Archive for Dezembro, 2007

Faleceu o Gaspar

Dezembro 31, 2007

62 anos de vida. Pára quedista, esteve mais de 20 dias de coma. Nem uma recompensa da nação.

Gaspar. António Gaspar, o operário, mais de 40 anos de trabalho como torneiro mecânico.

Daqueles que fazem história, porque eles mesmo são história, constoem a vida, fazem vida, e passam despercebidos. Morreu subitamente, ataque cardíaco.

A ti Gaspar, amigo meu, o obrigado por tudo, mesmo para aqueles que não conhecem um operário.

Um ano do falecimento do pai de Andrade Ferreira

Dezembro 31, 2007

Faz hoje um ano que o pai de Andrade Ferreira faleceu, ou como eu e ele sabemos, partiu para um outro lugar.

Daqui deste blogue, BEM COMUM, a nossa solidariedade activa, o desejo que as saudades sejam um reforço nesta nossa luta por uma outra humanidade.

Andrade Ferreira já não tem o seu pai há um ano, e isso é muito díficil, mesmo muito, nós sabemos, eu e ele, mas também sabemos que em todas as agruras da vida, mesmo na mais profunda escuridão, existem sempre mãos amigas, que segurando em nós, fazem-nos caminhar pelo caminho da vida.

A homenagem ao seu pai, caro amigo Andrade Ferreira, um grande homem, que nos deu um grande filho.

Crónica publicada hoje no Primeiro de Janeiro

Dezembro 31, 2007

MOSCADEIRO

STCP: O CASAMENTO PERFEITO!

Já todos tínhamos consciência da incompetência da administração da STCP (Sociedade dos Transportes Colectivos do Porto), da sua inoperância e da incapacidade de entender os seus clientes, a que chamam utentes. Todos sabemos que há um ano tinham cometido erros na gestão, nem sequer escutaram aqueles que todos os dias pagam, duplamente, para andarem nos seus autocarros, nos bilhetes e nos impostos; é assim que um punhado de pessoas gerem, sem qualidade e perspectiva, a não ser pedir empréstimos bancários, para inconfessáveis interesses. Assim sabíamos que para eles a “carne humana” que transportam não passa de intoleráveis entes, que não sabem o que querem, talvez porque as pessoas não são para eles clientes. Na altura registamos no nosso íntimo a fria e muda comissão de trabalhadores e os respectivos sindicatos, cujos membros, alguns deles esperam lugares de prémio, mas estávamos longe de prever o casamento perfeito da última greve que fizeram, perfeito contra aqueles que nos abrigos aguardavam os autocarros, porque no Natal têm de se deslocar para casa dos seus familiares, assim duma talhada administração e sindicatos castigam aqueles que lhes pagam. Uma greve é um acto grave, que demonstra a consciência dos trabalhadores, um acto solene, e por isso deve-se usar com ponderação, mas com muita firmeza. A greve, que fiz muitas, e por cujo direito lutei, constitui uma sublime demonstração de seriedade, capacidade organizativa e de envolvimento colectivo com as populações e só tem significado de for política, porque luta por novas formas de ser, por humanidades outras, e ao ser decretada dispõe de um conjunto de vontades que extravasam o egoísmo e protagonizam o amanhecer de mundos novos. Isso não é defesa de interesses corporativistas, mas das vontades de caminhar para correntes nascente de novos rios, traduzidos em oceanos de fraternidade e igualdade. Ser pela greve é doar-se a uma humanidade sedenta de mulheres e homens construtores das cidadanias participativas.

