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	<title>Comentários em: Crónica publicada hoje no Primeiro de Janeiro</title>
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		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://bemcomum.wordpress.com/2007/10/09/cronica-publicada-hoje-no-primeiro-de-janeiro-14/#comment-454</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 08:52:53 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Claro que como revolucionário que era incomodou muita gente, mas isso não o fez perder o seu propósito&quot;

Incomodou pois...pelo menos o infeliz a quem executou com um tiro na têmpora.
Vejamos como o próprio Homero dos pobres, descreve o modo como não perdeu o seu propósito:

&quot;Disparei uma bala de calibre 32 contra o hemisfério direito do seu cérebro que saiu pela têmpora esquerda. Ele gemeu por uns momentos e depois morreu.” 

Ele, era o camponês Eutimio Guerra, acusado, julgado e executado no acto por ser &quot;traidor à causa&quot;, o que quer que isso fosse.

Não sei se Che terá &quot;tremido de indignação&quot; neste caso e nos outros 800 casos de &quot;traidores&quot; executados mas, a avaliar pela modo frio como descreve o seu acto heróico, não só não tremeu, como meteu a bala exactamente onde queria.

Afinal de contas era médico.

Enfim, um herói...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Claro que como revolucionário que era incomodou muita gente, mas isso não o fez perder o seu propósito&#8221;</p>
<p>Incomodou pois&#8230;pelo menos o infeliz a quem executou com um tiro na têmpora.<br />
Vejamos como o próprio Homero dos pobres, descreve o modo como não perdeu o seu propósito:</p>
<p>&#8220;Disparei uma bala de calibre 32 contra o hemisfério direito do seu cérebro que saiu pela têmpora esquerda. Ele gemeu por uns momentos e depois morreu.” </p>
<p>Ele, era o camponês Eutimio Guerra, acusado, julgado e executado no acto por ser &#8220;traidor à causa&#8221;, o que quer que isso fosse.</p>
<p>Não sei se Che terá &#8220;tremido de indignação&#8221; neste caso e nos outros 800 casos de &#8220;traidores&#8221; executados mas, a avaliar pela modo frio como descreve o seu acto heróico, não só não tremeu, como meteu a bala exactamente onde queria.</p>
<p>Afinal de contas era médico.</p>
<p>Enfim, um herói&#8230;</p>
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		<title>Por: Lurdes Gomes</title>
		<link>http://bemcomum.wordpress.com/2007/10/09/cronica-publicada-hoje-no-primeiro-de-janeiro-14/#comment-452</link>
		<dc:creator>Lurdes Gomes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 21:05:16 +0000</pubDate>
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		<description>Quem não conhece Ernesto Guevara Lynch de la Serna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che.

É realmente uma figura da história, um herói para milhões de cidadãs e cidadãos.

E usou uma linguagem muito própria, não entendida por muitos 

“Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida.”

Ou então:

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”

Claro que como revolucionário que era incomodou muita gente, mas isso não o fez perder o seu propósito.

Por isso, só tenho de agradecer ao Eng. Joaquim Armindo por partilhar connosco este texto que está realmente muito bom. 

Lurdes Gomes</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quem não conhece Ernesto Guevara Lynch de la Serna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che.</p>
<p>É realmente uma figura da história, um herói para milhões de cidadãs e cidadãos.</p>
<p>E usou uma linguagem muito própria, não entendida por muitos </p>
<p>“Sonha e serás livre de espírito&#8230; luta e serás livre na vida.”</p>
<p>Ou então:</p>
<p>“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”</p>
<p>Claro que como revolucionário que era incomodou muita gente, mas isso não o fez perder o seu propósito.</p>
<p>Por isso, só tenho de agradecer ao Eng. Joaquim Armindo por partilhar connosco este texto que está realmente muito bom. </p>
<p>Lurdes Gomes</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://bemcomum.wordpress.com/2007/10/09/cronica-publicada-hoje-no-primeiro-de-janeiro-14/#comment-451</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 16:24:50 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Ah e tal, cometeu erros.&quot;

Sim...é disso que se trata. Umas centenas de execuções, milhões de pessoas na pobreza e sem liberdade, são &quot;apenas alguns erros&quot;

Desculpáveis, claro.
O homem, além de homofóbico, tinha excelentes intenções.
Mesmo quando dizia à boca cheia que os pretos eram indolentes, na sua aventura africana.

Meros &quot;erros políticos&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ah e tal, cometeu erros.&#8221;</p>
<p>Sim&#8230;é disso que se trata. Umas centenas de execuções, milhões de pessoas na pobreza e sem liberdade, são &#8220;apenas alguns erros&#8221;</p>
<p>Desculpáveis, claro.<br />
O homem, além de homofóbico, tinha excelentes intenções.<br />
Mesmo quando dizia à boca cheia que os pretos eram indolentes, na sua aventura africana.</p>
<p>Meros &#8220;erros políticos&#8221;.</p>
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	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://bemcomum.wordpress.com/2007/10/09/cronica-publicada-hoje-no-primeiro-de-janeiro-14/#comment-450</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 16:19:59 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;e lutou para dar voz a quem não tinha voz. &quot;

Bem, o tipo que foi executado a frio com um tiro na cabeça pelo &quot;HOMEM que estava à frente do seu tempo&quot;, deve ter ficado sem voz.

