Archive for Outubro, 2007

Os automóveis são cada vez mais inteligentes?

Outubro 31, 2007

Graças às novas tecnologias, os automóveis são cada vez mais seguros, mais limpos e mais inteligentes. A maioria dos condutores já conhece o sistema ABS, mas em breve ouvirão falar de muitas outras novidades tecnológicas, que tornarão os automóveis ainda mais inteligentes.

Todos os anos, há na Europa mais de 1,3 milhões de acidentes rodoviários com mais 40 000 mortos. A tecnologia pode ser um elemento decisivo para ajudar a reduzir esses números. Se os automóveis estiverem equipados com tecnologia eCall, os serviços de emergência serão automaticamente chamados em caso de acidente, podendo salvar até 2500 vidas por ano e reduzir consideravelmente o número de feridos graves. E se os automóveis estiverem munidos do dispositivo de controlo electrónico de estabilidade, que evita derrapagens, os acidentes mortais poderão ser reduzidos em 15%.

 Ao abrigo da iniciativa “Carros Inteligentes”, a Comissão colabora com a indústria e os investigadores para promover este tipo de tecnologias. Na prática, tal significa acelerar o desenvolvimento e a assimilação dos progressos tecnológicos, sensibilizar os condutores para o impacto positivo das inovações mais recentes e ajudar os cientistas a transformar as suas descobertas em soluções práticas aplicáveis na vida real.

 concurso interactivo em linha

Problemas de comunicação?

Outubro 31, 2007

“Num Hospital Português”
 – Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse
informações sobre os doentes.
Queria saber se determinada pessoa está melhor ou se piorou…
 – Qual e o nome do doente?
 – Chama-se Celso e está no quarto 302.
 – Um momentinho, vou transferir a chamada para o sector de enfermagem…
 – Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que deseja?
 – Gostaria de saber as condições clínicas do doente Celso do 302, por favor!
 – Um minuto, vou localizar o médico de serviço.
 – Aqui é o Dr. Carlos, de serviço. Em que posso ser-lhe útil?
 – Olá, Sr. doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre o estado de
saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.
 – Ok, vou consultar a ficha do doente… Só um instante!
– Ora aqui está: ele alimentou-se bem hoje, a tensão arterial e a pulsação estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável dar-lhe-á alta em três dias.
– Ahhhh, Graças a Deus! São notícias óptimas! Que alegria!
– Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?
 – Não, sou o próprio Celso que telefona daqui do 302!!! É que toda gente entra e sai do quarto e ninguém me informa do meu estado de saúde… só queria saber se estava melhor!!

Sociedade civil – Sobre o Rendimento Social de Inserção

Outubro 31, 2007

Quem já não ouviu comentários sobre uma medida de política social que inicialmente tinha a designação de Rendimento Mínimo Garantido e hoje se denomina Rendimento Social de Inserção? Certamente já todos conhecemos do que se trata e certamente já teremos uma opinião formada a esse respeito. Pois bem, permitam-me tecer algumas considerações sobre esta medida de política social que quanto a mim teoricamente é correcta e deverá ser executada, mas que é questionável na sua aplicação. De facto esta prestação indexada ao montante da pensão social deve ser atribuída a todas as situações de comprovada precariedade económica. Até aqui estou inteiramente de acordo. É uma prestação que é atribuída mediante uma contrapartida por parte do beneficiário – a assinatura de um programa de inserção. Concretizando, deixo aqui um exemplo muito simples de um indivíduo toxicodependente, desempregado, sem rendimentos, que poderá auferir a prestação desde que se comprometa a subscrever um acordo de inserção onde se responsabiliza com o técnico que o irá acompanhar a integrar um programa de desintoxicação para posterior integração no mercado de trabalho ou frequência de um curso de qualificação. Aqui também estamos de acordo.

