SOCIEDADE CIVIL: algumas sugestões para um casamento feliz…

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Nesta como noutras matérias que envolvem sentimentos e emoções, não há regras estanques e não compete de todo aos técnicos que trabalham nesta área estabelecer ou definir procedimentos normativos. Cada situação é uma e deve ser trabalhada de acordo com as suas especificidades. Há no entanto na literatura sobre este assunto, algumas sugestões de carácter geral que passo a elencar e que me parecem de interesse: 

 – Não invadir o espaço do outro – Por paradoxal que pareça é na relação com o nosso par que mais devemos praticar o desapego. Aquilo que mais procuramos controlar de uma forma obstinada, jamais será alcançado. Cada ser humano é uma individualidade que deve ser respeitada como tal, que vai amadurecer e que para isso necessita de autonomia. 

 – Aceitar o passado de cada um – A vida passada do nosso par da qual não fizemos parte, é algo que deve ser aceite e não evocado no dia-a-dia. 

– Nunca dizer tudo ao outro – Numa relação apenas interessa revelar aquilo que realmente é importante, na medida em que concorre para a felicidade e crescimento do casal. Não estou aqui a reportar-me à mentira, mas aquilo que é transmitido deve ser pensado e filtrado pela nossa inteligência emocional e social. Há que ter sentido de oportunidade e desenvolver a capacidade de comunicar. O importante não é “dizer”, mas “saber dizer” e sobretudo “ a forma como se diz”. 

– Criar momentos apenas para o casal e saber surpreender – A maior parte dos casais não cultiva o hábito de criar espaços só para os dois principalmente quando existem filhos. Há que agilizar a rede social de suporte formal e informal e dar largas à criatividade. 

– Respeitar a família de cada um – O acasalamento não é só entre os pares (homem/mulher), mas com todo o sistema familiar. Esta noção torna-se mais evidente para o casal quando nascem os filhos e com eles surgem os rituais familiares – aniversários, baptizados ou outros.      O melhor prognóstico para a vida de um casamento será a aceitação da família do outro, tendo como pressuposto de que o casal tem uma entidade própria não passível de invasões. 

– Não se isolar, manter os amigos e evitar a claustrofobia doméstica – O casamento pode tornar-se asfixiante se os pares não conviverem com terceiros e não saírem.

 – Fomentar a boa disposição – Cultivar o sentido de humor, elixir fundamental para a resolução de problemas maiores e menores. 

– Aceitar as diferenças – Não se muda a personalidade do nosso par. Aprender a negociar é a chave para tornear as situações menos gratas. 

 Nas flutuações emocionais pessoais e conjugais não ajudará ler e reler estas sugestões? É ou não a família o núcleo central da sociedade? 

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