Archive for Janeiro, 2008

Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

Janeiro 31, 2008

O stresse relacionado com o trabalho é um dos maiores desafios para a saúde e a segurança na Europa. Quase um em cada quatro trabalhadores é afectado pelo stresse, havendo estudos que o apontam como responsável por entre 50% a 60% dos dias de trabalho perdidos. Ora, isto representa um custo enorme tanto em termos de sofrimento humano como de deficiente desempenho económico.

O stresse no trabalho pode afectar qualquer pessoa, a qualquer nível. Pode ocorrer em qualquer sector, independentemente da dimensão da organização. O stresse afecta a saúde e a segurança das pessoas, mas também a saúde das organizações e das economias nacionais.O stresse é o segundo problema de saúde relacionado com o trabalho mais notificado, afectando 22% dos trabalhadores da UE 27 (em 2005). O número de pessoas que sofrem de doenças relacionadas com o stresse causado ou agravado pelo trabalho tende a aumentar. O mundo do trabalho em mutação exige cada vez mais dos trabalhadores, devido à racionalização das empresas e à externalização do trabalho, à maior necessidade de flexibilidade em termos de funções e competências, ao crescente recurso a contratos a termo certo, à crescente precariedade de emprego e à intensificação do trabalho (com maior carga de trabalho e maior pressão) e a um deficiente equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

O stresse pode levar as pessoas a adoecer e a sentirem-se profundamente infelizes, tanto no trabalho como em casa. Pode igualmente comprometer a segurança no trabalho e contribuir para outros problemas de saúde relacionados com o trabalho, como as lesões músculo-esqueléticas. Acresce que o stresse afecta significativamente as bases de uma organização.

A redução do stresse relacionado com o trabalho e dos riscos psicossociais constitui um imperativo não só moral como jurídico. É igualmente muito importante para as empresas. Em 2002, o custo económico do stresse relacionado com o trabalho na UE-15 foi estimado em 20 000 milhões de euros.

A boa notícia é o facto de o stresse relacionado com o trabalho poder ser tratado da mesma forma lógica e sistemática que qualquer outra questão relacionada com a saúde e a segurança. Há inúmeros exemplos práticos de formas de tratar o stresse na Europa. Se for adoptada a abordagem mais adequada, os trabalhadores poderão não ser afectados pelo stresse.

  Como lidar com o stresse relacionado com o trabalho

*                   Conselhos para os trabalhadores *            

       Conselhos para as entidades patronais *              

     Conselhos para especialistas em saúde e segurança no trabalho.  

Varzim: Serralves organiza exposição anual arte contemporânea

Janeiro 31, 2008

A Fundação de Serralves vai organizar anualmente, na Póvoa de Varzim, uma grande exposição de arte contemporânea que integrará obras da sua colecção, anunciou hoje fonte da autarquia.Este é um dos pontos do protocolo de colaboração hoje assinado entre a Câmara da Póvoa de Varzim e a Fundação de Serralves, mediante a autarquia adquiriu o estatuto de fundadora daquela instituição.

O protocolo, que visa a aproximação das populações às linguagens da produção cultural contemporânea e à sensibilização ambiental, prevê, além da exposição anual «Serralves na Póvoa de Varzim», a participação especial da autarquia em várias iniciativas da Fundação.

Entre estas iniciativas estão o festival «Serralves em Festa», 48 horas seguidas de eventos culturais simultâneos, que se realiza em Julho, assim como vários ciclos de conferências.

Também está contemplada neste protocolo uma vertente pedagógica de colaboração com as escolas, em programas de formação de jovens nas áreas da cultura e do ambiente.

A autarquia e a Fundação vão também colaborar na formação pedagógica de agentes na área da arte contemporânea, na organização de estágios de formação na área educativa e na concepção e organização de colóquios e seminários sobre temas ambientais e culturais.

Diário Digital / Lusa

Bem Comum: bate recorde mensal

Janeiro 30, 2008

Foi ultrapassado o recorde mensal de visitas, neste mês de Janeiro.

OBRIGADO A TODAS AS LEITORAS E A TODOS OS LEITORES 

Cartão de Cidadão

Janeiro 29, 2008

Já tem o seu Cartão de Cidadão?