Por isso é que perante o mutismo de uma comissão de trabalhadores incapaz, muda e queda, ao jeito de destruírem estes órgãos colectivos, porque querem os seus próprios interesses, alguns sindicatos dos trabalhadores dos STCP decretam para no Natal, greve: castigam os clientes e num gozo contínuo brincam aos grevistas. Que greve foi esta que nem os próprios sabiam o que estava em jogo, antes a aproveitaram para ficarem em casa gozando o prazer do Natal? Talvez muitos não saibam, mas esta greve de contornos não esclarecidos, era à vontade de cada um, numa palavra, uma greve de quatro dias, que ora fazes tu, ora faço eu! Inacreditáveis greves onde em cada dia, por horas, vamos e não vamos trabalhar. A chicotada na nobreza da greve estava dada, castigam-se os que menos podem, aqueles que compram os passes, porque já pagaram o dinheiro, gratifica-se uma administração, porque não paga algumas horas de salário, e egoisticamente ataca-se a sociedade. Porque esta greve, de que só possui o nome, é brincalhona, para que aqueles que servem a STCP não percam muito dinheiro e gozem o Natal, ataca-se com violência inaudita os que menos podem, e nem sequer têm voz, nem vez, para falarem. Curiosa esta forma de greve, onde os números não contam, mas os privilégios de alguns e aqueles que se dizem ser trabalhadores, furiosamente, ao lado de acordos com a administração celebram um bonito casamento. Se estes sindicalistas de má memória, e todos os ditos representantes dos trabalhadores, como a comissão de trabalhadores, soubessem alguma vez o que é passar fome para manter uma greve, haveriam de corar de vergonha, e todos que lutaram e pagaram com a vida a luta por melhores salários e condições de vida, para uma sociedade de justiça e verdade, moveram-se nos seus túmulos perante a ignominia traduzida nesta cruzada do interesse de cada um, e não no bem comum colectivo. Mas se ainda têm algum sentido do que é ser trabalhador, leiam o excelente livro de Manuel Carvalho da Silva, “Trabalho e sindicalismo em tempo de globalização” e talvez algum dia percebam o que é a greve. Assim é que não, compete a nós, à sociedade portuense, dizer a estes senhores do sindicalismo, que o caminho que estão a seguir é errado, e os trabalhadores não esquecerão esta afronta

Joaquim Armindo

Membro da Comissão Política do PS da Maia

jarmindo@clix.pt

http://www.bemcomum.wordpress.com
Escreve esta coluna quinzenalmente.    

7+ – Um Ano de Cinema

Dezembro 31, 2007

paranoid.jpg

7+
Paranoid Park
Cartas de Iwo Jima
Still Life – Natureza Morta
Zidane, Um Retrato do Século XXI
A Morte do Sr. Lazarescu
Luzes no Crepúsculo
Pecados Íntimos

sete visões do «real»

2007 não ficará, certamente, como um ano extraordinário, cinematograficamente falando. Apetece dizer que foi um ano fraco, olhando para a lista de filmes que completam os «7+», mas essa afirmação radical corre o risco de ser injusta, já que o cinema se faz de singularidades, de objectos únicos que devem valer por si. Mas esta leitura anual tem também em conta o facto de não ter havido, durante o ano, nenhuma linha mais saliente que procure dar uma coerência anual. Provavelmente, dirão uns, essa até será uma mais valia para 2007. Contudo, há uma realidade inescapável, que deixamos propositadamente para o fim: 2007 não teve nenhum filme português que seja capaz de integrar a lista dos «7+» (acrescentarei eu: nem a lista dos 20+ se a houvesse…). Não deixa de ser sintomático, num ano de latência para as mudanças que se aproximam. Para onde iremos?

Numa tentativa de criar coerência nesta lista, talvez possamos começar por um lado: esta é uma lista bastante abrangente, contendo filmes dos quatro cantos do mundo. Em si, isso é muito positivo, porque o panorama de exibição, em Portugal, tende a afunilar-se no cinema americano. Esse afunilamento é tanto mais relevante se olharmos para o parque de salas, onde os exibidores do cinema «alternativo» são cada vez menores. O Porto é o exemplo mais claro deste movimento, com a anunciada crise dos Cinemas Cidade do Porto, que correm o risco de serem as últimas salas do «império» de Paulo Branco no Porto e, dessa forma, fechar-se-á a última janela de exibição de alguns filmes portugueses, europeus e do «world cinema». Na verdade, a acontecer será a catástrofe do ano cinematográfico de 2008.