Mas vamos agora debruçar-nos sobre as lacunas na aplicação desta medida. O requerimento do RSI é constituído por duas etapas, uma meramente administrativa e a outra com intervenção de técnicos destacados para trabalhar a inserção do indivíduo. Pois bem, o que na realidade acontece é que existe um período de tempo muitas vezes longo entre o momento em que o cidadão começa a auferir a prestação e o início do cumprimento do acordo de inserção. Reportando-nos ao caso concreto acima descrito teríamos então um toxicodependente a utilizar a prestação de RSI para consumos de estupefacientes. Estamos então a corroborar com o contrário daquilo que está contemplado na lei. Depois vamos pensar na situação daqueles que trabalham sem declaração de rendimentos. Podemos operacionalizar esta situação por exemplo nos elementos de etnia cigana que como todos sabemos se dedicam à venda em feiras. Não havendo rendimentos declarados, a prestação é atribuída e assim os cidadãos verão o seu rendimento aumentado, tendo em conta as especificidades da cultura cigana será fácil descortinar que muitas vezes é inviável a assinatura e cumprimento do acordo de inserção já que se regem por valores muito diferentes dos nossos. Vamos agora pensar na situação de um casamento de que resultaram quatro filhos. Para cálculo da prestação são contemplados os rendimentos que fazem parte do agregado familiar. Se um dos progenitores tiver um rendimento razoável, poderá não lhe ser atribuída a prestação, mas se forjar um divórcio, a esposa e mãe, sem rendimentos, beneficiará da prestação por inteiro mais uma percentagem sobre cada filho. Estas são apenas algumas lacunas da aplicação da lei. Permitam-me tecer apenas mais uma consideração, não imputo a responsabilidade destes factos que acabei de descrever aos técnicos que trabalham no terreno. Antes porém, considero que esta medida de política social à semelhança de tantas outras foi concebida no gabinete com desconhecimento da realidade social do terreno. Na qualidade de cidadão denuncie aquilo que considerar injusto ou ilegal. Pode efectuar uma denúncia por escrito, anónima dirigida ao Centro Distrital de Segurança Social do Norte – Departamento de Rendimento Social de Inserção ou remeter para o Serviço de Acção Social da sua área de residência. Onde todos colaboramos, estaremos a contribuir para uma sociedade mais salutar.   

Birmânia: solidariedade activa

Outubro 31, 2007

Depoimento May Ng, uma escritora de Mianmar:

“Agora que suas vozes foram ouvidas e seus rostos foram vistos, Aung San Suu Kyi e o povo de Mianmar não estará mais sozinho. A Avaaz.org, cuja missão é garantir que a visão e valores da sociedade civil global sejam representadas em decisões políticas internacionais, vai garantir que de agora em diante o povo de Mianmar tenha poder sobre seu próprio destino.”

Rauschenberg transforma o que é comum em arte, em Serralves

Outubro 31, 2007

http://thumbs.sapo.pt/?pic=http://jn.sapo.pt/2007/10/31/14622027.jpg&H=250&W=250&errorpic=http://jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif

“Sem título” (banda de rodagem e madeira), obra de Robert Rauschenberg concebida em 1973

Agostinho Santos

É um dos artistas contemporâneos de maior sucesso e a arte que cria desafia várias gerações. A sua arte está agora à disposição do público português, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto.

Ao todo são 65 obras que constituem a mostra “Robert Rauschenberg em viagem 70-76” e foram concebidas em estruturas simples e ao alcance de todos. Cartão, tecido, borracha, ferro, madeira e cimento são as matérias utilizados pelo norte-americano Robert Rauschenberg e que, no dizer de alguns, transformou o Museu de Serralves numa espécie de estaleiro.

Foi, aliás, esta mesma a expressão empregue por um dos visitantes que, como justificação, sugeriu as semelhanças entre algumas das obras ali presentes com as peças/instrumentos que “facilmente se vêem em qualquer edifício em construção”. E o respeitável senhor, em jeito de explicação para um dos netos que o ouvia atentamente, apontou para a peça (carrinho de mão, mangueira de borracha e pau), criada em 1974 e que integra a colecção particular do artista. “Este carrinho de mão existe por aí em todas as empreitadas, mas não têm a mangueira ligada. É engraçada, a mistura que o artista fez com os outros materiais”, acrescentou o mesmo observador que passou à peça seguinte. Largou outro comentário bastante curioso”Quem diria que um bocado de pneu de camião, que vemos por aí aos montes nas estradas, daria uma obra desta natureza? Sim, senhor é de se lhe tirar o chapéu “. E os olhos do referido espectador fixavam-se na obra concebida em 1973 (banda de rodagem e madeira).

