Archive for Fevereiro, 2008

NUNCA É DEMAIS LEMBRAR

Fevereiro 29, 2008

Lixo Doméstico – Vantagens de Separar o Lixo

A reciclagem começa em casa com a separação das embalagens. Depois de colocados nos ecopontos, os pacotes são enviados para Estações de Triagens onde é efectuada uma selecção mais rigorosa. Uma vez feita a triagem, o lixo é compactado e enfardado por tipo de material, sendo posteriormente transportado para as Unidades de Reciclagem. 

Separar não só as embalagens mas também outros bens que já não são utilizáveis, como os electrodomésticos ou as roupas, tem muitas vantagens a nível ambiental e económico.

Poupar Energia  

Fabricar materiais a partir de resíduos consome menos energia do que produzi-los com matérias virgens. Muitos dos recursos energéticos que se poupam são fontes de energia não renováveis, como o petróleo, por exemplo.

Economizar Matérias-Primas 

A utilização de embalagens usadas, feitas a partir de matérias provenientes da recolha selectiva do lixo, é um dos meios mais eficazes de poupança de matérias virgens, como a madeira, a areia, o estanho ou o alumínio.

Aterros Sanitários

 Todo o lixo que não é separado vai parar a aterros sanitários. Neste sentido, quanto menos embalagens e outros bens recicláveis forem colocados nos grandes contentores de lixo orgânico maior será o tempo de vida útil desses aterros.

Desafio: dois debates, entre os concorrentes a Presidentes da Comissão Política

Fevereiro 29, 2008

Alguém terá medo de debater os problemas políticos do PS e da Maia?

É fundamental que sejam realizados dois debates: um moderado pelo Primeira Mão (José Manuel Freitas), outro moderado pelo Primeiro de Janeiro (Paulo Almeida), para que pela primeira vez, se possam confrontar estraégias que são diferentes.

Mas ao que parece se Luís Rothes e Luísa Barreto estão de acordo, o outro candidato (que ouvi dizer lançará amanhã acandidatura – os militantes do PS não foram convidados até agora!), Mário Gouveia não quererá. Porquê?

«Este País Não é para Velhos»

Fevereiro 29, 2008

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um filme brutal

Do baú do cinema americano, surgiu, no anos 80, uma dupla criativa: os irmãos Coen. Nos seus filmes, era possível olhar uma América quase surreal, onde a realidade mais óbvia é, surpreendentemente, arrasada por algum acontecimento brutal. Nesse sentido, o cinema dos irmãos é um cinema que procura as personagens mais improváveis, para lhes perscrutar a alma. Foi assim desde o primeiro filme «Blood Simple», passando pela adaptação do clássico livro «Barton Fink» e terminando naquele que é, na nossa opinião, o melhor filme da dupla: «Fargo» (nomeado para sete categorias e vencendo duas, em 1997). Com o grande alarido causado pelos óscares deste ano, chega hoje às salas portugueses «Este País Não é para Velhos», mais uma vez uma adaptação de um livro importante da cultura americana (do escritor de culto Cormac McCarthy). Nomeado para oito categorias, venceu, no último domingo, quatro: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário e Melhor Argumento Adaptado. Na verdade, o filme é um verdadeiro projecto Coen, já que inclui os dois principais ingredientes dos seus filmes: é sobre a América (a América profunda) e é construída através de um argumento e mise-en-scène bizarro. Tentaremos explicar porquê.

A narrativa do filme é estruturada através de um road movie: Llewelyn Moss é um pacato homem do Texas que descobre um dia, no meio do deserto, um mala com muito dinheiro e um banho de sangue (isto é, vários homens mortos). No primeiro impulso, Llewelyn rouba a mala e foge com ela. Pede à mulher para procurar a mãe e inicia uma viagem de fuga. Lleweln é perseguido pelo lunático Anton Chigurh que vai matando todos aqueles que o incomodam. No meio desta perseguição, um terceiro homem entra na contenda: Carson Wells que é contratado para matar Anton. Para além disso, Ed Tom Bell, o xerife local, tenta descobrir a razão de tantas mortes. No rasto de Anton e Llewelyn, Ed tomará conta do ritmo do filme, ao “comentar” as violentas cenas com que se vai deparando.

