Ao que isto chegou…

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Tomei conhecimento da decisão do Luís Rothes em abandonar a liderança do grupo do PS na Assembleia Municipal, e conheço também minimamente os fundamentos dessa decisão. Julgo que estará agora em condições de perceber melhor quando lhe disse que nas actuais condições este grupo não admitia qualquer liderança.

Não foram alguns insultos que uma vez ou outra vão aparecendo nos blogs, a grande maioria das vezes a coberto do anonimato, que o levaram a demitir-se. Com esses pode o Luís Rothes, como eu também podia, muito bem.  

Também o Luís Rothes chegou à política maiata convicto de que poderia acrescentar alguma mais valia à discussão dos assuntos politicos do concelho, mas depressa se apercebeu que a Assembleia Municipal está transformada numa feira de vaidades de todos os quadrantes, e que alguns procuram aproveitar-se daquele palco para conseguir um protagonismo que doutra forma nunca teriam.

Mas o que aconteceu desta vez foi demais. Convocar duas reuniões preparatórias para a passada assembleia a que só compareceram quatro deputados, e ter conhecimento na segunda que um outro grupo de deputados reunira dois dias antes, autonomamente, sem a presnça do líder, ultrapassa todas as questões políticas e passa a saber sobretudo uma questão de boa educação e respeito.

Esta gente continua sem perceber que há lugares e momentos próprios para manifestar divergências que até são salutares, mas que a Assembleia Municipal não pode em circunstância alguma ser um desses locais. O respeito que é devido ao orgão exije que as questiúnculas de natureza partidária devem ficar obrigatoriamente à porta.

Nestas condições não restava ao Luís Rothes outra alternativa que não fosse fazer o que fez. Como eu o compreendo.

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9 Respostas to “Ao que isto chegou…”

  1. adepto da justiça Says:

    Andrade Ferreira,
    Este seu artigo de opinião espanta-me. Espanta-me pela positiva, espanta-me porque não esperava de si esta atitude. A humildade e lisura que emprega nos seus argumentos e na forma como vê os acontecimentos leva-me a crer que estaria um pouco enganado a seu respeito.
    A atitude que patenteia e o desprendimento leva-me a pedir, sim a pedir que esteja disponível a participar no presente e no futuro do PS da Maia.
    Com a elevação que mostra será certamente alguém a que o PS não pode nem deve ficar indiferente.

  2. Luís Rothes Says:

    Caro Andrade Ferreira:
    Um abraço amigo, com a mesma admiração e amizade de sempre.
    Luís Rothes

  3. fernando moreira sá Says:

    Pois é, caro amigo Joaquim Armindo, publiquei há muito tempo, no blog Intervenção Maia e em artigo no Primeira Mão, que a entrada de Luís Rothes e Mário Gouveia era uma enorme mais valia para o PS. Aliás, chamei a atenção e aproveitei para avisar o meu partido para o “perigo” político de tal facto. Na altura fui criticado, diziam que estava a ser ingénuo. Afinal, confirma-se o que afirmei há meses – só se tenta abater quem tem valor.
    Fico contente por ver que já reconhece essa enorme mais valia.
    Quando o fiz, alguns estranharam por vir de um militante/simpatizante de outras bandas. Só que, em meu entender, a política não é futebol, não é para “ferrenhos”. Mesmo sendo de direita, fico satisfeito por ver gente de valor a chegar à política, mesmo que não sejam da minha área ideológica. Porque o que importa é ter gente séria e capaz, pois só assim se cumpre a democracia e é assim que a nossa terra ganha. Não é de estranhar, é de elementar bom senso. Apenas e só.
    Um abraço.

  4. fernando moreira sá Says:

    Caro Andrade Ferreira,
    É sina! Confundo sempre os seus textos com os de JA. Mas não faz mal, aqui também fica muito bem. Embora seja dirigido ao Joaquim Armindo. Um abraço para os dois.
    Obrigado.

  5. Joaquim Armindo Says:

    Caro Fernando Moreira de Sá,

    Não tem importância absolutamente nenhuma. Sabe muito bem, que quer eu, quer Andrade Ferreira comungamos dos mesmos valores e estamos dentro do PS no mesmo barco.

    Um abraço,

  6. Andrade Ferreira Says:

    Caro Fernando Moreira de Sá:
    Tomo as suas palavras como um elogio, quando diz que “só se tenta abater quem tem valor”. É que, recordo-lhe, o primeiro a ser violentamente atacado, escolhido como alvo preferencial desta gente, fui eu próprio. Se isso é sinónimo de ter qualidade …
    Um abraço
    Andrade Ferreira

  7. adepto da justiça Says:

    Bem meus caros,
    Se é sinónimo de qualidade ser-se criticado então isso é óptimo: Todo o mundo, por uma ou outra coisa, é censurado por outrém, logo tem qualidade!
    E mais, aqueles que são mais criticados tenderão, seguindo este raciocínio lógico-matemático, a ser os mais qualificados! Donde, se formos puros no silogismo, os condenados e, dentro destes, aqueles que com sentença transitada em julgado cumprem maior pena serão então a NATA DA NATA!
    Percebi e estou esclarecido! Daí os negócios de alguns, a fuga de outros, os amuos de outros ainda e, porque não, as secções de consultório. Está tudo explicado! Obrigado, pois só agora percebi!

  8. adepto da justiça Says:

    … Então, neste registo, é mesmo caso para dizer: Ao que isto chegou…
    Mas, sabem o que eu digo senhores iluminados?
    Este ano o pessegueiro deu muito caroço! (i.e. muita conversa e nenhuma acção!)

  9. fernando moreira sá Says:

    Caro A. Ferreira:
    Faz bem em as tomar como tal. Era mesmo isso.

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