Mas, na manhã em que visitamos a exposição, as atenções prendiam-se na escultura/objecto “Sor Aqua”, concebida em 1973 e que pertence actualmente à colecção do The Museum of Fine Arts, em Houston. Em observação estava a célebre “banheira” dos anos 40/50, quase cheia de água e por onde pende uma corda segura a um punhado de barras de metal.

Uns gostam, outros não…

A peça – de acordo com o que confidenciou ao JN uma das funcionárias do museu em funções naquele espaço – tem dado origem a um sem número de comentários, que se dividem em duas facções os que gostam muito e os que não a apreciam mesmo nada…

Segundo a mesma fonte , algumas das pessoas que por ali têm passado olham para a escultura com desprezo, encolhem os ombros e questionam acerca da identidade como objecto de arte. Mas, outros, muitos outros, novos e velhos, homens e mulheres rondam e voltam a rondar o trabalho, apreciando-o e comentando que o artista fez como que um golpe de magia. Mostram-se surpreendidos pelo efeito final de um conjunto de objectos, aparentemente velhos e já sem uso, mas que com mestria e talento se transformam em arte.

O êxito , o sucesso e talvez o “segredo” de Robert Rauschenberg está precisamente aí, ao conseguir dar vida e novas formas a suportes isolados e que, no conjunto, formam e encorporam desafiadoras e aguerridas obras de arte.

Ria, se tiver vontade…

Outubro 31, 2007

A BRANCA DE NEVE, A BRUXA E O PINÓQUIO ENCONTRAM-SE NA FLORESTA:

SOU A MAIS LINDA DO MUNDO! (diz a Branca de Neve)

SOU A MAIS FEIA DO MUNDO! (diz a Bruxa)

SOU O MAIOR MENTIROSO DO MUNDO! (Diz o Pinóquio)

E ENTÃO ENTRAM, UM DE CADA VEZ, NA GRANDE CAVERNA, PARA FALAR COM O SÁBIO

DA FLORESTA, O POSSUIDOR DO ESPELHO MÁGICO DA VERDADE.

A BRANCA DE NEVE ENTRA E SAI MUITO FELIZ: “Sou mesmo a mais linda do

Mundo!”

A BRUXA ENTRA TAMBEM E SAI TODA SORRIDENTE: “Sou mesmo a mais feia do

Mundo!”

O PINÓQUIO ENTRA POR ÚLTIMO, SAI ENFURECIDO E PERGUNTA:

“Bolas!!!! Quem é o Socrates????”

Ainda Pedro Namora e a política à Portuguesa

Outubro 31, 2007

A Blogosfera continua agitada em volta das declarações proferidas por Pedro Namora sobre a Casa Pia, por todos entendidas como arma política usada pelo PCP para atingir adversários políticos. Desta vez é o JUMENTO que publica um artigo que passo a transcerver:

“Só neste país é que um qualquer Pedro Namora anda de jornal em jornal lançando a suspeição sobre os adversários políticos do seu partido sem ter que apresentar as provas que sustentam as suas insinuações. Alguém anda a fazer este país de parvo tentando dizer que meses depois do escândalo Casa Pia o partido do governo está enterrado nas práticas pedófilas.

Enfim, parece que o PCP está a introduzir uma nova abordagem do leninismo, agora a luta pela ditadura do proletariado faz-se pelo recurso à difamação e insinuação de que os governantes, principalmente se forem do PS, são pedófilos…”

Palavras para quê? É um artista português …

dois anos perdidos no PS da Maia!

Outubro 31, 2007

Embora o Presidente da Comissão Política do PS da Maia, tenha pedido a demissão, ao que parece não vamos para eleições.

Inacreditavelmente elementos do Secretariado afirmam que não estão demitidos, e querem continuar em funções.

Ao que tudo indica poderá existir uma solução transitória, isto é, aguardar até Março, e realizar eleições.