Não há dúvida que a estrutura de «Este País Não é para Velhos» é bastante complexa. Como sempre, nos seus filmes, os irmãos Coen montam uma arquitectura com muitas ramificações, como se a alegoria (e trata-se, neste caso, de uma alegoria) tivesse que ter todos os seus “símbolos”. Daí uma estrutura mosaico (aliás, como boa parte do cinema americano contemporâneo), com personagens que se cruzam constantemente. Para além disso, «Este País Não é para Velhos» socorrre-se de uma armadilha fatal: a bizarria de muitas das cenas. Nesse sentido, os Coen serão lembrados – neste filme – pela personagem de Anton, protagonizada por um extraordinário Javier Bardem (com o penteado “mais horrível da história”, como o actor mencionou na discurso de vitória dos óscares), um lunático assassino que mata as pessoas com uma máquina de pressão (própria para matar vacas). Nesse sentido, o filme é bastante gore, algo que já fora possível ver noutros filmes da dupla.

Contudo, apesar do “estilo” (para alguns excessivamente formal), «Este País Não é para Velhos» pretende ir mais longe, entrando numa certa América mítica, protagonizada, no filme, pelo xerife Ed Tom (Tommy Lee Jones). Este polícia, próximo do fim da carreira, carrega, em si, uma América que já não existe. Nesse sentido, para ele tudo o que acontece é demasiado estranho. Essa estranheza, que muitas vezes é sentida pelo espectador, é uma forma de olhar para uma realidade difícil (na verdade, uma carnificina). Mas é aí que está o discurso decisivo do filme, a saber: o confronto de gerações é inevitável, já que os mais velhos não conseguem entender uma nova forma brutal de violência.

Enfim, na verdade, comungo de uma certa ideia de que o filme é demasiado formal, isto é, demasiado exposto à sua própria estrutura. Por isso, «Este País Não é para Velhos» acaba por soar, muitas vezes, a estilo, ao contrário de «Fargo», que é um filme muito mais autêntico. Não é certo que esta diferença seja sentida por todos os espectadores, mas há altura em que os Coen exageram no seu próprio dispositivo, muito ancorado no “underacting”. Ainda assim, «Este País Não é para Velhos» é um projecto decisivo no caminho cinematográfico da dupla, mostrando porque são o centro do cânone cinematográfico do cinema americano actual.

«Este País Não é para Velhos» («No Country for Old Men»). Um filme de Ethan e Joel Coen, com Tommy Lee Jones, Javier Bardem e Josh Brolin. Estados Unidos, 2007, Cores, 123 min.
Site Oficial: http://www.nocountryforoldmen-themovie.com/

Uma economia altamente qualificada

Fevereiro 28, 2008

Segundo um relatório da União Europeia, um mercado de trabalho em expansão requer uma mão‑de‑obra cada vez mais qualificada.

Nos próximos oito anos, a economia europeia deverá criar cerca de 13 milhões de novos postos de trabalho, sobretudo em áreas baseadas no conhecimento. As necessidades de uma mão‑de‑obra altamente qualificada serão cada vez mais prementes.

Esta é a principal conclusão das primeiras previsões europeias sobre as necessidades de qualificações publicadas pelo  CEDEFOP – Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional, que procurou determinar quais são as qualificações e competências importantes para que os trabalhadores europeus continuem a ser competitivos.

Este estudo confirma que a economia dos países europeus tem vindo a abandonar progressivamente a agricultura e a produção industrial em benefício dos sectores baseados no conhecimento. Segundo as previsões, até 2015, cerca de 30% dos postos de trabalho exigirão um nível de qualificação elevado ou, por outras palavras, um nível universitário. Muitos dos postos de trabalho de baixo nível exigirão mesmo mais do que qualificações elementares. Já hoje, cerca de 80 milhões de pessoas realizam um trabalho não manual e altamente qualificado, o que representa aproximadamente 38 % da população activa da União Europeia (210 milhões de pessoas).

