Archive for Agosto, 2007

Red Bull Air Race

Agosto 31, 2007

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Red Bull Air Race

Agosto 31, 2007

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Feira do Livro no Ferreira Borges

Agosto 31, 2007
A partir de amanhã e até ao dia 16 de Setembro
Livros em saldo no Ferreira Borges

Os livros regressam ao Mercado Ferreira Borges. De 30 de Agosto a 16 de Setembro livros de todos os géneros são vendidos a preços simbólicos. Miguel Torga é o autor escolhido para presentear, com uma das suas obras, os primeiros visitantes.


Bárbara Gouveia

O Mercado Ferreira Borges volta a ser palco da festa do livro em saldo, uma iniciativa que cumpre este ano a sua vigésima edição. O certame, cuja organização é da responsabilidade da Interlivro, pretende ser mais uma iniciativa “de incentivo à leitura”. Em declarações ao JANEIRO, Manuela Castro, a organizadora, garante que o evento é “o mais importante do País em mostrar livros”. Isto porque, neste projecto são bem acolhidos todos os interessados. “Toda a gente tem a oportunidade para participar”, esclarece a responsável. Pode mesmo dizer-se que este certame se traduz numa rampa de lançamento para os novos autores que optam por aqui apresentar as suas obras.
Editoras, livreiros e novos autores podem, assim, mostrar as suas obras das 10h00 às 22h00 durante os 17 dias do certame.
Com aproximadamente 150 mesas que, nas palavras de Manuela Castro, formam “ruas de livros”, a iniciativa tem como objectivo principal “dar uma ideia do que há de editado em Portugal e que o comércio geral nem por sombras mostra”.

Festa do livro
Após ter estado presente do Cais de Gaia, entre Julho e Agosto, a iniciativa conta com várias promoções, como por exemplo: “os visitantes podem escolher 10 livros entre 20 mil, e pagar o preço simbólico de 5 euros”, sublinha a organizadora. Outro dos modos de cativar as pessoas com a leitura é a “zona do preço mal marcado”, em que os livros não apresentam um preço real, no entanto vão variando de valor.
Apesar de Manuela Castro comentar que “as pessoas procuram de tudo”, destaca José Saramago, Baptista-Bastos e José Cardoso Pires a título de exemplo de alguns autores em promoção, nunca esquecendo que “os best-sellers não são a prioridade deste certame”.
No dia de abertura [amanhã] e no seguinte, os visitantes do evento vão ser presenteados com uma obra de Miguel Torga. No evento, onde se procura acima de tudo incentivar a leitura, os visitantes vão poder “procurar, passear com calma, mexer nos livros e muitas vezes encontram amigos com quem trocam impressões literárias”, observa a organizadora.
Durante os primeiros dias, a organização está à espera de 3 mil pessoas, e nos outros dias uma média de mil pessoas por dia. Porém “este fim-de-semana é imprevisível”, devido ao número de pessoas que se esperam na cidade
do Porto com o «The Red Bull Air Race».
Manuela Castro acrescenta ainda que: “A iniciativa é enorme, e vamos fazer dela a melhor das que temos feito”.~

————-

Público infantil
De entre os vários públicos que procuram este verdadeiro mercado do livro em saldo encontram-se as escolas, que aproveitam esta iniciativa para preencher as suas bibliotecas.
Preocupando-se desde cedo com os futuros leitores, Manuela Castro, da organização, destaca a importância dada à literatura infantil, de modo a criar hábitos de leitura.

(Primeiro de Janeiro)

Continuamos à procura da Comissão Política do PS da Maia

Agosto 31, 2007

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Os militantes socialistas, e talvez os maiatos, e até o poder instalado, continuam à procura da Comissão Política da Maia do PS, e naturalmente do seu Secretariado há meses fugido, ao que parece a fazer um programa…ou a cumprir um que ninguém conhece.

Andarão a fugir à célebre Moção de Censura, aprovada pelos representantes dos militantes?

Porque não perguntam directamente aos militantes através de referendo o que pensam?