DOIS ANOS PERDIDOS! DOIS ANOS SEM QUALQUER ACÇÃO! 

música zeca afonso

Outubro 30, 2007

zecaafonso.jpg

Sociedade civil – sobre o voluntariado social…

Outubro 30, 2007

“Sempre que um Homem sonha, o Mundo pula e avança”

António Gedeão

O voluntariado social não é mais do que uma forma de expressão de cidadania. É uma actividade que se traduz numa relação solidária para com o próximo, participando de uma forma livre e organizada na resolução dos problemas afectos à sociedade em que nos encontramos inseridos. É uma forma das mais nobres de exercer os deveres de cidadania em prol daqueles que por circunstâncias diversas não podem ou não conseguem participar, de contribuir para a equidade social e para a consumação de uma sociedade verdadeiramente democrática. É certo que cada vez mais proliferam projectos de vária índole que visam diminuir as desigualdades sociais, mas também é um facto que à medida que a sociedade “evolui” vão emergindo mais problemas sociais e as organizações públicas e privadas não conseguem responder a todos os desafios que lhes são colocados. Assim sendo, o voluntariado social pode ter um efeito profiláctico na sociedade na medida em que promove a ocupação dos tempos livres daqueles que sentem solidão e auxilia os mais desfavorecidos, a diminuir as barreiras que limitam a sua cidadania. Pessoalmente, defendo todas as formas de voluntariado social que isentas de práticas assistencialistas possam contribuir para o bem-estar de todos. Reportando-me à minha experiência profissional, nomeadamente à que tive o prazer de desenvolver no Concelho da Maia onde imperam as assimetrias sociais, posso dizer que os Grupos de Voluntariado muito auxiliaram e contribuíram para devolver a dignidade aqueles que a tinham perdido. Se me permitem deixo aqui os meus parabéns à Conferência Vicentina de Gueifães que vi recuperar habitações para alojar pessoas desprovidas das mesmas, a cuidar e acompanhar idosos isolados ao médico, a passear as pessoas semi-dependentes no decurso do fim-de-semana, e outras acções mais. Centrada numa visão proactiva do combate a outros problemas sociais procure ser útil, nada há mais gratificante do que devolvermos o sorriso a alguém. Visite idosos, disponibilize-se a cuidar de uma criança institucionalizada ao fim de semana, enfim participe e não se deixe levar pela inércia.

Sociedade Civil – Ainda sobre os idosos, sabia que…

Outubro 30, 2007

Sabia que a maior afluência de idosos semi-dependentes ou totalmente dependentes para as actividades de vida diária aos hospitais se dá nos meses de verão? Pois bem, como é sabido e já veiculado pela comunicação social é comum abandonarem-se os animais domésticos no período de férias o que já é condenável, mas o que muitas vezes não é devidamente divulgado é a utilização do mesmo procedimento com cidadãos idosos. É a mais pura realidade. As famílias responsáveis por prestar cuidados aos seus ascendentes, demitem-se da sua responsabilidade civil quando chegamos aos meses de verão. Nada como forjar um problema clínico, despejar o idoso no Serviço de Urgência do Hospital e desligar todos os contactos móveis ou fixos. Assim, transfere-se a responsabilidade civil de garantir apoio aos idosos, aos técnicos do Hospital que por sua vez sentem dificuldades em contextualizar o doente de todos os pontos de vista – médico, de enfermagem e psicossocial. Desprovidos de dados do doente e na impossibilidade de muitas vezes este ultimo proferir qualquer palavra, são os técnicos do hospital que têm de descortinar aquilo que é quase impossível de se fazer e muitas vezes dar asas à imaginação para poder garantir o bem estar do doente. Trata-se de um trabalho difícil e revoltante nada compatível com a exiguidade de camas hospitalares face às solicitações e com o risco de uma população por si vulnerável, contrair infecções desnecessárias e quantas vezes letais. A resposta social por vezes não é conseguida em tempo útil e torna-se necessário trabalhar o doente, minimizando-lhe o sofrimento, no sentido de o consciencializar que não regressará ao seu domicílio mas provavelmente terá de beneficiar de apoio de uma infra-estrutura comunitária. Todos os cidadãos têm direitos e deveres, em todas as fazes da vida. Será que as pessoas se esquecem que aquilo que estão a fazer hoje a um idoso será o que lhes poderá acontecer amanhã? Algo está a falhar. Na minha opinião são dois elementos essenciais – a educação para a cidadania tendo subjacente a responsabilidade social de cada um e a criação de infra-estruturas comunitárias adequadas para proporcionar às famílias cuidadoras um período de descanso quando dele necessitarem. Por agora existem apenas as Unidades de Longa Duração da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados que se o doente tiver critérios clínicos e não meramente sociais, podem proporcionar o descanso ao cuidador por um período de cerca de 30 dias.   