Para não perderem o comboio, os trabalhadores têm de ter uma formação permanente. As estratégias de aprendizagem ao longo da vida serão essenciais.

 Estas previsões dão uma ideia mais precisa das áreas em que irão provavelmente surgir os défices de qualificações. As informações disponibilizadas poderão ajudar os jovens e os menos jovens a identificarem as suas necessidades de formação e de aprendizagem para prepararem adequadamente as suas carreiras futuras.

«Cadeia da Relação» Júlio Pomar expõe em Serralves

Fevereiro 28, 2008
O Museu de Arte Contemporânea de Serralves (MACS) inaugura sexta-feira a exposição «Cadeia da Relação», de Júlio Pomar, com que o pintor regressa à cidade onde realizou alguns dos seus primeiros trabalhos

Pomar é um dos artistas portugueses mais reconhecidos, com uma obra extremamente diversificada, desenvolvida ao longo de mais de 50 anos de trabalho.

O título desta exposição, Cadeia da Relação, sugerido pelo artista, apresenta «uma cartografia infinita das relações que se estabelecem em cada obra e no conjunto de todas as obras, entre os materiais e a composição, entre a cor e o gesto, entre o objecto e o quadro».

Sendo também a denominação de um edifício histórico do Porto, este título assinala ainda o regresso de Júlio Pomar à cidade onde, além de ter realizado alguns dos seus primeiros trabalhos, assumiu a diferença de uma atitude estética e cívica como um dos protagonistas das Exposições Independentes da década de 40, juntamente com Nadir Afonso, Fernando Lanhas ou Júlio Resende, entre outros.

No início da sua carreira, Júlio Pomar era a figura principal do movimento do Neo-Realismo, simultaneamente activo na resistência política contra o fascismo, embora nunca tenha deixado as suas opções políticas condicionar a sua obra pictórica.

A censura, a repressão, a falta de liberdade de expressão, a pobreza e a miséria extrema da maioria da população foram motivos para o empenhamento político do artista, numa discussão onde as formas de representação na sua arte jamais poderiam ser consideradas inocentes em relação ao contexto onde ela aparecia.

A exposição «Cadeia da Relação» apresenta cerca de uma centena de desenhos, colagens e assemblages (montagens), que abrangem todo o seu percurso, mas se centra sobretudo na sua produção dos anos 60 e 70.

A mostra, que é comissariada por João Fernandes director do Museu de Serralves, foca a evidência dos materiais e as relações que se estabelecem no domínio da pintura e da assemblage, a partir das primeiras experiências do artista com estas técnicas naquelas duas décadas.

Sobre a forma como faz as suas assemblages, que usam sobretudo materiais de vário tipo encontrados nas praias portuguesas, Júlio Pomar disse que a escolha dos materiais é feita no momento, isenta de quaisquer preconceitos.

«Eu não saio à procura, nem as coisas estão lá para que eu as encontre. Encontro-as ou não, é tudo. As coisas estão carregadas do que lhes puseram em cima. E se este encontro acontece, não sei se recupero [as coisas], só sei que [as] uso», afirma.

Na mostra são apresentadas obras anteriores e posteriores às décadas de 60 e 70, incluindo algumas muito recentes, comprovando como certas questões – entre elas a natureza, e a condição dos limites do quadro, o recorte e a justaposição das figuras – sempre estiveram presentes no trabalho de Pomar.

A sua obra tem sido apresentada com grande regularidade em variadas ocasiões mas não tinha ainda acontecido uma exposição que a mostrasse reunida sob este ponto de vista.

Apesar deste enfoque específico, a exposição demonstra a grande diversidade de linguagens pictóricas que caracteriza a obra de Pomar, às quais constantemente recorre cada vez que está em frente de uma tela, numa permanente interrogação em que o acaso também pode ser protagonista.

«A ingenuidade e a ignorância podem servir como uma maneira de questionar o quotidiano», afirmou o pintor, para quem «é preciso estar com o seu tempo, mas também é preciso estar contra ele».