Digo eu, não sei, mas se um tarolo diz que o fantástico Che estava a lutar para lhe dar voz, é capaz de ter razão.

O que conta é a intenção...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;e lutou para dar voz a quem não tinha voz. &#8221;</p>
<p>Bem, o tipo que foi executado a frio com um tiro na cabeça pelo &#8220;HOMEM que estava à frente do seu tempo&#8221;, deve ter ficado sem voz.</p>
<p>Digo eu, não sei, mas se um tarolo diz que o fantástico Che estava a lutar para lhe dar voz, é capaz de ter razão.</p>
<p>O que conta é a intenção&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Andrade Ferreira</title>
		<link>http://bemcomum.wordpress.com/2007/10/09/cronica-publicada-hoje-no-primeiro-de-janeiro-14/#comment-449</link>
		<dc:creator>Andrade Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 13:25:20 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Amigo Joaquim Armindo:

Che Guevara é uma figura incontornável da história política, que marcou profundamente o Séc XX.

Não é um herói apenas para &quot;os Armindos&quot; nem tem a ver com cultura dominante. É herói para milhões de cidadãos em todo o mundo, desde os países mais conservadores aos mais progressistas. 
É claro que há sempre igonrantes que nunca perderam um minuto a estudar história política mas não se inibem de emitir opinião, para quem Che não é mais que um símbolo do pior que os regimes progressistas tiveram e alguns infelizmente ainda têm. 

Che Guevara teve virtudes e defeitos como todos, e claro que cometeu erros no seu percurso político, mas não é disso que se trata. Falamos de um HOMEM que soube estar à frente no seu tempo e lutou para dar voz a quem não tinha voz. 

É claro que tudo isto incomoda muito os salazarengos dos nossos tempos para quem Pinochet tinha muito mais virtudes que Che Guevara, mas julgo que essas opiniões não retiram nenhum mérito ao artigo que escreveu, nem o ddevem atingir minimamente. 

De resto sei perfeitamente das suas convicções e sei também que elas são sólidas e não se deixarão abalar por aqueles que apenas sabem estar atrasados na história do seu tempo, e não é desses que a história é feita...

Estou-lhe grato por ter escrito este artigo e por ter escolhido o espaço deste blog para também o divulgar.
Um abraço
Andrade Ferreira</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Amigo Joaquim Armindo:</p>
<p>Che Guevara é uma figura incontornável da história política, que marcou profundamente o Séc XX.</p>
<p>Não é um herói apenas para &#8220;os Armindos&#8221; nem tem a ver com cultura dominante. É herói para milhões de cidadãos em todo o mundo, desde os países mais conservadores aos mais progressistas.<br />
É claro que há sempre igonrantes que nunca perderam um minuto a estudar história política mas não se inibem de emitir opinião, para quem Che não é mais que um símbolo do pior que os regimes progressistas tiveram e alguns infelizmente ainda têm. </p>
<p>Che Guevara teve virtudes e defeitos como todos, e claro que cometeu erros no seu percurso político, mas não é disso que se trata. Falamos de um HOMEM que soube estar à frente no seu tempo e lutou para dar voz a quem não tinha voz. </p>
<p>É claro que tudo isto incomoda muito os salazarengos dos nossos tempos para quem Pinochet tinha muito mais virtudes que Che Guevara, mas julgo que essas opiniões não retiram nenhum mérito ao artigo que escreveu, nem o ddevem atingir minimamente. </p>
<p>De resto sei perfeitamente das suas convicções e sei também que elas são sólidas e não se deixarão abalar por aqueles que apenas sabem estar atrasados na história do seu tempo, e não é desses que a história é feita&#8230;</p>
<p>Estou-lhe grato por ter escrito este artigo e por ter escolhido o espaço deste blog para também o divulgar.<br />
Um abraço<br />
Andrade Ferreira</p>
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	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://bemcomum.wordpress.com/2007/10/09/cronica-publicada-hoje-no-primeiro-de-janeiro-14/#comment-447</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 08:18:46 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, a poesia é muito bonita, a musa é que é fraca.
De Che pode dizer-se muito mais, basta que se saiba um pouco mais, coisa em que o Sr Armido, perdido na estratosfera da lírica, não está interessado.
Ele é mais &quot;poemas&quot;, e flores, e a andorinhas, e semi-deuses de túnica a tanger harpa e a cheirar a rosas.

Mas esse Homero dos pobres, além de ter ajudado a criar milhões deles, escreveu por exemplo que &quot; um povo sem ódio não pode triunfar sobre um inimigo brutal&quot;.
E descreveu com frieza clínica  os estertores da morte de um &quot;inimigo brutal&quot; a quem executou com um tiro na têmpora.

Isso para além de ter superentendido a execução de mais de 800 &quot;inimigos brutais&quot;. Um homem de paz, portanto.

