Archive for Julho, 2007

Crónica publicada hoje no Primeiro de Janeiro

Julho 31, 2007

MOSCADEIRO

 Na tua casa, ou na minha

Quando esta crónica chegar aos leitores estarei na longínqua Angola, em viagem profissional, e, certamente, não sendo a minha primeira estadia naquele país, continuarei a verificar uma diversidade de culturas, do ser e do agir, dum povo que depois de uma luta contra a potência colonial, entrou numa interna, que desfez as suas principais estruturas. Agora é preciso reconstruir tudo, não só as infra-estruturas, mas mais que isso a legítima aspiração aos seus valores intrínsecos. E lembro-me disto, porque há umas semanas aos microfones da TSF ouvia um anúncio de um banco, um diálogo entre um homem e uma mulher, que perguntava curiosamente “Na minha casa, ou na tua”. Quando uma instituição de crédito, daquelas que obtém lucros chorudos, prevê este slogan está longe de não ser cirúrgico, é porque realmente neste século XXI algo está a mudar ao nível da convivência, e até da família. Sou duma geração que defendia que a mulher deveria ter os mesmos direitos e deveres, uma carreira profissional e uma libertação sexual, aliás configuração clara no filme «Os capitães de Abril», quando as mulheres pelas ruas gritavam “os homens para a cozinha”, o que na excelente crónica de Frei Bento Domingues, publicada no Público, quereria dizer tão somente “as mulheres fora da cozinha”; esta é uma questão fundamental para a compreensão do fenómeno da baixa de natalidade, e, mais, dum reposicionamento dos valores da humanidade. Mas não existe mal nenhum nisso, antes pelo contrário tudo é discutível, mesmo a apropriação de que a célula base da sociedade é a família, como tradicionalmente é uma composição afinada, de tão requintados pensadores desta época que atravessamos. Não que esteja, como pai que sou, a colocar em equação os viveres de cada “casta”, porque isso dói, mas sinto-me à vontade para referir que não irá ser sempre assim.

Aquele anúncio dá que pensar, até porque se infere dele uma completa inversão naquilo que temos entendido por “casa”, ou ninho do lar, como infalibilidade que durará séculos, ou ainda como, na nossa sociedade cristã, um mandamento divino. Este não é certamente, a julgar pelas palavras de quem lhe deu o ser: “E naquele reino, não haverá pai, nem mãe, filho ou esposo (…)”, porque aí reinará uma outra atitude para com o outro, do tu, que somos cada um de nós. Que, agora, existam relações pré-matrimoniais, e que isso não é o pecado original, que os casais se “juntem” em vez de casarem (o preço da boda é grande!), ainda entendemos, agora que cada um tenha a sua casa, e de vez em quando dei-a uma fugida à casa do outro, essa é que parece não nos caber no nosso pensamento. Mas é isso que o anúncio sugere, duas pessoas, duas casas, dois empréstimos, o que nos levaria a uma longa risota (e não faria nada mal), se aqui não entroncasse um outro modelo pragmático de construção da sociedade. Não sei se bem, ou mal, mas que existe, isso é verdade. Logo no virar do século, escrevia que um cheiro de mudança era consentâneo como uma nova originalidade, em que as forças sociais teriam de conviver, isto é, a vivência entre as pessoas vai ser outra, e o próprio casamento estaria virado a uma outra síntese, de igualdade entre homens e mulheres que se traduziria, por alguma coisa de diferente, que não sabia, nem sei, o que é. Esta forma de abordar os clientes de uma instituição bancária, torno a dizer, não inocente, parece pronunciar, dar o mote àquilo que irá acontecer, não para a minha geração, mas duma forma perfeitamente consolidada daqui a alguns anos, que pronuncio não deverão ser muitos. Isto de vivermos em conjunto, mas tu na tua casa, e eu na minha, pode, sem dúvida, consistir um acto de liberdade e de acção, ou um atavismo indiferente que se traduz num egoísmo atroz, cerceador dessa mesma liberdade, porquanto pode constituir solipsimo puro, e da mais profunda leviandade. Por isso, e não sendo esta a minha última crónica antes de férias, ouso colocar esta questão à reflexão dos leitores que entronca com a liberdade, a focalização na pessoa humana, e numa nova forma de viver na humanidade. “Na minha casa, ou na tua”, constitui por si, um desafio na discussão para onde vamos e o que queremos da vida, o que também é uma questão política.

