Archive for Maio, 2008

European Network Of Quitlines

Maio 31, 2008

Rede europeia das linhas de apoio para deixar de fumar (European Network Of Quitlines)

Orientações em matéria de melhores práticas para linhas de apoio para deixar de fumar

 

Veja AQUI

 

Publicidade ao tabaco

Maio 30, 2008

Proibição da publicidade ao tabaco: relatório sobre a execução da directiva da UE relativa à publicidade ao tabaco

Veja AQUI

 

«Terra dos Bravos»

Maio 30, 2008

o fim dos heróis
(texto publicado na edição de ontem de «O Primeiro de Janeiro»)

A vaga de filmes americanos a ocupar-se da guerra no Iraque foi grande acerca de um ano atrás. Alguns desses filmes chegaram à exibição em Portugal, como o documentário de Michael Moore «Fahrenheit 9/11» ou a ficção de Brian De Palma «Censurado». O ponto de vista crítico sobre a guerra sempre foi uma constante nestes filmes, devido, sobretudo, a uma Hollywood sempre liberal. Chega-nos agora às salas um filme produzido em 2006 que se ocupa também da Guerra do Iraque e, sobretudo, das consequências posteriores dessa guerra. Trata-se de «Terra dos Bravos», do americano Irwin Winkler, um realizador de poucas longas-metragens, que tem estado ligado à produção. O filme é um exercício ambíguo sobre o que a guerra faz aos soldados e a forma como desorienta o seu futuro.

A narrativa segue a vida de quatro soldados no Iraque: Will, Vanessa, Jamal e Tommy. Prestes a regressarem a casa, os soldados acabam por cair numa emboscada, quando estavam numa missão de socorro. Essa emboscada tem consequências brutais para todos eles, desde a perda de um grande amigo (Tommy), até à mão que fica decepada (Vanessa). É, talvez, o culminar de muitas violências físicas e psicológicas de quem nunca está preparado para enfrentar a guerra. Depois dessa sequência inicial, o filme dedica-se à história dos quatro soldados no regresso a casa e à América: Vanessa tem que aprender a viver com uma mão de prótese; Tommy não consegue ultrapassar a morte do seu amigo mais íntimo; Jamal é presença regular num hospital militar e psiquiátrico; e Will, médico, não consegue voltar a encaixar na sua família e torna-se alcoólico.

A construção narrativa de «Terra dos Bravos» parece decidir-se em opor-se à guerra, mostrando as sequelas com que os soldados são obrigados a voltar para casa. Contudo, ao filme falta muita coisa para além dessa aparente oposição. Por um lado, o cinema está repleto de filme sobre ex-soldados com resultados extraordinariamente melhores. Para este caso, a lógica cinematográfica é totalmente desprezada, conduzida anonimamente como se o filme fosse um vulgar telefilme de uma televisão por cabo. O que é mais irritante, é, sobretudo, a forma como Irwin Winkler monta o seu filme, usando e abusando de clichés como os slow-motion ou o campo/contra-campo banal. Não é o uso estrito dessa linguagem que se critica, mas a forma como é usada: vulgar e menor.

Dessa linguagem irregular resulta um filme sensaborão, onde até o happy-end parece forçado, como se estes soldados descobrissem, de repente, a forma de conseguir fugir aos fantasmas. Nesse sentido, o filme também abusa das elipses, como se elas fossem o único meio de mostrar a evolução das personagens. Até Christina Ricci aparece a fazer um papel que dura apenas 15 minutos. Falta quase tudo para «Terra dos Bravos» ser um filme interessante e era bastante dispensável a sua estreia nas salas portuguesas.

«Terra dos Bravos» («Home of the Brave»). Um filme de Irwin Winkler, com Samuel L. Jackson, Jessica Biel, 50 Cent e Christina Ricci. Estados Unidos, 2008, Cores, 105 min.
Site Oficial: http://www.mgm.com/sites/homeofthebrave/

Indignação Colectiva!

Maio 30, 2008

https://i1.wp.com/img.photobucket.com/albums/v85/jumento/018/galpbalao1.jpg

Direitos e Deveres dos Trabalhadores em Portugal

Maio 29, 2008

No âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, que se comemora este ano, a Autoridade para as Condições do Trabalho acabou de editar um caderno informativo dirigido aos trabalhadores imigrantes em Portugal sobre os seus direitos e deveres.

Produzido com a colaboração do Alto Comissariado para Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) e redigido em português, inglês, russo e romeno, este caderno têm como objectivo esclarecer a população imigrante acerca dos seus direitos e deveres ao nível das relações de trabalho e em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho.