Um génio económico, tb...convenceu Fidel de que em menos de um fósforo Cuba estaria com um PNB per capita superior ao dos EUA.
Entre outras medidas brilhantes,  o intercambio com a URSS: açucar para Moscovo, limpa-neves para Havana.
O resultado fala por si. Hoje, 2007, o PNB cubano é mais ou menos igual ao de 1959, já contando com o recente turismo capitalista.

Para os Armindos é contudo um herói e convém escrever-lhe elegias, porque é a &quot;cultura dominante&quot; e esta malta quer assegurar a sua parte do bolo na máquina estatal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, a poesia é muito bonita, a musa é que é fraca.<br />
De Che pode dizer-se muito mais, basta que se saiba um pouco mais, coisa em que o Sr Armido, perdido na estratosfera da lírica, não está interessado.<br />
Ele é mais &#8220;poemas&#8221;, e flores, e a andorinhas, e semi-deuses de túnica a tanger harpa e a cheirar a rosas.</p>
<p>Mas esse Homero dos pobres, além de ter ajudado a criar milhões deles, escreveu por exemplo que &#8221; um povo sem ódio não pode triunfar sobre um inimigo brutal&#8221;.<br />
E descreveu com frieza clínica  os estertores da morte de um &#8220;inimigo brutal&#8221; a quem executou com um tiro na têmpora.</p>
<p>Isso para além de ter superentendido a execução de mais de 800 &#8220;inimigos brutais&#8221;. Um homem de paz, portanto.</p>
<p>Um génio económico, tb&#8230;convenceu Fidel de que em menos de um fósforo Cuba estaria com um PNB per capita superior ao dos EUA.<br />
Entre outras medidas brilhantes,  o intercambio com a URSS: açucar para Moscovo, limpa-neves para Havana.<br />
O resultado fala por si. Hoje, 2007, o PNB cubano é mais ou menos igual ao de 1959, já contando com o recente turismo capitalista.</p>
<p>Para os Armindos é contudo um herói e convém escrever-lhe elegias, porque é a &#8220;cultura dominante&#8221; e esta malta quer assegurar a sua parte do bolo na máquina estatal.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; Espero que não licença de porte de arma</title>
		<link>http://bemcomum.wordpress.com/2007/10/09/cronica-publicada-hoje-no-primeiro-de-janeiro-14/#comment-446</link>
		<dc:creator>blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; Espero que não licença de porte de arma</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 01:07:39 +0000</pubDate>
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		<description>[...] descobre-se estas e outras pérolas sobre Che Guevara, assinadas por Joaquim Armindo, &#8220;membro da Comissão Política do PS da Maia&#8220;: Por isso Che tu foste, e és, a chama da vida, em ti [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] descobre-se estas e outras pérolas sobre Che Guevara, assinadas por Joaquim Armindo, &#8220;membro da Comissão Política do PS da Maia&#8220;: Por isso Che tu foste, e és, a chama da vida, em ti [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: O Insurgente &#187; Blog Archive &#187; The hills are alive with the sound of machine guns</title>
		<link>http://bemcomum.wordpress.com/2007/10/09/cronica-publicada-hoje-no-primeiro-de-janeiro-14/#comment-445</link>
		<dc:creator>O Insurgente &#187; Blog Archive &#187; The hills are alive with the sound of machine guns</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 00:21:46 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Joaquim Armindo debulha-se sobre Che Guevara:  Em cada flor do mato viu uma amiga e em cada noite de luar abraçou a humanidade. Quando em Portugal as forças da mordaça, de Salazar ou Caetano, nos impediam de cantar, de beijar a liberdade, a força do Che era suficiente para não nos deixar desesperados; foi nele que vimos nascer uma nova humanidade proclamando a justiça e a paz, e nem a sua morte fez com que o nosso caminhar fosse coarctado. Nessa longa noite de uma guerra colonial, em que se proibia o amor e em que era perseguido nas avenidas, ruas e vielas das nossa cidades um simples beijo a uma flor, lá das montanhas da luta onde estava Che Guevara vinham os acordes das melodias que nos faziam chorar de raiva e lutar. Lutar como em Maio de 1968 em França, por uma nova ordem internacional. E isso foi muito bonito! [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Joaquim Armindo debulha-se sobre Che Guevara:  Em cada flor do mato viu uma amiga e em cada noite de luar abraçou a humanidade. Quando em Portugal as forças da mordaça, de Salazar ou Caetano, nos impediam de cantar, de beijar a liberdade, a força do Che era suficiente para não nos deixar desesperados; foi nele que vimos nascer uma nova humanidade proclamando a justiça e a paz, e nem a sua morte fez com que o nosso caminhar fosse coarctado. Nessa longa noite de uma guerra colonial, em que se proibia o amor e em que era perseguido nas avenidas, ruas e vielas das nossa cidades um simples beijo a uma flor, lá das montanhas da luta onde estava Che Guevara vinham os acordes das melodias que nos faziam chorar de raiva e lutar. Lutar como em Maio de 1968 em França, por uma nova ordem internacional. E isso foi muito bonito! [...]</p>
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