Pedro Namora, o PCP e… política à Portuguesa!

Outubro 30, 2007

Por concordar no essencial com o teor o artigo publicado no Blog CONGEMINAÇÕES da autoria de Jodoas, deixo aqui a sua transcrição para reflexão. 

“O PCP embora tenha a representação parlamentar que lhe conhecemos e uma Central Sindical ainda com mais força, sobretudo a nível dos sindicatos seus filiados pertencentes à Função Pública, como não tem argumentos para fazer oposição ao actual governo recorre aos vários expedientes de desestabilização que tem ao seu alcance. São conhecidas as manifestações sindicais e as paralisações laborais promovidas pelos sindicatos afectos à CGTP a central sindical, uma espécie de braço armado… Mas isso só não chega e o PCP deita mão a todos os seus dispositivos de ataque nomeadamente ao Pedro Namora que funciona como um míssil político para atacar o partido do governo. E como a nível sindical o sucesso deste partido face ás suas contestações não se tem feito sentir, resolveu contando obviamente com a comunicação social utilizar a atoarda pela via do seu militante Pedro Namora que se presta a este tipo de papéis que só o comprometem. No entanto acho que as suas insinuações são demasiado graves para que o governo deva deixá-las passar em branco, quando afirma que, este se apressou em desligar Catalina Pestana do exercício do cargo de Provedora da Casa Pia, com a intenção de voltar a propiciar aos pedófilos o recrutamento de alunos internos para os seus bacanais. Este senhor julgo que foi longe demais na sua afirmação e deveria por isso ser responsabilizado criminalmente para não voltar a repetir tais veleidades. De resto os próprios funcionários da Casa Pia e porque não a actual provedora deveriam sentir-se ofendidos com as suas afirmações e também eles exigirem-lhe responsabilidades….”

Não é de facto aceitável que se possam fazer insinuações sobre a honra e o bom nome dos adversários políticos, sem ser por isso chamado a responsabilidades, mas este tem sido infelizmente muitas vezes o papel dos “mandatários” do PCP na política portuguesa. Sem olhar a meios servem-se de tudo para atacar os seus adversários políticos. Depois não se estranha que alguns grupos profissionais que se deixam arrastar pelas políticas de conveniência do PCP vejam a sua credibilidade na lama.

Próxima Semana

Outubro 30, 2007


«O Escafandro e a Borboleta» 

Presidência Portuguesa da UE impulsiona criação de mercado global do carbono

Outubro 29, 2007

A presidência portuguesa da União Europeia ficou hoje ligada à criação de um futuro mercado global do carbono. Representantes da União Europeia, Noruega, Nova Zelândia e alguns estados americanos e províncias canadianas assinaram hoje, em Lisboa, uma declaração com vista à criação de um mercado global do carbono. ICAP (International Carbon Action Partnership) é o nome da coligação para lutar contra o aquecimento global, que deverá promover a procura de produtos e serviços com baixa emissão de carbono, bem como o desenvolvimento de novas tecnologias.

«A União Europeia orgulha-se de ter sido uma das primeiras regiões do globo a ter um sistema obrigatório com vista à redução das emissões de gases com efeito de estufa. Queremos trabalhar no sentido de uma progressiva interacção entre os diferentes mercados de carbono. Queremos caminhar para um mercado global do carbono», salientou o primeiro-ministro José Sócrates, após a assinatura do protocolo.

