Nocturno

Maio 9, 2008 by Lurdes Gomes

Pelo Bolhão, carago!!!

Maio 9, 2008 by Joaquim Armindo

Cordão Cultural pela preservação do Bolhão…
Dia 10 de Maio, Sábado —-» 10,30H às 18:00H

No Sábado todo o Mercado do Bolhão vai estar repleto de Música, Dança, Teatro, Artes Plásticas, Arquitectura…
Irá ser feito o Corte de Trânsito para montagem de PALCO - TRABALHADORES DO COMÉRCIO JÁ CONFIRMADOS
Estão confirmados:

-Tunas Académicas ( Tuna de Dentária e Tuna da E.S.A.P)
-Bandas Portuenses
-Fados de rua
-Intervenções de Teatro
-Ranchos Populares
-Exposições, Exibição de Documentário sobre Arquitectura e Património
-Atelier de Pintura ao ar-livre, com mestres das Artes Plásticas
-Visitas Guiadas ao Mercado
-Entre vários Músicos e Bandas:

Ana Deus
Convinha
Paulo Praça
Trabalhadores do Comércio

Um abraço a todos e apareçam!
Movimento Cívico e Estudantil do Porto
http://manifestobolhao.blogspot.com <http://manifestobolhao.blogspot.com/>

«Shine the Light»

Maio 9, 2008 by Daniel Ribas

a luz das estrelas

Martin Scorsese é, para além de uma lenda viva do cinema narrativo americano (desde «Taxi Driver» até «The Departed»), um prolífico autor de documentários. Nesse género, o realizador já experimentou de tudo, desde a sua história pessoal do cinema americano até uma viagem aos filmes italianos. Para além disso, são conhecidas as suas obsessões por retratar ícones musicais actuais. Foi isso que ele fez com Bob Dylan, no filme «No Direction Home» e agora repete a tentação com um filme sobre os Rolling Stones: «Shine a Light», que hoje estreia em Portugal. Desta forma, Scorsese pretende retratar o íntimo destas personagens, para assim perceber como são construídos os ícones da pop. E os Rolling Stones já tinham sido protagonistas de diversos documentários, com destaque para o filme que deles fez Jean-Luc Godard («One Plus One»).

A narrativa do filme percorre, quase integralmente, um concerto dado pelos Rolling Stones no Beacon Theatre, em Nova Iorque, durante o Inverno de 2006, que fez parte da «A Bigger Bang» Tour. De início vemos os preparativos: a forma como Scorsese quis moldar o concerto para os seus propósitos criativos e a forma como Mike Jagger foi reagindo aos seus pedidos. Contudo, esse começo não demora mais de 10 minutos, com o filme a concentrar-se, sobretudo, na energia com que os Rolling Stones têm no concerto. A intercalar algumas música, vemos excertos de «found footage» (documentários e programas de televisão da época) que contextualizam a aura do grupo e mostram os problemas de comportamentos com que tiveram que lidar. Para além disso, é dado um especial enfoque na forma como os Rolling Stones continuam a actuar tantos anos depois. Estes pedaços de tempo ganham especial espessura quando são mostrados como mosaico das diferentes culturas em que a banda actuou (como Japão ou a Alemanha).

Não há dúvida que este filme-concerto é uma dádiva de Scorsese para os Rolling Stones. Mesmo que haja algum questionamento na forma como o realizador cola os documentários de época durante o concerto, eles não estão lá para contradizer ou por em questão, mas antes como forma de enaltecer o mito e a forma como os Rolling Stones se tornaram uma banda «normalizada» (que mais não seja, a sequência onde se vê Bill Clinton e a sua família é um exemplo claro deste «politicamente correcto»). O filme funciona, assim, como forma de «ver um concerto» e, nesse sentido, este concerto é interessante: as câmara conseguem acompanhar os músicos como se estivessem junto ao espectador, sendo possível ver, de perto, as expressões de cada um deles, ou a forma como projectam a música no espaço da sala.

Neste sentido, no filme cumpre a sua função de captar o momento, algo que tem sido feito com insistência, nos últimos anos, com o advento do DVD Musical. Daí que a grande questão vá mesmo para a sua exibição em sala. Mesmo que ganhe em potencial, esta exibição parece deslocada do panorama normal de distribuição. Mesmo que seja já o terceiro caso do género nos últimos tempos (relembre-se «U2 3D»). Em conclusão, «Shine a Light» será mais uma forma de rever os Rolling Stones, quando eles ainda tocarem aos 80 anos e uma forma de acrescentar valor às imagens da banda.

