
Cientistas europeus de vanguarda foram recompensados pelos seus trabalhos pioneiros sobre energia negra, buracos negros, células T citotóxicas ou ainda agentes patogénicos presentes na cadeia alimentar.
Foram hoje entregues os três prémios científicos mais prestigiados da União Europeia, o prémio europeu da divulgação científica, o prémio de excelência Marie Curie e o prémio Descartes para projectos de investigação em colaboração transnacionais, em Bruxelas.
Os premiados representam a fina flor do mundo científico europeu, segundo Janez Potoÿnik, Comissário europeu da Ciência e da Investigação, que recordou ainda que os prémios em causa recompensam a excelência, a abertura de espírito e a criatividade.
Prémios da divulgação científica
Foram atribuídos três prémios, de um valor de 60 000 euros cada um, a projectos que despertam o interesse do grande público para a investigação e contribuem para um melhor entendimento do que é a ciência. O astrofísico Jean-Pierre Luminet recebeu o prémio de comunicador do ano; Delphine Grinberg, do Palais de la Découverte, o da melhor autora; e Peter Leonard e Andrew Cohen foram distinguidos pelo seu documentário “Most of our universe is missing”, produzido pela BBC e consagrado à matéria e à energia negras, esses misteriosos elementos que, segundo os cientistas, poderão constituir 96 % do nosso universo.
Prémios de excelência Marie Curie
Associados às acções Marie Curie, estes prémios recompensam resultados científicos de grande excelência. Cada um dos cinco vencedores recebeu 50 000 euros: a Dr.ª Luisa Corrado, da Universidade de Cambridge, pela sua investigação sobre a ligação entre a riqueza e seu impacto na felicidade; o Dr. Batu Erman, da Universidade de Sabanci de Istambul, pelo seu estudo sobre o papel das células T citotóxicas no combate ao cancro; o Dr. Andrea Ferrari, da Universidade de Cambridge, pela sua investigação sobre os nanotubos e novos aparelhos electrónicos; o Professor Robert Nichol ,da Universidade de Portsmouth, pelo seu estudo da energia negra e a Dr.ª Valerie O’Donnell, da Universidade de Cardiff, pelo seu trabalho sobre radicais livres e inflamação.
Prémios de investigação Descartes
Estes prémios distinguem equipas de investigação transnacionais que obtiveram resultados excepcionais numa disciplina científica. As três equipas vencedoras partilharam um total de 1 360 000 euros: Virlis estudou o agente bacteriano da listeriose e os meios de combater as infecções; a equipa de SynNanoMotors distinguiu‑se por produzir alguns dos primeiros exemplares operacionais de motores moleculares de síntese e de nanomáquinas mecânicas; por fim, a equipa EPICA recebeu um prémio pela análise de amostras de gelo na Antártica, permitindo uma melhor compreensão dos mecanismos e consequências das alterações climáticas.