«O comércio de emissões é a forma mais eficiente e económica de lidar com o problema das alterações climáticas. Quanto mais abrangente for esse mercado e quantas mais transacções ocorrerem, melhores resultados teremos. Foi por isso que lançámos esta iniciativa, porque a união faz a força», destacou José Sócrates.

No mesmo sentido, o ministro do Ambiente lembrou, esta manhã, que «apenas uma acção global e concertada irá levar à necessária redução de emissões de CO2 para ir ao encontro do desafio do clima. A Europa tem tido um papel de liderança neste domínio e continuará o caminho em busca de um consenso internacional de forma a levar a cabo uma acção mais forte».

Jon Corzine, governador de Nova Jérsia, um dos estados americanos que aderiram à iniciativa, não deixou de lamentar a ausência dos Estados-Unidos deste processo. «Estamos desapontados que o Governo federal não esteja aqui, mas acreditamos que a breve prazo poderá estar», disse. «Temos uma obrigação moral de lutar contra este problema», acrescentou.

Alguns estados norte-americanos têm revelado interesse no comércio europeu de licenças de emissões, em vigor desde 2005, que obriga um conjunto de sectores industriais a controlarem as suas emissões de dióxido de carbono.

www.ambienteonline.pt

Birmânia: solidariedade activa

Outubro 29, 2007

A luta pela justiça em Mianmar apenas começou, e ainda há muito que fazer. Nós continuaremos a nos mobilizar em diferentes assuntos como o aquecimento global, a paz no Oriente Médio e direitos humanos, mas nós não vamos desistir do povo de Mianmar. Nós acreditamos que toda vida humana tem um valor igual seja em Berlim, Beijing ou Rangun. Como a Aung San Suu Kyi disse: “usem sua liberdade para promover a nossa”.

Continuaremos a lutar junto ao povo de Mianmar pela transição, diálogo, reconciliação e finalmente a democracia. Se você quiser convidar um amigo a participar dessa campanha encaminhe este email para ele/a. Estamos buscando 1 milhão de assinaturas para entregar a petição formalmente para o Conselho de Segurança da ONU. Assine no link:

http://avaaz.org/po/burma_hope_lives/10.php

Europa sustentável

Outubro 29, 2007
União Europeia adopta medidas para reduzir impacto da escassez da água
Por uma Europa sustentável

Tem lugar amanhã, no Luxemburgo, o Conselho do Ambiente dos 27, do qual se prevê que saia a aprovação de um pacote de medidas com vista a pôr um travão no problema da escassez de água no espaço comunitário. Propostas que os 27 ministros consideram “importante”…

Os titulares das pastas ministeriais do Ambiente de todos os países-membros da União Europeia aprovam amanhã, no âmbito do Conselho do Ambiente dos 27, um conjunto de propostas para a redução do impacto da escassez de água na Europa. Entre as várias medidas previstas figura a hipótese da criação de um Observatório Europeu de Seca e Desertificação, que foi uma das medidas defendidas na reunião informal dos ministros europeus do Ambiente realizada em Setembro, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia, e cuja implementação foi considerada pelos titulares europeus da pasta do Ambiente como sendo “importante” e capaz de criar condições para “aumentar o conhecimento e as capacidades” da União Europeia para lidar com aquele fenómeno.
Segundo fontes diplomáticas espanholas citadas pela agência de notícias Efe na passada sexta-feira, o Conselho do Ambiente dos 27, que tem lugar amanhã no Luxemburgo, deverá adoptar, pela primeira vez, conclusões que incluem a falta de água e a seca na agenda política da União. As mesmas fontes adiantaram que um relatório a ser apresentado pelos ministros dos 27 responde à pressão levada a cabo desde 2005 por um grupo de países encabeçados por Portugal, Espanha e Itália, no sentido de que os países comunitários adoptem medidas em relação a um problema que “tem vindo a aumentar, tanto em intensidade como na frequência, ao longo dos últimos anos”. O documento em questão recorda que a seca, fenómeno que recentemente tem afectado todos os países-membros da UE, embora a níveis diferentes, e que tende a agravar-se devido às alterações climáticas, afectou só em 2003 aproximadamente um terço do território da Europa comunitária e cerca de 100 milhões de habitantes.
A adopção de leis específicas e a criação do observatório são medidas previstas no relatório, mas as fontes diplomáticas precisaram que os ministros devem esgotar as possibilidades da Directiva Quadro da Água, que regula os planos de gestão das bacias hidrográficas, que “deveriam ter devidamente em conta o equilíbrio entre a oferta e a procura”. O documento afirma que a oferta de água “pode consistir em opções tradicionais ou alternativas, incluindo a reutilização de águas residuais ou a desalinização”. Segundo o documento, a escassez de recursos hídricos deve-se a uma gestão ineficaz, pelo que é sublinhada a necessidade de “reduzir as perdas através de filtrações e de desenvolver campanhas de sensibilização relacionadas com o problema”. Fontes diplomáticas dizem esperar que o documento com as medidas seja aprovado “sem problemas”.