Nas suas assemblages, Pomar usa todo o tipo de materiais, desde pedaços de madeira, plástico, tecidos, penas, bonecos em plástico, mantendo uma permanente tensão entre o figurativo e o abstraccionismo, tal como acontece também em muitas das suas pinturas daquelas duas décadas.

Nos seus trabalhos mais recentes incluídos nesta exposição mantêm-se as marcas daquele período em que mais intensamente se expressou através das assemblages, por intermédio de objectos que são adicionados aos quadros, num permanente questionamento das limitações da tela como espaço de expressão criativa.

E aqui se volta ao título sugerido pelo artista para a sua mostra – «Cadeia da Relação» – que, ao mesmo tempo que alude ao edifício histórico onde está hoje instalado o Centro Nacional de Fotografia, evoca a permanente transacção entre todas as técnicas e todos os recursos expressivos que motivam o gesto de Pomar, cada vez que se encontra frente a uma tela.

A exposição estará patente até 20 de Abril.

Lusa/SOL

Levantamentos nas caixas ATM vai custar 1,50€

Fevereiro 28, 2008

     
Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur por cada levantamento nas caixas ATM. Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão, o banco vai almoçar à sua conta. Este “imposto” (é mesmo uma imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses. Este é um assunto que interessa a todos os que não são banqueiros e não têm pais ricos.

Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas. 
JÁ ULTRAPASSÁMOS OS 200.OOO PETICIONISTAS!

http://www.petitiononline.com/bancatms/

O cidadão responde à carta…também um deputado do PS respondeu dizendo ir fazer seguir a carta

Fevereiro 27, 2008
Exmo. Senhor
Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português
É com muito agrado que recebo vossa disponibilidade sobre a questão que coloquei, realmente de aberração fiscal.
Decerto por deficiência minha, entendia que o Governo, podia pedir – para o que lhe interesse… – Autorizações Legislativas,
para aprovar diplomas de normas jurídicas, inclusivé que alterem um ou outro artigo do OE.
Mais devo manisfestar que o Grupo Parlamentar do PCP é o único que não se limita a acusar recepção dos e-mails de um Cidadão
anónimo. Há uma excepção, a de um Senhor Deputado do PS, que sempre me responde. 
Desta vossa prática, apraz-me dar conhecimento não só a meus correspondentes via internet, como confrontar os outros Grupos
Parlamentares, mais preocupados em gerir quiçá seus problemas internos e parir legislação ignorando muitas das necessidades
mais prementes do Povo que os suporta com seus impostos.
Cumprimentos,
O Cidadão Contribuinte

A única resposta do PCP

Fevereiro 27, 2008

Exmo. Sr.  A situação que nos descreve representa, de facto, uma injustiça e incongruência do nosso sistema fiscal, nomeadamente do Código do IVA. Infelizmente as alterações aos códigos fiscais apenas entram em funcionamento com a aprovação de novo Orçamento do Estado. De qualquer forma e sem mais comentários, fica o compromisso de uma iniciativa legislativa do Grupo Parlamentar do PCP para que, a partir do próximo Orçamento do Estado, se obtenha a redução da taxa normal de IVA (21%) cobrada nas prestações de serviços de reparação de próteses e outros produtos similares de apoio e inclusão social dos cidadãos deficientes motores. Sem mais, despedimo-nos cordialmente, Pedro Ramos(Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português)  N/Refª: 24057-1652/GPAssembleia da Republica, 26 de Fevereiro de 2008