Joaquim Armindo

Membro da Comissão Política do PS da Maia

jarmindo@clix.pt

http://www.bemcomum.wordpress.com

Escreve esta coluna quinzenalmente

Anúncios

Excessos de linguagem – Charrua e Compª

Julho 31, 2007

Segundo notícia publicada no Jornal PUBLICO, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, defendeu hoje no Parlamento a actuação da directora regional do Norte Margarida Moreira e do director de serviço que denunciou o professor Fernando Charrua, alegando que ambos “cumpriram o seu dever”.

“Os dirigentes, no exercício das suas competências, decidiram, um participar, e outro abrir o processo disciplinar. Depois de ter havido um insulto, era necessário ter havido um processo”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues na comissão extraordinária de Educação, que hoje decorreu com o objectivo de esclarecer o chamado caso Charrua, a pedido do PSD.

Na Assembleia da República, a ministra reiterou que ficaram provados no processo os factos de que era acusado o professor, afirmando que “houve um insulto, não uma piada jocosa, proferido num local de trabalho, num espaço público e que foi audível por várias testemunhas”.

“Só isto é matéria suficiente para o levantamento de um processo disciplinar. Houve uma conduta violadora do dever de correcção de linguagem, o que é perturbador do funcionamento dos serviços”, alegou também a governante.

Perante as declarações de Maria de Lurdes Rodrigues, os deputados da oposição apontaram a existência de uma “contradição”, questionando a ministra sobre a razão pela qual decidiu arquivar o processo e não aplicar qualquer sanção.

Não posso estar mais em desacordo com a Sra. Ministro da Educação. A oposição tem toda a razão ao denunciar que há aqui uma evidente contradição. Se os excessos de linguagem são merecedores de processos disciplinares, quantos já foram levantados a Alberto João Jardim? e ao seu conterrâneo Jaime Ramos? e ao “nosso” Mário Nuno Neves?

Se as suas afirmações não são excesso de linguagem, então o que são?

Gabinete de Estratégia e Planeamento

Julho 31, 2007

Sabia que Gabinete de Estratégia e Planeamento publica mensalmente um Boletim Estatístico de divulgação de dados estatísticos do âmbito do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, bem como de indicadores globais de enquadramento.

  

Disponibiliza elementos estatísticos para as áreas do Emprego, da Formação Profissional, do Trabalho e da Segurança Social.

  

Cada página temática de periodicidade trimestral é composta, sempre que se mostre pertinente, por duas partes: uma de indicadores gerais que permanecem ao longo do trimestre e uma segunda com informação de rotatividade mensal, de forma a potenciar a informação a disponibilizar.

  Para consultar basta clicar AQUI

2007 – Centenário de Miguel Torga – VI

Julho 31, 2007

Silêncio

É silêncio que pedes,

E é silêncio que peço.

Mas o poema é o som dos leves passos

De uma aventura.

Se nada ouves,

Se nada ouço,

É que não há Poesia.

E, então,

Ai de nós

E da nossa  harmonia! 

Comissão Europeia quer racionalizar a água

Julho 30, 2007

Bruxelas revela grandes preocupações com a falta de água em todo espaço comunitário. Por isso, quer uma racionalização eficaz dos recursos hídricos. Os apoios serão mais escassos para infra-estruturas nessa área e os consumidores correm sérios riscos de verem as suas facturas consideravelmente agravadas.

 

Não são boas notícias, quer para os governos nacionais quer para os consumidores. A Comissão Europeia está consciente que a seca é cada vez mais uma realidade, pelo que está  em perspectiva um endurecimento das regras para financiar infra-estruturas de água. Por outro lado, Bruxelas começou a fazer pressão junto dos governos nacionais, no sentido de estes aumentarem os preços da água. Antes disso, dificilmente serão canalizados fundos para o desenvolvimento de projectos hídricos.

 

O aumento dos preços junto do consumidor é visto como uma medida de bom senso. Sobretudo, trata-se, na óptica de Bruxelas, de os cidadãos reconhecerem o valor de um bem cada vez mais escasso. O seu consumo na Europa está bastante acima da média mundial. Ora, o seu custo terá que ser repartido por todos. Em muitos casos, parece evidente que o consumidor está a pagar os serviços, mas não o bem em si mesmo.