  Se não tem este cartão ou ainda tem alguma dúvida, leia AQUI este Folheto informativo sobre O novo documento de identificação dos cidadãos portugueses

 

Apoios a Luís Rothes

Janeiro 29, 2008

Da Secção de Águas Santas:

António Ribeiro

Rebelo Pinto

e mais, e mais vão somando…são os militantes, não quem sempre foi coronel.

Apoios a Luís Rothes

Janeiro 29, 2008

Estou a apoiar o Luís Rothes, e apoarei até ao fim.

Não faço questão em estar nas suas listas…e se estiver certamente é só para me comprometer com o meu apoio, logo que possível darei o lugar a outro.

A vida dá muitas voltas, e um outro serviço me chama…continuarei a pelejar pelo BEM COMUM, numa dádiva à humanidade.

E é para que conste, que não me vou vender, nem para outro partido, conservarei o meu, mas com voz crítica, a minha missão será outra.

 

 

Então caro amigo a missão referida poderá merecer a minha ajuda?

 

Cordiais saudações,

Pinheiro Martins

Eng. e Mestre em Transportes

 

Mini – remodelação

Janeiro 29, 2008

O primeiro – ministro perdeu uma boa oportunidade de remodelar o seu governo, e teria feito bem se o tivesse realizado.

Só estes dois ministros?

Esperava mais!

Na próxima semana

Janeiro 29, 2008


Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street

Crónica publicada hoje no Primeiro de Janeiro

Janeiro 29, 2008

MOSCADEIRO

OS MILITANTES

 

Nestes partidos políticos que existem ao som das trombetas, dos jornais e quejandos, os militantes são os que menos contam. Tudo se faz em nome deles: eleições, programas e informações, no tempo certo bem entendido, não vá algum deles ter a tentação de querer a democracia participativa, isto é, voz. Esta é certamente o que não existe, nem é bom que se faça sentir, enquanto a vez só se for nas filas para eleger quem os há-de “representar”, porque é bom que os de “cima”, aqueles que “sabem” escolham os mais capazes, muitas vezes os afilhados. A participação que se pretende, que “eles, os de cima” adoram, é que votem, mudos e calados, não faz mal que não leiam os programas (eles até são para não cumprir!), mas que na hora estejam e votem, para que o paraíso se torne bem real. E assim é que está bem, os políticos são aqueles que “sabem” muito bem o que é a vida, agora os militantes, chamados com a tola epigrafia dos de “base”, esses são uns coitados, porque estes nem dinheiro têm para os almoços e jantares que se fazem em algum restaurante mais recôndito, em nome da democracia e do seu pleno funcionamento. Reparem nos deputados da nação, esses os bem falantes, vieram contactar quem os elegeu? Reparem nos dirigentes das comissões políticas, mesmo do concelho, ou das secções, têm em consideração, pelo menos, a opinião dos militantes? Não valerá a pena, porque a sua percentagem que é elevada, são aqueles que, coitados, não sabem falar, nem usam gravatas ou vestidos engomados. E quando o fazem só dizem asneiras, gritam, vejam lá!, berram, pela saúde, são desorganizados, e não sabem conduzir os destinos do que quer que seja. São uns desumanos, às vezes até pretendem que o partido os ouça, para não concordar com os coronéis de cada terra. Assim não pode ser, os dirigentes são pessoas bem educadas, vestidas a rigor, com estudos, pois claro!, cheiram bem com os perfumes dos holofotes, porque carga de água não hão-de substituir os que não têm voz ou vez? Muitas vezes aparecem de lá do meio deles alguns, que, não se percebe muito bem, querem a democracia participativa, e até falam em democracia representativa, e lutam uns por uma coisa, outros por outra. E os militantes aqueles que pagam as quotitas, ou alguém lhas paga para poderem votar, não percebem dessas coisas, só sabem as agruras da vida, e que não podem ir a reuniões até às tantas da madrugada, aquelas que se fazem depois dos jantares decisórios, porque no outro dia têm de trabalhar.