«Shine a Light» («Shine a Light»). Um filme documentário de Martin Scorsese, com os Rolling Stones. Estados Unidos, 2008, Cores, 112 min.
Site Oficial: http://www.shinealightmovie.com/

Sociedade Civil: Uma luz ao fundo do túnel - “os sem-abrigo”

Maio 9, 2008 by Carla Marvão

O conceito de sem-abrigo está ligada ao cidadão que não possui residência fixa e que durante um período mínimo de uma semana, dorme em locais públicos, em alojamentos temporários de que são exemplo os Albergues Nocturnos ou as pensões cujos custos são suportados pela Segurança Social.

Mas, os sem-abrigo de hoje não são os de outros tempos -mendigos, vagabundos - os “novos” sem abrigo emergem das mudanças conjunturais e estruturais que se operaram na sociedade. Trata-se de uma nova geração de excluídos por motivos económicos, crise de valores (problemas familiares), desemprego, consumo de drogas, resultado da ineficácia das políticas sociais.

Calcula-se que o maior número de sem-abrigos são homens muito embora já haja uma percentagem significativa de mulheres e a faixa etária predominante situa-se entre os 30 e os 40 anos.

A resolução do problema dos sem-abrigo passa necessáriamente por mudanças políticas e estruturais que afectam o bem estar das famílias - reporto-me à distribuição de rendimentos, habitação, emprego, educação, abuso de substâncias e saúde mental. Mas, é também necessário o compromisso de todos.

Dos profissionais que através da realização de estudos, tendo presente nos mesmos a abordagem da relação custo/efectividade na obtenção de melhores resultados com vista à sensibilização do poder político para investir nestas áreas. Por outro lado, é também a cada um de nós, na expressão dos seus deveres de cidadania que compete auxiliar o nosso próximo. Mas como? Contribuindo na medida das nossas possibilidades para garantir a satisfação das necessidades básicas de quem se encontra em situação de “sem-abrigo”, para a recuperação da sua identidade pessoal e social, incentivando estes cidadãos  para a noção de auto-subsistencia, para posterior integração no mercado de trabalho.

Elevar a auto-estima do nosso próximo e encorajá-lo a retomar ou reformular a sua vida, é um dever de todos…

A primeira Empresa de Auditoria Social

Maio 9, 2008 by Carla Marvão

Foi lançada no Porto a primeira empresa de auditoria social, sector no qual outros países já investiram e valorizam - surge agora no norte do nosso país. Procura-se garantir a auto-sustentabilidade financeira das IPSSS que são comparticipadas em 70% pelos seus utentes.

 O contributo deste tipo de empresas é fundamental para que o binómio necessidades sociais/ respostas sociais possa ser equacionado de uma forma mais rigorosa. Vão trabalhar nesta empresa de auditoria profissionais com conhecimentos técnicos e científicos da realidade social em que se pretende intervir. Contribuirá para que os serviços pretados à população vão de facto ao encontro das necessidades dos cidadãos. Quem trabalha com as problemáticas sociais sabe que por vezes, existem necessidades sociais desconhecidas por parte de quem tem possibilidade de incrementar respostas sociais mas que pouco conhece da realidade social - aquilo que os técnicos designam “trabalho de terreno”. Este tipo de empresa que agora é lançada no Porto vem colmatar esta lacuna. Vai ainda propor a intervenção das instituições de solidariedade social da cidade noutras áreas que até aqui não tinham sido equacionadas.  

É um contributo importante para a melhoria das respostas sociais existentes em como para a  criação de outras.

Camara da Maia pretende apostar no Voluntariado Social

Maio 9, 2008 by Carla Marvão

Uma política de crescimento descorando o desenvolvimento integrado, fez emergir no Concelho da Maia novos problemas sociais. Trata-se de uma cidade onde existem fortes assimetrias sociais, desprovida de equipamentos e infra-estruturas comunitárias capazes de dar resposta às novas problemáticas sociais emergentes.

 

Desde sempre que considerei ser a promoção do voluntariado social uma estratégia, não de substituição às respostas sociais de caracter formal, mas um complemento à intervenção destas últimas. Incentivar o voluntariado social traduz-se na implicação dos cidadãos na contrução de uma sociedade mais equitativa e é uma das operacionalizações mais elevadas do conceito de cidadania.