Filipe Menezes, como mandatário um fraco político, na Maia

Agosto 31, 2007

De acordo com o PRIMEIRA MÃO, o Sr. Deputado Municipal e Presidente da Junta de S. Pedro de Fins, Marques Gonçalves, aquele que afirmou, em determinada época, que a Siderurgia estava a cumprir tudo o que se tinha comprometido, e depois afirmou o contrário, e que tem sido um desastre na Assembleia Municipal da Maia, é que é o mandatário na Maia de Luís Filipe Menezes.

Homem sério, honesto, mas que políticamente é muito fraco. Enfim escolhas…

Porquê não os 189 Países das Nações Unidas?

Agosto 31, 2007

França: Do G5 ao G8: a história de uma cúpula que a França pretende ampliar

Paris, 28/08 – No princípio era o G5, uma reunião informal dos ministros das Finanças dos cinco principais países industrializados da época (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Grã-Bretanha), que se passaram a se encontrar regularmente na década de 1970 para discutir os rumos da economia mundial.

A partir de 75, a iniciativa passou a envolver directamente as lideranças políticas dos países participantes, por sugestão do então presidente francês Valéry Giscard d`Estaing.

A transformação de G8 em G13, proposta segunda-fera em Paris pelo actual presidente da França, Nicolas Sarkozy, retrata a necessidade dos países mais ricos de se abrir em direcção às nações emergentes.

A primeira cúpula do G5, realizada em 1975 em Rambouillet, foi na verdade um G6, uma vez que a Itália, que ocupava então a presidência rotativa da Comunidade Económica Europeia (CEE), também foi convidada.

Na segunda reunião, organizada no ano seguinte em Porto Rico por causa de pressões de Washington, a presença da Itália e do Canadá foi oficializada, levando ao nascimento do G7.

Em 1991, em Londres, o G7 admitiu a entrada de Mikhail Gorbachov, pouco antes do desaparecimento da União Soviética. Nos anos seguintes, a Rússia participou dos encontros como convidada, até se tornar membro pleno do grupo em 1988, em Birmingham, quando o G7 virou G8.

Os fóruns internacionais de discussão se guiam pelas denominações numéricas, mas às vezes não dão conta de sua evolução. Um exemplo é o G77, fundado em 1964, em plena Guerra Fria, pelos 77 países do terceiro mundo próximos ao movimento dos não alinhados, conta actualmente com mais de 130 membros.

Outro caso é o G10, que tem 11 membros, os países do G7 mais Bélgica, Holanda, Suécia e Suíça.

Também o G20, que compreende um fórum de diálogo entre países industrializados e emergentes, criado após as crises financieras do fim dos anos 90, inclui também um grupo de países emergentes como Índia, China, Argentina e Brasil, incluído em 2003.

Como é que você pode controlar a mudança do clima?

Agosto 30, 2007

As alterações climáticas são um problema global e, no entanto, cada um de nós pode fazer a diferença. Mesmo as mais pequenas alterações na nossa rotina diária podem ajudar a evitar as emissões de gases de efeito de estufa sem afectar a nossa qualidade de vida. Na realidade, podem até representar uma poupança de dinheiro.

Desligue. 

Ande a pé. 

Reduza. 

Recicle.

Porto: trânsito condicionado – RED BULL AIR RACE

Agosto 30, 2007

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Trânsito condicionado na Cidade do Porto.

6ªfeira:

_ Entre as 08:30 e as 16:30 – o tabuleiro inferior da Ponte D. Luís e artérias circundantes serão encerradas.

Sábado:

_ Entre as 07:00 e as 18:00 – o tabuleiro inferior da ponte Luís I ficará encerrado, a viaturas e peões, o mesmo acontecendo na rua do Ouro, alameda Basílio Teles, Cais das Pedras, viaduto do Cais das Pedras, ruas de Monchique, Nova da Alfândega, do Infantes, do Clube Fluvial Portuense, Túnel da Ribeira e avenidas Gustavo Eiffel e Paiva Couceiro.

De acordo com a fonte da autarquia portuense, serão ainda efectuados pré-cortes de trânsito que vão obrigar a constrangimentos nos arruamentos de ligação à zona marginal e ribeirinha da cidade.

Sexta-feira, sábado e domingo, por razões de segurança, serão impedidos a paragem e o estacionamento nos arruamentos mais próximos da zona ribeirinha.

A organização estima que entre 400 e 600 mil pessoas vão concentrar-se nas ribeiras do Porto e Gaia.