A QUEM SE PREOCUPE COM OS CIDADÃOS DEFICIENTES MOTORES

Fevereiro 27, 2008

IVA e Deficientes MotoresEmail env 16Fev08 paraGov_MPresid; Gov_MinF; Gov_AFiscaisc/c – ENTI_Prep; ENTI_ProvJ; AssSBento_GabPresid; e restantes Gr Parlamentares A QUEM SE PREOCUPE COM OS CIDADÃOS DEFICIENTES MOTORES  Tomo o direito e dever de cidadania de inquirir sobre uma questão que entendo absurda,e mais uma se vez mantendo uma exclusão social da maior relevância. Sou deficiente motor com 84% de incapacidade total, usufruindo do luxo de usar uma prótese transtibial com sistema Icex, para me movimentar. Se adquirir uma prótese, ou parte dela, como nova, sou sujeito ao pagamento da taxade IVA de 5%; Se apenas necessitar de uma reparação de qualquer dos seus componentes, serei taxadocom IVA de 21% !! Em sede de IRS os benefícios fiscais nas declarações a efectuar relativamente a 2007, mesmo com a necessária requisição clínica e factura do fornecedor, pelo que é anunciadoou se pode constactar no Orçamento de Estado, e relativamente aos abates em saúde, somos tratados como cidadãos normais, i.é., sem qualquer consideração no valor da rubricade abatimentos (benefícios fiscais). Se a incongruência da diferenciação de taxas de IVA referidas é incomprensível, maiorinjustiça se configura em sede de IRS ! Onde pára, quem ouviu, o Prof Doutor Cavaco Silva sobre inclusões sociais ? Decerto que não o Governo, nomeadamente o Ministro de Estado e das Finanças, nemoutros responsáveis directos, incluindo os Senhores Deputados resfastelados em S.Bentoapenas preocupados com seu bem estar. O Cidadão ContribuinteCidadão devidamente conhecido

(identificação BI e NIF será dada a quem de direito a pretenda) (Assoc DECO 1207976-35) 

NOVA REDE DE RÁDIOS EUROPEIAS

Fevereiro 26, 2008

Uma rede que reúne estações de rádio nacionais e regionais de toda a UE irá co-produzir e transmitir programas informativos sobre assuntos europeus.

Apresentada pela Comissária da comunicação, Margot Wallström, esta iniciativa consistirá na transmissão diária de programas informativos, de análise, de opinião e de debate em várias frequências a partir de Abril. Os programas deverão atingir um público estimado em 19 milhões de ouvintes só na União Europeia e em 30 milhões no resto do mundo.

Embora financiada pela Comissão, a nova rede gozará de total independência editorial.

Numa primeira fase, os programas serão transmitidos em 10 línguas (português, alemão, francês, inglês, espanhol, polaco, búlgaro, grego, húngaro e romeno) e depois, progressivamente, nas 23 línguas da UE, com, pelo menos, uma estação de rádio por país até 2013.

A rede, coordenada pela Deutsche Welle e pela Radio France International, conta já 16 estações em toda a Europa, incluindo a Polskie Radio (Polónia), a Punto Radio (Espanha), a Radio Netherlands (Países Baixos) e a Radio Slovenia International (Eslovénia).

A partir de Julho de 2008, o sítio Internet da rede permitirá telecarregar programas em podcasts e obter outras informações.

 Para saber mais sobre a política de comunicação da EU clique AQUI

SOCIEDADE CIVIL – ESTE PÁIS ENVELHECIDO…

Fevereiro 26, 2008

Este país a que me refiro é o nosso Portugal que nos últimos anos tem visto a sua taxa de natalidade diminuir e o número de idosos a aumentar dado o aumento da esperança média de vida promovido pelos avanços da ciência. Como é do conhecimento geral esta tendência tenderá a confirmar-se a até a acentuar-se nos próximos anos.

Mas, estará o nosso país preparado para proporcionar qualidade de vida aos idosos?  Com reformas sofríveis, permitam-me utilizar o termo, com gastos elevados em medicação, com famílias cada vez mais centradas no seu núcleo por imperativos de diversa ordem, os idosos de hoje e provavelmente os de amanhã vivem mais tempo em situação de isolamento que quando é acumulada com a de dependência funcional, não lhes permite ter uma boa qualidade de vida.

 Isolados porque desertificado o interior do país, isolados porque o ninho que noutros tempos foi de muitos se esvaziou, isolados porque imperativos de ordem profissional e económica não permitem aos filhos prestar-lhes o apoio que gostariam enfim, somente isolados. Espreitando o mundo por uma janela que dá para a rua ou pelos órgãos de comunicação social, companhia sempre constante de quem muitas vezes o peso da idade não permite saborear a vida na relação directa do que esta lhes exigiu noutros tempos, os idosos de hoje vêem-se na contingência de ter de optar pelas suas casas, onde vivem sem ninguém ou o abandono das mesmas, recorrendo à integração em lares.  