Zeca Afonso, no Fórum da Maia

Outubro 29, 2007

ajafonso_semttulo1.jpg

crítica de cinema «A Outra Margem»

Outubro 29, 2007

outramargem.jpg

para além da diferença

O cinema português sempre viveu com um dilema incompreendido entre o cinema de autor e o cinema comercial. Muito da discussão desse dilema passa por um ponto fundamental do processo produtivo do cinema: o argumento. Essa etapa decisiva é motivo de discórdia. Contudo, muitas das vozes do cinema comercial acabam, na mesma, por descurar o guião e os filmes acabam por ser amálgamas frágeis de um projecto de filme. Vem esta discussão a propósito da estreia, esta semana, do mais recente filme de Luís Filipe Rocha: «A Outra Margem». O realizador é já um veterano do cinema português, tendo assinado filmes como «Camarate», «Adeus, Pai» ou «Cerromaior». Foi também ele o autor do guião de «Até Amanhã, Camaradas» que foi exibido em televisão. Na verdade, com «A Outra Margem» estão lá os propósitos do autor e uma certa realização «televisiva» que faz do filme um projecto límpido e sereno.

A linha narrativa do filme dedica-se a aproximar a história de duas pessoas totalmente opostas. Ricardo é um travesti que fugiu da sua terra natal para emigrar para Lisboa, abandonando a sua noiva no dia do casamento. No início da narrativa percebemos que o grande amor de Ricardo se suicidou. Ricardo entra em depressão profunda. Do outro lado, temos Vasco, um jovem adulto portador de Trissomia 21, que vive com a sua mãe Maria. Ricardo é tio de Vasco e irmão de Maria. Depois de uma tentativa de suicídio, Ricardo vai uns tempos para junto da Maria. É aí que ele é obrigado a enfrentar o passado e a conhecer Vasco. Será a sua alegria de viver que irá transformar Ricardo e dar-lhe vontade para voltar ao seu dia-a-dia. Mas também será a oportunidade para Vasco fazer o que quer: tornar-se actor.

O problema fulcral de «A Outra Margem» é, de facto, a estrutura narrativa. Não negamos a sinceridade da história, nem a ideia subjacente, a saber: trazer para o palco da discussão duas personagens marginais (um travesti e um mongolóide) que acabam por mostrar a sua «normalidade» (isto é, têm os mesmos problemas e as mesmas alegrias). Contudo, não é esse assunto «marginal» que está em causa. São, antes, os processos com que se mostram estes «temas» (ao fim e ao cabo, as formas de fazer cinema). O formato do guião parece desprezado e surge um outro formato – o mini-videoclip, que abunda demasiadas vezes durante a narrativa. Este formato – caracterizado por passagens de tempo em que, com uma música, se mostram imagens sem diálogos – descaracteriza o filme, ganhando com isso demasiadas elipses que não ajudam ao ritmo.