Saliente-se que o trabalhador estrangeiro que esteja autorizado a exercer uma actividade profissional por conta de outrem em território português tem os mesmos deveres e os mesmos direitos do trabalhador com nacionalidade portuguesa.

Para consultar e descarregar o caderno informativo “Direitos e Deveres dos Trabalhadores em Portugal”, clique aqui.

 

 

O BEM COMUM e questão da Junta de Milheirós

Maio 29, 2008

Um dos nossos leitores interveio num comentário sobre concursos para a Junta de Freguesia de Milheirós, o BEM COMUM deu essa notícia no sentido de contribuir para o esclarecimento cabal da questão.

Acontece que os concursos são destinados a estágios, aliás como foi largamente noticiado no Jornal Primeira Mão. 

O Presidente da Junta de Milheirós tem para nós toda a idoneidade, e cada um de nós quando assumimos responsabilidades e cargos de responsabilidade, estamos sujeitos a todo o tipo de insinuações, como eu que um comentarista afirmou que tinha uma avença na Câmara Municipal da Maia, o que é mentira.

Assim, a notícia dos concursos circula por aí, por isso mesmo o BEM COMUM a dá, para permitir o esclarecimento cabal pelos visados, neste caso o Presidente da Junta de Miheirós, nosso camarada, e Presidente da Comissão Política do PS da Maia.

Tentar esconder situações e notícias, que são boatos, não são a melhor solução, daí que nós, os socialistas, que temos de possuir “telhados de vidro”, não temos medo de noticiar, assim permitimos que o que anda por aí a circular possa ser devidamente desmentido e esclarecido.

O Presidente da Junta de Milheirós, que presamos e consideramos, tem este espaço à sua disposição para que querendo o esclarecimento necessário. Nós estamos convencidos que é mentira.

Manuel Alegre ao lado do BE e de Renovadores Comunistas em comício contra desigualdades sociais e corrupção

Maio 29, 2008
28 de Maio de 2008, 21:55

Lisboa, 28 Mai (Lusa) – O deputado do PS Manuel Alegre será orador num comício que na terça-feira junta dirigentes do Bloco de Esquerda, renovadores comunistas e socialistas “históricos” contra as “desigualdades”, as “injustiças” sociais e a corrupção em Portugal.

Marcado para o Teatro da Trindade, além de Manuel Alegre, vão usar da palavra no comício o jovem deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro e a professora universitária Isabel Allegro Magalhães.

Na lista de apoiantes do manifesto de apelo à participação no comício, contam-se vários dirigentes do Bloco de Esquerda, socialistas “históricos” e da ala esquerda do partido, assim como renovadores comunistas, mas nenhum dos actuais membros da direcção do PCP.

“Vindos de sensibilidades e experiências diferentes, junta-nos neste apelo [o facto de] partilharmos os valores essenciais da esquerda em nome dessa exigência. É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade”, lê-se no apelo.

Para os subscritores deste apelo, “34 anos volvidos [do 25 de Abril], apesar do muito que Portugal mudou, o ambiente não é propriamente de festa”.

“Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais como na saúde e educação”, apontam os promotores da manifestação no seu diagnóstico sobre a sociedade portuguesa.

Ainda de acordo com os subscritores do manifesto, “a corrupção e a promiscuidade entre diferentes poderes criaram no país um clima de suspeição que mina a confiança no Estado democrático”.

“Numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. Se estes recuam, a democracia fica diminuída”, advertem.

Da parte dos socialistas, além de Manuel Alegre, subscrevem o documento os fundadores do PS José Neves, Carolina Titto de Morais, o primeiro líder da JS e ex-deputado José Leitão, o resistente anti-fascista Edmundo Pedro, a deputada Teresa Alegre e o ex-dirigente Joaquim Sarmento.

Pelo lado do Bloco de Esquerda, o apelo é assinado por Francisco Louçã, Luís Fazenda, Mariana Aiveca, João Teixeira Lopes, João Semedo, José Manuel Pureza, entre outros.

Em relação aos membros da Renovação Comunista estão no manifesto Carlos Brito, Paulo Sucena, Cipriano Justo, Carreira Marques, Paulo Fidalgo (actual porta-voz).