«Este é o maior evento do mundo em termos de espectadores», afirmou Fernando Figueiredo, da organização

500 000 a 600 000 pessoas são esperadas no Porto

Agosto 30, 2007

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A equipe do Red Bull Air Race já está em Porto, Portugal, preparando a oitava etapa da temporada, que tem início às 14h desta sexta-feira, dia 31 de agosto, com as classificatórias, e continua no sábado, 1 de setembro, com as finais a partir das 13h. Porto é uma parada inédita no calendário do Air Race e o pitoresco e histórico porto de Vila Nova de Gaia vai ser o charmoso e colorido cenário para os aviões da corrida: o circuito montado com os Air Gates estará localizado a poucos metros acima do Rio Douro. O percurso da corrida de Porto é um dos mais estreitos e rápidos de toda a temporada. Além do difícil trajeto, com apenas mais três etapas restando, a corrida de Porto promete ser emocionante e decisiva.

O piloto espanhol Alejandro Maclean está particularmente entusiasmado com a parada em solo português. “Porto será uma corrida muito especial para mim, já que Portugal é um país vizinho da Espanha e eu me sinto como se estivesse em casa”, disse Maclean. “O cenário da locação também vai propiciar uma corrida única, muito diferente das que corremos anteriormente. É difícil palpitar resultados, mas eu darei o meu melhor, não posso mais ficar sem pontuar nesta temporada. O percurso parece ser muito rápido, provalmente um avião com maior performance vai ter alguma vantagem. Infelizmente minha aeronave não é tão boa na performance como eu gostaria, então nós, como um time, temos que melhorar o que pudermos para incrementar a performance enquanto não trocamos o motor – o que deve acontecer para a corrida de São Diego. Mas eu estou realmente esperando uma ótima corrida em um lindo e histórico lugar, como é Porto. E quem sabe ter um tempo para descobrir um pouco sobre a cidade”.

Mike Mangold, que na última corrida em Budapeste ultrapassou Paul Bonhomme e se tornou o líder da World Series, está confiante para a etapa de Porto.
“Nosso time vai voar tão rápido como nas últimas corridas”, disse Mangold.
“O avião, o piloto e toda equipe estão trabalhando juntos para alcançar o sucesso”.

Steve Jones, foi enfático: “Estou esperando uma corrida tão emocionante como a de Budapeste. Mas com esse novo percurso talvez tenhamos alguma novidade na ordem dos finalistas!”.

Alterações Climáticas

Agosto 29, 2007

 

Viena – Começa hoje em Viena, e até ao dia 31 de Agosto, a 62.ª sessão anual da Assembleia Geral das Nações Unidas onde o tema principal a debater é «Fazer frente às alterações climáticas».

 

Vão estar presentes na assembleia cerca de mil representantes de mais de cem países de todo o mundo com o objectivo de dar continuidade ao actual protocolo de Quito, que prevê o controlo de emissão de gases de estufa e cuja primeira fase acaba em 2012.

Esta assembleia tem em vista proporcionar que em Dezembro, em Bali na Indonésia se chegue a um acordo sobre as medidas a tomar por dois anos para definir cortes nas emissões de gases causadores do efeito estufa, isto depois de relatórios da ONU terem culpado as actividades humanas, sobretudo o consumo de combustíveis fósseis, pelas mudanças climáticas.

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Livro Verde sobre as Relações Laborais

Agosto 28, 2007

 

Elaborado pelo MTSS

Movimentação Manual de Cargas

Agosto 28, 2007

 Campanha sobre a Movimentação Manual de Cargas

VER AQUI

Francisco Umbral, o escritor faleceu

Agosto 28, 2007

franciscoumbral_elmundo.jpg Aos 72 anos, morreu esta madrugada em Madrid o escritor e jornalista espanhol Francisco Umbral, uma das figuras literárias mais importantes de Espanha nas últimas décadas, um dos olhares mais incisivos e críticos sobre a sociedade espanhola contemporânea.Francisco Umbral nasceu em Madrid em 1935 e tem um vastíssimo percurso como escritor e jornalista.