 

Naturalmente, aumentar os preços terá importantes custos políticos. Desta feita, Bruxelas acha que a medida deverá passar por acordos políticos de longo prazo, já que é impopular e irá afectar negativamente qualquer governo. Basta ter em conta o que se passa em Espanha, onde a água está no centro da polémica entre várias autonomias. Basicamente, o que está sobre a mesa é um uso mais racional da água, para prever o futuro, a par de infra-estruturas mais eficazes.

 

Portugal não foge à regra quanto à falta de racionalização dos recursos hidrícos. Os preços praticados junto dos consumidores ainda são dos mais baixos da Europa, sendo que regiões há em que a seca já é uma realidade. Por outro lado, como é do conhecimento público, as infra-estruturas, em muitos casos, estão obsoletas, pelo que há grandes perdas de água.

  Também a retenção e aproveitamento da água não tem constituído uma preocupação séria para os sucessivos governos, ao contrário do que já sucede no país vizinho.
Por outro lado, a Comissão pretende evitar futuros problemas transfronteiriços, decorrentes da falta de água. Entre Portugal e Espanha existem acordos para manter os caudais dos rios, mas nem por isso se deixa de falar dos transvasses que os nossos vizinhos querem construir, para desviarem a águas para as zonas mais secas da Andaluzia.

“VidaEconómica” de 27/7/2007

Portugal continua a deixar os portugueses pessimistas

Julho 30, 2007

É isto que nos diz o Eurobarómetro da Primavera – um estudo de opinião que analisa o estado da opinião pública europeia sobre questões de política geral e europeias – da Comissão Europeia. E parece que este «estado de alma» vai continuar, com este documento a dizer-nos que a maior parte dos lusitanos considera que, no próximo ano, a situação económica do país vai piorar ainda mais.


Claro está, 84% dos inquiridos, não há surpresas aqui, olham para os seus concidadãos europeus como alguém que tem um nível de vida superior. Curioso é, no entanto, verificar que os portugueses são, entre os todos os europeus, os mais optimistas quando se trata de falar da sua situação pessoal. Estes consideram que, nos próximos cinco anos, vão estar em melhor posição do que estão actualmente.


Quando passamos de Portugal para a Europa, podemos dizer que a opinião dos portugueses melhora. Afinal, tal como os outros europeus, também nós, 52% das pessoas, têm uma imagem positiva da União Europeia, um valor que aumenta quando o tema em questão são as instituições europeias. O nível de confiança dos portugueses nestas entidades é bastante elevado, sobretudo em relação ao Parlamento Europeu e Comissão Europeia. E não nos podemos esquecer, isto também nos diz o Eurobarómetro, que os lusos confiam mais nas instituições europeias do que nas nacionais. De qualquer modo, ainda são dos europeus – 46% contra 41% dos europeus – que mais confiam nos seus organismos públicos.


Um outro dado mostra-nos, ao contrário do que seria de esperar, que os portugueses não estão contra o processo de alargamento, mais especificamente, 51%. Ainda assim, aqueles que têm uma opinião negativa sobre este assunto é maior do que a média comunitária. O mesmo não se pode dizer de um outro fenómeno da actualidade: a globalização.

“VidaEconómica” de 27/7/2007

Em serviço profissional

Julho 29, 2007

Parto hoje para África, em serviço profissional, pelo que é este o último post que publico.

Daqui por uma semana cá estarei novamente. Mas o blogue não fecha, os outros meus colegas blogueiros estarão para dar as “novas”.

Joaquim Armindo

CRÓNICA PUBLICADA NO PRIMEIRO DE JANEIRO, de hoje

Julho 29, 2007

ÁGUA VIVA

FOI HÁ 9 ANOS!