Na Maia, há freguesias desprovidas de meios de transporte regulares e capazes de quebrar o isolamento da população. Sendo uma cidade não só mas também dormitório existe uma percentagem elevada de idosos em situação de isolamento social. Em que áreas poderá então interir o voluntariado social? Na infancia, na juventude, na população idosa. Quantos idosos não há que carecem de alguém que os visite do seu domicilio, que os supervisione, que os acompanhe ao médico, no passeio até ao jardim quando possível. Mas se impossível porque não desenvolver a iniciativa da  Conferencia Viventina de Gueifães que aos fins de semana proporcionava um passeio  de carro pela cidade, aos idosos que se encontravam semi-dependentes de terceiros e isolados em casa? Este é apenas um exemplo de muitos que poderia aqui elencar.

 

Promover o voluntariado social pode ser encarado como uma medida pedagógica para muitos cidadãos, de saúde e até economicista. É sobretudo uma resposta social de caracter informal que tem de ser cada vez mais equacionada , promovida e valorizada por parte  das autarquias.

DIA DA EUROPA, 9 DE MAIO

Maio 8, 2008 by Lurdes Gomes

Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas.

Esta proposta, conhecida como “Declaração Schuman”, é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.


Actualmente o dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu (Dia da Europa) que, juntamente com a
bandeira, o hino, a divisa e a moeda única (o euro), identifica a identidade política da União Europeia. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.

A Europa está a tornar-se mais diversificada culturalmente. O alargamento da União Europeia, a desregulamentação das leis do emprego e a globalização, aumentaram o carácter multicultural de muitos países, bem como o número de línguas, religiões, etnias e culturas no continente. Como tal, o diálogo intercultural desempenha um papel cada vez mais importante para a identidade e cidadania europeias.

 

Uma Árvore

Maio 8, 2008 by Daniel Ribas


LCA + (RL) by Mónica.

Hoje estreia nos cinemas

Maio 8, 2008 by Daniel Ribas


«Shine the Light», um documentário Martin Scorsese sobre os Rolling Stones

Amanhã reune a Comissão Política do PS da Maia

Maio 8, 2008 by Joaquim Armindo

Amanhã à noite a Comissão Política do PS da Maia, reune pela primeira vez. Estamos para ver os novos protagonistas e o novo discurso.

Lá não estarei depois de muitos anos a pertencer a tal estrutura, mas está aquele que pediu a minha expulsão do Partido, um camarada que concorreu na mesma lista que a minha.

Arredado por força do lugar que ocupava na lista, não deixarei daqui e da minha pena, que escreve sempre, de ser sempre o mesmo, aguardando o processo de expulsão pedido por um antigo vereador.

Este mês o EURO está de parabéns

Maio 7, 2008 by Lurdes Gomes

Em Maio de 1998, os dirigentes da UE tomavam a decisão histórica de lançar o euro e, em Janeiro de 1999, é criada a União Económica e Monetária (UEM).

Actualmente cerca de 320 milhões de europeus de 15 países, isto é, mais do que a população dos EUA, utilizam a mesma moeda, beneficiando assim de um mercado da UE integrado.

O euro contribuiu também para a solidez das finanças públicas e das políticas macroeconómicas, que, por sua vez, fomentaram a criação de emprego.

Em 2007, a média dos défices orçamentais públicos na UE desceu para o nível recorde de 0,6% do PIB (em comparação com 4% nos anos 80 e 90).

Com base neste êxito, um DOCUMENTO ESTRATÉGICO da UE hoje divulgado faz um balanço dos resultados alcançados nos dez anos que se seguiram à introdução do euro e interroga as partes interessadas sobre a forma como a moeda única poderá trazer mais benefícios para o futuro.

A UEM, marco histórico do processo de integração da UE, terá de se adaptar nos próximos anos para fazer face aos desafios da globalização, à escassez dos recursos naturais, às alterações climáticas e ao envelhecimento da população.

Segundo outro Relatório hoje divulgado, a Eslováquia satisfaz os requisitos para aderir ao euro: preços e taxas de câmbio estáveis, taxas de juro baixas, dívida pública e défices orçamentais reduzidos e direito nacional compatível com o direito europeu. A Comissão recomendará aos governos da UE que aprovem a adesão da Eslováquia à zona euro a  1 de Janeiro de 2009.

Quanto aos restantes países da UE avaliados (na sua maioria, Estados‑membros recentes da Europa Oriental, além da Suécia), considerou-se que não preenchiam as condições de adesão.

 

Crónica publicada no Primeiro de Janeiro

Maio 6, 2008 by Joaquim Armindo

MOSCADEIRO

PRIMAVERA DOS POLÍTICOS?