A sua produção literária e jornalística foi galardoada, entre outros, com o Prémio Mariano Cavia de Jornalismo, o Prémio González Ruano de Jornalismo, o Prémio da Critica, o Prémio Príncipe das Astúrias, o Prémio Nacional das Letras e o Prémio Cervantes em 2000.

Das suas obras destacam-se “Mortal e Rosa” (Campo das Letras, 2003), “E como eram as ligas da Madame Bovary?” (Campo das Letras, 2005), “Las Ninfas”, galardoada com o Prémio Nadal, “El Carnívoro Cuchillo”, “Trilogía de Madrid”, “La Leyenda del César Visionário”, “Madrid 1940” (Campo das Letras, 1994) e “El Hijo de Greta Garbo”.

Sobre o Sr. Alberto, o da Madeira

Agosto 28, 2007

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Sobre Alberto João Jardim, diz Baptista Bastos:

 

Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?
O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.
A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.

Jornal de Negócios de 30 de Julho de 2007

Saiba o que se discute hoje na Europa

Agosto 27, 2007

Na Europa de hoje,

parece não existir um consenso nem um entendimento claros sobre o que a Europa representa e sobre o seu futuro. Necessitam de um novo consenso, de uma percepção partilhada da nova história da Europa moderna e é precisamente este o objectivo do Plano D. Enquadrando‑se no período de reflexão, o Plano D centra‑se na realização de um grande debate com os cidadãos sobre o futuro da Europa.

Fórum de discussão “Debate Europe”

O sítio “Debate Europe” é um convite para que discuta as suas ideias, expectativas e preocupações sobre o futuro da Europa.

Ver fórum de discussão

Ainda EPC

Agosto 27, 2007

Foi uma notícia triste, a morte de Eduardo Prado Coelho.

Para a minha geração o nosso EPC (como o chamávamos) era uma espécie de intelectual modelo, que líamos todos os dias.

Há talvez, contudo, um aspecto pouco mencionado: o Eduardo Prado Coelho era um dos poucos que conhecia bem o cinema português e escrevia sobre ele como ninguém. Para nós era o modelo de um novo paradigma intelectual, cortando com uma linha algo conservadora na teoria do cinema português.

Recordo um dos livros mais marcantes – esgotado há muitos anos: Vinte Anos do Cinema Português. É um livro modelo.

Só tenho muito pena que a doença não o tenha permitido terminar a sua colaboração no livro que há dias aqui citei O Cinema Português Através dos Seus Filmes.

Resta descobri-los nos textos que nos deixa. Tantos e tão bons.

Crónica publicada ontem, no Primeiro de Janeiro

Agosto 27, 2007

A loucura do amor


Daniel Ribas*

Como sempre, de repente o panorama de exibição oferece-nos um filme diferente de tudo, mas mascarado de género. Isto é, acaba de chegar ao cinema um filme rotulado como filme de terror, mas que acabará por ser muito mais do que isso. Neste caso, também ajuda o nome do realizador. Trata-se de «Bug» o último filme de um mítico cineasta: William Friedkin, realizador da mesma geração de Steven Spielberg ou Francis Ford Coppola, que realizou filmes marcantes como «The French Connection» ou, o seu filme mais conhecido, «O Exorcista». A sua carreira foi marcada por um pico no início dos anos 70, mas depois ficou esquecido a realizar filmes mais obscuros. «Bug» é talvez o filme mais mediático dos últimos tempos e que conseguiu uma maior distribuição mundial. «Bug» é tudo menos um filme típico de terror. É, antes disso, um magnífico filme de actores que esteve presente no festival de Cannes.

O filme passe-se numa estrada nacional americana, nos tempos actuais. Agnes vive num pequeno quarto de um motel de estrada e trabalha com a sua amiga RC no bar. Um dia RC apresenta Peter a Agnes. Peter é um estranho veterano da Guerra do Golfo. Agnes tem uma vida turbulenta: o seu filho desapareceu e o seu ex-marido acaba de sair da prisão para a atormentar. É neste contexto que Agnes se apaixona por Peter e os dois começam a viver uma obsessão: a de que Peter está infestado por insectos. Com esta paranóia, a que Agnes adere imediatamente, o pequeno quarto transforma-se progressivamente num bunker, cheio de artefactos contra insectos. Peter é então visitado pelo seu médico que explica a Agnes que Peter está louco. Contudo, após a morte do médico, Agnes e Peter imolam-se pelo fogo, já que esse é o único caminho para a limpeza de ambos.

