A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) acaba de anunciar o vencedor do concurso de fotografia, subordinado ao tema da segurança e saúde no local de trabalho.
Portugal também estava lá.
Veja aqui: Vencedores
A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) acaba de anunciar o vencedor do concurso de fotografia, subordinado ao tema da segurança e saúde no local de trabalho.
Portugal também estava lá.
Veja aqui: Vencedores

O Conselho de Administração da OIT examinou esta semana a resposta do mundo do trabalho à crise económica mundial e avaliou as perspectivas reais de uma retoma do emprego no quadro do Pacto Mundial para o Emprego, adoptado pela Conferência Internacional do Trabalho em Junho de 2009.
Leia aqui: Pacto Mundial para o Emprego


Leia aqui: Relatório da OIT sobre salários
A Organização Internacional do Trabalho constata pelo 2º ano consecutivo uma erosão nos salários devido à crise económica, apesar dos sinais de recuperação económica.

Conta a história que:
Certo dia, sob o vendaval e a neve, equipado e armado, montado a cavalo, S. Martinho viu um mendigo seminu, tiritando de frio, estendendo para ele a sua pobre mão ossuda e congelada.
O Santo parou o cavalo, tomou com caridade a mão desse abandonado e, em seguida, tomou da espada, cortou pelo meio a sua capa de agasalho, deu metade dela a esse miserável peregrino e, envolto na outra metade, sacudiu a rédea e prosseguiu através da tormenta, do vento e da neve.
Subitamente, porém, no caminho do soldado, a tempestade desfez-se, amainou o tufão e a geada, o céu descobriu instantaneamente, como por encanto, a sua profundidade límpida e azul, e um sol acariciante e resplandecente inundou a terra de alegria e vestiu de luz e calor esse cavaleiro caridoso.
Deus, reconhecido, para que não se apagasse da memória dos homens a notícia deste acto de bondade, praticado por um dos seus eleitos, dispôs que em cada ano, na mesma época em que S. Martinho se desfez da metade da capa, por alguns dias se interrompesse o Inverno, cessasse o frio, sorrisse o céu e a terra, e um calor saudasse a natureza, sempre insensível à vontade dos homens, em memória daquele que, em certo dia, humilde soldado, trotando a sós por um caminho, desafiou e venceu a fúria insuperável dos elementos.


No dia 9 de Novembro, faz 20 anos que as autoridades da Alemanha de Leste finalmente cederam à pressão dos seus cidadãos e os autorizaram a deslocar-se livremente entre Berlim Leste e Berlim Ocidental.
Em 1989, após a incredulidade inicial face a essa notícia, rapidamente se multiplicaram as manifestações de regozijo nas ruas e se formaram longas filas para visitar o «outro lado», dando origem a não poucos reencontros emotivos. Esse dia marcou o culminar de uma série de movimentos de contestação, muitos clandestinos, contra os regimes comunistas da Europa de Leste.
Para comemorar o fim da cortina de ferro, serão organizados eventos culturais em toda a Europa.
O Muro de Berlim dividiu a cidade em duas partes desde 1961.
Os primeiros sinais de mudança surgiram em 1988, quando, após uma série de greves, o governo polaco aceitou entrar em conversações com o movimento Solidariedade. Depois disso, rapidamente as vagas de contestação se propagaram pelo resto da Europa de Leste.
Em Maio de 1989, a Hungria abriu as suas fronteiras com a Áustria, criando uma primeira brecha na cortina de ferro. Em Agosto do mesmo ano, dois milhões de pessoas dos três países Bálticos (Letónia, Estónia e Lituânia) deram as mãos para formar um cordão humano de 600 km entre as suas capitais e chamar assim a atenção para a sua ânsia de independência.
Em 3 de Outubro de 1990, a Alemanha de Leste e a Alemanha Ocidental foram formalmente reunificadas e o território da antiga Alemanha de Leste integrado na UE. À medida que outros regimes comunistas se foram desmoronando e sendo substituídos por governos livremente eleitos, começaram a ser tomadas medidas para os ajudar a satisfazer os critérios de adesão à UE: instituições democráticas estáveis, o Estado de Direito, a protecção dos direitos humanos e uma verdadeira economia de mercado.
Desde então, dez antigos países comunistas cumpriram esses critérios. Em 2004, aderiram à UE a República Checa, a Polónia, a Letónia, a Lituânia, a Estónia, a Hungria, a Eslováquia e a Eslovénia. Em 2007, foi a vez da Roménia e da Bulgária.
Os cidadãos europeus podem actualmente viajar, trabalhar e estudar livremente em 27 países, as empresas beneficiam de um mercado europeu cada vez mais integrado e a Eslováquia e a Eslovénia adoptaram o euro, a moeda única europeia.
Tudo isto tem contribuído para a paz e a estabilidade na Europa.