Apoiam ainda o manifesto a vereadora em Lisboa do Movimento de Cidadãos, Helena Roseta; nomes da música como o de António Manuel Ribeiro (UHF) ou de Pacman (ex-mandatário da candidatura de Alegre a Presidente da República); assim como vários professores universitários, casos de Abílio Hernandez, António Nóvoa, Carlos Sá Furtado, Cláudio Torres, o ex-secretário de Estado José Reis, Jorge Bateira e Jorge Leite e Luís Moita.

PMF.

Lusa/fim

Junta de Milheirós e os concursos

Maio 29, 2008

Um dos nossos leitores deixou o seguinte comentário:

“A Junta de Freguesia de Milheirós abriu dos concursos de admição de pessoal: um para relações públicas e outro para psicólogo.
Consta-se que o primeiro será preenchido pelo rapaz que tratou da campanha eleitoral do agora presidente do ps da Maia nas eleições para a comissão, um rapaz muito querido no ismai, e o segundo irá direitinho para o clã catarino.
A ser verdade até se comprende que o presidente do ps Maia queira recompensar quem merece e a quem deve a vitória. O que já não se compreende é que seja o povo de milheirós a pagar a factura. Se for verdade, é claro.”

O BEM COMUM deixa bem claro que se trata de um comentário de um leitor, não temos qualquer confirmação do que disse, por outro lado não temos até hoje, mesmo com divergências políticas, razões que apontem para que esta situação denunciada seja verdadeira.

Investigadores

Maio 28, 2008

A Europa forma mais cientistas e engenheiros que os Estados Unidos ou o Japão mas não consegue retê‑los. A escassez de investigadores nas empresas europeias é especialmente preocupante numa altura em que a UE pretende desenvolver a economia do conhecimento.  

Os principais problemas com que a Europa se debate são os seguintes:

– em muitos EstadosMembros, o recrutamento em condições de concorrência é ainda muito limitado no sector público;

– os contratos a curto prazo são a regra para os jovens investigadores;

– o progresso na carreira assenta mais na antiguidade do que no desempenho;

– a formação académica tradicional não prepara para as necessidades da moderna economia do conhecimento.

Para inverter esta tendência, a Comissão propõe‑se trabalhar em parceria com os Estados‑Membros para favorecer um recrutamento mais aberto, dar melhor resposta às necessidades dos investigadores que trabalham no estrangeiro em matéria de segurança social e de pensão, oferecer condições de emprego e trabalho atractivas e facilitar o acesso à formação.

Veja aqui a consulta pública realizada em 2007 sobre “O Espaço Europeu da Investigação: novas perspectivas”.

Os resultados desta consulta revelam que a criação de um mercado de trabalho europeu atractivo para os investigadores deveria ser uma das grandes prioridades. Mais de 80% dos inquiridos defenderam a ideia de uma parceria entre a Comissão e os Estados‑Membros para garantir uma utilização coordenada, eficaz e coerente dos recursos e dos instrumentos financeiros.

Veja aqui um trabalho sobre Investigação e desenvolvimento técnológico na Europa

ciberespaço

Maio 27, 2008

À medida que as compras, as operações bancárias e as redes de contacto social em linha estão cada vez mais presentes nas nossas vidas, cresce a preocupação com a criminalidade informática. A UE está, por isso, a estudar formas de manter a confiança dos consumidores na Internet.

Qualquer um de nós é uma vítima potencial. Já todos recebemos comunicações comerciais não solicitadas (spam) e ouvimos notícias sobre casos de ataques informáticos contra governos.

O próprio BEMCOMUM já foi vitima deste crime

Na Europa, os cibercriminosos conseguem aceder ilegalmente a cerca de 6 milhões de computadores para cometerem fraudes e difundirem spam. Se só 4% destas mensagens chegam na realidade às nossas caixas de correio, é graças às verbas consideráveis investidas em programas anti-spam.

Para poderem prosperar, as pequenas e médias empresas europeias devem poder contar com sistemas informáticos seguros. O comércio transfronteiriço precisa de tecnologias modernas e fiáveis para poder inspirar confiança aos clientes em linha. As pequenas e médias empresas europeias representam cerca de dois terços dos postos de trabalho no sector privado e a confiança e segurança destas empresas repercute-se na economia em geral.

A UE está ciente da importância da luta contra a cibercriminalidade para garantir a segurança dos consumidores. Os países devem colaborar entre si e investir recursos financeiros e competências. A situação é, porém, complicada devido à enorme disparidade dos níveis de protecção existente nos vários países.

A Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação (ENISA) assinala que os países da UE têm ainda um longo caminho a percorrer para erradicar a cibercriminalidade e a fraude.