 

Há nove anos que um dos primeiros cursos de ciências religiosas, da Universidade Católica, terminava com quase uma trintena de licenciados. Já não nos víamos desde aí, agora resolvemos encontrar-nos na Maia, para sabermos de cada um de nós, e afinal matarmos saudades. Lá estava também o agora Director da Faculdade de Teologia, Doutor Jorge Cunha, e até fomos recebidos, e bem, diga-se, pelo presidente da câmara, e o turismo também colaborou. E foi bom estarmos muitos de nós ali, com um propósito principal o de agradecer ao Senhor das nossas vidas, o companheirismo durante o curso de cinco anos, mas e, fundamentalmente, o de continuarmos a caminhar junto a Ele.

Este encontro seria como tantos se realizam, depois de anos em comum, se não existisse aquilo que sempre nos uniu, a Fé, numa humanidade outra, num caminho pedregoso, mas que nos alenta a seguir, porque, apesar de estarmos nos afazeres que a vida nos incumbiu, aquilo que nos alimenta é essa Verdade, que não nos afasta do compromisso assumido de sermos mulheres e homens, “os teólogos”, como chama Jorge Cunha, que bem metidos na vida ainda são capazes de acreditar e lutar por uma nova forma de estar e ser. Foi bom, mesmo ver a Ana, que conhecemos como freira, e agora não é, cantar louvores a Deus que tudo fez. Nove anos é tempo suficiente para darmos conta, se algum de nós deixou de ser fazedor da paz e da justiça, pelos caminhos que o mundo colocou diante de nós, e é comovente verificar que todos estamos tão mergulhados na palavra do Senhor, que somos os mesmos. A luta que empreendemos um dia por novos conhecimentos, com o apoio de tantos professores, muitos agora bispos, fez de cada um o vento que sopra, como um sopro do Espírito, por isso dissemos graças a Deus, e mais uma vez a nossa presença significou a vontade férrea de forjar, e de ser con-criadores, duma nova humanidade. Porque cremos, acreditamos e sabemos que as modificações começam com as nossas mãos. Por isso tem significado este testemunho, nesta crónica.

 Joaquim Armindo

Mestrando em Saúde Ambiental e Licenciado em Ciências Religiosas

 jarmindo@clix.pt

 http://www.bemcomum.wordpress.como

François Dufrêne em Serralves

Julho 28, 2007

https://i0.wp.com/jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/francois_dufrene.jpg

Serralves com retrospectiva completa sobre François Dufrêne

Marcadores: , ,

Serralves mostra obra do artista francês e exposição colectiva de fotografia baseada na colecção da fundação.

É a primeira retrospectiva fora de França da obra de François Dufrêne e, ainda por cima, é talvez a mais completa de todas. Abre sexta-feira, às 22h00, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Ao mesmo tempo, arranca também uma exposição colectiva de fotografia, com obras da colecção da Fundação de Serralves. Ambas estarão patentes até 14 de Outubro.

Dufrêne (1930-1982) é um “artista fundamental da segunda metade do século XX”, refere ao JPN João Fernandes, director do Museu de Serralves e comissário da exposição ao lado de Guy Schraenen. A obra do francês caracteriza-se pela utilização preferencial de suportes efémeros, como cartazes que arrancava das paredes e que compunha “como se fossem quadros”.

A mostra junta pela primeira vez os cartazes rasgados por Dufrêne com o seu trabalho sonoro e fílmico. Fez parte da corrente letrista e dos novos realistas franceses, mas “soube sempre assumir uma grande singularidade dentro desse contexto”. Para além de artista visual, foi poeta e “diseur”, procurando um “novo tipo de poesia baseado no som”.

“Entrar na Obra, Estar no Mundo: A Fotografia na Colecção da Fundação de Serralves” reúne obras produzidas desde a década de 1970 por artistas portugueses, como Jorge Molder e André Gomes, e estrangeiros, como Roni Horn (entre elas está Some thames“Some thames”, de 2001).

E assim vai o PS Maia, demissões em Águas Santas…

Julho 27, 2007

Já sabiamos há semanas, no entanto ficamos calados.

Três elementos do PS da Maia, deputados municipais, membros da comissão política, elementos do executivo da Junta de Freguesia, pelo PS, acabam de demitir-se.

A PERGUNTA SÓ UMA: ONDE ESTÁ O SECRETARIADO DA COMISSÃO POLÍTICA? 

Ao Gladiador Marius N Nevus

Julho 27, 2007

O Jornal Primeira Mão publica hoje um Artigo de Opinião da autoria do Prof. Luís Rothes, dirigido ao Dr. Mário Nuno Neves.