Os partidos são assim, constituídos à sombra dos militantes, organizados hierarquicamente como convém, com presidentes e tudo, e falam em nome dos deserdados, do povo que sofre, como se isso fosse verdade. Na Maia é a mesma coisa, e no PS em particular, que é o que conheço, em breve em eleições internas. Fazem-se jantares, prometem-se empregos e outras coisas mais, pagam-se quotas, colocam-se meios de transporte necessários para os votantes, e depois são uns poucos a mandar, em detrimento de muitos. Os acordos e os apoios de “peso” procuram-se, estabelecem-se estrategicamente, para dali a uns meses existirem os desacordos, mas é assim que a democracia do PS da Maia vai vivendo, e o poder sabe-o! Por isso muitos passam a suas Excelências por isto, ou por aquilo. Parece que duas candidaturas à concelhia do PS da Maia estão já no terreno, uma que refere Ganhar o Futuro, outra que ainda tenta agarrar aqueles que são detentores de dezenas de votos, os “sindicatos de votos”. A primeira, aquela que apoio, não tem até hoje os “pesos pesados” dos de outrora, a segunda ao que parece já os assegurou. Apesar que muitos militantes preferem, porque não sabem quem ganha, estarem no meio, e num instante passar para o lado que dá mais estabilidade pessoal. O programa que Luís Rothes vai apresentar está em discussão em todo o lado, ou não fosse ele um defensor dos “orçamentos participativos”, logo da democracia participativa. O que se pede e o que conta, é que os militantes assumam o seu lugar, discutam, analisem e votem, e depois exerçam a fiscalização quotidiana. Assim se fazem militantes de voz e vez, contra os que dizem defendê-los, sem sequer saber das suas vidas. Porque é da vida que se trata, mesmo nestas eleições de uma concelhia. Vamos ao debate, sem medos, chamemos todos os militantes a este, sem dúvida, virar de página na vida do PS da Maia.

Joaquim Armindo

Membro da Comissão Política do PS da Maia

jarmindo@clix.pt

http://www.bemcomum.wordpress.com

Escreve esta coluna quinzenalmente.

Semana Europeia da Energia Sustentável 2008

Janeiro 28, 2008

O futuro energético da União Europeia está uma vez mais na mira da segunda edição da Semana Europeia da Energia Sustentável

Qual o nosso futuro em termos de energia? Quais as perspectivas em matéria de alterações climáticas? Estas questões tornaram‑se tão importantes que a União Europeia decidiu consagrar anualmente uma semana à energia sustentável.

Depois do sucesso da sua primeira edição, a Semana Europeia da Energia Sustentável, que decorrerá de 28 de Janeiro a 1 de Fevereiro de 2008, volta a reunir os representantes das instituições europeias, da sociedade civil e os principais intervenientes do mercado.  Os participantes terão assim ocasião de, no seguimento da conferência de Bali, fazer um balanço dos últimos doze meses e de recentrar a atenção na recente evolução das estratégias, nomeadamente no contexto da adopção do  novo pacote legislativo sobre a energia e as alterações climáticas.

Porém, a Semana Europeia da Energia Sustentável tem muito mais para oferecer: cerca de 80 eventos organizados em oito países diferentes, proporcionando aos principais intervenientes um espaço de intercâmbio e de reflexão único no mundo.

Esta semana contará com vários pontos altos, entre os quais o lançamento oficial do “Pacto de Autarcas”, ao abrigo do qual uma centena de cidades europeias, das quais 15 capitais, se comprometeram a cumprir o objectivo europeu de 20 % de redução das emissões de gases com efeito de estufa. Serão ainda entregues os Prémios «Energia sustentável» que se destinam a dar a conhecer ao grande público os programas, acções e projectos de ponta neste domínio.

 A Semana europeia da Energia Sustentável insere‑se na campanha europeia da energia sustentável 2005-2008.

A vida dá muitas voltas…

Janeiro 28, 2008

Estou a apoiar o Luís Rothes, e apoarei até ao fim.

Não faço questão em estar nas suas listas…e se estiver certamente é só para me comprometer com o meu apoio, logo que possível darei o lugar a outro.

A vida dá muitas voltas, e um outro serviço me chama…continuarei a pelejar pelo BEM COMUM, numa dádiva à humanidade.

E é para que conste, que não me vou vender, nem para outro partido, conservarei o meu, mas com voz crítica, a minha missão será outra.

Paulo Teixeira Pinto: a reforma

Janeiro 28, 2008

Com 46 anos… Inapto por Junta Médica… Hein!… Diz-se ainda que com reforma de 35000 € mensais…

O nosso problema continua a ser a distribuição de riqueza… O problema não está nos funcionários públicos… O tempo o dirá…

 Afinal foram só 9732 milhões

As notícias que dão conta da desumanidade das juntas médicas são manifestamente exageradas. Afinal há quem não se queixe das mesmas.
Ontem mesmo, em carta enviada ao Público,
Paulo Teixeira Pinto indica que passou “à situação de reforma em função de relatório de junta médica” .
Certamente ainda mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho, apesar de já ter arranjado um cargo numa consultora financeira.

