Crónica publicada hoje no Primeiro de Janeiro

By Joaquim Armindo

ÁGUA VIVA


NO DIA DA PAZ

 

A um de Janeiro de cada ano se celebra o dia da Paz, com todos os homens e mulheres de boa-vontade, mas principalmente para os cristãos, chamados a reflectir e a actuar pela Paz. A Paz constrói-se, e descobre-se, como refere o profeta Isaías quando o cordeiro e o leão saciarem a sua fome juntos, isto é, quando a Justiça for presente em cada canto desta humanidade, quando esta for a casa comum e habitável, uma família num único cosmos. Aí estará a Paz! Celebrar a Paz, sem que com a Justiça seja um todo, significa não compreender a mensagem de Jesus, o de Nazaré, que na reconciliação de todo o ser humano com a criação, haveria de fazer a sua única família, “onde estão a minha mãe, o meu pai e os meus irmãos”, se não em todos aqueles que me ouvem e seguem? diria o que foi assassinado pelos poderes político, económico, religioso e popular. Uma família única, nesta casa de todos, que é a humanidade.

É necessário que cada um de nós descubra os sinais que este Deus nos coloca no caminho, e por eles siga. Eles (os sinais) não hão-de sobretudo estarem dentro dos templos, onde os cristãos se reúnem, com tanto medo da Vida e da Morte, mas sim por aí, em qualquer estrebaria, onde só os muito pobres (os pastores, daquele tempo), ou os loucos (os reis magos), vêm para adorar o Menino que se fez Homem, e que rejeitou uma vida respeitável, para se tornar num subversivo a lutar pela Justiça e Paz, para que esta família humana, se torne comunidade de Paz. Para que isso aconteça também deveremos subverter a ordem que governa o mundo, inqualificável e assassina, para o caminho de uma nova ordem internacional, onde pontifique a verdade e a justiça, a unidade das relações com o planeta, e os cosmos, todos os dias criados por Deus, e onde somos con-criadores. Ainda estamos nos primeiros dias da sua criação, e com a nossa acção seremos companheiros de Deus, neste projecto da economia da salvação. Neste dia da Paz, descubramos, pois, onde está a injustiça, que cobre o amor, que Jesus nos deixou. Se formos indiferentes estaremos nas antípodas, da Paz. Se formos descobridores, actuaremos como Deus da Criação.

 

Joaquim Armindo

Mestrando em Saúde Ambiental e Licenciado em Ciências Religiosas

jarmindo@clix.pt

http://www.bemcomum.wordpress.com

Escreve no JANEIRO quinzenalmente.a e o lee a actuar pela Paz. az, com todos os homens e mulheres de boa-vontade, mas principalmente para os cri

Deixar uma Resposta