Porque no essencial subscrevo ao críticas do seu Autor, deixo aqui alguns excertos, sugerindo no entanto a sua leitura integral nas páginas daquele jornal.  

“ 1. Não há nada a fazer: o Dr. Mário Nuno Neves pela-se por uma contenda verbal. É algo que lhe está no sangue. É por isso que a gente nem lhe leva a mal os excessos e até lhe dá um desconto quando a sua prosa resvala para um estilo mais trauliteiro. Também a verdade é que, por muito que isso custe a este político da direita maiata, todos sabemos que ele é inofensivo. Por um lado, as suas reacções são absolutamente previsíveis …  o Dr. Mário Nuno Neves acaba sempre por virar toda a gente contra si e a impressão que dá é que, alvo do desapreço generalizado, só ele acaba por se levar imensamente a sério.

… 2. Por que me dou então ao trabalho de lhe responder? Obviamente, não para discutir consigo currículos profissionais e sociais…  não me peça para, tendo eu construído sem nenhum suporte partidário a minha vida profissional e cívica, me sentir diminuído perante quem tem sobretudo para mostrar o que resultou da sua acção política remunerada. Era o que faltava…

… 3. Em boa verdade, há apenas uma coisa na sua crónica relativamente à qual não consigo ser condescendente e só isso justifica esta resposta: a falta de rigor com que usou as aspas. … Como bem pode imaginar, estou-me borrifando para a opinião que possa ter sobre mim ou sobre a forma como faço oposição, mas não posso tolerar que me cite indevidamente para, matreiramente, me imputar a posição de que os socialistas devem votar contra tudo o que possa ser bom para a Maia, por tal favorecer a maioria que lidera o executivo autárquico.

4. Seja como for … não perca tempo com bisbilhotices, que só prejudicam o seu trabalho. Para mais, se há área em que são indispensáveis mudanças profundas na política autárquica, a cultura, que o Dr. Mário Nuno Neves tutela, é seguramente uma delas. A sua acção neste mandato tem sido no mínimo decepcionante. …O Partido Socialista tem, também neste campo da cultura, muitas propostas consistentes para apresentar. O que falta saber é se o Dr. Mário Nuno Neves as quer discutir seriamente ou se, pelo contrário e por facilidade, prefere continuar a apregoar que a oposição só serve para deitar abaixo…

Luís Rothes

Fim de citação

 

Bailinho da Madeira – Versão PIMBA

Julho 27, 2007

Voltaram os insultos ao Parlamento Madeirense.

O PSD madeirense apresentou uma proposta de alteração ao regime de incompatibilidades regionais, que deverá entrar em vigor em 2011, sem tocar no Estatuto Político-Administartivo.

Esta proposta foi comentada pelo deputado do PCP e ex-padre Edgar Silva, que afirmou que esta questão incomoda sobretudo Jaime Ramos porque segundo ele, “se houvesse um regime de incompatibilidades decente” “não ganharia concursos da Secretaria do Turismo para a promoção da imagem da Madeira, não teria representação no Conselho Empresarial da Região, nem podia estar à frente das empresas que está”.

A resposta do líder parlamentar do PSD Jaime Ramos não podia ser nem mais violenta nem mais grosseira, acusando o deputado do PCP de ter “roubado dinheiro das Igrejas”, “nunca ter pago impostos”, e chamou-o ainda de “desgraçado”, “chulo da sociedade”, “vadio” e “desempregado”.

Palavras para quê? Este é o estilo trauliteiro tão ao gosto da nossa direita, que parece começar a ganhar também adeptos entre nós.

Dá que pensar.

Quem visita quem?

Julho 26, 2007

O BEM COMUM é um blogue humilde, que não faz alarido dos recordes batidos nas audiência. Nem nos interessa saber se somos os mais bem visitados e os primeiros da Maia. Fomos os primeiros a aparecer, mas não nos vamos bater por audiências.

No entanto, e os contadores aí estão. Aqui há uma semana, contamos dois contadores:

BEM COMUM = 12 037 visitas, ainda não fez quatro meses, do assalto.