Na lista de 2007, três filmes ressaltam pela sua singularidade. A diferença está, nos três, na forma como estes filmes olham para a sua realidade, quer usem estratagemas históricos, quer usem um experimentalismo coerente. É por aí que aparece «Paranoid Park», do nosso ponto de vista o melhor filme de 2007, já que condensa, na sua narrativa elíptica, múltiplos sentidos: por um lado, através da sua forma exponencial, usando diversos registos (desde a câmara experimental, até uma filmagem limpa e«profissional» de 35mm); e, por outro, no olhar por uma juventude amorfa, incapaz de se revoltar contra a sua própria realidade. O caminho cinematográfico de Gus Van Sant ganha, com este filme, mais um elemento preponderante para a definição da cultura contemporânea.

O segundo filme é «Still Life – Natureza Morta» de Jia Zhang Ke, uma narrativa capaz de nos mostrar que o cinema consegue ser o seu próprio paradoxo, já que a linguagem usada é totalmente diversa da de, por exemplo, «Paranoid Park». Em «Still Life – Natureza Morta» regressamos a uma lentidão processual, capaz de gerar silêncios tão contrários ao ruído dominante. Neste filme, com um fundo histórico evidente (a construção da barragem das Três Gargantas), o que vemos é o lado obscuro do milagre económico chinês: vemos vidas soltas no tempo e detemos o olhar atento em algumas. Um gesto absoluto contra a indiferença. O cinema também é isso.

Finalmente, repetimos em Clint Eastwood, no início do ano, com «Cartas de Iwo Jima» (que forma um díptico com «Bandeiras dos Nossos Pais», estreado ainda em 2006), onde o mestre é capaz de olhar para a história com um sentido profundamente crítico, baralhando as normas dos heróis e colocando-se do ponto de vista do «inimigo» (no caso de um general japonês na Segunda Guerra Mundial). Essa capacidade de «ver o outro» é, no contexto americano, um gesto radical, com um efeito boomerang: acaba por ser uma forma perfeita de olhar para nós próprios.

Para além destas três obras-primas, sobra um punhado de projectos que foram capazes de nos surpreender. Com algum destaque surgem três produções europeias, todas diferentes entre si, mas que mostram o sucesso de algumas boas políticas culturais. Como construtores de um imaginário, estes filmes mostram-nos que há um olhar mais intenso do que o da actualidade televisiva. «Luzes no Crepúsculo» é o regresso de Aki Kaurismaki e à sua forma «anti-naturalista»: cenários abstractos e frios, que, contudo, criam uma ambiência tão própria que este cinema é capaz de nos mostrar a profunda solidão do ser humano. Mais uma vez, um filme com pano de fundo social e com algumas imagens muito bonitas (ainda que tristes) de uma Helsínquia nocturna.

«A Morte do Sr. Lazarescu», de Cristi Puiu, é o sinal de alerta para o cinema romeno actual. E um sinal fortíssimo de um cinema profundamente empenhado na sua realidade, já que estes são filmes «realistas» no seu sentido cinematográfico, filmados como se fossem documentários. Esta capacidade de agarrar o real, neste filme, é, por isso, um contraste absoluto com o ruído televisivo: «A Morte do Sr. Lazarescu» é um projecto sobre Lazarescu, um romeno que, às portas da morte, atravessa vários hospitais de Bucareste, até que algum o aceite. A tímida exibição independente ganhou vários pontos com a exibição deste movimento romeno (que terá consequências em 2008, com outros filmes projectados).

Do lado do cinema experimental, um filme veio mostrar-nos como a arte contemporânea se socorre dos métodos do cinema: trata-se de «Zidande, um Retrato do Século XXI», de Douglas Gordon. O filme acompanha, quase em tempo real, o percurso de Zidane durante um jogo anónimo do campeonato espanhol. As diversas câmaras que foram colocadas para este projecto só têm um objectivo: acompanhar a face ríspida do jogador francês. Nunca um filme esteve tão próximo e distante das imagens televisivas.