Terminou uma campanha eleitoral no concelho da Maia, do PS local, e agora avança uma inacreditável campanha para eleições no PSD nacional. Uma não se compara com a outra, é certo, mas esta primavera na política, afasta os cidadãos mais uma vez da nobre arte do servir. Alguém será tão ingénuo que seja capaz de separar os interesses pessoais de todas estas campanhas? O povo, aquele que trabalha confiará em algum dos nossos políticos? Os jogos de bastidores, regados com bons almoços e jantares, conferem a credibilidade ética a toda esta baralhada, do “diz”, do “eu”, do “salvador”. Não estamos em tempo de desconfiança por cada palavra dita por um suposto político? Quem fala esteve ao lado das barricadas de Maio de 68, em França, ou nas crises do ano de 1969 em Portugal, principalmente nos meios estudantis. Quem fala viu o seu jornal “esboço”, policopiado, em 18 de Maio de 1970, ser proibido pela comissão de censura. Quem fala foi de castigo para a tropa, e mobilizado para Angola, teve de disparar. Quem fala esteve ao lado das lutas no Vietname, contra os americanos, dos sandinistas na Nicarágua, de El Salvador, de Cuba, mas fundamentalmente do Evangelho em que sempre acreditou. E agora olha para isto, para as eleições concelhias da Maia do PS, ou para a fantochada da demissão de Menezes do PSD, passados seis meses da sua eleição, e vamos continuar a acreditar nisto? Mas também sabe que esteve na recepção a Humberto Delgado, homem do regime, com coragem para a denúncia, no Porto, e viu, ainda pequeno, o povo maltrapilho a vibrar por uma nova humanidade. Continuou na luta clandestina nos quartéis, lutou, na CDE, levou um murro na cara, que a deixou muito maltratada, por agentes da PIDE, em pleno Porto, e não gostaria de ter lutado para que alguns façam da sua vida as rosas, que ensombram os trabalhadores. Por isso é natural que pergunte pelas primaveras do 25 de Abril, pelo Maio de 1968 ou pelo Alberto Martins, de 1969, como Presidente da Associação Académica de Coimbra. È natural que nos interroguemos sobre tudo o que damos a causas, perto ou longe, e depois o que sucedeu, e o que dizem hoje os protagonistas de ontem.

Não nos falta a esperança, nem sequer o dom de continuar a luta, porque em cada rosa florida deste Maio, existe essa primavera que as mulheres e os homens, de braço dado, conferindo o cheiro do caminho de Maio de 68, hoje e agora, mas começa a faltar a paciência de ouvir os papagaios da nossa praça política, de qualquer cor, não foi para isto que tantos e tantos lutaram e caíram, mas por ideais de primavera, de que a política se tornasse o espaço de liberdade e igualdade, onde os famintos e os sem abrigo, não têm lugar. E essa falta de paciência leva-nos a ser mais combativos, a forjar as causas que deram sentido ao nosso caminho, com partido ou sem ele, e a acreditar nos movimentos dos cidadãos, que exigem participar nas decisões comuns. É este colectivo das pessoas que tomam nos seus braços os destinos dos povos, com eles irmanados pelo sentido comum do bem estar, que nos leva a perguntar a tantos políticos, bem sentados nas cadeiras do poder, como outrora cadeiras que partem onde estão os Salazares, onde está a sua primavera, onde pássaros cantam, onde os ralos nos afirmam as canções de embalar. È por isso que hoje nos faltam Maio ou Abril, a utopia de ser socialistas, da luta pelas causas perdidas, que se tornam ganhadoras, e é mesmo por isso que as nossas mãos farão renascer o espírito das primaveras, tão mal tratadas pelas eleições da Maia no PS, ou no PSD. O acreditar é cada dia mais preciso, nas mulheres e nos homens, que sem nada a perderem dão os seus corpos à sanha duma luta sem tréguas, pela construção das primaveras onde as papoilas renasçam e os girassóis se voltem ao vento do sol. Aqui estamos, aqui estaremos, as primaveras nunca mais nos hão-de fugir, e os cadeirões do poder hão - de ruir, como os outros em tempos idos.

Joaquim Armindo

Militante do PS da Maia

jarmindo@clix.pt

http://www.bemcomum.wordpress.com

Escreve esta coluna quinzenalmente.

Problemas de droga não têm limite de idade

Maio 5, 2008 by Lurdes Gomes

Embora possa parecer pontual e inofensivo, o consumo de medicamentos em venda livre pela população em envelhecimento é uma fonte de preocupação crescente na Europa. Analgésicos e comprimidos para dormir disponíveis sem receita médica podem ter efeitos secundários problemáticos, que muitas vezes só se declaram quando é tarde demais. Que nos digam os nossos médicos se isto não é verdade.