Dicas para as PME

 

crescimento rápido, sustentável e equitativo

Maio 26, 2008

Um crescimento rápido, sustentável e equitativo está ao alcance dos países em desenvolvimento se os seus dirigentes apostarem na mundialização da economia.

A mensagem do relatório da comissão sobre o crescimento e o desenvolvimento apresentado em Bruxelas por dois dos seus membros é bastante clara: as perspectivas de crescimento dos países em desenvolvimento dependem grandemente dos seus dirigentes políticos e agentes económicos.

Segundo este relatório, além da participação na economia mundial e da boa governação, os principais ingredientes necessários a um crescimento rápido e sustentável dos países em desenvolvimento são os seguintes:

– investimentos públicos e privados na educação, saúde e habitação;

– defesa do ambiente e eficiência energética;

– ligação entre o mundo urbano e o mundo rural.

Esses ingredientes devem ser doseados em função da situação específica de cada país.

O relatório recorda também que o crescimento é um meio e não um fim. Sem crescimento, a luta contra a pobreza é um combate perdido de antemão. 

As conclusões do relatório sobre o crescimento, fruto de dois anos de trabalho, assentam no exame das características de economias que registaram uma taxa de crescimento superior a 7 % durante, pelo menos, 25 anos, desde a Segunda Guerra Mundial, nomeadamente o Botsuana, o Brasil, a China, a Coreia, Hong Kong, a Indonésia, o Japão, a Malásia, Malta, Omã, Singapura, Taiwan e a Tailândia.

Manifesto da Corrente Socialista (Partido Socialista)

Maio 26, 2008

“O socialismo não é uma etapa final [da História],

é um processo em construção ou destruição quotidiana

no desenvolvimento das políticas públicas.” (Vincenç Navarro)

 

Opinião Socialista – PS

somos …

militantes do Partido Socialista do distrito do Porto que procuram construir uma rede informal de partilha de ideias e animação do debate político dentro do partido, com militantes de outros partidos, sindicatos e movimentos sociais, e com todos os cidadãos que aspirem a uma sociedade mais democrática, mais justa e mais solidária. Reivindicamos um PS mais transparente, eticamente mais exigente, mais rico em debate crítico e livre no respeito pela diferença de opinião.

O desenvolvimento de Portugal é a razão de ser do nosso empenhamento político.

Em particular, acreditamos que o trabalho estável e justamente remunerado é um factor de desenvolvimento humano e social e o mais importante meio de combate à pobreza. Para nós, as transformações produtivas não podem pôr em causa o trabalho digno e com direitos. Consideramos que é primeira responsabilidade do Estado português e da União Europeia promover o pleno emprego. Não bastam políticas de empregabilidade quando a economia não gera empregos. Não bastam políticas de oferta quando a procura está estagnada. É preciso romper com a doutrina monetarista dominante entre os decisores da política económica que, excluindo as políticas dirigidas à procura, trava o crescimento do mercado interno da União Europeia e agrava as crises importadas.

Na sociedade em que queremos viver, as políticas públicas e as iniciativas de cidadãos conscientes complementam-se. Assumimos que compete ao Estado – nos seus vários níveis de organização (local, regional, nacional, União Europeia) – colocar a economia ao serviço da sociedade. Não basta garantir a liberdade de uma economia estruturalmente pouco inovadora e geradora de graves desigualdades, e depois, numa lógica de reparação, criar programas de apoio aos mais desfavorecidos. É urgente alcançar uma partilha mais justa dos ganhos de produtividade a partir da revalorização da negociação colectiva e da instituição de formas de gestão democrática, sem o que não haverá autêntica responsabilidade social e ambiental por parte das empresas. A gestão empresarial deve ter em conta a multiplicidade dos interesses em presença e, por isso, rejeitamos o modelo anglo-saxónico que tudo subordina ao interesse dos accionistas. Não nos basta um Estado regulador da concorrência, distribuidor de incentivos, e reparador dos efeitos mais negativos do mercado; queremos um Estado que promova na economia mudanças estruturais geradoras de desenvolvimento.