Teixeira Pinto nega ter recebido 10 milhões de euros de “indemnização pela rescisão do contrato” com o BCP, garantindo que apenas recebeu a “remuneração total referente ao exercício de 2007″ : 9.732 milhões de euros em “compensações” e “remunerações variáveis”.

Estas juntas médicas são as mesmas que recusam reformas a Professores com Cancro.  

A azia do Sr. Rui Santos

Janeiro 28, 2008

O Sr. Rui Santos distinto comentador futeboleiro da nossa praça, deu ontem largas ao seu anti-sportinguismo primário ao apenas encontrar como explicação para o resultado verificado no jogo do estádio de Alvalade, “demérito do F. C. Porto”.

Não será dificil adivinhar que se o resultado tivesse sido ao contrário teria sido uma gestão inteligente da equipa que conseguiu cedo uma vantagem confortável e que a partir daí deixou que a iniciativa do jogo fosse do adversário, mas como a vantagem foi do Sporting, foi apenas sorte e demérito do adversário.

Com a sua visão sectária não foi capaz de ver duas equipas (e não uma) que abertamente lutaram pelo resultado, duas equipas que produziram bom futebol, e em que uma delas foi mais feliz mas … a sorte também se procura.

Como hoje o Sr. Rui Santos deve estar só com o pequeno almoço porque a azia retira-lhe o apetite, proponho-lhe 30 mg de Lansoprazol após o jantar, e vai ver que em 3 ou 4 dias isso passa. 

Tendências Mundiais de Emprego 2008

Janeiro 27, 2008

A OIT calcula que as turbulências da economia mundial podem lançar mais 5 milhões de pessoas no desemprego em 2008. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) acaba de disponibilizar o Relatório Global Employment Trends com uma análise exaustiva sobre a situação actual mundial do emprego, desemprego e das tendências do mercado de trabalho.

Relatório

José Manuel Correia e Jorge Catarino apoiam Mário Gouveia

Janeiro 27, 2008

Parece estar confirmado José Manuel Correia apoia Mário Gouveia.

Confirmado está que o Sr. Dr. Jorge Catarino, apoia, dinamiza e propõe Mário Gouveia para Presidente da Comissão Política da Maia, o que sendo assim significa que os militantes “de peso” apoiam Mário Gouveia.

Mário Gouveia consegue ter a seu lado “pesos pesados”, para além de Rogério Rocha e Miguel Ânngelo,

Luís Rothes, terá certamente os militantes a apoiar a sua candidatura.

«Daqui P’rá Frente»

Janeiro 27, 2008

uma história simples

A diversidade do cinema português faz-se, muitas vezes, de pequenos filmes, infelizmente quase anónimos. Esses pequenos filmes são, também, o mote para uma discussão interna sobre a validade da existência destes projectos. Na minha óptica, estes filmes são tão necessários como os projectos comerciais, porque criam, precisamente, esta diversidade tão característica do nosso cinema. A pura existência destes filmes tornam tão presente o porquê de existir uma «escola portuguesa de cinema», com características evidentes, das quais a mais importante é existência de uma voz única de um autor. Estreia esta semana nas salas portuguesas, a segunda longa metragem de Catarina Ruivo: «Daqui P’rá Frente», mais uma vez um projecto pessoal, apoiado pelo produtor Paulo Branco. A realizadora foi a autora de uma interessante primeira obra, «André Valente», que constituiu a primeira surpresa de uma novíssima vaga de autores.

A narrativa de «Daqui P’rá Frente» debruça-se sobre um casal: Dora e António. Ela é esteticista e envolve-se num pequeno partido de esquerda. Ele é polícia e gostava de ter uma mota. Os dois vivem juntos, mas, a partir de determinada altura, parecem caminhar em sentidos opostos, a ponto de António comprar uma mota com o dinheiro de ambos e sem Dora saber. Ela está muito envolvida no partido e em lutas sindicais, o que, a certa altura, a acabará por colocar contra António que, enquanto polícia, será chamado a intervir numa manifestação por ela liderada. A cisão entre os dois é inevitável, até à degradação das lutas constantes entre ambos. Contudo, a determinado ponto, depois de viverem a experiência da separação, ambos parecem reencontrar-se. É o fim do filme.