O mais recente Relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) prevê que, até 2020, o número de  pessoas com problemas de saúde relacionados com um consumo abusivo de medicamentos mais do que duplique em relação a 2001. E embora a utilização de drogas ilícitas esteja geralmente associada aos jovens, também está a crescer entre as gerações mais velhas. Entre 2002 e 2005, a proporção de pessoas com mais de 40 anos que seguiram um tratamento por consumo de substâncias opiáceas subiu de 8,6 para 17,6 %.

Este fenómeno vai submeter os serviços de saúde da UE a uma pressão acrescida. Para Wolfgang Götz, director do OEDT, é fundamental que os programas até aqui orientados para o tratamento de populações jovens se adaptem às necessidades desta faixa etária mais velha. À luz das previsões relativas ao envelhecimento da população da Europa – em 2028 mais de um quarto dos europeus terá 65 anos ou mais -  não é demasiado cedo para começar a preparar uma resposta adequada.

O relatório destaca algumas áreas onde é possível introduzir melhoramentos:

·         identificação e monitorização da utilização problemática de medicamentação vendida com ou sem receita;

·         antecipação das necessidades dos toxicodependentes mais velhos em termos de tratamento da dependência e de serviços de saúde;

·         reconhecimento dos problemas relacionados com o consumo de álcool e sua combinação possível com o consumo de drogas;

·         definição de tratamentos adequados e eficazes – poderá ser necessário modificar as formas de  tratamento existentes ou desenvolver novas formas.

Os adultos mais velhos que fazem uma utilização abusiva dos medicamentos estão frequentemente em contacto regular com os serviços  médicos, mas estes não estão sensibilizados para detectar ou interpretar correctamente este tipo de situação. Segundo o relatório, este fenómeno poderá levar a um aumento da despesa total com esta faixa etária mais avançada, o que poderá contudo ser evitado com uma intervenção oportuna e eficaz.

Relatório das actividades de segurança no trabalho

Maio 4, 2008 by Lurdes Gomes

Já conhece o Relatório das actividades de segurança no trabalho relativo ao ano de 2007 elaborado pela Autoridade para as Condições de Trabalho?

Este documento visou dar cumprimento ao estipulado no n.º 3 da Resolução da Assembleia da República n.º 44 /2001 que instituiu o dia 28 de Abril como Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho, onde se recomenda “ao Governo a apresentação anual, à Assembleia da República, dos dados disponíveis relativos à sinistralidade laboral, bem como a informação das medidas tomadas e acções realizadas no decurso do ano, assim como as previstas para o ano seguinte, na área da prevenção e segurança no trabalho, e ainda todos os relatórios elaborados pelo Conselho Nacional de Higiene e Segurança no Trabalho”.

 Leia  AQUI o Relatório

 

«My Blueberry Nights»

Maio 3, 2008 by Daniel Ribas

uma pequena desilusão

É importante começar esta crónica por uma declaração de interesses: Wong Kar-wai é, para mim, um dos mais relevantes e decisivos realizadores actuais, se não mesmo o mais importante da minha memória cinéfila (actual). É, por isso, com muita expectativa que se aguarda a estreia dos seus últimos filmes em Portugal. Como se esperássemos mais uma nova obra-prima, daqueles filmes que nos fazem gostar de cinema. É pois de Wong Kar-wai que estreia agora em Portugal «O Sabor do Amor» (título horrível para o intraduzível «My Blueberry Nights»). A expectativa era enorme, até porque este era, desde logo, um projecto arriscado: o primeiro filme de Wong Kar-wai em língua inglesa e produzido nos Estados Unidos (com uma agravante: a cantora Norah Jones, sem nenhuma experiência enquanto actriz, é a protagonista). E como a expectativa era grande, o filme soa a desilusão… Wong Kar-wai é um realizador contemporâneo, misturando um tratamento visual sublime, com histórias cruzadas e densas: basta citar os extraordinários «Chungking Express», «Disponível para Amar» ou «2046». Filmes marcantes de um imaginários cinéfilo actual.