Consideramos que a provisão universal e gratuita de serviços eficientes e de qualidade na saúde e na educação, a financiar por uma fiscalidade decididamente progressiva, representa um pilar fundamental da coesão nacional na medida em que promove a integração dos diferentes grupos sociais e motiva o empenho no seu bom funcionamento por parte dos cidadãos com mais recursos, incluindo o da influência política. Entendemos que não devem ser privatizadas as áreas de negócio rentáveis em sectores como a energia, água, transportes, correios, etc. onde é do interesse público manter uma infra-estrutura que cubra o território nacional. O desastre das políticas do Novo Trabalhismo neste domínio não pode ser ignorado. Mais ainda, defendemos políticas que travem a mercantilização do património (ambiental, cultural, urbano, etc.), da comunicação social, e de outras esferas e espaços da vida pública e privada onde a lógica do lucro é factor de ineficiência, regressão social e corrosão moral. Os socialistas têm de assumir sem tibiezas a defesa do bem público, cuja formulação é sempre provisória e deve resultar de processos participativos baseados na argumentação, negociação e deliberação.

O socialismo do século XXI assume a iniciativa empresarial e os mercados como organizações essenciais à criação de riqueza e inovação social. Quanto aos mercados, reconhece que se trata de um instrumento de afectação de recursos organizado segundo regras e valores que evoluem de acordo com as dinâmicas sociais e culturais do conjunto da sociedade. Por isso, os socialistas estão atentos aos seus limites e recusam a entronização de qualquer modelo sempre transitório. Sem complexos perante o passado, também assumem a necessidade de um sector empresarial público em situações específicas (monopólios naturais, serviços de rede, falhas de mercado, etc.), assim como acham importante promover a propriedade cooperativa e as diferentes formas de provisão que relevam da economia social. Não aceitamos um Estado “de classe”, condutor iluminado dos destinos da sociedade, antes defendemos um Estado democrático descentralizado, promotor de políticas públicas que, pela mediação de autarquias locais, autarquias regionais e autonomias insulares, sejam apropriadas pelos actores sociais e respectivas comunidades.

O projecto de sociedade que defendemos também interessa às classes médias, em particular aos que são confrontados com exigências profissionais que põem em causa a saúde pessoal e familiar; aos que têm rendimentos acima da média mas rejeitam o hedonismo consumista; aos que acedem a múltiplas fontes de informação mas sentem o vazio de uma cultura de superficialidade e alienação; aos que vivem com conforto material mas têm consciência de que a preservação de um ambiente natural e social sustentáveis exigem mudanças profundas na forma como vivemos.

Finalmente, manifestamos o nosso firme desacordo relativamente a todos os que no interior e no exterior do PS defendem uma “modernização” ideológica do partido em nome de valores e ideias de matriz liberal que, de facto, constituem uma ruptura com os ideais socialistas e impedem uma resposta política à altura dos desafios que hoje enfrentamos.

 

Porto, 31 Maio 2008

SOCIEDADE CIVIL: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PARA A FORMAÇÃO DE UM ESTADO VERDADEIRAMENTE DEMOCRÁTICO

Maio 26, 2008

 

 

A implementação e manutenção de um Estado democrático, no qual os cidadãos exerçam os seus direitos e deveres, apenas é possível quando as famílias e a escola apostam no desenvolvimento emocional da criança e do jovem, alicerçando o seu carácter em princípios de autodisciplina que lhe permitam ser capaz de se auto-motivar e de guiar-se por si mesmo ainda que isso comece numa primeira fase apenas pelas simples tarefas do seu dia à dia. É necessário ensinar a nossas crianças a desenvolverem em si a chamada “força de vontade”. Reservar as recompensas apenas para os momento em que tal se justifica, obrigá-las-á a dominar as suas emoções, fazendo primar a razão.

 

Se desde cedo a criança for capaz de controlar o seu egoísmo, bem como os seus impulsos em vantagens sociais, estão criadas as bases para a incrementação da empatia, da capacidade de vermos o mesmo facto do prisma do outro.

 

Associada à empatia surge a compaixão e o altruísmo, a tolerância e a aceitação das diferenças. Só assim é possível a convivência das pessoas umas com as outras bem como a criação de um discurso público produtivo. Há que apostar na auto-disciplina, na empatia, no desenvolvimento dos valores morais, não só conversando com as crianças sobre estes assuntos, mas ensinando-as a colocá-los em prática.  Assim, paulatinamente tornar-se-ão socialmente aptas e capazes de se converterem em cidadãos de pleno direito participativos e capazes.

 

Se os pais soubessem os efeitos que um não no momento certo pode produzir do ponto de vista psicossocial…

 

OIT prepara nova Recomendação sobre VIH/sida no local de trabalho

Maio 25, 2008

O Relatório, disponível nas três línguas oficiais da OIT, servirá de base para as Conferências de 2009 e 2010, sendo o primeiro do género que contém as acções desenvolvidas pelos governos e pelas  organizações internacionais sobre a infecção VIH/sida e o mundo do trabalho.