Finalmente, para terminar a lista, talvez o único filme com uma narrativa «linear» vinda do universo de Hollywood: «Pecados Íntimos», de Todd Field. Com uma assinalável adaptação de um dos escritores mais importantes no panorama americano (Tom Perrotta), o filme é um legítimo representante da nova vaga criada por algumas das séries mais fascinantes do panorama televisivo. Um observatório de comportamentos numa pacata cidade americana.

Enfim, um ano nunca poderá ser pobre com estes filmes, capazes de nos fazer pensar sobre o mundo e capazes de nos fascinar. O cinema como arte será sempre assim: nunca nos pode deixar indiferentes.

Um poema de uma leitora

Dezembro 30, 2007

Que a felicidade não dependa do tempo,
nem da paisagem,
nem da sorte,
nem do dinheiro.

Que ela possa vir com toda a simplicidade,
de dentro para fora,
de cada um para todos.


Que as pessoas saibam
falar,
calar,
e acima de tudo
ouvir.Que tenham um amor ou
então sintam falta de não tê-lo.

Que tenham um ideal e tenham
medo de perdê-lo.

Que amem ao próximo e
respeitem sua dor,
para que tenhamos certeza
de que viver… vale a pena!…


(Vera Durães)

Uma carta de um militante socialista, e o Relatório de Contas da REN

Dezembro 30, 2007
Estimado Camarada (Presidente de uma Federação)
Reencaminho para os fins que entender, se é que algo na notícia seja estranho
neste País de abundância económica e financeira graças a um Governo que enche
páginas do Acção Socialista com grandes proezas e auto-elogios !!.
Será para em parte cobrir estes custos essenciais e outros da mesma índole, que
em sede IRS aos deficientes são retirados cada vez mais benefícios fiscais !!
Além das reduções de benefícios nomeadamente em custos de medicamentos e
outros a Cidadãos com doenças crónicas.
Aceite meus Votos para 2008 de Saúde, Paz e Sucessos claravidentes na sua
actividade política.

*Relatório e Contas 2006 da REN *

Meus caros amigos…

Recebi juntamente com o jornal que adquiro diariamente, um exemplar do

Relatório e Contas – 2006 – da REN -Redes Energéticas Nacionais… que brevemente avaliei e com especial interesse as remunerações dos membros do Conselho de Administração.

Para o efeito (e os dados são publicitados como manda a Lei) de pgs 127/8 podem retirar-se as seguintes conclusões:

1 Presidente (José Penedos)

4 Vogais (Vítor Baptista, Aníbal Santos, Henrique Gomes e Soares de Pinho)

Remunerações (anuais) do Presidente *:

“Venc.base” 272 658

Plano comp. de reforma 45 443

Subs.alimentação 2 238

Desp.representação 8 529

Total geral 328 868 (Euros)

Média mensal = 27 405 (Euros) 5 495 contos *!

Remunerações (anuais) de cada um dos 4 Vogais): *

“Venc.base ” 172 205

Plano comp.de reforma 28 701

Subs.alimentação 2 238

Desp.representação 8 529

Total geral = 211 673 (Euros)

Média mensal = 17 639** ** ** (Euros) «» 3 536 contos*

Complementarmente…

“O Presidente e os Vogais têm direito à utilização de viatura da empresa, com um *plafond * de *75 mil euros e 65 mil euros*, respectivamente, em relação ao qual não beneficiam do direito de opção (Fim de transcrição).

Como se vê… há uma “moralização” notória…sim, porque isto de adquirir viaturas da ordem dos 15 ou 12,5 milhares de contos cada… pelo preço da “uva mijona”!!!…

Não tenho comentários a fazer! Apreciai com os vossos olhos e talvez aqui se encontrem muitas das razões porque o Governo precisa de ir buscar dinheiro aos mais fracos…! * Soma (ou subtrai) e segue!

Esta é a democracia consentida que nos consome.

Mais conselhos para melhorar a qualidade do ar

Dezembro 30, 2007

O ambiente é de todos e por isso devemos todos contribuir para a sua preservação.

  A qualidade do ar tem vindo a tornar-se um assunto preocupante dado que os problemas ambientais se têm multiplicado um pouco por todo o mundo. Estes problemas põem em risco os ecossistemas, mas também são responsáveis por notáveis implicações na saúde das populações.