A narrativa do filme segue Lizzie, uma nova-iorquina destroçada pela perda do seu namorado (que tem uma nova namorada). Lizzie encontra no dono de um café, Jeremy, um excelente conversador para estes tempos de tristeza. Jeremy, por seu lado, tem uma prática curiosa: mantém um pote de chaves entregues pelos seus donos, como forma de esquecer o passado. Contudo, Lizzie precisa de fugir ao mundo a que estava habituada e, por isso, viaja. O filme toma parte dessa viagem, mantendo, ainda assim, o contacto entre Lizzie e Jeremy, através de cartas que escrevem entre ambos. No primeiro local onde pára, Lizzie, agora empregada de bar, conhece Travis, um polícia que bebe muito e que não consegue esquecer o seu grande amor, Sue Lynne. Lizzie irá assistir, como o espectador, ao degradar da relação entre ambos, até ao suicídio de Travis, num acidente de carro. É aí que Lizzie resolve partir de novo, agora para um pequeno salão de jogos. Aí conhece Leslie, uma jogadora de póquer para quem o mundo é a forma de desmascarar as mentiras dos outros (aliás, como um jogo de póquer). Em busca do pai de Leslie, Lizzie volta a viajar. Será o último percurso antes do regresso, agora que Lizzie conseguiu o objectivo que se propunha: comprar um carro.

A história de Wong Kar-wai é, obviamente, uma história repleta de pequenas histórias, criadas para sustentar um ideia: a de que é difícil ultrapassar o passado, dar a volta por cima quando se perde alguém que se gosta (um perda que é exclusivamente devido ao fim do amor). Todas se conjugam, cada uma à sua maneira, para dar forma a um sentimento de frustração, de incapacidade de seguir em frente. Em última análise, os filmes de Wong Kar-wai são assim, obsessivos, com um olhar romântico, naquilo que o romantismo tem de escuridão. Daí que grande parte deste filme (mais uma vez, como quase todos os outros) se passe de noite. Para além disso, «My Blueberry Nights» é um filme de acasos: cada encontro parece ser uma história casual, quase improvável. Ainda assim, é desse acaso que nasce a vitalidade destas personagens, porque elas não dominam, de todo, o mundo onde se encontram.

É neste enredo, nestes acasos, que Wong Kar-wai monta o seu aparato visual. Com uma multiplicidade de cores e de planos diversos sobre as mesmas situações, o filme consegue atingir uma densidade visual notável. Sempre foi assim, claro, em todos os filmes do realizador, sempre consciente que esta densidade conflui para uma história quântica, onde nunca há uma ideia de fim, mas apenas de passagem. Contudo - e é nesta ressalva que está a grande desilusão do filme - esta densidade visual não é acompanhada de uma densidade dramática constante. Isto é, se há histórias em «My Blueberry Nights» que são densas (como a de Travis/Sue Lynne ou a de Leslie) o conjunto peca por falta de unidade. Sim, na verdade, Norah Jones não é uma actriz brilhante e deixa o filme ser conduzido pelas interpretações extraordinárias de Rachel Weisz (Sue Lynne) ou de Natalie Portman (Leslie). Parece, nesse sentido, faltar alguma coerência dramática ao filme como um todo.

Além disso, há outro problema/preconceito: por vezes, o filme conjuga os seus factores dramáticos de forma sublime, mas o contexto parece deslocado. Nova Iorque não é Hong-Kong, assim como P.T. Anderson não é Wong Kar-wai (mesmo que os dois sejam dos mais importantes cineastas actuais). Parece que sentimos falta de Hong-Kong e das noites chuvosas dos filmes anteriores. Enfim, preconceito à parte, «My Blueberry Nights» não é tão «bom» como os títulos decisivos de Wong Kar-wai. É um passo atrás, talvez uma forma de re-aprender a olhar «outra» cultura. Mas Wong Kar-wai será sempre um realizador brilhante.

«O Sabor do Amor» («My Blueberry Nights»). Um filme de Wong Kar-wai, com Jude Law, Norah Jones, Chad R. Davis e Natalie Portman. Estados Unidos, 2007, Cores, 90 min.
Site Oficial: http://www.myblueberrynightsmovie.co.uk/

Nascer-do-Sol

Maio 3, 2008 by Lurdes Gomes

 

O BEM COMUM deseja ao nosso querido Amigo Eng. Joaquim Armindo muitos parabéns pelo seu aniversário.

Projecto Árvore é vida

Maio 2, 2008 by Joaquim Armindo

A coordenadora estadual da Mulher, Maria Helena Gonzalez, a convite da International Federation of Business and Professional Women (BPW), estará apresentando, juntamente com a presidente do Comitê do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da BPW, Yara Blochtein, e a presidente da BPW do Brasil, Beatriz Zanella Fett, apresenta o “Projeto Árvore é Vida”, no dia 6 de Maio de 2008, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos da América.

A apresentação acontece durante a 16ª reunião da Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável (CSD), ligada a Divisão para o Desenvolvimento Sustentável do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas. Na oportunidade, serão apresentados os “cases” aos líderes mundiais e demais presentes sobre o histórico do desenvolvimento do projeto “Árvore é Vida” e de suas mais importantes etapas. Está reservado aos representantes do Estado do Rio Grande do Sul um espaço de destaque nesta apresentação na ONU.