O mais lido e primeiro blogue da Maia= 28293 visitas

Isto é, nesse período o BEM COMUM obteve 1236 visitas (quando um dos seus autores entra não conta)

O mais lido e primeiro da Maia obteve 887 visitas

Era só um registo!

O caso BEM COMUM

Julho 26, 2007

Informo que relativamente ao assalto ao blogue BEM COMUM, fui ontem ouvido na Polícia, aguardando agora o normal desenrolar do processo. Como os (as) leitores (as) devem compreender aquele processo está em fase de investigação, pelo que só esta informação é posível.

Por acaso lembrei-me…

Julho 26, 2007

http://tbn0.google.com/images?q=tbn:b9PmRnky45oQPM:http://poetaslunares.blogs.sapo.pt/arquivo/jvd247.jpg

 Alguém saberá por onde anda o Secretariado da Comissão Política da Maia?

Onde estás tu, onde estás tu,…que não vi até agora qualquer posição política sobre o caso Silva Tiago?

Onde estás tu, osnde estás tu,…que ainda não marcaste a normal reunião da Comissão Política?

Prémio BES Revelação/Serralves

Julho 25, 2007

http://tbn0.google.com/images?q=tbn:pMQZEw8ubcvcMM:http://www.bright-white-light.com/diary/upload/migrations18.jpg

 

(Catarina Botelho)

Três artistas vencem Prémio BES Revelação/Serralves 2007

Os artistas Catarina Botelho, Pedro Neves Marques e Ivo Andrade são os três vencedores da terceira edição do Prémio BES Revelação/Fundação Serralves 2007, foi hoje anunciado.Os três artistas – que, segundo Ricardo Nicolau, adjunto do director do Museu de Serralves, «são criadores que utilizam o suporte fotográfico, mas não são fotógrafos» – irão receber uma bolsa de estágio individual de 7.500 euros.

Os seus trabalhos serão apresentados a partir de 16 de Novembro na Casa de Serralves, no Porto.

Os projectos vencedores foram escolhidos por unanimidade por um júri constituído por profissionais ligados aos meios artísticos, nomeadamente, Beatriz Herráez, Maria do Mar Fazenda, Chris Sharp e ainda Ricardo Nicolau.

Diário Digital / Lusa

2007 – Centenário de Miguel Torga – V

Julho 25, 2007

Porque Miguel Torga não é só poesia, também é prosa, deixo aqui um extaordinário retrato do Transmontano português, que serviu de prefácio à tradução castelhana dos Contos e Novos Contos da Montanha, escrita em Coimbra a 20 de Março de 1987.

QUERIDO LEITOR:

Hesitei muito antes de te escrever esta carta de recomendação. Os interessados não ma pediram, de mais a mais. Heróis altivos, cingidos às leis da condição, desde o nascimento que estão acostumados a enfrentar os caprichos do destino por sua conta e risco, mesmo quando afiançados. Eu é que, como seu criador, senti remorsos de vos deixar transpor a raia a salto, indocumentados, sem o amparo de uma palavra abonatória. Era quase um desamor. E acabei por me decidir a notar estas regras, para que saibas ao menos quem são quando te baterem à porta. Portugueses, como é evidente, viram a luz do dia nas terras altas de Trás-os-Montes, província que fica ao norte do país. Têm, pois, todos os traços fisionómicos próprios da região. Duros e terrosos. Simplesmente acontece que, num livro que publiquei em tempos, a propósito dos condicionamentos do meio, declarei que o universal  é o local sem paredes. O que, realmente, acontece com eles. Psicologicamente, nenhum é murado. Daí que reajam e actuem como filhos do mundo em todas as circunstâncias. Amam, odeiam, procriam, sonham, matam e morrem da mesma maneira que um chinês da china. Por isso talvez mereçam que não lhes voltes a cara à primeira vista, e, pelo contrário, os atendas humanamente. Pode ser que, a conhecê-los, aprendas a conhecer-te. É bem possível que a tua natureza profunda, em certas horas, seja também assim violenta, trágica, lírica e, até, grotesca. Como sabes, somos insondáveis. E só a reparar nas virtudes e nos defeitos dos outros muitas vezes se faz um pouco de luz no nosso espírito. De qualquer maneira, uma coisa que te posso garantir: estás diante de criaturas que te não mentem de modo nenhum. Inteiriças no ser e na maneira de ser. é essa autenticidade que as redime a meus olhos dos mil senões que as maculam.