  Assim,

  •   Faça as pequenas deslocações a pé ou de bicicleta. Os pequenos trajectos de automóvel são os mais poluentes e os que consomem mais combustível;
  • Ao volante adopte uma condução calma. Evite acelerações e travagens bruscas. Este tipo de condução aumenta o consumo de combustível e consequentemente a emissão de poluentes;
  • Modere a velocidade nos primeiros quilómetros pois o motor frio consome mais combustível e produz mais poluição;
  • Efectue as revisões periódicas do veículo para que o seu funcionamento seja eficiente e gaste menos combustível. Em percursos urbanos um motor mal afinado pode ter um acréscimo do consumo de combustível até cerca de 50%;
  • Limite o uso do automóvel ao estritamente necessário. Privilegie a utilização de transportes públicos e partilhe o automóvel sempre que possível. Contribuirá para reduzir os problemas de engarrafamentos e de estacionamento e para a melhoria da qualidade do ar;
  • Prefira combustíveis menos poluentes. No momento da aquisição de um novo veículo tenha em consideração as implicações ambientais da sua escolha: se optar por um veículo a gasóleo prefira os modelos equipados com filtros de partículas; se optar por um veículo a gasolina considere a aquisição de um veículo híbrido (com motor a gasolina e motor eléctrico);
  •  Abasteça o veículo a partir do fim da tarde. No período mais quente do dia, quando se abre o depósito, é maior a emissão de compostos orgânicos voláteis;
  • Modere a utilização do ar-condicionado no seu veículo pois aumenta o consumo de combustível e a emissão de poluentes atmosféricos.

Crónica publicada hoje no Primeiro de Janeiro

Dezembro 30, 2007

ÁGUA VIVA


NO DIA DA PAZ

 

A um de Janeiro de cada ano se celebra o dia da Paz, com todos os homens e mulheres de boa-vontade, mas principalmente para os cristãos, chamados a reflectir e a actuar pela Paz. A Paz constrói-se, e descobre-se, como refere o profeta Isaías quando o cordeiro e o leão saciarem a sua fome juntos, isto é, quando a Justiça for presente em cada canto desta humanidade, quando esta for a casa comum e habitável, uma família num único cosmos. Aí estará a Paz! Celebrar a Paz, sem que com a Justiça seja um todo, significa não compreender a mensagem de Jesus, o de Nazaré, que na reconciliação de todo o ser humano com a criação, haveria de fazer a sua única família, “onde estão a minha mãe, o meu pai e os meus irmãos”, se não em todos aqueles que me ouvem e seguem? diria o que foi assassinado pelos poderes político, económico, religioso e popular. Uma família única, nesta casa de todos, que é a humanidade.

É necessário que cada um de nós descubra os sinais que este Deus nos coloca no caminho, e por eles siga. Eles (os sinais) não hão-de sobretudo estarem dentro dos templos, onde os cristãos se reúnem, com tanto medo da Vida e da Morte, mas sim por aí, em qualquer estrebaria, onde só os muito pobres (os pastores, daquele tempo), ou os loucos (os reis magos), vêm para adorar o Menino que se fez Homem, e que rejeitou uma vida respeitável, para se tornar num subversivo a lutar pela Justiça e Paz, para que esta família humana, se torne comunidade de Paz. Para que isso aconteça também deveremos subverter a ordem que governa o mundo, inqualificável e assassina, para o caminho de uma nova ordem internacional, onde pontifique a verdade e a justiça, a unidade das relações com o planeta, e os cosmos, todos os dias criados por Deus, e onde somos con-criadores. Ainda estamos nos primeiros dias da sua criação, e com a nossa acção seremos companheiros de Deus, neste projecto da economia da salvação. Neste dia da Paz, descubramos, pois, onde está a injustiça, que cobre o amor, que Jesus nos deixou. Se formos indiferentes estaremos nas antípodas, da Paz. Se formos descobridores, actuaremos como Deus da Criação.