«Bug» é um filme tremendamente estranho, até pela sua distribuição em Portugal. Friedkin aposta na adaptação de uma peça de teatro e isso sente-se no estilo palavroso e discursivo. É óbvio que isso também abona a favor, já que o filme não se ressente de um estilo demasiado visto. «Bug» é fresco e cinematográfico: Friedkin aposta num estilo muito próprio, com travellings constantes reforçando a estranheza do enredo. A colocação da câmara desafia o olhar habituado do espectador, inovando na forma como nos mostra os diferentes pontos de vista dos actores. É um filme louco, que acredita nas personagens (não faz delas burras e heroínas, como um típico filme de terror). Talvez isso tenha um impacto demasiado profundo para o espectador médio, já que o ritmo do filme é lento.

Mas é precisamente essa a grande vantagem de «Bug», já que nos obriga a entrar na pele das personagens que se alteram à nossa frente. Nesse sentido, não há facilitismos. Depois, é o trabalho grandioso dos actores, especialmente o de Ashley Judd e Michael Shannon que estão enormes na forma como encaram a loucura. Mas nesta loucura o que mais surpreende na teoria da conspiração (algo que dirá muito ao espectador americano), é a forma como o amor assume o lugar de sinónimo da loucura. Talvez seja essa a grande tese do filme: como o amor se torna em transformação pessoal, sem que haja uma percepção clara do que está a acontecer. É óbvio que a loucura está presente em Agnes e Peter, mas é todo o detalhe de concepção dessa loucura que interessa a Friedkin. E é essa a grande vantagem de «Bug». Um filme a ver com disposição para aceitar aprender com a loucura.

«Bug» («Bug») um filme William Friedkin, com Ashley Judd, Michael Shannon, Lynn Collins e Harry Connick Jr. Estados Unidos, Cor, 2006, 102′.
Site Oficial: http://bugthe movie.com

* Argumentista
ribas.daniel@gmail.com

 
 

RECENSÃO: Porquê, Meu Deus?

Agosto 26, 2007

Porquê, Meu Deus? – de Abbé Pierre

Editor: Dom Quixote

Em tom de confidência, com uma total liberdade de espírito, Abbé Pierre dá-nos a conhecer as suas interrogações, as suas convicções e as suas indignações sobre a fé cristã e o sentido da vida humana.

Um verdadeiro testamento espiritual e também um poderoso olhar sobre a condição humana e as suas mais profundas tensões e contradições. 

Pecado original, Jesus e Maria Madalena, celibato e castidade dos padres, fanatismo religioso, a cruzada de George Bush, o papel da mulher na Igreja, o casamento homossexual, o problema do mal e do sofrimento, o lugar do cristianismo entre as outras religiões – questões essenciais que o fundador do movimento Emaús aborda sem complacência.  

Este comovente livro constitui o verdadeiro testemunho espiritual de Abbé Pierre. 

Sobre o Autor: 

Henri Grouès, conhecido por “Abbé Pierre” ou Padre Pierre, nasceu a 5 de Agosto de 1912 numa família burguesa lionesa (França). Aos 15 anos, descobre a experiência espiritual da adoração numa peregrinação a Assis (Itália), experiência que marcará toda a sua vida. É ordenado Padre em 1938 e entre 1942 e 1944 participa na Resistência Francesa contra a ocupação alemã. Em 1949, funda a primeira comunidade Emaús em Neuilly-Plaisance, França. Desde então, viaja através do mundo para fundar comunidades Emaús e pedir aos governos “que entrem em guerra contra a miséria”. Tendo-se relacionado com todos os papas desde Pio XI, tinha uma simpatia especial por João Paulo II, “um grande papa que realizou uma obra imensa”.

Faleceu na madrugada do dia 22 de Janeiro de 2007, aos 94 anos, encontrando-se internado no Hospital  Val de Grâce, em Paris, desde o dia 14, com uma infecção pulmonar.  

Um homem exemplar que deixa atrás de si uma herança única, Abbé Pierre era e contínua a ser um dos símbolos mais emblemáticos da luta contra a pobreza. 