Porque é que achamos que estes detalhes esvaziam o filme? Porque há sinais de que tínhamos personagens com vontade de serem desenvolvidas e porque, desta forma, a narrativa estilhaça-se, isto é, não há profundidade e os acontecimentos não parecem sustentados. Numa frase: quer-se contar demasiadas coisas em tão pouco tempo. Parece mesmo que é uma potencial série de televisão comprimida num filme de hora e meia. E esses problemas estruturais são tão mais frustantes quanto a história tem um imenso potencial. Na verdade, a personagem de Vasco é de uma riqueza impressionante e a sua presença em campo é comovedora (como são as cenas onde o grupo de teatro constituído apenas por portadores de Trissomia 21).

Enfim, num certo sentido, «A Outra Margem» padece do mesmo problema do cinema comercial português: há uma vontade forte e uma premissa bastante consistente, mas essa força é perdida na estrutura. Por exemplo, neste filme são demasiadas as sequências onde a lentidão narrativa é desesperante e há diversos planos que mereciam ser cortados mais cedo. Em boa verdade, «A Outra Margem» tem uma história encantadora e comovente, mas perde-se nos seus próprios labirintos.

«A Outra Margem» («A Outra Margem») um filme de Luís Filipe Rocha, com Filipe Duarte, Maria João Luís, Maria d’Aires. Portugal, 2007, cor, 106’.

Site Oficial: http://www.clapfilmes.pt/aoutramargem/

Sociedade civil – que repostas sociais para a “terceira idade”

Outubro 28, 2007

Na verdade já lá vão os tempos em que na falta dos nossos pais eram os nossos avós que assumiam um papel activo na educação dos mais novos. Com os avanços da ciência, a esperança média de vida tem vindo a aumentar, mas nem sempre os avós se encontram disponíveis para participar activamente na vida familiar. Com a entrada da mulher no mercado de trabalho e com as mudanças que se têm operacionalizado na dinâmica familiar, os idosos vivem muitas vezes sozinhos ou permanecem isolados a maior parte do dia porque a restante família trabalha e as crianças vão para a escola ou para os infantários. Quando nesta fase da vida surgem associadas situações de dependência, os idosos ficam desprotegidos face a uma família que não tem hipótese por constrangimentos a maior parte das vezes laborais, para os acolher e lhes prestar cuidados de uma forma sistemática. Pergunto: quando se criaram os infantários, não se deveria ter investido também mais nos equipamentos sociais para os idosos? Hoje ouço crianças a dizer que não cuidarão dos pais quando forem mais velhos porque quando eram pequenos também tiveram de frequentar o infantário. Na nossa sociedade e reportando-me às realidades nas quais trabalhei, posso adiantar que os idosos são o grupo populacional que apesar de ter parcas respostas sociais ainda são os que têm “sempre” garantida de uma solução para o seu problema. Apesar de tudo ainda vai havendo Centros de Dia, Centros de Convívio, Lares e Famílias de acolhimento. É claro que do ponto de vista técnico o que se pretende não é desenraizar as pessoas do seu meio natural, mas circunstancias diversas levam a que por vezes a institucionalização tenha que ser equacionada ainda que em última linha, o que não pode acontecer é a demissão da responsabilidade social dos familiares em relação ao cidadão idoso. Compete à família visitar o idoso, proporcionar-lhe momentos de lazer e saber de uma forma simples explicar-lhe as razões pelas quais o idoso não fica aos seus cuidados de forma sistemática.

DIA MUNDIAL DA TERCEIRA IDADE

Outubro 28, 2007

O Dia Mundial da Terceira Idade foi proclamado pelas Nações Unidas como forma de chamar a atenção do Mundo para a situação financeira, social e afectiva em que se vive nessa faixa etária.

 

Apenas uma pequeníssima parcela da população idosa aufere rendimentos suficientes para levar uma existência minimamente aceitável. A maioria, infelizmente, passa bastantes dificuldades, competindo aos filhos suprir as necessidades económicas dos pais quando estes atingem uma idade avançada e, sobretudo, distribuir-lhes carinho idêntico àquele que deles receberam enquanto foram jovens.

 

As crianças, por sua vez, deverão respeitar e valorizar o papel dos avós na vida familiar.

 

Socialmente, nada há mais triste que abandonar idosos em lares, não permitindo a cooperação e a partilha de saberes entre as diferentes gerações.