O projeto

Em 2006, a Federação Internacional das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais-BPW (International Federation of Business and Professional Women), lançou em setembro, através do seu Comitê Internacional do Meio Ambiente, o projeto “Árvore é Vida”, que tem o compromisso de plantar até o final de 2008, 40 mil árvores das mais diversas espécies, em diversas localidades do mundo, e do Instituto Brasil Ambiente.

Conforme disse Yara Blochtein, da BPW, o projeto “Árvore é Vida” se pauta na busca do desenvolvimento sustentável, ou seja, a humanidade está adotando estratégias e objetivos que promovam o desenvolvimento econômico com preservação do meio ambiente e responsabilidade social. Neste processo de desenvolvimento sustentável, a BPW Internacional, organização que tem status consultivo na Organização das Nações Unidas (ONU), fundada há 77 anos, conta com a participação de mulheres de negócios e profissionais de 100 países.

Histórico do Projeto “Árvore é Vida”

A proposta do “Projeto Árvore é Vida” surgiu a partir da análise de que apesar dos avanços científicos, da modernização e da organização de redes tecnológicas, que geram informação, abrem canais, descobrindo curas e conectando o ser humano com o mundo, os recursos e energias são utilizados de forma indevida pelo homem, e seu exagero, ocasiona o desequilíbrio ecológico, catástrofes, violência, e empobrecimento. A superação deste referencial e padrão violento, e a construção de um mundo melhor para nossas futuras gerações é o desafio da BPW e do projeto.

No estado do Rio Grande do Sul, o projeto “Árvore é Vida”, foi lançado no dia 5 de junho de 2007, Dia Mundial do Meio Ambiente, no Parque Marinha do Brasil. Na ocasião, a governadora Yeda Crusius e a Coordenadora Estadual da Mulher, Maria Helena Gonzalez, prestigiaram o evento. A Governadora plantou uma muda de figueira no parque, acompanhada da presidente do Comitê do Meio Ambiente da BPW - Internacional, Yara Rosenmann Blochtein e junto com as amigas do time de Vôlei plantou a Árvore da Amizade.

Em Brasília , o plantio ocorreu com a presença do vice-presidente, José Alencar Gomes da Silva, a BPW Brasil, autoridades e mulheres de negócios de diversas partes do país.

Projeto “Árvore é vida” em 2008

Nesse ano, no Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), às 15h, o governo do Estado, através da Coordenadoria Estadual da Mulher e secretaria do Meio Ambiente, juntamente com a BPW e demais parceiros, como Famurs e secretaria municipal do Meio Ambiente, farão o Plantio de 300 mudas de Ipê. Segundo a coordenadora estadual da Mulher, Maria Helena Gonzalez, a ação deste plantio, será estendida aos demais municípios gaúchos para que ocorra, em hora e data simultaneamente à Capital.

O objetivo é realizar um grande plantio, criando um espaço de preservação da biodiversidade, com espécies florestais, em local aberto ao público, com as finalidades de educação, pesquisa e recreação aos cidadãos do Rio Grande do Sul para conscientização de sua responsabilidade com a natureza.

AMBIENTE

Maio 1, 2008 by Lurdes Gomes

A Comissão Europeia congratula-se com a adopção da directiva relativa à qualidade do ar ambiente e a um ar mais limpo na Europa.

Esta directiva reflecte fielmente a proposta apresentada pela Comissão em 15 de Setembro de 2005 e é reveladora da firme determinação da União Europeia em melhorar a qualidade do ar no seu território. Nesse sentido, são estabelecidas normas obrigatórias para as partículas finas (PM2.5).


Nas palavras de Stavros Dimas, Membro da Comissão responsável pelo Ambiente:
«A União Europeia deu hoje um passo decisivo na luta contra uma das principais causas de problemas ambientais e sanitários. Os cidadãos europeus estão preocupados com a poluição atmosférica. A nova directiva «Qualidade do ar» vem responder a essa preocupação com a adopção de normas ambiciosas, mas realistas, para a poluição por partículas finas (PM2.5) na União Europeia.»


Normas para reduzir a concentração de partículas finas


A directiva hoje adoptada funde quatro directivas e uma decisão do Conselho numa única directiva sobre a qualidade do ar. São estabelecidas normas e fixados prazos para reduzir as concentrações de partículas finas, que, juntamente com as partículas mais grosseiras (PM10), já regulamentadas, se contam entre os poluentes mais perigosos para a saúde humana.


