê pelas suas cartas. Aqui houve muita discussão, e foi decidido enviar Paulo e Barnabé a Jerusalém, para consulta aos apóstolos sobre essas controvérsias.

Natal

Dezembro 25, 2008

O EMMANUEL

Quatro são os evangelhos canónicos, isto é, é reconhecida a sua autenticidade pela Igreja, que os considera inspirados por Deus; três dele são os evangelhos sinópticos, dado serem muito coincidentes (Mateus, Marcos e Lucas), e dois destes são os chamados “Evangelhos da Infância”, que relatam o nascimento de Jesus, o Cristo, o Salvador da Humanidade. O Evangelho Mateus contém uma grande inclusão que é o termo “EMMANUEL”, que quer dizer: DEUS CONNOSCO, (Mt. 1, 23-28 e 20). A partir do livro do Êxodo (Ex 3. 12.14; 4,12), Deus “define-Se” como “Aquele que está com Moisés, agora o que Mateus diz, é que JESUS É O MESMO DEUS DO ÊXODO, DOS PROFETAS, por isso no centro do Evangelho (18,20), se diz “Onde estiverem dois ou três. EU ESTOU…” . O Evangelho Mateus refere muitas citações do Antigo Testamento, nele se pretende unificar a História da Salvação, e dizer que o Deus do Antigo Testamento, agora chama-se Jesus de Nazaré, o EMMANUEL, Deus – connosco.

Boa Noite de Natal

Dezembro 24, 2008

http://tbn0.google.com/images?q=tbn:F77QJ3TrQI3y_M:http://paulogusmao.blogs.sapo.pt/arquivo/presepio.jpg

Vai nascer o Menino Deus

Dezembro 23, 2008

https://i2.wp.com/www.camaravc.com.br/alexandre/wp-content/feliz-natal.jpg

 

FELIZ NATAL

No caminho de Paulo de Tarso

Dezembro 23, 2008

AS VIAGENS DE PAULO


Foram três as grandes viagens de Paulo, todas começadas em Antioquia. A primeira viagem, entre os anos 46-48, foi o anunciar de Jesus em Chipre, Panfilia e Listra (Actos dos Apóstolos 13 -14), a segunda , entre os anos 49-52, acompanhado por Barnabé, para “visitar os irmãos por todas as cidades em que anunciamos a Palavra de Deus” (Act. 15, 36-40), de Tarso a Listra, percorreu a Frigia e a Galácia, passou por Amfípolis até Filipos, Tessalónica, Atenas e Corinto (Act. 16,1 – 18, 22) e a terceira, entre os anos 53-58, principalmente uma visita às igrejas que fundou, Antioquia, Tarso, Derbe, Icónio, Antioquia de Pisídia, Éfeso, Macedónia e chega a Jerusálem (Act. 18, 23 – 21, 16). A sua quarta viagem, é a do cativeiro, e da prisão, de Jerusálem para Roma, onde viria a ser libertado dois anos depois da prisão preventiva. Paulo e os seus companheiros, foi assim um viagente, caminheiro, no anúncio de Jesus, o Senhor.

A UE e os cidadãos em 2008

Dezembro 22, 2008

https://i1.wp.com/ec.europa.eu/news/images/eu_explained/081222.jpg

Balanço das medidas tomadas pela União Europeia para melhorar o dia-a-dia dos seus cidadãos.

Chegou finalmente o dia tão esperado. A casa engalanada, toda a família reunida. O pai, que pode finalmente tirar umas bem merecidas férias, atarefa-se na cozinha para que tudo fique perfeito. Enquanto são dados os últimos retoques na ceia, as crianças, impacientes, desembrulham os presentes sob o olhar enternecido dos avós acabados de chegar de França.

Apesar de invisível, a acção da UE não é alheia à tranquilidade deste quadro familiar. A casa foi limpa com produtos de limpeza que, graças à nova legislação sobre as substâncias químicas, são mais seguros para os utilizadores e o ambiente; com a ajuda de uma etiquetagem mais rigorosa, os ingredientes para a ceia foram escolhidos com um cuidado especial e as crianças brincam em toda a segurança, pois a UE proibiu os brinquedos perigosos. Mas há mais! Os trabalhadores temporários podem agora beneficiar de férias pagas como o pessoal fixo e os passageiros aéreos com mobilidade reduzida têm direito às mesmas comodidades que os restantes passageiros nas suas viagens de avião.

Na sala, ouve-se o habitual balanço do ano no telejornal. Crise financeira, conflitos, catástrofes naturais, alterações climáticas: em 2008, a UE esteve presente em todas as frentes da actualidade.

Ajudou vítimas de catástrofes humanitárias e enviou observadores para supervisionar o desenrolar de eleições e acompanhar o processo de paz na Geórgia.

Nos últimos meses, as instituições europeias e os Estados-Membros trabalharam sem descanso para encontrar soluções concertadas para a crise financeira. Neste momento crítico, o euro deu, mais do que nunca, provas do seu efeito estabilizador. Em Novembro, a Comissão propôs um plano de relance da economia com um orçamento de 200 mil milhões de euros, a fim de proteger os trabalhadores, as famílias e as empresas.

Este plano propõe, nomeadamente, o aumento dos investimentos em tecnologias ecológicas (nos sectores da energia, dos transportes e da construção), reforçando a posição de vanguarda da Europa na luta contra as alterações climáticas.