Não estarão os nossos idosos a ser subaproveitados? Quantas crianças não gostariam de ter um avô ou avó a cuidar delas ainda que este fosse “adoptivo”?  Quantos idosos não voltariam a sorrir e a sentir-se socialmente úteis porque “têm de ir buscar” o neto à escola ou simplesmente passeá-lo no jardim? Não sairiam os nossos filhos enriquecidos com a possibilidade de inculcarem os valores transmitidos nas histórias de outros tempos? Não estaríamos a ensinar os nossos filhos que quem cuida de nós hoje, deve ser tratado com dignidade amanhã? Então porque não as Juntas de Freguesia, mobilizarem os seus idosos para este tipo de iniciativas? Os “Avós adoptivos” , eu chamar-lhes-ia assim..  Mas também pelo ponto de vista inverso, poderíamos pensar nos “netos adoptivos”, grupos de jovens que devidamente formados e orientados poderiam ocupar algum do seu tempo, fazendo companhia a idosos isolados e dependentes. Uma ideia a trabalhar. Fica aqui o desafio lançado…

Crónica publicada hoje no Primeira de Janeiro

Fevereiro 26, 2008
MOSCADEIRO
O paradigma da sustentabilidade


Joaquim Armindo*

A verdadeira assumpção de uma cultura viva em qualquer programa partidário, é o único paradigma da sustentabilidade duma cidade, ou dum concelho, e, nesta altura no da Maia. Não é possível “estabelecer políticas de ambiente e de urbanismo para um desenvolvimento sustentável do concelho”, como estabelece o primeiro ponto da candidatura “Ganhar o Futuro”, do PS da Maia, sem esta compreensão, e estabelecer a conexão entre a sustentabilidade e o conceito de cidade saudável e sustentável; reduzir o desenvolvimento sustentável a políticas de “ambiente e de urbanismo”, como parece indicar a frase, é um desconhecimento técnico, e atrevo-me a dizer grosseiro, do que se pretenderá. Os sete objectivos da Estratégia Nacional do Desenvolvimento Sustentável, aprovado em Conselho de Ministros, e que advém da Declaração do Milénio, aprovada pela Assembleia-geral das Nações Unidas, refere explicitamente serem: “Prepara Portugal para a Sociedade do Conhecimento”, “Crescimento Sustentado, Competitividade à Escala Global e Eficiência Energética”, “Melhor Ambiente e Valorização do Património Natural”, “Mais equidade, igualdade de oportunidades e Coesão Social”; “Melhor Conectividade Internacional do País e Valorização Equilibrada do Território”, “Um papel Activo de Portugal na Construção Europeia e na Cooperação Internacional” e “Uma Administração Pública mais Eficiente e Modernizada”. O que significa ser absolutamente redutor o propósito enunciado na candidatura, para como disse, ser um erro técnico, até porque o Decreto Lei que estabelece o “Desenvolvimento Sustentável”, é clarificador sobre o rumo do país ao estabelecer como desígnio nacional “retomar uma trajectória de crescimento sustentado que torne Portugal no horizonte de 2015, num dos países mais competitivos e atractivos da União Europeia, num quadro de elevado nível de desenvolvimento económico, social e ambiental e de responsabilidade social”.
Em primeiro lugar é necessário que como diz o diploma se deva “Pensar globalmente, decidir regionalmente e agir localmente”, seja a ambição de quem quer possuir uma perspectiva deste novo paradigma da sustentabilidade, porque existe uma impossibilidade de resolver a equação das matérias que se colocam ao Concelho da Maia, sem a perspectivar ao nível de toda a região Norte, e até da Galiza, porque sem esta noção estaremos a conflituar com todo o desenvolvimento integrado, digo mais, é necessário estabelecer pactos entre os vários actores políticos, sindicais e patronais e as populações, para que alguns enfoques fundamentais sejam levados a efeito, de boa fé e para o bem das populações. Qualquer omissão no que a isto se refere por parte de qualquer programa significa o fracasso e o marasmo, “mais do mesmo”, como se costuma referir. Em segundo lugar, e não colocando dúvidas do papel fundamental que constituem as “políticas de ambiente e de urbanismo”, como considera o documento aprovado em Conselho de Ministros, afirmamos que a ligação estruturante passa pela trave mestra do desenvolvimento sustentável, porque se assim não fosse estaríamos reduzidos ao “ambiente” e ao “urbanismo”, e não, mas como tenho vindo a referir à necessidade de um crescimento harmonioso entre a economia, o ambiente, a coesão social e a responsabilidade social; amputar qualquer destes vectores é, sem dúvida, reduzir a cinzas a sustentabilidade, e, logo, ferir de morte os fundos comunitários do QREN, porque não envolvidos desta cultura de actuação. Se a questão “ambiental” faz parte do desígnio nacional a matéria respeitante ao “urbanismo” está na coesão social, isto é, na capacitadora menção de encararmos o nosso concelho (“agir localmente”), com um dos patamares críticos da acção política, e isso passa necessariamente por criar este paradigma duma nova intervenção ao nível do social, da justiça que gera a paz (“pensar globalmente”), o que passa em primeiro lugar pela aquisição do conhecimento, pela cidadania e participação das populações.
A discussão do programa da candidatura é pública, logo, mesmo sendo um seu apoiante, não posso deixar de referir de forma transparente o que me parece um erro na sua formulação. Aqui fica, então!