O fundador do Movimento Emaús, neste inquietante texto de reflexão, produzido em colaboração com Fréderic Lenoir, partilha com os leitores inquietações e meditações em que mesmo os não crentes terão facilidade em rever-se, pois é este o discurso da solidariedade e da esperança num mundo menos injusto e mais tolerante.

PS Porto: organiza curso na Universidade de Verão

Agosto 26, 2007

A Federação do PS – Porto vai organiza a segunda fase da Universidade de Verão, com a presença de algumas personalidades, como a Professora Doutora Fernanda Rodrigues, Doutora Maria João Rodrigues e Dr.ª Ana Gomes, entre outros. A não perder!

VER AQUI

 

 

Hoje no Público: última crónica de Eduardo Prado Coelho

Agosto 26, 2007
Os cronistas do PÚBLICO

Ver todos os cronistas

domingo, 26 de Agosto de 2007

Ai simplex!

 

 

Há momentos em que nos damos conta de que o Simplex, essa excelente e meritória iniciativa concebida por Maria Manuel Leitão Marques, está a funcionar, mas há outras em que choramos pela sua ausência, na expectativa de que um dia, não demasiado longínquo para a nossa esperança de vida, chegue. Dei-me conta disso ao acompanhar e mesmo participar no processo de legalização em Portugal de alguém que trabalha em minha casa há já algum tempo, e que, pelas suas capacidades profissionais, e sobretudo pelas suas qualidades humanas (como pude comprovar em período recente da minha existência) é pessoa de quem é fácil gostarmos: a brasileira Maria Nágila Bezerra, pessoa de permanente bom humor, que ri mesmo quando conta as mais terríveis tropelias a que possa ter sido sujeita.
Sucede que há algumas semanas atrás começou a não aparecer ou a chegar mais tarde. Não se tratava, como vim a saber, de deambulações existenciais por montes e vales, nem mesmo de acessos místicos, mas antes de razões infelizmente mais prosaicas: ia ao SEF. Rapidamente descobri que se tratava do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. E pude compreender que o modo de funcionamento desta instituição nem sempre teria aquela perfeição que nós desejaríamos para um serviço público em área tão sensível como esta. Comprova-se que, se por vezes encontramos funcionários amáveis e colaborantes, desejosos de nos facilitar a vida, outras há em que nos confrontamos com pessoas stressadas e amarguradas pelo amarelo das paredes e os dramas conjugais para os quais quase nunca contribuímos mas de que pagamos as implacáveis consequências. Para ir ao SEF, a Nágila levantava-se antes de o Sol nascer para se deslocar de Alverca até Lisboa, onde, às portas do SEF, se organizava uma fila imensa de pessoas que esperavam cinco e seis horas para serem atendidas. E quem as atendia? Gente zangada com a vida que parecia ter uma especial volúpia em criar dificuldades: incapazes de explicarem tudo o que as pessoas precisavam de levar, incapazes de perceberem que as pessoas que atendiam tinham certas limitações na compreensão dos mecanismos burocráticos portugueses, descobriam sempre mais papéis que faltavam, o que obrigava a recomeçar tão exaltante peregrinação.
Tenho à minha frente o papel que acabou, ao cabo de porfiados esforços, por lhe ser dado e que, num português em que “há menos” se escreve “à menos”, se intitula “Renovação de Autorização de Permanência Temporária para Trabalho subordinado”, esclarecendo-se, para consolo das nossas almas, que é ao abrigo do art. 217, n.º 1, da Lei 23/207 de 04 de Julho. Que é preciso? Um passaporte válido, um comprovativo das condições de alojamento (contrato ou atestado da Junta de Freguesia), declaração do IRS e cópia da nota de liquidação relativa ao ano fiscal anterior, contrato de trabalho e declaração actualizada da entidade patronal a atestar o vínculo laboral, declaração da Segurança Social regularizada a confirmar os descontos efectuados, requerimento em impresso de modelo próprio (www.sef.pt) e duas fotografias. Com todas estas tarefas, por sucessivos dias, a Nágila deixou de aparecer. Andava por Alverca e Lisboa à procura de papéis – belo ideal de vida. Única vantagem: aprimorei a minha capacidade de fazer camas. E vou melhorando noutras tarefas domésticas.