 

Joaquim Armindo

Mestrando em Saúde Ambiental e Licenciado em Ciências Religiosas

jarmindo@clix.pt

http://www.bemcomum.wordpress.com

Escreve no JANEIRO quinzenalmente.a e o lee a actuar pela Paz. az, com todos os homens e mulheres de boa-vontade, mas principalmente para os cri

De um leitor identificado…

Dezembro 28, 2007

Grande SÓCRATES. és o MAIOR!

‘O novo estádio da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, na
Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do
Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento, vai ser inaugurado
na próxima segunda-feira.O recinto custou dois milhões de dólares, tem
capacidade para seis mil espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de
piso sintético e iluminação. A cerimónia de inauguração abrirá com uma
marcha de escuteiros locais, conduzindo as bandeiras de Portugal e da
Palestina, e a execução dos respectivos hinos nacionais.
Já fechámos urgências, maternidades, centros de saúde e escolas primárias,
mas oferecemos um estádio à Palestina.
Devíamos fechar o Hospital de Santa Maria e oferecer um pavilhão multiusos
ao Afeganistão. A seguir fechávamos a cidade universitária e oferecíamos um
complexo olímpico (também com estádio) à Somália e por último fechávamos a
Assembleia da República e oferecíamos os nossos políticos aos crocodilos do
Nilo.

DIVULGUEM  PARA SABEREM O QUE FAZ O GOVERNO COM OS NOSSOS IMPOSTOS

O Início do Terror

Dezembro 28, 2007

Um filme em fotografias do que se passou, pelo fotógrafo John Moore.

The Assassination of Benazir Bhutto
New York Times

Sociedade Civil – os filhos super-amados – uma nova problemática social emergente…

Dezembro 28, 2007

Não estão distantes, podem ser os nossos… e nós consideramos que somos os pais mais eficientes e zelosos e por isso com o excesso de permissividade dormimos tranquilos. Estou a reportar-me aos meninos cujos pais não estabelecem regras claras e bem definidas, que estão isentos de obrigações mas certos de que apenas devem e podem exigir mais e mais…Estamos nós pais, com este tipo de conduta, a educar ou a promover a desresponsabilização social? Não estaremos a concorrer para que no futuro venham a ser adultos com personalidades desajustadas, inseguros, propensos a comportamentos desviantes e a problemas de saúde do foro psiquiátrico?

As exigências do dia à dia e o excesso de mediatização em relação aos maus-tratos infligidos a menores veio dificultar a exigente tarefa de educar. Sentindo-se culpabilizados por não terem tempo suficiente para acompanhar os filhos por constrangimentos decorrentes da vida profissional, os pais e com todas as ofertas que a sociedade actual disponibiliza aos jovens, sentem-se mais confortáveis se adoptarem uma postura mais permissiva na educação dos filhos, obtendo numa primeira fase reforços positivos dos seus descendentes. Esta postura deve ser de todo combatida pois pode concorrer para danos do ponto de vista psicossocial tão graves como os causados por maus-tratos.

Aos pais compete preparar os filhos para uma vida saudável, para serem seres autónomos socialmente responsáveis numa sociedade cada vez mais exigente e pautada por crescentes dificuldades de integração. Os pais não devem assumir a postura de amigos ou colegas dos seus filhos, em primeiro lugar devem representar a figura materna ou paterna, sendo modelos seguros nos quais a criança ou jovem se possa apoiar e buscar referências para gerir a sua conduta. É essencial que os pais respeitem os seus filhos, permitindo-lhes sofrer.

Retirar os obstáculos não é educar, ensinar a ultrapassá-los é a atitude mais correcta. Hoje podem contar com o apoio dos pais, amanhã serão chamados a defender-se sozinhos. Retirar os obstáculos do percurso de vida dos nossos filhos é um engano. Falhamos se os impedimos de aprender pelos próprios erros. Iludimo-nos se pensarmos que as regras os prejudicam, pelo contrário, ajudam. Inquéritos efectuados a jovens provenientes de famílias desregradas levam-nos a concluir que os jovens desejam, sentem a necessidade de regras.