No dia da Infância, comemorado hoje, vale a pena visitar este site e relembrar os “DIREITOS DA CRIANÇA”

As previsões para o próximo ano apontam para uma recuperação gradual e um crescimento lento.
A UE está a sair da recessão, tendo o PIB aumentado no segundo semestre de 2009. Porém, devido à grave desaceleração do crescimento registada no início do ano, as previsões para o ano de 2009 considerado no seu conjunto mantêm-se inalteradas, devendo registar-se uma diminuição do PIB de 4%.
A mais longo prazo, a economia deverá crescer apenas 0,75% em 2010 e 1,5% em 2011.
A recuperação deve-se, sobretudo, à melhoria do comércio mundial e das condições financeiras. Todavia, tanto a política monetária como as despesas públicas têm também estimulado a actividade.
No próximo ano, vários factores travarão o crescimento e a procura de bens e de serviços diminuirá. Entre esses factores, figuram o aumento das taxas de desemprego e a necessidade de reduzir a dívida, quer por parte das agregados familiares quer por parte das empresas.
Prevê-se que, em 2010, o desemprego atinja 10,25% na UE e que o défice público aumente para 7,5% do PIB.
Depois de terem estagnado durante a recessão, os preços no consumidor deverão aumentar, mas a inflação manter-se-á relativamente baixa. É de salientar que as diferenças a nível da inflação entre os vários países serão menos pronunciadas do que antes da crise.
A recuperação da economia poderá ser inesperadamente acentuada nos próximos meses. Resta saber se será duradoura.
A Comissão Europeia publica habitualmente previsões económicas quatro vezes por ano: previsões completas na Primavera e no Outono e previsões intercalares e parciais em Fevereiro e Setembro.
O relatório intitulado “Diversidade dos trabalhadores e avaliação de riscos: garantir uma abrangência total” destaca a necessidade de se proceder a avaliações dos riscos inclusivas, de modo a ter em conta a diversidade da mão-de-obra aquando da avaliação dos riscos e na gestão dos mesmos.
Apresenta exemplos interessantes de prevenção dos riscos a que estão expostos grupos de trabalhadores mais vulneráreis, tais como trabalhadores portadores de deficiência, migrantes, jovens e idosos, mulheres e temporários.
Visitar a secção Avaliação dos Riscos

A nova biblioteca digital da UE proporciona acesso ao público a publicações da UE dos últimos 60 anos.
A 16 de Outubro, a EU bookshop inaugurou a sua biblioteca digital, da qual fazem parte todos os documentos publicados pela UE desde 1952 (cerca de 110 000 publicações). Com os últimos arquivos reunidos, a biblioteca passou a ter mais de 12 milhões de páginas digitalizadas em 50 línguas.
Um dos documentos mais antigos da biblioteca é um discurso proferido em Setembro de 1952 por Jean Monnet, personalidade-chave da integração europeia, na Assembleia que viria a converter-se mais tarde no Parlamento Europeu.
A biblioteca digital foi criada em resposta à enorme procura de versões digitais de publicações esgotadas. O serviço de PDF a pedido atingiu a saturação seis meses após o seu lançamento pela EU bookshop em 2007.
A livraria é gerida pelo Serviço de Publicações da UE, que só em 2008 editou 842 números do Jornal Oficial da União Europeia e outros 8446 títulos, num total de 46,3 milhões de exemplares. Na EU bookshop, o leitor pode descarregar cópias de todas estas publicações (em formato PDF) ou encomendar exemplares impressos.
A nova biblioteca ficará ligada à Europeana, projecto digital em que participam bibliotecas e arquivos de toda a Europa.
Mais informações sobre a EU bookshop
EUR-Lex: direito europeu em linha
A segurança e saúde dos 3,6 milhões de europeus que trabalham no sector da limpeza foi o tema central da “Semana Europeia da Segurança e Saúde no Trabalho” que teve lugar este ano de 19 a 23 de Outubro.
Encontram-se disponíveis a partir de agora na Internet vídeos sectoriais sobre a avaliação de riscos no sector da limpeza, HORECA e a construção.
Leia aqui:

A associação ambientalista Quercus denuncia que uma empresa de transportes de Alcanena está a depositar resíduos industriais perigosos numa zona próxima de cursos de água subterrâneos junto ao Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros.
A Quercus afirma que nem a GNR, nem os serviços do Ministério do Ambiente estão a cumprir o dever de fiscalizar este tipo de ilegalidades.