* Membro da Comissão Política do PS da Maia
jarmindo@clix.pt
http://www.bemcomum.wordpress.com
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Reunião da Secção de Pedras Rubras

Fevereiro 26, 2008

A Presidente da Comissão Política da Maia, convocou para ontem à noite uma Assembleia dos Militantes de Pedras Rubras, na Sede Concelhia, para análise da situação política.

Querem saber quantas pessoas que militam em Pedras Rubras estavam? Então lá vai: uma, eu próprio.

Significa isto que se as eleições forem marcadas para fora do consultório,só haverá um voto?

As regiões europeias, protagonistas do desenvolvimento

Fevereiro 25, 2008

Regiões europeias trocam entre si boas práticas tendo em vista promover o desenvolvimento sustentável e a competitividade graças ao apoio dos instrumentos da política regional europeia.

Mais de 600 representantes das regiões participam na conferência intitulada «As regiões e a mudança económica», que se realiza em Bruxelas a 25 e 26 de Fevereiro. Esta conferência, que é organizada pela Comissão Europeia e pelo Comité das Regiões, proporciona às regiões a ocasião de trocar entre si boas práticas. Consagrada este ano à competitividade e ao desenvolvimento sustentável, a conferência permitirá aos representantes das regiões presentes participar em numerosos seminários sobre temas como, por exemplo, os agrupamentos de empresas ou a iniciativa CIVITAS, destinada a fomentar os meios de transporte sustentáveis. 

As regiões da União Europeia fazem face a desafios comuns, como o envelhecimento da população, a adaptação ao processo de globalização ou o abastecimento em energias sustentáveis. Uma simples troca de ideias pode permitir realizar sinergias e melhorar as políticas regionais.

Durante o período de 2007-2013, serão atribuídos 375 milhões de euros a actividades de aprendizagem e de ligação em rede. A conferência desta semana permitirá às autoridades responsáveis pela gestão dos fundos estruturais expor as suas estratégias, experiências e projectos. Um dos seminários incidirá sobre as formas de adaptar as indústrias tradicionais e os respectivos trabalhadores à globalização da economia. 

A entrega dos prémios RegioStars e a apresentação do prémio RegioStars de 2009 pela Comissária responsável pela política regional, Danuta Hübner, serão um dos momentos fortes da conferência. O prémio recompensa os projectos mais inovadores no domínio do desenvolvimento regional.