Esquecemo-nos que a família é a primeira escola da vida e que o desempenho de pequenas tarefas concorre para promover a responsabilização, solidariedade e espírito de entre-ajuda. Não queiramos fugir às nossas responsabilidades, antecipando o poder de decisão dos nossos filhos quando ainda não estão preparados para o fazer. Dar-lhes tudo sem o menor esforço é inviabilizar-lhes a possibilidade de terem o prazer de pequenas conquistas. Transferir o papel de educadores para a escola é demissão. Devemos promover o diálogo e proporcionar aos nossos filhos a visualização de formas de vida diferentes.

Educar é de facto uma tarefa cada vez mais exigente mas, com este artigo gostaria apenas de advertir que em situação de risco social não estão apenas as crianças e jovens provenientes de meios desfavorecidos e carenciados, desprovidas de bens materiais e afectos. Em situação de risco social encontram-se também todas as crianças que tiveram ou têm uma educação nos moldes por mim descritos. Bens materiais não colmatam a falta de afecto e o tempo pretendido pelos nossos jovens não é quantificável mas deve ser sobretudo de muita qualidade.

Notícias da Europa

Dezembro 27, 2007

A Eslovénia presidirá ao Conselho da União Europeia de 1 de Janeiro a 30 de Junho de 2008. As suas prioridades, que decorrem em grande parte do programa comum elaborado em colaboração com a Alemanha e Portugal, são as seguintes:

 

  • a ratificação do Tratado de Lisboa. A Eslovénia quer dar o exemplo ratificando o Tratado no início de 2008;
  • o lançamento do segundo ciclo da estratégia de Lisboa. Não haverá uma alteração radical, uma vez que esta estratégia começa a dar frutos;
  • a adopção rápida do pacote «clima e energia». Após a conferência de Bali sobre as alterações climáticas, a Comissão apresentará em Janeiro um pacote «clima e energia». A Europa deve imperativamente adoptar esta proposta a fim de dar o tom aquando das negociações internacionais sobre o clima a realizar em Copenhaga em 2009;
  • a estabilidade dos Balcãs Ocidentais. A Eslovénia tenciona reafirmar a «agenda de Salónica » (relativa à readmissão de cidadãos em situação ilegal), conseguir a realização de acordos de estabilização e associação e reforçar a cooperação regional em vários domínios;
  • a promoção do diálogo intercultural. A Eslovénia abrirá o Ano Europeu do Diálogo Intercultural. Procurará reforçar este diálogo em particular com os Balcãs Ocidentais e criará uma universidade euro-mediterrânica em Piran.

Democratas de todo o mundo estão de luto. Benazir Bhutto morta em atentado.

Dezembro 27, 2007

A candidata às eleições Paquistanesas de 8 de Janeiro próximo Benazir Bhutto morreu hoje num atentado suicida levado a cabo em Rawalpindi, quando abandonava o local onde se realizara um comício de apoio à sua candidatura. Com ela morreram também cerca de duas dezenas de apoiantes seus.

Ao  que parece aquela candidata terá sido atingida por alguns disparos de arma de fogo à queima roupa, após o que o atirador suicida fez despoletar uma bomba que transportava consigo.

Benazir Bhutto pagou caro, com a própria vida, o preço de ser uma mulher independente e livre, com os mesmos direitos e deveres que qualquer outro cidadão do seu país. Ficará na história como tendo sido a primeira mulher a chefiar um governo num país islâmico, quando foi eleita primeiro ministro em 1988, com apenas 35 anos.

Viria a ser deposta em 1990 e re-eleita em 1993, sendo afastada do governo três anos depois sob acusações de corrupção que a levariam a decidir em 1999 passar ao exílio.

Regressou ao seu país em Outubro passado para disputar as eleições paquistanesas e encontrava-se bem colocada para as ganhar.

O Presidente do Paquistão decretou já três dias de luto nacional, mas é todo o mundo democrático que fica de luto. Não é aceitável que em muitos países e em muitas cabeças, a palavra democracia, o respeito pela opinião do outro ainda que antagonicamente diferente da minha,  seja palavra sem sentido.