Segundo a OIT mais de 90% das 33.2 milhões de pessoas dos 15 aos 49 anos que vivem com o VIH no mundo continuam a trabalhar e estão no período de vida em que são mais activas profissionalmente.

Apesar dos avanços no domínio do conhecimento e dos comportamentos relativo à infecção VIH/sida muitos trabalhadores e trabalhadoras continuam a ser alvo de discriminação, de estigma e a temerem pelos seus postos de trabalho, demonstrando o ainda longo caminho a percorrer.

Para conhecer mais sobre os Procedimentos relativos à adopção de uma norma sobre a infecção VIH/sida no mundo do trabalho consulte o Calendário.

Para saber mais, consulte:

Calendário

Relatório em Espanhol

 

SCUT’s – Portagens SIM ou NÃO

Maio 25, 2008

Apenas para que sirva de ponto de partida para discussão, deixo aqui um mail que recebi de um familiar, leitor habitual deste blog. Porque também acho que muito do que se tem dito e escrito sobre o assunto não passa de demagogia fácil, espero que se faça uma discussão séria do assunto, sem entrar em argumentos de sou contra porque sou, ou porque já pago muito, ou porque este tema serve para desgastar o governo.

Diz ele:

“A criação das SCUTS, com o modelo de financiamento que tem associado, foi um erro cujas consequências são hoje visíveis para as finanças públicas, e serão dramáticas num futuro próximo.

As SCUTS que deveriam ser vistas como uma forma de discriminação positiva, transformaram-se num elefante branco a pagar em vários anos.

Os previstos benefícios que vinham trazer às economias locais e regionais a meu ver não se concretizaram. Porquê? porque à boa maneira portuguesa, a diminuição dos custos dos transportes, nomeadamente poupanças nos tempos de deslocação e nos combustíveis, esses benefícios foram absorvidos pelos agentes económicos e não se reflectiram no preço dos produtos.

Não é admissível que aqueles que não têm carro, ou sequer um Km de auto-estrada, estejam a pagar as SCUT. Sou, portanto, a favor das portagens em (quase) TODAS as SCUT’s.

Assim, se fosse eu a decidir, e ainda bem que não, face às expectativas criadas nos concelhos por onde as SCUT’s passam, acho que deveriam ser implementadas as seguintes medidas:

1º – Portajar já e imediatamente todas as SCUT’s, aos Sábados, Domingos e Feriados.

2º – Criar um período de carência, para os residentes nos 137 concelhos servidos pelas 7 SCUT’s, até 2011, através de uma discriminação positiva, que nessa data deveria ser reavaliada.

3º – Investimento na requalificação e melhoramento das N13, N109, N125, etc.

4º – Um percentagem dos valores pagos nessas portagens sejam entregues às Juntas de Freguesia dos Concelhos por onde essas vias passam, para investimento em projectos sociais e de luta contra a pobreza.

Qual a razão pela qual a A7 e A11, perpendiculares à A28 são portajadas e a A41 não.? Será que os índices de desenvolvimento dos concelhos atravessados pela A7 de Vila do Conde até Vila Pouca de Aguiar, são dos mais desenvolvidos do País? E os concelhos de Esposende até Braga, atravessados pela A11? O que os diferencia dos concelhos atravessados pela A41?

Colocação das portagens:
A28 – do Mindelo até Viana do Castelo.
A29 – de Espinho até Estarreja.
A44 – gratuito em todo o trajecto.
A41 – A partir de Ermesinde.

Agora você não paga portagem pela utilização dessas vias. Mas indirectamente já as paga através do OE e da dívida pública. No modelo Scut, é o dinheiro dos contribuintes, através dos impostos, que suporta o custo de construção, manutenção, exploração e financiamento.

Entre 2008 e 2023, o valor médio dos encargos anuais deverá atingir os 700 milhões de euros, ou seja caro amigo, não houvesse este custo no OE e seria possível, por exemplo ter hoje o IVA a 18,5%.

Não se tratando de um bem como a saúde ou a educação não aceito que os que não utilizem essas SCUT’s estejam a financiá-las na sua totalidade.

Dei-lhe caro amigo, a minha honesta opinião sobre o assunto SCUT’s.”

31 de Maio: Debate “Uma nova agenda para a Europa”

Maio 25, 2008

O Partido Socialista Europeu (PES) está a promover um processo de consulta alargado e dinâmico que procura construir um manifesto comum a ser apresentado pelos Partidos membros do PES às eleições de 2009. O processo de consulta do Manifesto já foi iniciado por toda a Europa. Cabe agora ao PS português organizar a sua recolha de contributos.