Ao pé delas, saberás sempre de que lado sopram os ventos da vida.

                                                                                    Teu

                                                                            Miguel Torga

No Público de hoje: Manuel ALegre, uma voz activa!

Julho 25, 2007

https://i1.wp.com/ultimahora.publico.clix.pt/viewimages.aspx

Histórico socialista fala de “clima propício” ao cerceamento das liberdades
Manuel Alegre insurge-se contra o “medo” instalado no PS
24.07.2007 – 23h14 Sofia Branco
“Agora e sempre contra o medo, pela liberdade.” Assim termina o artigo de Manuel Alegre a publicar esta quarta-feira na íntegra pelo PÚBLICO, no espaço reservado à opinião. O histórico socialista fala de um “clima propício” ao cerceamento das liberdades e reclama que “o PS não pode auto-amordaçar-se”.

“No PS sempre houve sensibilidades, contestatários, críticos, pessoas que não tinham medo de dizer o que pensam e de ser contra quando entendiam que deviam ser contra”, recorda, contrapondo que agora há o “medo de pensar pela própria cabeça, medo de discordar, medo de não ser completamente alinhado”.

São “casos pontuais”, reconhece o vice-presidente da Assembleia da República, mas, mesmo assim, “inquietantes”, porque relevam “um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE”.

Os ataques de Alegre às políticas seguidas pelo Governo de José Sócrates são muitos: à “progressiva destruição do Serviço Nacional de Saúde”; ao regime do vínculo da Administração Pública; ao Estatuto dos Jornalistas; ao “precedente grave” do cruzamento de dados na função pública; à “tendência privatizadora” de “sectores estratégicos”, como a electricidade, a água e o ensino superior.

“Não tenho qualquer questão pessoal com José Sócrates, de quem muitas vezes discordo mas em quem aprecio o gosto pela intervenção política. O que ponho em causa é a redução da política à sua pessoa”, refere, lamentando a falta de “alternativas à sua liderança”, dentro do próprio PS, mas também no PSD.

Manuel Alegre recusa o “álibi” nacional da “necessidade de reduzir o défice” e também “o álibi da presidência da União Europeia” – que, até agora, merece o seu “aplauso”. “O que não merece palmas é um certo estilo parecido com o que o PS criticou noutras maiorias”, diz, lamentando a “tradição governamentalista”, que leva um partido, quando está no Governo, a transformar o “seguidismo” “em virtude”.

Analisando as eleições presidenciais – nas quais ele próprio, concorrendo sem apoio partidário, obteve mais de 20 por cento dos votos – e as intercalares de Lisboa – em que Helena Roseta e Carmona Rodrigues concorreram como independentes e somaram cerca de 27 por cento dos votos –, Alegre diz que os cidadãos demonstraram, com a abstenção ou o voto, que “há mais vida para além das lógicas de aparelho”.

Relatório de Sinistralidade

Julho 24, 2007

A Direcção Geral de Viação elaborou um relatório sobre estatística de sinistralidade relativamente ao ano de 2006.

  

O objectivo do relatório é divulgar os dados estatísticos referentes à sinistralidade, não só para conhecimento e sensibilização do público em geral, mas também, e sobretudo, para possibilitar a identificação dos principais problemas que afectam Portugal servindo, assim, de suporte à tomada de decisão quanto às acções a desenvolver visando a sua solução, quer a nível nacional, quer local.

  Vale a pena ler. Carregue AQUI.

O caso Margarida Moreira

Julho 24, 2007

Conheço pessoalmente Margarida Moreira, sei do seu empenho pela liberdade em condições da ditadura, sei que alinha na esquerda, sei que apoiou Manuel Alegre a Secretário Geral do PS.

http://tbn0.google.com/images?q=tbn:kVxbeUa8nfcSbM:http://www.range-o-dente.com/lib-blog/2007/MargaridaMoreira.jpg

Mas sei que cometeu um erro de palmatória, por muitas voltas que queiramos dar.Agora Margarida, não deixei de ser teu amigo, mas tens de de demitir. Deixa lá é assim a vida política e tu bem o sabes!