Cerca de 4000 representantes de 1500 organizações são esperados em Estocolmo para participar nas Jornadas Europeias do Desenvolvimento, onde estarão em foco os esforços da UE para promover o desenvolvimento.
“Cidadãos e desenvolvimento” é o lema das jornadas deste ano, que se centrararão nos efeitos do aquecimento do planeta e da recessão nos países mais pobres.
Embora sejam os que em princípio menos contribuem para isso, estes países são especialmente afectados tanto pela recessão económica como pelas alterações climáticas.
A subida do nível das águas do mar, a desertificação e o aumento da frequência e da gravidade das catástrofes naturais poderiam empurrar milhões de pessoas para situações de pobreza e anular os progressos já realizados em matéria de objectivos de desenvolvimento do Milénio. Além disso, a actual situação económica levou a uma redução das ajudas aos países em desenvolvimento, reduzindo a segurança alimentar em regiões já de si vulneráveis.
Ao reunir políticos, funcionários públicos, ONG, empresários, representantes dos meios académicos, investigadores e os meios de comunicação social, as Jornadas Europeias do Desenvolvimento constituem uma oportunidade para se estabelecer contactos, partilhar experiências e encontrar novos parceiros para projectos de desenvolvimento.
O evento, com uma duração de três dias (a partir de 22 de Outubro), inclui seminários, fóruns de discussão e workshops. No âmbito da “Aldeia do Desenvolvimento”, as organizações têm a oportunidade de se dar a conhecer aos delegados e ao público em geral, e de os sensibilizar para os seus objectivos.
Serão também atribuídos vários prémios relacionados com o desenvolvimento, nomeadamente o prémio de jornalismo Lorenzo Natali destinado a contemplar reportagens sobre questões de direitos humanos, democracia e desenvolvimento.
Constituindo o ponto mais alto da campanha Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis que, durante dois anos, procurou dar a conhecer a importância da avaliação de riscos, a Semana Europeia da Segurança e Saúde no Trabalho deste ano, que decorrerá de 19 a 23 de Outubro, apresenta um novo relatório, que demonstra que uma boa avaliação dos riscos pode eliminar ou reduzir drasticamente os riscos no trabalho.