 Clique AQUI para mais informações sobre a política regional da UE.

Salvem o Mercado do Bolhão!

Fevereiro 25, 2008


Ainda esta Semana

Fevereiro 24, 2008


Este País Não é Para Velhos

Petição online

Fevereiro 24, 2008

“Em defesa do Serviço Nacional de Saúde geral, universal e gratuito”

Se pretende subscrever esta petição basta clicar aqui:

 http://www.petitiononline.com/sns2008/

Procuração na Hora

Fevereiro 24, 2008

Já ouviu falar na Procuração na Hora?

A Procuração na Hora consiste numa procuração electrónica, que permita a um cidadão conferir poderes a um mandatário judicial ou procurador civil, outorgada por via electrónica, fazendo uso das tecnologias já existentes e do CC (Cartão do Cidadão), tendo igual valor legal que a procuração tradicional em papel com aposição da assinatura pelo próprio punho.

A procuração electrónica resulta da interpretação jurídica extensiva sistemática das normas conjugadas dos artigos 18.º, n.º 7, da Lei 7/2007 (Lei que cria o cartão de cidadão [CC] e rege a sua emissão e utilização), e artigo 3.º, n.º 1, do Decreto-Lei 290-D/99 (Lei que regula a validade, eficácia e valor probatório dos documentos electrónicos e a assinatura digital, incluindo a constante do CC), satisfazendo o requisito legal de forma escrita porque o seu conteúdo é susceptível de representação como declaração escrita.

  http://www.procuracaonahora.pt/

Crónica publicada hoje no Primeiro de Janeiro

Fevereiro 24, 2008

ÁGUA VIVA

DEMASIADO TARDE?

 

A Igreja é sempre profética, ou não é igreja. Por isso, neste tempo quaresmal, há que perguntar a cada um dos cristãos onde está s sua missão profética, dado que ela não é apanágio de padres ou bispos. Perante uma ferocidade protagonizada pelo neo-liberalismo economicista, somos obrigados a intervir de forma radical na sociedade. A Igreja não é política no sentido partidário, mas actuante politicamente ao serviço de tantos, a maioria, sugada por minorias que diariamente subjugam os mais elementares direitos da pessoa humana, aos seus ditames. E é preciso agir, para por cobro a situações de barbárie neste nosso mundo ocidental. Enquanto existir um desempregado que seja, um faminto ou um iletrado, a Igreja e cada cristão não poderá nunca ficar calado, porque a indiferença é tolerante com a injustiça, e quem esta quer esconder, por acção ou omissão comete um grave pecado contra a humanidade.

A pergunta sobre o desenvolvimento sustentável deste nosso planeta, é se será ou não demasiado tarde para inverter a tendência do primado da economia sobre a pessoa. Para o cristão nunca é tarde, mas também não é cedo, é o momento oportuno para a intervenção necessária e urgente. Por isso nesta Quaresma onde cada um de nós é convocado a afirmar-se na alegria de ser agente dinamizador de um outro mundo, em que pontifique a esperança e as suas razões, porque todos somos chamados a mudar os nossos estilos de vida para que os mais pobres, e os que ainda não nasceram, tenham um mundo onde a dignidade pontifique. Esta é uma acção política, nas dimensões da economia, do ambiente, da coesão social e da responsabilidade social, de modo a que as nossas cidades possam ser locais saudáveis, onde valha a pena viver. Qualquer cristão ou cristã, que não actue com muita urgência sobre esta realidade, é responsável por ser demasiado tarde. E não se espere que Deus em que acreditamos e Jesus que foi morto, intervenham por qualquer meio que não seja o nosso, porque Ele ressuscitou para nos dar vida, e vida em abundância.

Joaquim Armindo

Mestrando em Saúde Ambiental e Licenciado em Ciências Religiosas

jarmindo@clix.pt

http://www.bemcomum.wordpress.com
Escreve no JANEIRO quinzenalmente.

Confirmada a 3.ª terceira candidatura: Luísa Barreto!

Fevereiro 23, 2008

Luísa Barreto sempre se candidata! Eis o secretariado!