Numa primeira abordagem, pode dizer-se que Catarina Ruivo constrói um filme com personalidade, capaz de lidar com os seus próprios problemas. «Daqui P’ra Frente» assume que o seu ponto de vista é o casal e nisso encontra a sua estética perfeita: uma fotografia suja, em que o som ganha uma espessura muito própria (o efeito já fora sentido em «André Valente»). Esse tratamento do som (uma espécie de ausência de ruído exterior que provoca uma inicial sensação de estranheza) torna o filme mais pessoal, porque centrado nas suas duas personagens (e nos seus ruídos mais íntimos, como a respiração). Além disso, a própria fotografia é montada para provocar uma sensação de estúdio no meio de Lisboa. Isto é, um confronto esteticamente interessante.

Esses tratamentos visuais têm uma forte ideia de lugar: tanto em «Daqui P’rá Frente» como em «André Valente», Catarina Ruivo escolhe lugares improváveis (neste filme são algumas áreas do Montijo), que lhe configuram uma aura muito particular. É nessa vertente que o filme ganha uma visibilidade estranha, mas doce: a própria narrativa transforma-se em sentimento (uma certa ideia de melancolia, de estar só no meio da cidade). É por isso que vêem à memória figuras tutelares como Paulo Rocha, ou mesmo os filmes iniciais de Pedro Costa («O Sangue») e Teresa Villaverde («A Idade Maior», «Três Irmãos»). A ideia de cinema de «Daqui P’rá Frente» assume uma postura anti-limpa: este é um cinema com ruídos de imagem, mas com «aura».

Apesar de ser um filme que vem de dentro, do sentimento (a própria sinopse configura essa construção), parece, contudo, que falta ao filme uma estrutura narrativa mais equilibrada: no guião aparecem demasiadas personagens e “acontecimentos” que fazem dispersar o sentido inicial de «Daqui P’rá Frente» (um casal que se desencontra). Contudo, o que é mais visível no cinema de Catarina Ruivo é a construção de um universo muito particular, que vale a pena seguir com muita atenção.

«Daqui P’rá Frente», um filme de Catarina Ruivo, com Adelaide de Sousa, António Pedro Figueiredo e Luís Miguel Cintra. Portugal, 2007, Cor, 87 min.
Página Oficial: http://www.clapfilmes.pt/daquiprafrente/

Crónica publicada hoje no Primeiro de Janeiro

Janeiro 27, 2008

ÁGUA VIVA

O ENVELHECIMENTO

 

A Federação das Mulheres Metodistas, acaba de editar um caderno sob o tema “O Envelhecimento”, debilitação física versus fortificação espiritual. Colaboram várias pessoas, membros das Igrejas Metodista e Católica, e com base em textos bíblicos, querem dar a conhecer o seu testemunho enquanto cristãos a fim de “conhecer Cristo e torná-Lo conhecido; Amar e Servir”. Esta série de dez reflexões sobre aquela temática constitui um bom motivo de reflexão acerca do envelhecimento, das suas incapacidades, e dos contributos para vivermos a vida, porque esta é “uma eterna primavera”. Pelas suas mais de sessenta páginas os autores chamam em nome do Deus Vivo, a que exista “uma mudança de atitude” perante esta primavera, porque ela é tradutora de “uma procura constante de fortalecimento, perante as dificuldades sentidas, na Palavra do Senhor”. As várias meditações terminam com uma reflexão pessoal, perguntas para discussão em grupo e um compromisso.

Começando por acentuar as palavras de Harry Benjamin, “Não acrescente dias à sua vida, mas vida aos seus dias”, não ignora a vivência de “uma sexualidade saudável”, e chama todos a viver os contrastes do “dia/noite, luz/trevas, alegrias/tristezas”, e afirma que “Deus criou o mundo o menos possível, para que com Ele colaboremos o mais possível”. O fundamental é “como é possível envelhecer em paz e serenidade”, pois como refere Sophia Andresen, “no seu Livro Sexto (…): “Pois o tempo me corta/o tempo me divide/o tempo me atravessa (…)”. A curiosidade deste caderno, em boa hora editado, está nas interrogações a cada um(a) dos cristãos, de como ter alegria ou ser feliz por toda a Eternidade, citando o poema de Miguel Torga, onde este refere “Não adiem a nova primavera”, para acentuar o que o autor do livro de Isaías (46, 4b), coloca na boca de Deus “Até à vossa velhice Eu serei o mesmo, até que vos cubrais de cabelos brancos Eu continuarei a sustentar-vos. Já o fiz e continuarei a fazê-lo: Eu levar-vos-ei nos braços e continuarei a fazê-lo”. Nesta época neo-liberal, este caderno bem merece ser meditado, por todos e especialmente pelos cristãos.