Um inquérito de opinião pan-europeu recentemente realizado pela EU-OSHA faculta dados actuais e fiáveis sobre a impressão que as pessoas têm do seu ambiente de trabalho.
De acordo com os resultados do inquérito, de um modo geral, os europeus temem que a actual crise económica possa afectar negativamente a saúde e a segurança no trabalho. A maioria dos europeus considera ainda que a saúde e a segurança no trabalho são um factor importante na escolha de um novo emprego.
Os resultados do inquérito podem ser consultados em inglês (UE27) ou, por Estado-Membro, nas línguas nacionais.
Consultar os resultados
Daniel Ribas, maiato, um dos autores deste Blogue, é reconhecido pela sua competência de investigador de cinema em vários países, desta vez no Brasil.
Poderá não ser reconhecido na Maia, pelos poderes instituidos, mas está a sê-lo em países estrangeiros e em Portugal, menos na Maia. À consideração do Vereador da Cultura, ninguém está a pedir emprego ou tachos, mas a revelar o que os jovens maiatos podem fazer. Aqui vai um resumo da sua conferência, publicado em jornal brasileiro:
Cinema Português no XIII SOCINE – USP – BRASIL
Já é conhecido o programa da edição deste ano do Encontro Anual da SOCINE, que decorrerá em São Paulo entre 7 e 10 de Outubro próximo.
À semelhança das últimas edições, o cinema português volta a ser tema para diversas apresentações:
Dia 9 de Outubro, 11:30 – 13:15, Sala 6 – CTR
Mesa: Cinema Português
Violência e realismo nos filmes de João Canijo
Daniel Ribas
Resumo:
Esta comunicação pretende discutir a obra decisiva do realizador português João Canijo na sua dimensão estética. Para além da análise do seus filmes, serão contrastados os conceitos de “Escola Portuguesa” e a novíssima geração do cinema português, iniciada nos anos 90. Pretender-se-á esclarecer a forma distintiva da construção cinematográfica e estética do autor, o que implicará, também, a análise da violência (narrativa e gráfica) com que os seus filmes se apresentam.
Resumo Expandido:
João Canijo é, reconhecidamente, um dos novos autores do novíssimo cinema português, conjuntamente com um grupo de realizadores que se impuseram no panorama cinematográfico português, renovando o conceito da “Escola Portuguesa” (e onde se incluem autores como Pedro Costa, Teresa Villaverde, João Pedro Rodrigues ou Miguel Gomes). Esta novíssima geração desenvolveu, desde o início dos anos 90, um conjunto de projectos significativo, alcançando legitimação no circuito dos principais festivais internacionais e procurando uma voz específica no contexto do cinema português. Este movimento autoral marcou a diferença com o cânone estabelecido, optando por novas estratégias temáticas e cinematográficas. É, pois, neste contexto que, nos últimos 10 anos, Canijo desenvolveu um corpus de filmes significativo a nível da crítica e da recepção internacional (esse corpus está representado em quatro longas-metragens: Sapatos Pretos, Ganhar a Vida, Noite Escura e Mal Nascida), de que é paradigma a sua presença consecutiva em duas edições do Festival de Cannes. A sua obra também foi alvo de uma legitimação avassaladora na crítica nacional. Apesar de não pretendermos analisar a complexidade da obra do autor, para simplificarmos, as grandes questões que atravessam o cinema de João Canijo passam, sobretudo, por três vectores essenciais: (1) uma necessidade de fazer, nos seus filmes, um retrato da identidade nacional; (2) a utilização da tragédia grega clássica como suporte textual base para uma adaptação contemporânea; e, finalmente, (3) a sua abordagem cinematográfica e estética. A junção destes três vectores permitem esclarecer a densidade do seu cinema e atribuir uma marca autoral que é devedora de uma tradição do cinema de autor em Portugal. Esta comunicação pretenderá abordar apenas as suas últimas quatro longas-metragens já que constituem, do nosso ponto de vista, a sua fase da maturidade. Esta investigação centrar-se-á no ponto de vista da orientação estética destes filmes, deixando os dois outros vectores nas inter-ligações que, necessariamente, estabelecem com esta orientação. Pretender-se-á, também, fazer uma leitura contextual desta pesquisa com a tradição recente do cinema português – a “Escola Portuguesa” – e com a geração dos anos 90. Em termos sumários, poderemos afirmar que a abordagem estética de Canijo opta por uma construção cinematográfica diversa da usada pela “Escola Portuguesa”, sobretudo devido à sua exigência realista em diferentes planos: a direcção de actores, a construção fotográfica ou a movimentação de câmara (onde se abordará a ideia de um plano sequência fragmentado). Este caminho realista é, sem dúvida, uma característica contemporânea e que atravessa também as tendências do novíssimo cinema português (a partir dos autores que se afirmaram no final da década de 90), mas, em Canijo, opta por uma abordagem própria, sobretudo pela intensidade de todos os meios empregues (e, nesse sentido, tentaremos investigar o conceito de hiper-realismo). Esta dimensão estética implica também, como consequência da sua visão realista e da utilização de tragédias gregas como texto base, uma dimensão violenta, que pretenderemos afirmar como uma característica distintiva do cinema de Canijo. Esta violência passa, é claro, pela estrutura narrativa adoptada, mas também pela dimensão gráfica que esta violência assume no ecrã. Em conclusão, esta comunicação questionará as opções puramente cinematográficas e que envolvem uma carga criativa visual determinante no contexto da obra do realizador.
Bibliografia:
Baptista, Tiago (2008). A Invenção do Cinema Português. Lisboa, Tinta-da-China. Coelho, Eduardo Prado (1983). Vinte Anos de Cinema Português (1962-1982). Lisboa, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. Costa, João Bénard da (1991). Histórias do cinema. Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Ferreira, Carolin (2007). O Cinema Português Através dos seus Filmes. Porto, Campo das Letras. Ferreira, Carolin Overhoff (2005). “The Adolescent as Postcolonial Allegory: Strategies of Intersubjectivity in Recent Portuguese Films.” Camera Obscura 20(2_59): 35-71. Grilo, João Mário (2006). cinema da não-ilusão. Lisboa, Horizonte. Lemière, Jacques (2006). “«Um centro na margem»: o caso do cinema português.” Análise Social XLI (180): 731-765. Monteiro, Paulo Filipe (2004). “O Fardo de Uma Nação.” Portugal: Um Retrato Cinematográfico. Lisboa, Número – Arte e Cultura.
Mini currículo:
Doutorando e investigador da Universidade de Aveiro (Centro de Línguas e Culturas); é professor do Instituto Politécnico de Bragança (EsACT). Licenciado em Som e Imagem pela Universidade Católica (especialização em Argumento). Durante vários anos foi argumentista free-lancer e gestor de conteúdos de uma produtora audiovisual. Foi também crítico de cinema do jornal “O Primeiro de Janeiro”. É membro da direcção da Associação Portuguesa de Argumentistas (APAD) da qual é editor da sua revista online
PS: 38,6%
Narciso: 29,6%
PSD/CDS-PP: 21,1%
CDU: 4,7%
BE: 3,2%
OBN: 2,8%
Aqui.
A soma dá 96,1%.