É neste sentido que o PES Activists Portugal – em sintonia com o Departamento de Relações Internacionais do PS – promove esta iniciativa, trabalhada de forma articulada junto do Grupo Parlamentar do Partido Socialista no Parlamento Europeu, da Juventude Socialista e de algumas das Federações Distritais do PS.

Pretende-se que os militantes, simpatizantes socialistas, assim como a sociedade civil; desenvolvam, nos quatro temas em destaque – Europa e o Mundo, Nova Europa Social, Democracia e Diversidade, e uma nova «Agenda Verde – Propostas políticas utilizáveis no Manifesto final a ser apresentado nas Eleições Europeias de 2009.

Assim, vimos por este meio convidá-lo a participar na iniciativa do PES Activists Portugal dedicada à apresentação e discussão das propostas do Euro manifesto 2009 sob o tema «Uma Nova Agenda Verde para a Europa», que se realizará no Porto no próximo dia 31 de Maio, sábado (das 15H30 às 19H), na Fundação Cupertino de Miranda.

Para esta sessão foram convidados, para Keynote Speaker, o Professor Doutor Carlos Zorrinho e para intervenções qualificadas o Professor Doutor Carlos Costa (Director da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), a Dr.ª Elisa Ferreira (Euro Deputada), o Dr. Manuel dos Santos (Euro Deputado) e a Dr.ª Manuela de Melo (Deputada), o Arq. Manuel Taborda ( Consultor Europeu para Cidades Sustentáveis).

Acreditamos que ser socialista europeu hoje é não fugir da responsabilidade de empreender e liderar projectos políticos de cultura reformista e progressista. É ter a veleidade e a vontade de contribuir para a construção de uma Europa mais livre, socialmente mais justa e politicamente avançada.

Cordiais saudações socialistas,

Pelo PES Activists Portugal Federação Distrital do PS Porto

Sandra Lameiras Renato Sampaio

De um leitor, de que podemos concordar ou discordar…

Maio 24, 2008
Exmo. Sr. J. Armindo.
Querendo pode publicar o texto na intrega .
O Governo tentou enganar os Portugueses e o País.
O governo á dias atrás corrigiu em baixa o crescimento económico para 1,5% e em alta a inflação para 2,6% as previsões do Governo foi uma derradeira manobra destinada a esconder os efeitos desastrosos da politica do Governo.
O Governo na Assembleia da Republica não admitiu que a subida do preço dos combustíveis penalizava fortemente os portugueses e a economia, o Governo nada fez para impedir que as Petrolíferas com estes aumentos dos combustíveis aumentassem os lucros, concretamente a GALP, idem Governo.
Era bom que o Povo Português tomasse consciência da força e a arma que tem nas mãos e nos dias 1-2 e 3 de Junho desse um tiro no pé da GALP e do Governo, porque o governo ao ser o 3º maior accionista da GALP não está isento.
Junto-me ao apelo feito pelo Sr. J. Armindo dias 1-2 e 3 vamos mostrar o cartão Vermelho á GALP e ao Governo, por este descalabro dos preços dos combustíveis e bens alimentares.
Vergonha de ser português, num estado de direito

Sr. ministro, se quer fazer algo comesse por reduzir os benefícios chorudos dos administradores da GALP, pelo seu executivo do governo.

O País vai mal…é verdade! é preciso continuar a pedir sacrifícios aos Portugueses. Mas como é que foi tão fundo? não há dinheiro.
Era bom verificar em que condições e nível de vida andam aqueles que pedem sacrifícios ao Portugueses.

Guido Albuquerque, cunhado de Moreis Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP, custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17,400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.
Um quadro superior da GALP, admitido em 2002,saiu com uma indemnização de 290,000 euros, em 2004, tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia (PSD) e saiu de la para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das Obras Publicas e Transportes.
O filho de Miguel Horta e Costa (CDS-PPD), recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6,600 euros mensais.
Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6,350 euros mes, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado. Freitas do Amaral, presidente do conselho de Administração, um cargo não executivo, era remunerado de forma simbólica: 3,000 euros por mes, pelas presenças, mas, pouco depois da nomeação ,passou a receber PPRs no valor de 10,000 euros, o que dá um ordenado”simbólico”de 13,000 euros.