A directiva prevê que, até 2020, os Estados-Membros reduzam, em média 20 %, a exposição às PM2.5 nas zonas urbanas, relativamente aos níveis de 2010. Os Estados-Membros ficam igualmente obrigados a reduzir os níveis de exposição nessas zonas para valores inferiores a 20 microgramas por metro cúbico até 2015. O mais tardar em 2015, mas, se possível, já em 2010, os Estados-Membros terão ainda de respeitar, em todo o seu território, o valor máximo de 25 microgramas por metro cúbico fixado para as PM2.5.


Maior flexibilidade no cumprimento das normas de qualidade do ar

A directiva agora adoptada introduz novos objectivos para as partículas PM2.5, mas mantém inalteradas as normas de qualidade do ar actuais. Os Estados-Membros beneficiarão, porém, de maior flexibilidade no cumprimento de algumas dessas normas nas zonas em que seja difícil observá-las. Vinte e cinco dos vinte e sete Estados-Membros da União Europeia estão a ter dificuldades em respeitar os valores máximos fixados para as PM10, que estão a ser excedidos em pelo menos uma parte dos seus territórios.


Os prazos de cumprimento estabelecidos podem ser dilatados em três anos após a entrada em vigor da directiva (meados de 2011), no caso das normas fixadas para as PM10, e no máximo em cinco anos no caso do dióxido de azoto e do benzeno (2010-2015), desde que a legislação comunitária conexa, como a relativa à prevenção e controlo da poluição industrial, seja integralmente aplicada e vão sendo tomadas as medidas mitigadoras apropriadas. A directiva contém uma lista das medidas a ponderar.


Contexto

A nova directiva relativa à qualidade do ar é uma das medidas fundamentais da Estratégia temática sobre a poluição atmosférica adoptada pela Comissão em Setembro de 2005.

Essa estratégia estabeleceu objectivos ambiciosos, e numa perspectiva de optimização da relação custo/eficácia, para melhorar a saúde humana e a qualidade ambiental até 2020.


A directiva será publicada no Jornal Oficial da União Europeia em Maio de 2008, juntamente com uma declaração da Comissão sobre o estado de elaboração e adopção de outras medidas destinadas a atacar o problema dos diversos tipos de emissões.

Já existe legislação da União Europeia sobre as emissões de escape dos automóveis e, em Dezembro de 2007, a Comissão apresentou uma proposta legislativa com vista a uma melhor eficácia da legislação comunitária no domínio das emissões industriais e outra proposta sobre a limitação das emissões de escape dos motores dos veículos pesados.


A nível internacional, a União Europeia segue com interesse os progressos efectuados pela Organização Marítima Internacional (IMO) na redução do teor máximo de enxofre permitido nos combustíveis para navegação marítima.

Fonte: Portal da Comissão Europeia

 

Derrubar as barreiras da ignorância por meio do diálogo

Abril 30, 2008 by Lurdes Gomes

O Ano Europeu do Diálogo Intercultural é marcado por uma série de debates que servirão de base para definir a futura estratégia da União Europeia em prol do diálogo intercultural. Cada um dos debates reúne comissários europeus, deputados, actores da sociedade civil, membros de grupos de reflexão, jornalistas e estudantes em torno de um tema.

O próximo encontro, organizado a 14 de Maio, terá por tema o diálogo inter-religioso. Este diálogo é agora mais necessário do que nunca, dado vivermos numa época em que se exacerbam as afirmações de identidade e os fundamentalismos religiosos.  Como promover o respeito mútuo e a compreensão entre os povos e as religiões, como valorizar a nossa diversidade cultural e religiosa, e unir os cidadãos para além das convicções e credos serão as grandes questões do terceiro debate do ano.

Os dois primeiros debates tratam do impacto das migrações no diálogo intercultural e do papel da cultura e da arte na compreensão entre os povos. Estão já agendados quatro outros encontros para o resto do ano. O programa inclui o diálogo intercultural no local de trabalho, o multilinguismo, a educação e, por último, o papel dos meios de comunicação social.

Os debates estão abertos a todos e pode inscrever-se ou dar a sua opinião no fórum em linha uma semana antes e uma semana depois da data do debate.

O Ano Europeu do Diálogo Intercultural oferece uma ocasião para participar na construção de uma forma de «viver melhor em conjunto». Para além dos debates, serão realizados, durante todo o ano de 2008, projectos destinados aos jovens, projectos culturais ou sobre cidadania e ainda 27 projectos nacionais.

Amanhã estreia

Abril 30, 2008 by Daniel Ribas


«My Blueberry Nights», o último filme de Wong Kar-wai