Joaquim Armindo
Mestrando em Saúde Ambiental e Licenciado em Ciências Religiosas

jarmindo@clix.pt

http://www.bemcomum.wordpress.com

Escreve no JANEIRO quinzenalmente.

Novo programa para a saúde

Janeiro 26, 2008

Em 2008, tem início um novo Programa de Saúde da União Europeia, que disporá de 320 milhões de euros para os próximos seis anos. Os leitores que acompanham as iniciativas da União Europeia no domínio da saúde saberão certamente que este programa foi amplamente debatido em todas as instituições da UE e por todos os interessados no domínio da saúde. Do debate resultou um consenso favorável ao financiamento de acções no domínio da saúde a nível europeu.

A melhoria da saúde faz parte da solução para ultrapassar uma série de desafios fundamentais que a Europa enfrenta actualmente, nomeadamente o envelhecimento da população, as ameaças à segurança e a qualidade de vida. Os principais objectivos do programa – melhorar a segurança sanitária dos cidadãos, promover a saúde e produzir e divulgar informações e conhecimentos sobre a saúde – destinam-se a fazer face a esses desafios e a atingir o objectivo geral da Europa de assegurar a prosperidade, a solidariedade e a segurança.

Ao abrigo do novo programa, será promovida uma consulta mais aprofundada das partes interessadas e da sociedade civil em geral. O programa dispõe, nomeadamente, de uma gama mais vasta de mecanismos de financiamento, entre os quais figura a concessão de apoio directo ao desenvolvimento de organizações representativas dos interesses dos doentes. Tal significa também que todos os interessados terão oportunidade de contribuir com as suas ideias para as prioridades estabelecidas anualmente. 

O início de um novo programa constitui também uma oportunidade para reflectir sobre os resultados do programa anterior, no âmbito do qual foram financiados 300 projectos e outras acções entre 2003 e 2007, alguns dos quais tiveram um impacto directo na definição de políticas a nível europeu. Nos sítios Internet da DG SANCO e da Agência de Execução para a Saúde Pública foram publicados relatórios de projectos. 

 O programa será implementado mediante planos de trabalho anuais, onde serão definidas as prioridades, bem como os critérios que presidirão ao financiamento. O plano dos trabalhos para 2008 será publicado no final de Fevereiro de 2008.

Porque Mário Gouveia não apresenta a sua candidatura?

Janeiro 25, 2008

Admito que esteja ainda a tentar arranjar apoios de peso, é que os de peso têm que ser negociáveis; com os militantes de base não precisam de negócio.

Mas, não serão razões pessoais? É que fica a dúvida. Veremos!

Dê a sua opinião sobre a Europa!

Janeiro 25, 2008

No dia 29 de Janeiro, ligue o computador e inscreva-se no novo sítio da Internet Debate Europe para poder dizer de sua justiça e dialogar em linha com os Comissários da UE.

Será que a UE está a ir pelo bom caminho? Acha que a UE tem um papel de relevo nas questões verdadeiramente importantes? Ou é da opinião de que se intromete em questões menores, não interferindo suficientemente noutras áreas?

Seja qual for a sua opinião, pode inscrever-se e dizer de sua justiça quando o novo sítio interactivo Debate Europe for relançado em 29 de Janeiro.

Os Comissários Stavros Dimas (ambiente), Andris Piebalgs (energia) e Margot Wallström (comunicação) e uma equipa de funcionários da Comissão Europeia vão estar em linha entre as 15h00 e as 17h00 (Hora da Europa Central) para lançar o debate e responder aos seus comentários.

Para assegurar que todas as discussões são devidamente acompanhadas e que se estabelece um verdadeiro diálogo entre a UE e o grande público, outros representantes da Comissão participarão regularmente nos debates.

 Na data de lançamento, o debate centrar-se-á em três assuntos: futuro da Europa, energia/alterações climáticas e diálogo intercultural. Uma quarta secção permitir-lhe-á debater qualquer outro assunto relacionado com a UE que tenha vontade de abordar. Nos próximos meses serão  acrescentados mais temas.