Outros exemplos, ainda na GALP:

Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10,000euros mes: a especialista em Finanças que foi para Marketing por 9,800 euros mes: o presidente da comissão executiva ganha 30,000 euros e os vogais 17,500.com os aumentos que tiveram, Murteira Nabo passou de 15,000 para 20,000 euros mensais.
É dado cobertura a estes senhores que não tem mais nada senão o cartão de militante, ou o pagamento de um qualquer favor politico….

Se fosse só na GALP mas não é.

Cada ministro deste e de outros governos tem, para seu serviço pessoal e sobe suas ordens directas, uma media de 136 pessoas (entre secretários e subsecretários de estado, chefes de gabinete, funcionários do gabinete, assessores, secretarias e motoristas) e 56 viaturas, APENAS CINCO VEZES MAIS QUE NO RESTO DA EUROPA.

Existe muito mais, por onde o governo pode tirar sem ser aos mais pobres.

Os Magistrados recebem subsidio de renda de casa no valor de 700 euros mes, mesmo que residam em casa própria, e se forem casados com outro magistrado que também recebe são 1400 euros mes, 1400 euros isentos de IRS, os magistrados do supremo tribunal administrativo, de justiça e constitucional que residam fora da área da grande Lisboa recebem ajudas de custo precisamente quando se deslocam para o seu local de trabalho, a situação torna-se tanto mais incompreensível quando é certo que os referidos magistrados USUFRUEM de viagens totalmente gratuitas em todos os transportes públicos terrestres e fluviais, incluindo os comboios Alfa.

ainda há mais exemplos para onde é que vai o nosso dinheiro, mas fico por aqui, os sanguessugas que tenham vergonha de pedir sacrifícios ao povo que já está com a forca na garganta.
Tenho em meu poder um dossier de 21 pagina que ao lê-las leva-me a dizer que tenho vergonha de ser Português em PORTUGAL.
Gostava de viver numa verdadeira Democracia:
Todos com o mesmo sistema de saúde:
Todos a pagarem impostos:
Todos a terem reformas merecidas e justas:
Todos com o mesmo sistema de justiça e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres.

FORÇA PORTUGAL

Maio 24, 2008

Os portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo vão agora despir as camisolas dos seus clubes e unir-se em torno das cores da nossa selecção, que dentro de dias vai disputar o Campeonato Europeu de Futebol.

Por mais discutíveis que possam parecer as escolhas de Scolari, esta deverá ser a NOSSA SELECÇÃO, a Selecção de todos os portugueses. Temos valor, técnica, encanto e talento, para poder fazer coisas muito bonitas no campeonato. Espero que seja a oportunidade de voltar a ver bandeiras nacionais pelas janelas deste país de norte a sul, e que este campeonato sirva para despertar de novo o orgulho de ser português, contrariando a tendência depressiva que fruto de anos de dificuldades e numa conjuntura internacional pouco favorável, tem vindo a espalhar-se.

Semana negra para o F. C. Porto

Maio 24, 2008

Em pouco mais de uma semana o F. C. Porto perdeu:

– A Taça de Portugal em Futebol para o SPORTING

– A Taça de Portugal de Anbebol para o ABC de Braga

– O Campeonato Nacional de Basquetebol para a OVARENSE

Num clube habituado a grandes vitórias em todas as modalidades, esta é de facto uma semana negra de que não há memória. Esta não era seguramente a forma como o clube esperava encerrar a época desportiva.

Definitivamente há dias em que não se pode sair de casa.

É claro que os grandes clubes, com estruturas sólidas e organizadas, se distinguem pela capacidade de “levantar cabeça” depois dos desaires, e continuar a lutar por outros títulos. É o que espero que aconteça. O país precisa de um F. C. Porto forte e lutador em todas as modalidades. Pela minha parte, desde que continue a perder com o meu SPORTING, desejo que tenha muitas vitórias.

A.D.O – OVARENSE é Tri-Campeão nacional de Basquetebol

Maio 24, 2008

Ao vencer o sétimo e decisivo jogo frente ao F. C. Porto, a Ovarense sagrou-se Tri-Campeão Nacional de Basquetebol. Em jogo mais desiquilibrado do que seria de esperar, a Ovarense venceu folgadamente e com todo o mérito este jogo, fazendo explodir em festa o Arena Bolce Vita de Ovar.

A equipa de Ovar mostrou ser claramente superior ao F. C. Porto no conjunto dos sete jogos disputados, e deixou até a ideia que não resolveu mais cedo a questão do título vencendo há 2 dias no Pavilhão Municipal de Matosinhos (casa emprestada do F. C. Porto), porque quis levar a festa para Ovar.

Parabéns aos Campeões.