7 +

Dezembro 27, 2007

paranoid.jpg

7+
Paranoid Park (na foto)
Cartas de Iwo Jima
Still Life – Natureza Morta
Zidane, Um Retrato do Século XXI
A Morte do Sr. Lazarescu
Luzes no Crepúsculo
Pecados Íntimos

(Esta é a lista dos 7+ de 2007, elaborada para o SE7E de «O Primeiro de Janeiro». A análise à lista será colocada na próxima semana.)

Espaço POESIA – XI

Dezembro 27, 2007

Nos últimos dias foram enviadas em Portugal, através das três operadoras de rede móvel cerca de mil milhões de mensagens, a grande maioria delas para levar aos familiares e amigos os votos de BOM NATAL e de um PRÓSPERO ANO NOVO.

Paz, alegria, saúde, dinheiro, foram votos recorrentes em muitas delas.

Porque muitas vezes andamos perdidos e não sabemos orientar as nossas vidas para o que é verdadeiramente importante, deixo aqui um poema do grande Eugénio de Andrade, que nos diz que é urgente O AMOR, que é urgente INVENTAR A ALEGRIA.

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
                                
Eugénio de Andrade 

MUDANÇA DO CLIMA

Dezembro 26, 2007

Guia dos Estudantes: És tu que controlas a Mudança do Clima

A Comissão Europeia elaborou um Folheto para os estudantes que contém informação sobre a mudança do clima e sobre o papel que eles podem desempenhar no seu respectivo controlo.

  Assume um compromisso

Assume o compromisso de te tornares um cidadão responsável, reduzindo as tuas emissões de CO2 através de pequenas alterações à tua rotina diária, é mais uma iniciativa da Comissão Europeia no sentido de incentivar os mais novos a comprometerem-se desde já com as questões ambientais.

O PNUA (Programa das Nações Unidas para o Ambiente) convida as crianças do mundo inteiro a exprimir através da pintura as suas impressões sobre as alterações climáticas, um dos maiores desafios do nosso tempo, participando no concurso infantil de desenho e pintura sobre o ambiente, que decorre todos os anos.

O clima e a agricultura dos mais pobres

Dezembro 26, 2007

 

 

VER AQUI

Acervo de Serralves

Dezembro 26, 2007

 

 

VER AQUI

 

 

No Natal : Arcebispo de Braga diz

Dezembro 26, 2007

 

 

VER AQUI

 

A história do Natal

Dezembro 25, 2007

O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus, Filho de Deus.

  Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento.

  Uma das explicações para a escolha do dia 25 de Dezembro como sendo o dia de Natal prende-se como facto de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, sendo todas estas festividades pagãs, a Igreja viu aqui uma oportunidade de cristianizar a data, colocando em segundo plano a sua conotação pagã. Algumas zonas optaram por festejar o acontecimento em 6 de Janeiro, contudo, gradualmente esta data foi sendo associada à chegada dos Reis Magos e não ao nascimento de Jesus, o menino Deus.

  O Natal é, assim, dedicado pelos cristãos a Jesus, que é o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), e transformou-se numa das festividades centrais da Igreja, equiparada desde cedo à Páscoa.

  Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, converteu-se numa festa familiar com tradições pagãs, em parte germânicas e em parte romanas.

  Sob influência franciscana, espalhou-se, a partir de 1233, o costume de, em toda a cristandade, se construírem presépios, já que estes reconstituíam a cena do nascimento de Jesus. A árvore de Natal surge no século XVI, sendo enfeitada com luzes símbolo de Jesus, Luz do Mundo. Uma outra tradição de Natal é a troca de presentes, que são dados pelo Pai Natal ou pelo Menino Jesus, dependendo da tradição de cada país.

  Apesar de todas estas tradições serem importantes (o Natal já nem pareceria Natal se não as cumpríssemos), a verdade é que não nos podemos esquecer que o verdadeiro significado de Natal prende-se com o nascimento de Jesus, que veio ao Mundo com um único propósito: dar a salvação a todos os homens e mulheres; a sua essência é o festejo do nascimento Daquele que deu a Sua vida por nós, Jesus, o de Nazaré, o Filho de Deus.