Um casamento é um contrato que pressupõe uma relação amorosa e que tem implícito um processo de amadurecimento – construção de uma entidade conjugal. É verdade e as estatísticas confirmam que o número de divórcios tem vindo a aumentar. As pessoas têm mais do que um relacionamento amoroso que pode ou não culminar em novo casamento. Não é de todo verdade que as pessoas se divorciem por motivos menores, pelo contrário, hesitam muito, sendo que por vezes o divórcio é o resultado de algo que já tem vindo a ser pensado há seis ou mais anos. Este período de moratória tende a ser maior se existem filhos do casal.
As pessoas procuram a felicidade circunstanciada no amor, no afecto e só nela entendem uma relação amorosa por outro lado, o aumento da esperança média de vida também concorre para que os sujeitos tentem novos relacionamentos. Mas será a infidelidade a principal causa dos divórcios? De todo esta informação é apenas baseada no senso comum. O principal motivo que leva os casais à ruptura é a percepção de que já não há amor, não há entendimento, compreensão, há dificuldades de comunicação ou o sentimento de que não somos capazes de gostar da outra pessoa como ela o desejaria.
A infidelidade é apenas uma consequência da crise conjugal que contrariamente ao que se pensa nalguns casos pode, se a relação for bem trabalhada, contribuir para um maior investimento no casamento rotineiro e adormecido. Nalgumas situações pode concorrer para o emergir de novos contornos amorosos mais estimulantes para o par e duradouros para o casamento.